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A mostrar mensagens de Maio, 2014

António Sala num Lance no Escuro...

Eis aqui, já disponível em podcast, a emissão de Um Lance no Escuro que teve como convidado António Sala! Uma conversa divertida, interessante e reveladora de um comunicador incrível e multifacetado.

“Hollywood, tens cá disto?”: O Pai Tirano (1941)

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O meu segundo texto para esta rubrica quinzenal do Espalha Factos, que fala sobre filmes portugueses, é sobre aquela que é, para mim, a melhor das comédias clássicas dos anos 30 e 40 - e muito provavelmente, a melhor fita do género a ser feita no nosso país: «O Pai Tirano» tem um extraordinário elenco e aquele timing humorístico especial, que destacou este tipo de histórias e tornou intemporais, e sempre hilariantes, as peripécias do leque diverso de personagens que nos são apresentadas. Podem ler a análise no Espalha Factos!

TV: Reviver o Passado em Brideshead (Brideshead Revisited) [1981]

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Talvez seja difícil compreender que houve um momento, na História da televisão, em que uma narrativa calma, lenta e isenta de 'suspense' e de reviravoltas como «Brideshead Revisited» conseguiu ser um dos maiores fenómenos da cultura popular - e para alguns estudiosos, tornou-se, nos Estados Unidos da América, no maior sucesso com raízes britânicas a chegar ao país desde os Beatles. Foi uma série que abriu caminho para outras produções do mesmo género, adaptações fidelíssimas de clássicos da literatura inglesa, facilmente reconhecidas pelo cuidado das reconstituições históricas e literárias e pela singularidade dos actores que a interpretam. Uma dessas séries, todas produzidas pela Granada (que se tornou especialista neste género único de se fazer televisão), por exemplo, foi «As Aventuras de Sherlock Holmes», e todas as variadíssimas sequelas que revelaram o actor Jeremy Brett na pele do detective, naquela que é vulgarmente considerada como a melhor recriação alguma vez feita…

Ruína Azul (Blue Ruin) [2013]

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Dwight (Malcon Blair) está perdido. Ou melhor dizendo, é um homem perdido, no meio de nenhures, não fazendo nada de jeito na vida. O mau aspecto em que se encontra, com uma barba farta descuidada, reflecte as condições mentais em que se encontra. Passa o tempo entre vagabundices, aproveita uma boa tarde de praia, e acaba por dormir no carro. Depois, dão-lhe a notícia: o assassino dos seus Pais saiu da prisão. É altura de ajustar contas com o passado: as ideias surgem e os hipotéticos planos começam a fervilhar na sua mente descontrolada e insegura. Dwight decide mudar a sua "imagem", parece uma nova pessoa que veio a este mundo. E é mesmo: agora, este Dwight não tem dúvidas sobre aquilo que fez e todas as coisas que ainda quer fazer. Está em acção, mas o medo persiste. Depois, fica descontrolado, já não sabe o que fazer: a vingança está a decorrer, mas onde param os limites de toda esta perseguição fatal, que o envolve na sua própria armadilha manipuladora e inconsequente?

O podcast do 6.º Lance...

... ou do 15.º, se formos contar as emissões todas. O convidado é o José Carlos Maltez, do blog A Janela Encantada, e a conversa foi sobre nostalgia, clássicos e o Poder do Cinema. Mais um divertido momento de cavaqueira radiofónica, para ouvir aqui em baixo!
UM LANCE NO ESCURO 06

Grace de Mónaco (Grace of Monaco) [2014]

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Em vez de um filme profundo sobre as complicações políticas e sociais em que se envolveu Grace Kelly ao abandonar a carreira no Cinema, acaba por ser uma fita mediana, frágil e sensaborona, que passa levemente pelo que realmente interessa na vida de um dos maiores ícones femininos da História de Hollywood. 
Grace de Mónaco estreou no Festival de Cannes (foi o filme de abertura da edição deste ano) e a sessão ficou marcada pelo descontentamento do público e dos críticos presentes na sessão. É uma atitude que começa a ser generalizada, à medida que o filme chega a mais partes do mundo. Mas afinal, onde está o problema desta tentativa ficcional de ressurreição da vida da lenda do Cinema, do mesmo realizador de La Vie en Rose, sobre Edith Piaf
Pouca coisa bate certo na panóplia de personagens que nos são apresentadas no filme. Grande parte das figuras mais ou menos credíveis que compõem a história são plásticas, tal como de enorme plasticidade são as forçadas expressões faciais de Nico…

Um Lance no Escuro e uma Janela Encantada

Hoje há Um Lance no Escuro, e o convidado é o José Carlos Maltez, do blog A Janela Encantada (um estaminé muito bom que podem conhecer aqui!). Uma conversa sobre clássicos e a magia do Cinema, para ouvir às 22 horas, na Rádio Autónoma.
Podem ouvir a emissão em directo no site oficial da Rádio Autónoma.

