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A mostrar mensagens de 2017

No 12 Minute Convos

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O Engel Jones tem um projecto de dimensões extraordinárias: chama-se 12 Minute Convos e é um podcast em que ele entrevista pessoas de todo o mundo, com outros podcasts ou com histórias interessantes para contar. Eu tive a honra e o prazer de ser um dos convidados, naquele que é o 1510.º episódio do programa. Nunca nos conhecemos pessoalmente, mas o maravilhoso mundo da internet (ou, mais precisamente, o LinkedIn) permitiu que o Engel descobrisse o meu À Beira do Abismo, sobre o qual estivemos à conversa - mas há outros temas catitas pelo meio. Podem ouvir tudo clicando aqui.

Eu na Take

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Em Julho passado fui convidado pela malta da Take Cinema Magazine para escrever umas coisas, tanto no site deles como na revista online. Este é o primeiro número dessa publicação que contém textos da minha autoria. 
É uma honra participar num projecto que tem tanta gente fixe incluída. A revista está disponível em take.com.pt ou issuu.com/take. Ide espreitar!

A definição de Arte

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Rebeldes com causas

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Pretty in Pink foi escrito por John Hughes e, apesar de não contar com a sua presença na realização, é um filme que, por ser tão próximo do seu estilo e da sua linguagem, lhe é várias vezes creditado nesse campo, algo que é realmente errado, sim, mas não totalmente descabido.
Não se trata de um erro qualquer, de uma simples troca de nomes entre um realizador mais conhecido do que o outro, até porque Howard Deutch parece simplesmente cumprir esse papel de mediador entre a escrita de Hughes e o que ficou filmado. Diríamos, até, que durante as tantas semanas de rodagem, o corpo de Deutch foi possuído pelo espírito de Hughes, que levou a sua avante assinando, no fim, com outro nome.

É claro que a última frase não passa de um enorme disparate, até porque Hughes deveria ter mais que fazer do que cirandar entre outras almas no plano do sobrenatural. Todavia, o erro, como eu estava a dizer, justifica-se por Pretty in Pink ser um filme 100% Hughes. Por isso, podemos apontar a razão mais natura…

Um pirata dos anos 80

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Matthew Broderick é um miúdo viciado na “alta tecnologia” dos anos 80, que começa a hackear alguns computadores que lhe dão jeito: o da escola, para alterar uma nota negativa; uma agência de viagens, para comprar bilhetes sem ter de tirar um tostão do bolso… e, por acidente, o sistema informático de um centro militar! Com pequenos gestos ele pode, a partir de agora, provocar grandes alterações em sistemas informáticos diversos, e graças a isso, surgirão algumas consequências menos boas. É esta a base de um dos filmes-chave do pânico nuclear dos anos 80 por excelência, ou como lhe gosto de chamar, com muita prosápia (mas pouquíssima - ou nenhumíssima - credibilidade), o Dr. Strangelovepara a era do boom dos teen-movies e dos Arcades.
Numa época em que a internet não era mais do que uma coisa restrita aos grupos do poder - o que motivava ainda mais a entrada clandestina de alguns hackers mais ou menos experientes - John Badham lança WarGames, filme tão intrinsecamente ligado à sua époc…

O abismo voltou

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À BEIRA DO ABISMO voltou há umas semanas e irá bombar como nunca, tanto no plano ficcional do programa como no das entrevistas. 
Ontem passei por aqui e pseudo-deprimi com o decréscimo gigantesco do número de posts nos últimos dois anos. Por isso, e como quero recuperar alguma da essência deste blog, e que o mesmo não continue a ser um repositório de links de coisas que faço noutros sítios (que ocupam mais de 70% do pouco que por aqui se postou desde 2015 - e perco mais tempo a partilhar coisas do que efectivamente a fazê-las), fica aqui a dica: do vosso lado esquerdo encontram uma imagem, exactamente igual a esta, onde poderão clicar e encontrar todas os novos episódios do meu podcast. Já saíram três, este fim de semana sai mais um, e assim sucessivamente de quinze em quinze dias. Gracias!

