terça-feira, 24 de março de 2015

Um texto para a Janela Encantada


Por sugestão do caríssimo José Carlos Maltez, autor do blog "A Janela Encantada" (e que foi um dos entrevistados da 2.ª temporada do Lance), escrevi um texto sobre Martin Scorsese. No final saiu isto, infelizmente. Obrigado ao José pela proposta, e foi um prazer escrever algumas coisas meio dispersas sobre um cineasta que admiro muito. O texto pode ser lido aqui.

Os filmes da Monstra 2015

A 15.ª edição da Monstra já terminou, e a Máquina de Escrever esteve presente em todos os dias do festival, em Lisboa. Foram publicadas novas críticas de cada vez que o Diogo Seno, o Lourenço Rocha ou a minha pessoa via um filme novo. Todos os textinhos podem ser lidos num artigo único, e que pode ser encontrado aqui.

sábado, 21 de março de 2015

Realizei uma curta

O Individual é o Colectivo (ou: Os Idiotas) from Rui Alves de Sousa on Vimeo.



E o resultado foi este: "O Individual é o Colectivo (ou: Os Idiotas)". Uma pseudo-reflexão sobre a posição do espectador na era das tecnologias, e que foi um trabalho para uma unidade curricular da faculdade. Foi uma enorme alegria fazer este pequeno filme, e fico contente com as pequenas reacções que tenho recebido a quem se deu ao trabalho de ver estes 5 minutos e qualquer coisa. Claro que, se eu fosse outra pessoa, ou se representasse qualquer outra coisa para a sociedade, teria muitas mais visualizações neste vídeo, e muito mais feedback, mas fico contente com o apoio que tenho recebido - porque apesar de diminuto, tem sido muito mais do que um simples "'tá fixe man, um abraço". Ilustres pessoas têm enviado as suas apreciações e sugerindo coisas a fazer (ou a não fazer) numa próxima investida. E talvez haja uma próxima investida, mas não menos amadora, e sem qualquer relação com a vida académica. Mas as novidades ficam para um futuro próximo. Por agora, fiquem com esta curta. Espero que gostem!

As Asas do Vento (Kaze tachinu/The Wind Rises) [2013]


O canto de cisne de Hayao Miyazaki tem uma história poética baseada numa personalidade real. Uma obra prima que é um dos mais surpreendentes e debatidos filmes dos estúdios Ghibli. 

Um ano depois de ter sido apresentado pela primeira vez em Portugal, numa antestreia esgotadíssima promovida pela Monstra, As Asas do Vento chega finalmente ao circuito das salas, e por um período muito limitado. O atraso desta estreia justifica-se através de uma série de complicações de “bastidores” (o filme esteve inicialmente ligado a uma distribuidora, mas depois ficou sem nenhuma durante algum tempo). Contudo, se há filme que urge ser descoberto em sala, e não no ambiente confortável do lar, é este mesmo. E essa sessão de antestreia ficará na minha memória como uma experiência inesquecível – como para muitos tem sido memorável a descoberta desta maravilha animada.

Leiam a crítica integral na Máquina de Escrever.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Um Lance no Escuro... e Ricardo Gonçalves!


Ricardo Gonçalves, editor de vários programas de televisão (como «Conta-me como Foi» e «É a Vida Alvim!», no Canal Q) e formado em realização e montagem na ESTC, é o convidado desta emissão de "Um Lance no Escuro". Podem ouvir mais este magnífico momento de parlapiê já aqui em baixo!


UM LANCE NO ESCURO 26

segunda-feira, 16 de março de 2015

O “marxismo” de que o mundo precisa


A reedição da maioria dos filmes dos irmãos Marx em DVD é um pretexto para (re)descobrir o legado deixado por Groucho, Chico, Harpo e Zeppo. Assinaram alguns clássicos intemporais, e são uma das mais influentes trupes de comédia da história do cinema. 

Um não fala, mas expressa-se por uma série de gestos atrevidos – e toca harpa com muita sensibilidade e engenho. O outro tem sempre uma resposta na ponta da língua, enquanto “destrói” todas as pessoas sérias que lhe aparecem à frente. E o terceiro está pronto para confundir todos os que o rodeiam, por razões inexplicáveis, participando também, ao piano, em alguns números musicais. Assim podemos sintetizar, de uma forma muito elementar, as principais diferenças entre Harpo, Groucho e Chico Marx. A sua anarquia, a sua “ideologia” humorística – ou o seu… “marxismo” muito particular – atravessaram várias gerações e continuam a influenciar comediantes e comédias. Agora podemos reencontrar estes irmãos graças à reedição em DVD de uma grande parte dos seus filmes.