Miguel Gonçalves Mendes disponibiliza a sua obra na internet

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José e Pilar e Autografia são apenas dois dos vários títulos que compõem a filmografia de Miguel Gonçalves Mendes, e que poderão ser vistos, de forma gratuita no site do mesmo, numa iniciativa que tem início já a partir da próxima quarta feira. Mais informações no Espalha Factos.

Capital Humano (Il Capitale Umano) [2013]

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Capital Humano entrelaça as perspetivas de três personagens no desenrolar de diversos acontecimentos mais ou menos trágicos que unem e separam as suas vidas. Contado em quatro capítulos, nele acompanhamos a história de Dino Ossola (Fabrizio Bentivoglio), um vendedor que sonha com a ascensão social, que poderá ser garantida graças à amizade da sua filha Serena (Matilde Gioli) com a família Bernaschi, pertencente à alta sociedade. Depois ainda há tempo para descobrir a versão da própria Serena e de Carla Bernaschi (Valeria Bruni Tedeschi) de todos os diversos casos que vamos acompanhando, e cujo sentido nunca é tão óbvio e direto como possamos imaginar. 
Um misterioso acidente na véspera de Natal irá complicar ainda mais os conflitos interiores de cada um dos elementos desta tragédia urbana, montada como se de um autêntico puzzle se tratasse. O filme baseia-se no livro Human Capital, do crítico de Cinema Stephen Amidon, e, a partir dele, o realizador Paolo Virzì aproveita para desenhar…

Godzilla [2014]

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Sinceramente, é preciso estar a explicar a história de um filme que envolva esse monstro denominado de Godzilla (isto é, se à definição de “história” possa corresponder um festival anarquicamente irritante de clichés que abundam em todo e qualquer filme-catástrofe que tenha sido feito até hoje)? Talvez não, mas tem que ser, e não custa nada, porque até é tudo muito narrativamente simples. 
Há uma ameaça que surge do nada, há uma série de personagens humanas que têm tanto interesse para o espectador como a quantidade de cenas ridículas a que o monstro original foi submetido nas diversas sequelas feitas no Japão (procurem no YouTube e descobrirão a “fabulosa” dança abominável do bicho, entre outras pérolas da mediocridade), e também algumas cenas que envolvam mortes, bicharada com origens que, muito honestamente, a minha cabeça não conseguiu assimilar, e muitos figurantes a falecerem de maneira inglória. Mas não se preocupem: no fim, acaba tudo em bem, e vivem todos felizes para semp…

Serão "só" opiniões?

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Podem dizer o que quiserem, que isto é totalmente subjetivo, que estarei a ser injusto para quem tem opinião diferente da minha, que nos encontramos numa democracia em que a pluralidade de opiniões é um direito e um dever. 
Mas É ÓBVIO que as 1795 pessoas que deram 1 ao «Era Uma Vez na América» são parvas.
Esta é apenas uma de muitas pérolas que podem encontrar no IMDb. E depois de investigarem um pouco, vão ver como o vosso sentido humanista é abalado com tamanhas alarvidades. Ah pois!

Assembleia Municipal de Lisboa promove ciclo de Cinema gratuito

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Em comemoração do 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, a AML, que se localiza no fórum Lisboa, da Avenida de Roma, decidiu preparar um ciclo de sessões de cinema que teve início a 8 de maio, com uma seleção de filmes que têm como denominador comum a Cidadania no pós-25 de abril. São fitas à borla, numa iniciativa que se prolonga até Julho! Mais informações no Espalha Factos.

Jogo Fatal (House of Games) [1987]

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What I'm talking about comes down to a more basic philosophical principle: Don't trust nobody.
Da estreia na realização do genial dramaturgo David Mamet, saiu um filme invulgar que não parece ser muito falado: «House of Games» é esse jogo de fatalidades em que a protagonista participa, sem saber quais serão as consequências dos seus atos e da confiança que deposita em Mike (Joe Mantegna), um "crook" habilidoso e mentiroso que a leva  a ser culpada e simultaneamente vítima de uma espiral de acontecimentos perturbantes e misteriosos. Os enganos, as falsas aparências e os mal entendidos que se criam causam dúvidas em Margaret (Lindsay Crouse) mas também a nós, espectadores inocentes que conseguimos ser ainda mais ingénuos que ela, sem sequer darmos por isso. E tentem esquecer, ao longo do visionamento, que Crouse não parece muito apta para o papel que desempenha - há muito mais para ver, e entender. E no fundo, talvez aquele jeitinho meio desajeitado da atriz a interpre…

Um Lance no Escuro e o MTTM

Já está disponível o podcast da quinta emissão de Um Lance no Escuro. O convidado foi o Francisco Rocha, do blog My Two Thousand Movies. Para a semana não haverá programa, mas voltaremos dia 21, com mais uma emissão!