Politiquices correctas

Meus caros, só para que saibam (porque parece que continuamos a bater no fundo nesta questão), há dois tipos de "Politicamente Correcto" - expressão que, por si só, não faz jus a uma coisa que é muito importante nestes tempos estranhos que estamos a viver: a boa interpretação dos dizeres alheios. 
Um deles é, lá está, verdadeiramente correcto e, creio, necessário. 
O outro é apenas fanatismo ignóbil. 
Há ainda aqui uma terceira categoria nesta questão: a do uso manipulado do "Politicamente Correcto", como um mecanismo para que pessoas preconceituosas utilizem a sua ignorância como uma arma. Esta situação também pode ser designada como uma espécie de vilania que anda a pairar pelo mundo e a ganhar cada vez mais espaço mediático. 
Não vale a pena confundir as três coisas. É perigoso, até (pelo menos é o que dizem!) 
Vejamos o exemplo, tendo em conta a seguinte situação, fora da nossa realidade (porque assim talvez alguns percebam melhor o problema), e as 3 alternati…

100% algodão

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Inventar e desenhar uma banda desenhada é um exercício de longe mais útil, em todos os sentidos, do que fazer uma redacção sobre o dia da mãe ou da árvore. Aquele implica: conceber um argumento, elaborá-lo, estruturá-lo e organizá-lo em vinhetas, inventar os diálogos, caracterizar física e psicologicamente as personagens, etc. Coisas que, por vezes, as crianças, por serem inteligentes, fazem sozinhas por diversão, quando possivelmente na escola têm negativa à sua língua materna.
in A Gramática da Fantasia, de Giovanni Rodari, pgs. 120-121 (edição: Faktoria de Livros, 2017)
Um filme a que ninguém vai dar dois tostões de dignidade é este: Captain Underpants: The First Epic Movie. Já estão os cinéfilos a torcer o nariz para o que vai ser debitado nas próximas linhas, mas como eu defendo que o Cinema não se faz só (felizmente!) das obras que constam dos cânones académicos, cá vai. 
Para quem não conhece, o super-herói que dá título ao filme é uma criação de duas crianças (George e Harold) …

À Beira do Abismo... e Diogo Ferreira & Rafael Fonseca!

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Neste 13.º programa da série há uma conversa entre dois jovens cinéfilos: Diogo Ferreira, que escreve coisas sobre o tema no Espalha-Factos, e Rafael Fonseca, que posta opinações na plataforma mubi e afins. Ambos já fizeram curtas metragens e têm coisas interessantes a dizer sobre filmes, a teoria dos autores e o Michael Bay. Já o inspector Sax começa a suspeitar do seu médico, que lhe receita umas férias prolongadas, contra a vontade do nosso herói! Podem ouvir tudo aqui em baixo ou no iTunes!

A Matéria dos Sonhos

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Do final de Perchance to Dream, o nono episódio da primeira temporada da Twilight Zone.

À Beira do Abismo... Nas Nalgas do Mandarim!

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No dia de Portugal, sai mais um capítulo das mirabolantes aventuras deste podcast. São 3 os convidados que preenchem esta 12.ª emissão: Carlos Reis, Miguel Ferreira e Pedro de Alarcão Lombarda. São bloggers e autores do podcast Nas Nalgas do Mandarim - o único que, em Portugal (e quiçá na Europa!), consegue juntar cinema e javardice com igual qualidade. A conversa junta alguns dos temas preferidos desta trupe: o mundo dos blogs, moçoilas bonitas e trocadalhos do carilho. Ah, e falam-se de alguns filmes, também. Para aquelas duas ou três pessoas que estão interessadas na missão do Inspector Sax, confirmamos que serão feitas revelações surpreendentes. Ou então não. É questão de confirmarem escutando o que se segue, via mixcloud ou no iTunes! (capa de Carla Rodrigues)

Nesta mesma semana saiu também a minha participação no podcast destes senhores. Contém palhaços assassinos, Mr. T transsexual em noites de lua cheia e outras temáticas: foi um privilégio participar nas Nalgas, proclamando …

À Beira do Abismo... e João Leitão!