Leiam o artigo integral na Máquina de Escrever.

O Grande Ditador (The Great Dictator) [1940]


Que pode um artista perante um ditador? Não muito. Ou antes: em que terreno pode ele atacar e com que armas? O golpe de génio de Chaplin é, antes de mais, ter compreendido que não poderia afrontar Hitler senão tendo encontrado um terreno comum com ele. Esse terreno é o do espectáculo.

Alain Philippon, «Cahiers du Cinéma»

Não foi a primeira sátira ao nazismo do cinema (quem detém essa conquista são os Três Estarolas, que lançaram a curta «You Nazty Spy!» alguns meses antes da estreia do filme de Chaplin), mas é, sem sombra de dúvida, a mais inesquecível – e entretanto, ao longo das décadas, fizeram-se mais umas quantas (desde «To Be or Not to Be» de Ernst Lubitsch, ao momento musical do filme original de Mel Brooks «The Producers», ou à violência extrema de «Inglourious Basterds», de Quentin Tarantino) – e aquela que não se resume a uma pura comédia de máscaras e hierarquias sociais: é também um grito de guerra contra a própria guerra, e contra um discurso totalitário, irracional e manipulador, que aterrorizou todo o mundo. «O Grande Ditador» é a exposição do ridículo de um autêntico furacão trágico do século XX, que vitimou milhões de inocentes através do preconceito, do desconhecimento, da massificação de um povo que se uniu para levar a cabo uma ideia louca.

Este é o alvo do discurso de «O Grande Ditador», uma crítica mordaz e genial a um homem que o mundo levou demasiado a sério. Porque, no fundo, Hitler não passava de “um homem baixinho com bigode”, como enuncia uma das personagens da referida comédia de Lubitsch. Mas esse homem foi capaz das maiores atrocidades da História, e foram poucos os que conseguiram (ou quiseram) fazer-lhe frente. Charles Chaplin não foi pela via do combate armado, das bombas, dos bombardeiros ou dos campos de concentração, mas sim pela do sorriso, da gargalhada, da emoção, da lágrima e da filosofia, alertando para um perigo que se estava a tornar demasiado real – e que para o qual os EUA acordaram numa altura tardia.

Mesmo que o Holocausto pareça uma coisa “do passado”, um sistema de medo que já não precisamos de considerar porque nos encontramos noutro tempo com outra mentalidade, não nos deixa de impressionar a mensagem filosófica e pacífica de Chaplin. Porque não se adequa só à tragédia da II Guerra Mundial, ou à ideologia de Adolf Hitler, ou à manipulação do seu sistema, de cariz totalitário, fechado em si mesmo, repressivo e perseguidor, que se apoia nas massas para dar razão às barbaridades que defendia: palavras como as célebres e lindíssimas frases que Chaplin debita (quase de improviso!) nos momentos finais do filme são para tudo e para todos, para qualquer período histórico, forma de pensamento, filosofia, conflito (bélico, político e/ou moral). Porque mais do que um alerta à idiotice dos confrontos armados, Chaplin aponta a tristeza da sociedade contemporânea – que tem tanta contemporaneidade para nós como para aqueles que viram o filme quando estreou, em 1940.

Antes da exploração aprofundada do nazismo, Chaplin brinda os espectadores com uma visão divertida e repleta de nonsense do ambiente vivido numa guerra, utilizando, para tal, a referência da I Guerra Mundial. Em parte, Chaplin recorda-nos algumas das peripécias vividas por Charlot numa curta antiga, denominada «Charlot nas Trincheiras», mas aqui há uma aposta maior na parvoíce das situações e na falta de sentido das mesmas. O preâmbulo do filme é, assim, esse segmento que se passa na I Grande Guerra, em que o barbeiro judeu é um soldado que obedece (ou que tenta obedecer – porque os resultados nunca são os esperados pelos seus superiores) às ordens militares que lhe são impostas. No princípio, está encarregue de lançar mísseis contra o inimigo. Mas logo acontece um problema: um dos mísseis cai, inesperadamente, no chão, sem fazer qualquer barulho. Toda a gente suspeita, mas o barbeiro vai até lá, para tentar perceber o que aconteceu. Logo de seguida, apercebe-se que, quando se aproximou do míssil, e começou a andar à volta do mesmo, este está a persegui-lo. 

