sábado, 18 de outubro de 2014

Frank [2014]


E sem que nada o fizesse prever, no meio de tanta vulgaridade, chega esta semana às salas mais um dos grandes filmes do ano: Frank não é uma história normal sobre o percurso de uma banda moderna, mas sim um olhar singular, atento, distante do “mundo real” e colado ao poder dos media e das redes sociais que condicionam as relações humanas. 

Frank é um filme que possui uma construção narrativa que se pode designar de normal (mas não de “vulgar”, ou “banal”): começa com a acidental descoberta da banda pelo jovem protagonista do filme, e a (aparente) ascensão a que este sujeita o seu vocalista e os seus colegas. Talvez Jon seja mais movido pelas suas ambições pessoais do que pelo interesse pelo bem comum, em ajudar a banda a sair da discrição em que está submetida. De facto, é isso que faz com que a sua personagem seja tão inocente e, ao mesmo tempo, tão humana – no pior sentido de humanidade possível, como também no melhor, em certas ocasiões 

Mas não há dúvida que a sua visão do mundo artístico irá mudar completamente – e talvez aos espectadores se suceda o mesmo (esperemos!) – quando começar a lidar mais de perto com estes artistas peculiares, fechados numa redoma que exclui toda a sociedade “formatada” e “comercial” que os pretende “abater”, e por isso, são detratores dos media digitais que o aprendiz tanto utiliza para, sorrateiramente, dar a conhecer ao mundo aquela estranha banda (e mais ainda, para se dar a conhecer a si próprio, um zé-ninguém maior do que todos os outros zés-ninguém do filme). 

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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