domingo, 16 de novembro de 2014

Nightcrawler - Repórter na Noite [2014]


É uma reflexão cínica e sarcástica sobre a eterna relação entre a comunicação social e o sensacionalismo, onde encontramos Jake Gyllenhaal num dos papéis mais surpreendentes da sua carreira. Nightcrawler é uma das estreias da semana e, também, um dos filmes mais interessantes e intrigantes destes meses finais de 2014.

Nightcrawler – Repórter na Noite é a história de um zé-ninguém que se move por um desejo de ascensão, feita por qualquer meio, via, ou intenção profissional. Devido a uma pequena coincidência do quotidiano, Lou Bloom (Gyllenhaal) encontra a solução para o desespero que povoa a sua vida miserável, ao descobrir o estranho, obscuro e competitivo mundo do jornalismo freelancer noturno, em que indivíduos andam à caça de acidentes de viação, assassínios ou desastres de qualquer outra índole, para que possam ser filmados com o objetivo de, pouco tempo depois, serem vendidos à estação televisiva que fizer a melhor oferta. Mas o que começou por ser uma pequena brincadeira torna-se num monstro de enormes proporções, tal como Bloom se vai transformando num ambicioso manipulador, sedento de poder e mediatismo nos bastidores do pequeno ecrã, utilizando o sensacionalismo das histórias que vende para subir no topo da “hierarquia”.

O filme desenrola-se num périplo em busca das imagens mais sensacionais, num retrato irónico (e até sádico, em certos momentos mais decisivos da narrativa) do lado irracional e incontrolável dos meios de comunicação social, dominados por uma cultura de violência, em que estes jornalistas em particular têm, como principal papel, o de transmitir novas doses que permitam saciar o público dessa fome diária de choque, provocada pelo drama, o horror e a tragédia mundanas. E em parte, Nightcrawler faz-nos lembrar Sidney Lumet e o seu Network – Escândalo na TV e o sarcasmo inesquecível que polvilhava a sua história e a crítica maliciosa feita ao lado comercial da transmissão de notícias. 

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).