O Caminho Entre o Bem e o Mal (A Walk Among the Tombstones) [2014]


O mais recente filme de ação de Liam Neeson consegue ser mais interessante do que todos os outros que o ator fez até à data, mas não consegue suplantar a mediania da história que carrega. Ainda assim, vale por ter alguns bons momentos de entretenimento, e por ser mais suportável do que se pode esperar.

Baseado no livro de Lawrence Block, O Caminho Entre o Bem e o Mal é mais um filme de ação protagonizado por Liam Neeson. Diga-se “mais um”, porque parece que tem sido este o género em que o ator tem apostado mais nos últimos anos, com propostas que, na sua totalidade, e até a este filme, se tinham revelado sempre como infelizes, execráveis e desprezíveis (com alguns casos mais degradantes que outros – alguém viu esse festival insípido e cansativo de clichés que deu pelo nome de Sem Identidade?). 

Por isso, este novo filme de Neeson, realizado por Scott Frank (argumentista de Relatório Minoritário e Romance Perigoso, pelo qual foi nomeado para o Oscar na dita categoria), não foge, em parte, às regras impostas pelas suas anteriores incursões nas fitas de ação, que tornaram este novo interesse do ator numa vaga a que os espectadores já se habituaram, e que podem reencontrar de tempos a tempos: a sua personagem é um anti-herói duro (que está pronto a partir para a pancadaria), uma história linear que se perde em lugares comuns, e outros ingredientes. Não nos esqueçamos das cenas de luta, de “grandes plot twists” que, na realidade, não o são, e claro, da constante intenção de Neeson em tornar-se no novo ícone de ação, para a pequenada do século XXI. 

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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