Há outras situações que mostram a despreocupação de Chaplin pelos “valores” da guerra, opondo-se, assim, e de forma total, ao patriotismo apoiado pela maioria dos países – e que, mais tarde, os EUA também viriam a adoptar para obterem o maior número possível de tropas, ao entrarem no conflito. Entre essas outras cenas encontramos o hilariante desespero do judeu a tentar lançar uma granada – que acidentalmente vai para dentro da sua camisola, quando a cavilha de segurança já foi retirada, ou ainda o acidental encontro do personagem com o inimigo, que não se apercebe da nova “aquisição” no meio do nevoeiro, ou ainda, na famosa cena do avião, em que ele tenta ajudar Schultz, enquanto este guia o veículo – que entretanto, vira de pernas para o ar, sem que eles se apercebam disso (até ao momento em que o protagonista decide desapertar o cinto para o colocar de outra forma que não o incomode, acabando por, com um olhar cínico, tentar não cair agarrando-se ao pára brisas do avião. 

Mas a crítica satírica à guerra não se fica apenas pela guerra propriamente dita – e talvez aqui esteja a sátira mais subtil do filme: não nos podemos esquecer da importância que adquire todo o jogo diplomático que é encenado em várias cenas posteriores que demonstram as estratégias militares de Adenoid Hynkel, bem como as formas que o ditador arranja para convencer o outro ditador (Napaloni) a deixá-lo invadir Osterlich – o que se sucede é uma rivalidade sem igual de dois homens egocêntricos, que só querem estar numa posição mais elevada e com mais poder do que outro. A cena em que os dois estão no barbeiro, e que vão subindo as cadeiras para estarem sempre mais alto, é um exemplo claro disso mesmo, e do pouco valor que Chaplin dá, na vida real, ao poder e aos poderosos que, na sua perspectiva, só estão a ajudar a destruir a humanidade, impondo uma série de valores, ideias e pensamentos que vão contra o bem estar geral da sociedade, mas que apelam à concretização de uma série de interesses pessoais, através de líderes sanguinários e inescrupulosos que não olham a meios para atingir os seus fins. Assim também se faz a guerra – ou é assim, pelo menos, que se encontra a génese para a criação desses enormes e desnecessários conflitos (e talvez, na vida real, essas cenas de “bastidores” sejam mais ridículas que aquelas que Chaplin elaborou).

Com estes e outros mecanismos humorísticos e dramáticos, Chaplin quer apenas salientar uma mensagem muito forte: a do seu apelo existencial e, para muitos, ingénuo e utópico, pelo pacifismo, pela união entre os povos e para o fim destes totalitarismos, que nada mais trouxeram à Humanidade que o Mal e as suas devastadoras consequências. E claro que essas intenções bonitas e sensibilizadoras encontram-se, também, todas reunidas no fabuloso discurso final escrito com minúcia e proferido por Charles Chaplin, e dos planos que lhe seguem: um olhar de esperança de Hannah, um sorriso que vislumbra o futuro, com um tom épico e emocionalmente arrebatador ao qual ninguém consegue ficar indiferente. Porque num mundo dominado pelas Trevas, nunca deixará de existir, apesar de todas as adversidades, uma perspectiva mais animadora. Uma perspectiva de mudança que confia num futuro melhor para a sociedade, uma visão filosófica das coisas que confia nos bons valores da Humanidade e no desejo de que muitos não querem regressar a este horror noutra altura das suas vidas. E depois, olhamos para o crescimento da extrema-direita na Europa actual e questionamos o valor que esses adeptos de ideologias preconceituosas e racistas não atribuíram às palavras de Chaplin. Palavras essas que podem ser “poéticas”, “irreais” ou “politicamente correctas”, mas que fazem falta ao mundo, às pessoas e aos sistemas em que estão inseridas.

