Violette [2013]


É a história de uma mulher ímpar na História da Literatura Francesa, que foi contemporânea de Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre e Albert Camus. No entanto, a sua existência permanece desconhecida de muita gente, e Violette pretende ressuscitar a vida e obra de uma escritora revolucionária. 

Trata-se de um filme interessante que tem como único defeito assinalável, talvez, o de ser um pouco longo demais, o que faz com que o ritmo da película se perca em virtude de certas pequenas situações que são filmadas de forma descontextualizada do resto da história. Mas uma fita assim não deixa de ser relevante, por tratar de uma pessoa que não associamos, à partida, à época cultural filmada. Porque o tempo pode tê-la apagado do campo mediático da literatura, mas o impacto da sua escrita foi inigualável e continua a gerar repercussões. 

É invulgar encontrarmos um ambiente assim tão bem desconstruído no Cinema, captando a essência da busca incessante dessa geração de autores por novas tendências e novos sentimentos, que renovaram a literatura e a maneira como olhamos para o mundo e nos autocensuramos. Violette Leduc inovou ao mostrar a sexualidade com outras palavras e emoções, num espelho da sua vida difícil e acidentada que está retratada com delicadeza, choque e frontalidade.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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