sexta-feira, 25 de julho de 2014

Snowpiercer - Expresso do Amanhã [2013]


Foi um coreano, Bong Joon-ho, que conseguiu trazer de volta a extinta tradição épica, popular e inteligente dos grandes clássicos blockbusters de aventura e ficção científica: Snowpiercer – Expresso do Amanhã é uma história apocalíptica e uma metáfora arrasadora para a existência humana e a hierarquização da vida em sociedade.

Snowpiercer é o comboio onde viajam todos os humanos que sobreviveram à catástrofe provocada por uma experiência falhada que queria parar o aquecimento global. Entretanto, estamos em 2031 e uma nova geração já nasceu naquele comboio, e muitos não se conseguem lembrar de como era a vida na Terra, antes da tragédia acontecer. O Snowpiercer viaja sem parar à volta do mundo, e está estruturado de forma hierárquica, dos mais pobres aos mais ricos e poderosos, controlando os fracos com um sistema violento e chocante. Mas chegou a altura de Curtis (Chris Evans) liderar uma revolta contra todo o sistema dominado com mão de ferro pelo grandioso chefe do comboio.

Dito desta forma, o simbolismo político e social de Snowpiercer – Expresso do Amanhã pode parecer simplista. Mas não é isso que conseguimos ver neste novo filme de Bong Joon-Ho, numa produção de cariz internacional (algo que se nota em alguns formalismos narrativos da história) que contou com o auxílio de Chan-wook Park (de Oldboy – Velho Amigo) que adapta para o grande ecrã a BD Le Transperceneige. É uma história apocalíptica contada com grande entusiasmo e exatidão, tendo sempre atenção ao(s) pormenor(es) de cada cena e de cada crítica, ou sátira, presente nas diferentes carruagens do transporte.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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