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A mostrar mensagens de Julho, 2015

Groucho e seus irmãos: os palhaços marxistas

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Um texto que teclei a convite de um dos meninos do "À Pala de Walsh", que foi um dos destaques da passada temporada de "Um Lance no Escuro". No âmbito do dossier mui' especial "Na Presença dos Palhaços" escrevi sobre uma das minhas maiores paixões da comédia e do cinema: os imbatíveis irmãos Marx, e Groucho em particular. E vem mesmo a calhar, porque em 2015, lá para Outubro, comemoramos 125 anos do nascimento desse grande senhor. O texto, esse, podem ler já aqui.

Literatura: A Máquina do Tempo (The Time Machine) [1895]

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No que Orwell e Huxley ganharam em substância, a distopia de H.G. Wells perdeu em relevância, pelo simplismo das suas linhas narrativas que foram rapidamente ultrapassadas pelo tempo. No entanto, "A Máquina do Tempo" criou um dos bordões preferidos da literatura e do cinema de ficção científica, tendo já sido usada e abusada para mil e uma variações (algumas delas bem mais interessantes que a original, diga-se) desta história científica e socio-política. Os relatos densos e elaborados do protagonista, que nos conta Tintim por Tintim toda a sua aventura espacio-temporal, não revelam grande complexidade dramática ou psicológica - muito pelo contrário: talvez um qualquer resumo desta obra, em jeito de "Apontamentos Europa-América", consiga dizer o mesmo ou muito mais, em menos palavras, do que a escrita de Wells aqui nos transmite. "A Máquina do Tempo" é de um autor prolífico que criou algumas das histórias favoritas dos séculos XIX e XX (como esta, mais &q…

Alguns tópicos

Apesar da sempre inconstante actividade deste espaço, têm acontecido algumas coisas giras à minha pessoa nos últimos dias. Como me falta tempo para andar a fazer posts à hora certa, coloco aqui as coisinhas que andei a fazer, nestas últimas semanas, em termos da web:
1. - Foram emitidos os dois últimos Clarões da primeira série (e participei em ambos). Emissões mais longas, com mais de 45 minutos, mas que foram as melhores de sempre. E digo isto não como gabarolice mas por constatação dos factos: acho que nunca conseguimos criar tanto dinamismo e interesse para os ouvintes como nesta dupla de emissões, conduzidas pelo Pedro Quirino (talvez por isso é que foram melhores, porque não fui eu a apresentar). Aqui ficam os podcasts:
CLARÃO 02/07

CLARAO 09/07

2. - Escrevi uma péssima crítica sobre o filme «Táxi» de Jafar Panahi. É tão má que nem me dei ao trabalho de partilhar, ou de avisar o mundo da sua existência, na altura em que foi publicada. Mas partilho agora, que entretanto já passou a…

A nova vida de Ric Hochet (e outras ressurreições da BD)

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Quando uma personagem icónica da literatura vê-se transferida para outras mãos (ou seja, quando decorre a passagem de testemunho, do autor original para outros que foram, ou não, escolhidos por esse mesmo autor para continuarem o seu legado), é muito difícil conseguir manter o mesmo nível nesse universo criativo. Não estamos a falar do caso extremo dos comics norte-americanos como os da Marvel ou da DC, que por terem já passado por tantos autores distintos, sofreram demasiadas transformações que fizeram com que se perdesse, por completo, toda a essência original idealizada pelos seus criadores (agora é possível ver esses super-heróis em mil e um "travestismos", entre versões "dark", versões "what if" na Idade Média, num futuro longínquo ou noutro período temporal qualquer, e outros tantos tipos de variação narrativa e visual), mas da escola da banda desenhada franco-belga. Mesmo que muitas das "imagens de marca" desse tipo de BD tenham ressurgi…

As Nuvens de Sils Maria (Clouds of Sils Maria) [2014]

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No mais recente filme de Olivier Assayas, “As Nuvens de Sils Maria”, Juliette Binoche é a estrela de uma reflexão sensaborona sobre o mundo dos palcos. 
Quando começa, As Nuvens de Sils Maria parece que tem tudo para dar certo: na era moderna vemos uma atriz perturbada pelo seu próprio êxito (Juliette Binoche), que se vê confrontada com o passado e com uma nova versão da peça que a tornou numa estrela, 20 anos antes. Guiada pela sua manager (Kristen Stewart a fazer o ar de “frete” habitual), a artista tenta controlar a dor dos sentimentos perdidos com a solidão psicológica do presente. Dito deste modo, fica-se mesmo com a impressão de que Olivier Assayas nos quer apresentar uma história sobre o passado e o presente da Arte, e das relações intrínsecas que se criam entre a ilusão do palco e a desilusão da existência.
Leiam a crítica integral na Máquina de Escrever.

Exterminador: Genisys (Terminator Genisys) [2015]

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Ao contrário do que se poderia esperar, o quinto filme da saga Exterminador não se baseia apenas no espetáculo visual pirotécnico. E faz uma curiosa ressurreição da personagem mais famosa de Arnold Schwarzenegger. 
É um dos blockbusters mais estimados dos anos 80, e deu origem a uma sequela superior, no princípio da década seguinte. Ambos os filmes foram assinados por James Cameron, que ali introduziu uma série de ideias e inovações técnicas que revolucionaram o cinema de ação. O paradigma do divertimento hollywoodesco deixou, há muito, de passar pelos contornos destas obras, e por isso é que O Exterminador Implacável resistiu tão bem ao tempo: porque consegue ainda impressionar pelas imagens e narrativa tanto na história original como na seguinte, e porque não utiliza, ao contrário do que é habitual na atualidade (devido à preguiça dos grandes estúdios… e do público), os efeitos visuais como método primordial de cinema.
Leiam a crítica integral na Máquina de Escrever.

Gastronomia em Hollywood

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Slick Hare - Friz Freleng, 1947