Não há dúvidas que Chaplin goza com Adolf Hitler, os seus maneirismos e a sua forma de se expressar, a torto e a direito, ao longo de todo o filme, salientando sempre essa ideia tão lubitschiana de denunciar o ridículo de um homem que tem demasiado poder nas mãos. Quando Hynkel surge pela primeira vez, com grande pompa e circunstância, não nos conseguimos esquecer dos discursos de Hitler e do apoio popular gigantesco que conseguiam obter. Claro que, em «O Grande Ditador», as “massas” não passam de efeitos visuais e sonoros – mas ilustram bem o dinamismo que o ditador alemão conseguia obter dos milhares de fervorosos adeptos e seguidores que acompanharam todo o seu percurso político, até atingir este topo. Quando Hynkel está a falar “alemão” (na realidade, trata-se de uma língua “inventada” por Chaplin, uma mistura entre vários idiomas em que, de vez em quando, sentimos uma ou outra alfinetada a satirizar o alemão), impõe tanto respeito que os microfones temem-no, e o público aplaude e cala-se logo que o ditador assim lhes pede, para poder prosseguir o seu raciocínio. Hynkel é o maestro de um povo, tal como Hitler manuseou a nação germânica a seu bel-prazer. Mas há, depois do discurso, toda a saída formal do líder, atravessando o púlpito, descendo desastrosamente as escadas, e recebendo, com “carinho”, os populares que aguardam a sua chegada. Tira fotos com bebés, assina postais, distribui apertos de mão – e em tudo isto, Chaplin ridiculariza, com grande malícia mas com subtileza também, os propósitos do nazismo, cuja popularidade se deve muito mais à propaganda criada pela “máquina” e ao controlo obsessivo do povo pelo seu ditador, do que à figura de Hitler propriamente dita.

O discurso final do filme é o momento em que Chaplin se dirige com mais garra ao espectador. Reza a lenda que preparou detalhadamente o discurso, mas que acabou por falar de alma e coração a todos os milhões de seres humanos que o admiravam, e que ele sabia que podia tocar e chamar à razão, através destas suas palavras sensatas e belíssimas. E não é para menos que este é um dos melhores filmes de Chaplin, sendo, também, o filme que, entre os sonoros que realizou, mais soube utilizar o “som” dos diálogos, acompanhados por uma belíssima banda sonora. Mas essa utilização do som passa também por este momento, sem música, num plano fixo e quase na sua totalidade em sequência, que realça uma série de ideias que muitos realizadores nunca conseguiriam passar, se utilizassem mil e uma inovações técnicas de montagem, de planos, de argumento. 

Apontando para a era das máquinas (e em parte, da tal estandardização criadora de autómatos que tinha sido criticada em «Tempos Modernos» - principalmente com o primeiro conjunto de cenas emblemáticas, passadas numa fábrica, em que Charlot enlouquece depois de fazer tantas vezes a mesma função), Chaplin aponta directamente para o coração dos espectadores, alertando que não precisamos de “máquinas” humanas, mas da humanidade em todo o seu esplendor, e das qualidades que a caracterizam e que parecem desaparecer em momentos como este – uma postura adoptada por muitos filmes americanos anteriores à instauração da censura, sendo o vencedor de Oscar «A Oeste Nada de Novo», de 1930, o caso mais emblemático.

Se bem que idealista e impossível de concretizar para muitos, não deixa de ser curiosa a forma como este discurso nos cativa no século XXI. Continuamos obcecados pela máquina, ou estaremos completamente sob o domínio delas (sendo os computadores e os gadgets tecnológicos um exemplo mais actual disso mesmo)? E as guerras continuam com os mesmos propósitos? E a extrema-direita vai regressar à ordem do dia? Não sabemos, mas o legado deixado por Chaplin pede que possamos impedir esse acontecimento, apontando os valores mais universais da alma humana e que transcendem, por completo, qualquer dimensão política ou hierárquica da nossa espécie. O desfecho perfeito para uma obra prima.


★ ★ ★ ★ ★

P.S - Este texto é uma adaptação de algumas partes de um trabalho académico que fiz sobre este filme. Tentando, sem sucesso, escrever qualquer coisa de novo sobre ele, depois de o ter revisto na Gulbenkian. Por isso decidi buscar pedaços disto e remontei-os, alterando algumas coisas para tentar que se tornasse não tão inferior e desprezível. Isso também foi impossível de concretizar: se não consigo escrever nada de jeito sobre filmes, quando o caso é «O Grande Ditador», o problema torna-se ainda maior.