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JOÃO LEITÃO, realizador de «Capitão Falcão», «Um Mundo Catita» e «O Grande Monteleone», é o convidado do 11.º episódio desta saga que conjuga mistério e parlapiê com inesquecível categoria. A conversa foi gravada ao vivo no âmbito do Atelier24 - um grande evento cultural que deu a conhecer o trabalho de realizadores, músicos, poetas e actores, num percurso por vários espaços emblemáticos de Lisboa. O inspector Sax volta ao activo, mas não da maneira mais óbvia.

À Beira do Abismo... e Sabrina D. Marques!

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O décimo episódio destes Abismos podcásticos sai no dia de todos os milagres. Não há espaço para previsões ou análises do divino, do futebol ou da Eurovisão, mas a convidada desta emissão conversa sobre muitas outras coisas bem interessantes. A Sabrina D. Marques tem um currículo invejável que passa pelo cinema, a literatura e outras artes. Esta entrevista foi gravada na Galeria Germinal, que poderão também ficar a conhecer aqui. E continua a história meio macabra da investigação do Inspector Sax. Disponível no Mixcloud (widget abaixo) e no iTunes!

Adivinha quem vem jantar

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Não é a “última coca cola do deserto” ou uma das surpresas do ano, e provavelmente o filme foi vítima de todo o gigantesco hype que rodeou o seu lançamento. Get Out é um conto negro (passe-se a estranha e acidental redundância) de macabros contrastes, que lida com pequeníssimas doses de “horror” e algum suspense para criar uma atmosfera que, por momentos, é muito intrigante. 
Nas melhores sequências do filme, na odisseia horrível em que o protagonista se mete e quando aos poucos vai descobrindo a verdade, nota-se a grande capacidade de Jordan Peele em agarrar o espectador, através de uma montagem que não foi feita em piloto automático, como é costume na maioria dos filmes americanos mais mainstream (e um filme que consegue ter planos com mais de 5 segundos, nos dias que correm, é de louvar). Veja-se por exemplo quando Chris chega a casa dos “sogros”: um plano relativamente “longo”, filmado à distância dessa cena, do ponto de vista do jardineiro. É uma ideia muito simples que serve lo…

Quem te viu e quem te vê

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The Pantages Circuit was composed of a string of semi-medieval theatres stretching from Chicago to the Coast and back again. We were on our way from Duluth to Calgary and had a three-hour layover in Winnipeg. We stashed our hand luggage in the depot and all the boys, except me, automatically headed for the nearest pool-room. In recent weeks I hadn’t been too hot with the cue, and decided that I needed a brief sabbatical from the green cloth. I left the boys and the depot (in that order), and walked up the main street. A half-block away from a frowzy-looking theatre I heard roars of laughter. I decided I had better go in and see who could possibly be that funny. On the stage were eight or ten assorted characters in an act called “A Night at the Club.” One of these actors wore a very small moustache and very large shoes, and while a big, buxom soprano was singing one of Schubert’s lieder, he was alternately spitting a fountain of dry cracker crumbs in the air and beaning her with overri…

À Beira do Abismo... e Joana Esperança Andrade e Raquel Santos Silva!

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Neste episódio, estive à conversa na rua, em pleno 25 de Abril, com duas senhoras que fazem muita coisa. Escrevem, podcastam, trabalham em coisas digitais, e gostam de falar de temáticas. Há algum ruído de vento durante a emissão, mas a galhofa compensa qualquer barulho provocado pela gravação amadora. O Inspector Sax pode não aparecer (continua no hospital), mas há alguém que quer falar com ele...

