E Agora? Lembra-me [2013]


O premiado documentário de Joaquim Pinto passou pelo Festival de Locarno e, em Portugal, pelos certames Queer Lisboa e Doclisboa. Agora, chegou ao circuito comercial de distribuição e é também um dos dois filmes de estreia do novo Cinema Ideal

Naquele tempo, depois da aclamação com prémios de renome internacional, o novo filme de Joaquim Pinto começou a dar que falar por esse mundo fora. Chegou a Portugal primeiro pelos festivais, e agora, que está já disponível em várias salas do país, a crítica foi à projeção e entrou em êxtase, encontrando genialidades inexistentes em cada frame, e o júbilo povoou por toda a Terra (ou pelo menos, era o que parecia). Muitos cantaram e gritaram, com alegria, ousando dizer: “Bendito o que vem em nome da salvação sempre inglória do cinema português. Hossana! Hossana nas alturas!”. 

Serve esta pequena brincadeira de linguística (e que vai de encontro a um dos pontos centrais do documentário, a fé e a crença nos dogmas) para abrir esta análise a E Agora? Lembra-me, e para ironizar com a maneira, quase divina e religiosa, com que a obra tem sido recebida por vários especialistas da Arte. Mas isto também serve para alertar os leitores do seguinte: se o que estão prestes a ler for tão esclarecedor como a não-existência destas linhas (ou a série de epítetos majestosos que a imprensa tem atribuído ao conteúdo do documentário), não se preocupem, porque talvez seja esse o efeito desejado de um filme como este.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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