Festival Rocky de Terror (The Rocky Horror Picture Show) [1975]

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Uma pergunta não sai da nossa cabeça, enquanto o verdadeiro festival de excentricidade e aberrações que, perplexos, contemplamos, em «The Rocky Horror Picture Show», decorre sem intenções de querer parar: O que é isto, afinal? E pode parecer uma questão simples de resolver, com resposta acessível e que possa ser unanimemente considerada como eficaz para a resolução do problema (algo como "trata-se de um musical que homenageia os filmes de terror e de série B que se fizeram entre as décadas de 30 e de 70, em Hollywood" - e isto é verdade, basta logo ouvir a música inicial e tentar captar todas as referências às produções clássicas da Paramount, RKO e companhia). Mas talvez essa definição seja muito, muito vaga, já que é uma tarefa consideravelmente difícil conseguir perceber, afinal, qual o significado de toda esta combinação das luzes, coreografias, músicas (orelhudas) e interpretações constrangedoras e agonizantes. Tentemos compreender o fenómeno no seu contexto histórico:…

Filmes em 60 segundos: Gostam Todos da Mesma (Rushmore) [1998]

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Não sabemos se, realmente, «Gostam Todos da Mesma», mas não é por ter uma tradução porcamente elaborada que a segunda longa metragem de Wes Anderson deixa de ser uma das mais deliciosas da sua filmografia: salpicado com o humor característico do autor, e que viria a desenvolver-se em filmes posteriores (assente em pormenores tão curiosos como o cigarro da personagem de Bill Murray), «Rushmore» é uma analogia entre os dramas da adolescência e o absurdo da vida adulta, com uma série de interpretações surpreendentes, uma maravilhosa banda sonora e uma grande inspiração visual e estilística, que não consegue parar de encantar o espectador. Tornou-se, com o passar dos anos, num merecido objecto de culto. E apesar do seu lado aparentemente bizarro, quem se deixar levar pela história estonteante de Max Fischer, repleta de amores trocados, ambições desmedidas, vinganças temperamentais e confrontos excêntricos, não vai ter, depois, razões para se arrepender.
★ ★ ★

Transcendence: A Nova Inteligência [2014]

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Parecia ser um dos títulos mais promissores do Cinema de 2014, mas acabou por se revelar uma das grandes desilusões do ano, tornando-se mais um exuberante flop da produção de Hollywood. Transcendence fala de tecnologia e imortalidade, e estreia esta semana em Portugal. 
Foi mais uma vítima do elevado marketing do sistema publicitário do Cinema americano. Com ele, criaram-se, talvez, excessivas e injustificáveis expectativas em relação a Transcendence, mas neste caso, a ideia que nos dá o trailer não acabará por diferir significativamente daquilo que o filme é na sua integralidade. Em vez de ser uma abordagem nova às questões que afetam a sociedade ultra high-tech do século XXI, acaba por ser um festival de clichés que tanto tem de futurista e de original como qualquer um dos filmes de ficção científica parodiados em Mystery Science Theatre 3000
E Transcendence começa com algum interesse, com o discurso da personagem de Johnny Depp (e dos temas polémicos que analisa) que será, certa…

Sacro GRA [2013]

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Foi o primeiro documentário a vencer o Leão de Ouro do Festival de Veneza, mas Sacro GRA é tão desinteressante como promete a sua sinopse. Um puro vazio cinematográfico, que se aproveita da realidade para dar o ar de ser um filme importante.
Não são de desprezar as intenções sociais e políticas de Rosi, porque aliás, nem é aí que se encontra o desinteresse de Sacro GRA. Mas o problema está mesmo no facto de o filme acabar por não se centrar em nada. As várias histórias que seguimos têm âmbitos e raízes distintas, e algumas são mais interessantes que outras. Porque não pegar apenas numa pequena porção delas e dar-lhes o tempo de antena que merecem, em vez de tudo se confundir, o que faz com que o espectador não consiga interessar-se por nenhuma das vidas que lhe são apresentadas, nem pelas variadas mensagens que a elas estão ligadas. 
Se há um propósito em seguir estas vidas peculiares, que pouco nos emocionam, este desvanece-se com o tédio que o filme nos provoca. Mesmo que seja uma …

