(Re)descobrir o cinema de Satyajit Ray no Nimas


É mais uma das grandes iniciativas deste ano cinematográfico: a partir de hoje, todos os dias até 5 de novembro, o Espaço Nimas irá exibir seis filmes do realizador Satyajit Ray. Apostando maioritariamente em filmes menos conhecidos (pelo menos em Portugal) do cineasta indiano, esta é uma oportunidade única para deslumbrar algumas das maiores pérolas de um génio do cinema, em cópias (realmente) digitais e (realmente) restauradas.

Elaborar (mais) uma História do cinema e ignorar Satyajit Ray é algo equivalente a desprezar Tolstoi ou Steinbeck numa hipotética História da literatura. Quer se goste ou não, é inegável o contributo do realizador para a evolução e renovação do cinema, e os seus filmes, que parecem ser retratos de uma sociedade restrita (a bengali), acabam por ser mais universais do que aparentam – e intemporais também. Dos quatro filmes que pudemos ver, encontrámos as provas de um cineasta sempre em constante reinvenção criativa, através de diferentes histórias e modos de filmar que espelham as suas preocupações sociais, e a maneira muito peculiar como olhava o mundo e todas as suas “personagens”.

A minha opinião sobre quatro filmes desta iniciativa («A Grande Cidade», «Charulata», «O Santo» e «O Cobarde») pode ser lida no Espalha Factos.

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