João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que eu Amei [2014]


Através de um percurso entre imagens, sons e memórias, Manuel Mozos traça uma pequena-grande homenagem ao maior ícone da cinefilia portuguesa. 

Falar de João Bénard da Costa é abordar, desde logo, uma figura complexa. À primeira vista, o “comum dos mortais” associá-lo-á ao cinema e, provavelmente, a alguns eventos importantes no que à divulgação do cinema diz respeito (lembremos, antes da Cinemateca, dos vários ciclos realizados no Grande Auditório da Gulbenkian a partir do início da década de 70, ou o programa da RTP No Meu Cinema, em que Bénard da Costa apresentou vários dos seus filmes preferidos). 

Contudo, o propósito de Manuel Mozos e deste seu documentário é, mais do que a paixão deste seu protagonista pelo cinema, traçar um caminho poético e emocionalmente grandioso pelas diversas facetas da sua vida. Desde a juventude até ao reconhecimento internacional, Mozos recolheu diversos textos de Bénard da Costa (desde críticas de cinema até a reflexões filosóficas sobre o seu crescimento e a sua maneira muito própria de encarar o mundo), e também imagens suas, e de outros, além da própria voz deste cinéfilo-mor da cultura portuguesa, para conseguir concretizar esta intenção.

Leiam a crítica integral na Máquina de Escrever.

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