A Lancheira (Dabba/The Lunchbox) [2013]

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É um romance peculiar, com as suas singularidades que o destacam entre os filmes mais comuns do género: A Lancheira é uma história peculiar que é ao mesmo tempo o retrato de uma sociedade e das diferenças de mentalidade entre gerações, à medida que o progresso e a tecnologia determina a forma como comunicamos uns com os outros.
É uma pequena grande surpresa, este filme cheio de simplicidade, que surpreende por não coincidir com os clichés que estamos à espera de encontrar. Pensamos, a princípio, que se trata de mais um romancezeco fantasioso como os outros, cuja única diferença encontra-se na sua localização geográfica e social. Nada mais errado, e ao longo de A Lancheira, percebemos que estamos perante algo que é exatamente o oposto dessas ideias feitas.
Mais do que um drama romântico, A Lancheira é uma obra social, que ilustra os costumes de uma cultura ainda muito ligada aos métodos tradicionais, mas que a pouco e pouco consegue avançar e acompanhar os tempos modernos. Vai buscar …

Uma história inédita para o 5.º aniversário

E eis aquilo que eu preparei, como presente para os leitores da Companhia das Amêndoas: venho aqui revelar-vos um pequeno conto que escrevi em 2011. É um devaneio puramente non-sense, que me ocorreu de repente quando estava nos computadores da biblioteca do Rainha D. Leonor, sem nada mais para fazer. Não é nada de mais, mas é uma curiosidade que eu continuo a achar patética, mas que, acho eu, faço bem em partilhar - até porque não sabia que mais é que eu podia preparar para este aniversário. Para verem como, pelo menos desde esse ano, continuo apatetado, tal qual em 2014. As únicas coisas que alterei ao texto original, que só conservo em papel (portanto sim, tive de o passar na íntegra para aqui), só passaram por questões de pontuação. Por isso, desculpem se a escrita está mais mediocre que o nível de mediocridade a que vos consegui habituar ultimamente. É só para preservar o espírito original da coisa. E sim, isto é parvo até dizer chega, começando logo pelo título. Mas aqui fica es…

5 anos de vida, um abraço e um agradecimento

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Foi esta a imagem que decidi utilizar para publicitar o quinto aniversário desta Companhia das Amêndoas, na sua página de facebook. Para comemorar, deixo-vos hoje ainda uma surpresa, mas antes, queria deixar um desabafo nostálgico.
A jornada já vai longa, prolongando-se até muito mais do que aquilo que eu, alguma vez, poderia esperar deste estaminé. Nunca ninguém conseguiu perceber o propósito deste blog, tal como nunca houve uma pessoa que conseguisse entender como funciona a minha cabeça, no meio de tanta desorganização de projectos, acontecimentos, ideias, livros, músicas, filmes, e tantas outras coisas, que povoam a minha imaginação e a fraca vida social que ainda consigo, com sorte, preservar.
Começou por ser um blog de parvoíces, no dia 2 de Maio de 2009, uma data que ficou marcada para a História desta companhia graças ao post primordial, em que apenas disse algo semelhante a "olá, não sei o que isto é, mas acabou de nascer. Obrigado e bom dia". Já a 3 do mesmo mês, …

Um Lance no Escuro - As canções dos filmes

«Django», «Goodfellas»... e muito mais, nesta quarta emissão de «Um Lance no Escuro», um especial dedicado às canções dos filmes. O podcast está agora disponível e podem ouvi-lo, como sempre, na Rádio Autónoma. São 25 minutos de boa música!
UM LANCE NO ESCURO 04

Ando por aí em cartazes

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Coisa engraçada que aconteceu: «Capital Humano», o filme de encerramento da edição lisboeta de 2014 da Festa do Cinema Italiano, chega às salas no próximo dia 15, pela distribuidora Films4You (antiga LNK). Enviei para o facebook dessa empresa a pequena crítica que escrevi, enquanto peregrino da jornada do 8 1/2. E gostaram tanto que fizeram uma menção à minha pessoa no material promocional do filme (sou o Rui Alves, na parte superior deste cartaz - cliquem na imagem para verem o tamanho original). É altamente recomendável, e infelizmente, só vai estar em exibição em duas salas: no Arrábida Shopping e no El Corte Inglés em Lisboa. Mas é mesmo imperdível. E a simpatia dos responsáveis pela Films4You é notória de uma empresa que quer trazer, a partir de agora, grandes fitas para as salas (em Julho eles irão trazer o «Snowpiercer» e em Novembro, «The Wind Rises»). E para mim, como puro amador na escríta de Cinema que sou, é uma honra poder fazer parte na divulgação desta obra importantís…