Uma vez na vida

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A primeira vez que vi o Stop Making Sense foi numa sessão do Monumental, há coisa de um ano e meio, entre vários títulos de uma retrospectiva dedicada ao seu realizador, Jonathan Demme. Estavam uns seis ou sete gatos pingados na sala, sendo que dois pareciam dormitar (como é isto possível?!) ao som dos ritmos tão contagiantes dos Talking Heads. É uma daquelas sessões que me ficaram marcadas na memória, não só por ser um fã enorme da banda liderada por mr. Byrne, mas porque essa foi uma das raras ocasiões em que pude ver um grande concerto filmado para cinema num próprio cinema, com um ecrã de dimensões mais apropriadas para a qualidade do espectáculo. 
Se o concerto é por si próprio fabuloso, passá-lo para filme (ou seja, capturar com a mínima decência pelo menos um centésimo do entusiasmo que a banda e o público sentiram naquela noite) poderia ser uma tarefa bastante complicada. E são pouquíssimos os filmes que conseguiram cumprir isso, e com resultados bem acima da média. Com The L…

Uma plateia contra uma plateia.

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Ou: quando o palco também se transforma numa plateia. 
Em O Cinema, de Annie Baker, há uma sala de cinema construída no palco. Tem lá o lixo doméstico e alimentar deixado pelos mais variados tipos de clientes, e que vai sendo "reposto" ao longo de toda a peça. Há espectadores que ficam até ao fim do genérico, ou a dormir depois de tudo acabar. O digital contra o analógico é uma questão sempre presente, o que incomoda mais a personagem cinéfila do que as outras, que só querem saber se poderão continuar ali a ter as suas vidinhas e a aldrabar as contas da caixa quando é preciso. E os protagonistas são dois frentes-sala e uma projecionista, que circulam por aquela sala suja entre recordações do trabalho, segredos pessoais e opiniões sobre vários filmes. 
O "ecrã" está virado para a outra plateia, a nossa, nós que somos os verdadeiros espectadores desta peça tragicómica sobre um trio de pessoas com vidas deprimentes, cada uma à sua maneira. Vemos e ouvimos filmes, as …

À Beira do Abismo... e Fernando Galrito!

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FERNANDO GALRITO, director artístico da MONSTRA, é o convidado deste programa. Há para escutar aqui uma conversa bem animada sobre o passado, presente e futuro de um dos grandes festivais de cinema do país. Haverá também espaço para alguns apontamentos sobre grandes autores da animação e da relação dessa arte com a(s) realidade(s) que a condicionam. O Inspector Sax regressa para continuar a desenrolar o folhetim habitual das suas peripécias, onde poderão contar com uma explicação totalmente convincente (e nada rebuscada) para explicar o que se passou depois do plot-twist espantosamente original.

Os filmes da Monstra 2017

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Pelo quarto ano consecutivo andei a cirandar pela Monstra - um dos meus festivais de eleição. Infelizmente, em 2017 tive menos tempo do que gostaria para me dedicar à muita animação que se viu nesta edição. No entanto, ainda consegui escrevinhar algumas coisas sobre o que vi na Máquina de Escrever. Podem ler tudo aqui.

À Beira do Abismo... e André Vieira & Marta Queiroz!

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Para começar abril em beleza, eis que chega mais um À BEIRA DO ABISMO. Os convidados são André Vieira e Marta Queiroz, com quem a vítima fez alguns programas do célebre Clarão. É uma conversa sem ponta por onde se lhe pegue, e que versa sobre os mais variados temas: desde filmes de super-heróis a presidentes da república, cabe tudo dentro desta emissão. E o inspector Sax pica o ponto, como de costume, e finaliza a sua intervenção com um espantoso cliffhanger! E olhem que nada disto é mentira: é questão de escutarem o que aí vem.

À Beira do Abismo... e Jorge Coelho!

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JORGE COELHO é um ilustre talento da BD portuguesa que dá cartas no país e lá fora, já que é muito requisitado noutros países (fez trabalhos para a Image e a Marvel, por exemplo). Aqui conversa-se sobre o seu trabalho, a BD em geral e outros temas em particular. E o inspector Sax aproveita para regressar, explicar o motivo do seu súbito desaparecimento, e as novas aventuras que se seguiram.