No Clarão


Estive pela segunda vez a mandar uns bitaites no Clarão, programa cultural da Rádio Autónoma feito por pessoas da minha ilustre faculdade. Desta feita, tive também a responsabilidade de ser o moderador da emissão, numa conversa extremamente divertida e interessante com a Marta Queiroz e o André Vieira. Correu muito bem, e falámos sobre Cinema (com duas das estreias mais faladas da temporada: «Leviathan» e «Citizenfour») e de duas interessantes canções novíssimas que a Marta trouxe para o programa. Podem ouvir isto e muito mais já aqui em baixo.


CLARÃO 12/3

sexta-feira, 13 de março de 2015

Citizenfour [2014]


Vencedor do Óscar para Melhor Documentário, ‘Citizenfour’ mostra os bastidores do caso Edward Snowden, ligando uma série de factos impressionantes sobre o gigantesco “Big Brother” da vida real. 

O filme de Laura Poitras cumpre um exercício de “exploração dos bastidores” da polémica, desde os primeiros encontros com Snowden até às maiores controvérsias geradas pela divulgação de informações sobre a NSA (como por exemplo, o caso de uma rutura diplomática entre os EUA e a Alemanha). Mas a acrescentar a tudo o que já sabíamos, que acompanhamos como se estivéssemos a fazer uma revisão da matéria dada, Poitras acrescenta outros dados insólitos, e atribui ao caso uma autenticidade superior – graças ao elevado realismo da câmara, da sólida construção da “narrativa” documental, e da exposição de vários pontos de vista sobre as consequências das ações de Snowden. 

Leiam a crítica integral na Máquina de Escrever.

Um Lance no Escuro... À Pala de Walsh!


Hoje temos 5 convidados em estúdio: Carlos Natálio, Inês Lourenço, João Lameira, Luís Mendonça e Ricardo Vieira Lisboa. Escrevem no site À Pala de Walsh e participaram numa conversa sobre Cinema, a internet e muito mais.

terça-feira, 10 de março de 2015

Uma entrevista no Panda's Choice


O Tiago Ricardo​ decidiu entrevistar a minha pessoa para uma nova rubrica do seu blogue. As questões foram várias, mas as respostas não foram grande coisa. O resultado (que se prevê desastroso, sabendo quem é a pessoa convidada) pode ser lido aqui.

Celebrar o Cinema Italiano com homenagens, estreias e novos talentos


A oitava edição da Festa do Cinema Italiano tem como mote uma imagem que relembra o célebre A Doce Vida, acompanhada pela hashtag “italians do it better”. Fazendo melhor ou não, certo é que o cinema italiano tem características próprias que o diferencia dos outros. E além de Fellini (que será recordado através do novo filme de Ettore Scola, Que Estranho Chamar-se Federico), teremos outros ícones da cultura cinematográfica italiana a serem também homenageados neste festival. 

Sergio Leone é um dos principais destaques desta Festa, e o alvo de uma retrospetiva quase integral. À falta de O Meu Nome é Ninguém, título que co-realizou, os espectadores serão recompensados com a exibição dos clássicos westerns spaghetti do realizador, vários deles em cópias digitais restauradas. A acrescentar a O Colosso de Rodes (primeiro filme de Leone), à trilogia dos dólares com Clint Eastwood e aos dois westerns que se seguiram (Aconteceu no Oeste e Aguenta-te Canalha!), está incluído neste ciclo o canto de cisne do realizador, Era Uma Vez na América. O drama protagonizado por Robert de Niro será apresentado na sua versão “director’s cut”, inédita em Portugal, e que conta com várias cenas excluídas da montagem final.

Leiam a notícia completa na Máquina de Escrever.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Um Lance no Escuro... e Nuno Galopim!


Esta semana recebi o "chefe" da Máquina de Escrever, o site em que colaboro, mas que é também crítico de música (e fã de David Bowie em particular) e radialista na RADAR. Foi ainda a primeira pessoa que eu entrevistei "a sério", nos tempos do secundário e do concurso DN Escolas. Podem já ouvir a minha conversa com o Nuno Galopim, nesta que foi a 24.ª edição do Lance na Rádio Autónoma!


UM LANCE NO ESCURO 24