Sobre os Óscares...


As nomeações aos Óscares nada revelam de novo, em relação às intenções e critérios da Academia, e reforçam, aliás, todos os estereótipos que a ela temos associado nos últimos anos. Muitos dos filmes favoritos noutras cerimónias de prémios conquistaram aqui o seu lugar, e cumpre-se o espaço dedicado a “outros” filmes na categoria principal, com a inclusão de Selma e Whiplash – Nos Limites – que embora, como tão bem sabemos, irão sair da gala de mãos a abanar, a Academia sabe que lhe “fica bem” colocar esses nomeados junto dos verdadeiros vencedores para a Academia (algo semelhante com a animação de Isao Takahata na categoria respetiva). 

Como sempre, há ótimos títulos que ficaram de fora (como Nightcrawler – Repórter da Noite, reduzido apenas à categoria de Melhor Argumento Original, e a exclusão de O Filme Lego da Animação) e algumas distinções que, à primeira vista, nos parecem ridículas (como Meryl Streep a receber, como manda a tradição, mais uma nomeação para um papel que nem merecia qualquer tipo de mérito). Há ainda destaque para algumas surpresas que, no fundo, não assim tão surpreendentes (Marion Cotillard só está nomeada, devido ao filme dos irmãos Dardenne, porque é uma atriz muito bem enraizada no establishment da indústria norte americana), e para algumas incoerências (Bennett Miller nomeado para Melhor Realizador… e Foxcatcher não se encontra na categoria mais importante?). 

Esta é uma parte de um comentário que fiz sobre as nomeações aos Óscares, e que pode ser lido na íntegra na Máquina de Escrever.

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