Os Gatos Não Têm Vertigens [2014]


Quatro anos depois de A Bela e o Paparazzo, o realizador António-Pedro Vasconcelos regressa com uma comédia dramática protagonizada por uma dupla (aparentemente) improvável. Um filme simples, sobre problemas contemporâneos, que não se perde em excessivos simplismos. Uma proposta interessante que pode ser vista, a partir desta semana, nas salas portuguesas. 

Quem diria que ia ser amor à primeira vista?” é parte do slogan promocional desta nova comédia dramática (ou será mais um drama com alguns tons de graça?) que nos chega hoje às salas, numa história de António-Pedro Vasconcelos e Tiago R. Santos. Mas tal como o filme nos mostra, e as variadíssimas entrevistas que o realizador tem feito nas últimas semanas, a história que rodeia os dois protagonistas consegue ser um pouco mais do que uma recriação fácil de um cliché cinematográfico que todos nós já vimos antes (não ambicionando, por isso, centrar-se nessa ideia que tanto está a ser publicitada). O trailer fala por si, e os diálogos que nele ouvimos também: esta é uma trama de emoções narrativas, mas acima de tudo um relato humano que tenta captar algum do espírito deste Portugal desesperado. 

E é por isso que Os Gatos Não Têm Vertigens consegue ir mais além do que aquilo que parece prometer. As más línguas podem apontar o que quiserem na feitura do filme, na construção da história ou na sua mise-en-scène, mas não há dúvida que, para além de ser um interessante filme “comercial” (conceito do demo que provoca arrepios precipitados em muito boa gente), este é também um exemplo de storytelling com toques mainstream e convencionais – mas um convencionalismo com alguma originalidade e que, sejamos sinceros, consegue ser agradável.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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