Grigris [2013]


Uma história “à americana” em língua francesa? É o que Grigris, nomeado para a Palma de Ouro em Cannes, parece ser… e em parte, é. Mas há outras coisas que acabam por distinguir este filme curioso, que estreia esta semana em Portugal, pela mão da Medeia Filmes

Grigris começa com uma impressionante cena de dança, em que o homónimo (interpretado por Souleymane Démé no seu primeiro desempenho no cinema) se encontra no centro da pista do bar onde costuma trabalhar, atraindo a atenção e o entusiasmo dos visitantes do espaço que, extasiados, conseguem captar a energia dos seus movimentos e a irreverência do seu estilo. A sensação que este início deixa no espectador irá repetir-se em todos os outros momentos do filme onde veremos o artista a exercer o seu maior talento. 

Mas não é só ele, este protagonista invulgar, que faz o deleite de Grigris, e por isso encontramos um filme que, mais do que agradável e feito de uma forma impecável, alerta para situações sociais (como a vida da comunidade pobre em que ele e os seus familiares se inserem) e culturais (o cruzamento de tribos e pensamentos distintos, e que irão gerar algumas das cenas de conflito e clímax mais interessantes da narrativa) que propiciam outra fonte de destacável e digno interesse.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

Comentários