quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quando a Noite Cai em Bucareste ou Metabolismo (Când se lasa seara peste Bucuresti sau metabolism) [2013]


Um filme que questiona o passado e o presente do Cinema, e aquilo que será a Sétima Arte no futuro – mas que se perde no desinteresse que acaba por criar com as suas personagens. Realizado por Corneliu Porumbiou, Quando a Noite Cai em Bucareste ou Metabolismo é antecedido pela curta metragem Luminita, do português André Marques

O que é o Cinema? Parece ser a grande pergunta em que se centram os quase 90 minutos do filme de Porumbiou. Através de uma série de planos fixos, o realizador elabora uma série de alusões ao cinema contemporâneo e às diferenças que a modernidade trouxe às tradições da arte das imagens em movimento. Esses planos fixos são contados em sequência, em momentos de conversa prolongadas, que podem fazer uma espécie de alusão aos 11 minutos que um rolo de película consegue filmar (algo mencionado na primeira – e mais interessante – cena do filme), algo que Alfred Hitchcock utilizou também para construir um dos seus trabalhos mais notáveis e inovadores, A Corda. Mas só são isso, planos fixos com conversas mais ou menos interessantes, que não mostram grande criatividade ou utilização dessa câmara parada (mas tão cheia de possibilidades inventivas) pelo realizador. 

Não há dúvida que Quando a Noite Cai em Bucareste… possui um grande simbolismo cinéfilo, tal como uma fotografia apropriada, boas interpretações e um exemplar trabalho de enquadramento da câmara. Mas que mais se pode aproveitar disto, no meio de tantas pontas soltas e muitas cenas entediantes e cujo propósito para a sua inclusão no filme parece ser nenhum outro que o da aleatoriedade? Este exercício de linguagem perde, pois, por não saber dominar esse lado peculiar e não conseguir, a partir dele, construir mais qualquer coisa do que aquilo que nos é apresentado.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

2 comentários:

  1. Olá Rui...

    Carregaste um video no youtube com a peça «Há petróleo no Beato».
    Será que sabes o nome dos 2 primeiros trechos musicais que abrem a peça enquando o Raul Solnado conduz o taxi até casa? o 1º é um trecho de guitarra portuguesa, o 2º é um rock portugues anos 80 mas não sei o nome de nenhum deles.

    Será que me podes ajudar? Obrigado.

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    Respostas
    1. Viva, sinceramente não sei o nome das músicas :/ nem vêm mencionadas nos créditos finais...

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