Omar [2013]


O candidato palestiniano ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro é uma pungente história de amor que reflete o estado do país e as consequências dos conflitos que nele se presenciam na vida normal dos seus habitantes. Omar é uma obra simples, delicada e emocionante, que estreia hoje em Portugal. 

Omar é um rapaz habituado a passar clandestinamente o muro de separação para poder encontrar, do outro lado, a sua namorada secreta, de nome Nadia. Contudo, os sentimentos que os dois personagens sentem um pelo outro acabarão por ser condicionados pela guerra e por uma série de problemas sociais e políticos, que se sobrepõem ao amor que os une e criando reviravoltas inesperadas e perturbantes nas suas vidas e naqueles que os rodeiam. A Palestina ocupada destrói simplicidades e cria rivalidades, proporcionando outras lutas que tentam distanciar-se do conflito armado que está sempre tragicamente presente. 

É a história deste jovem (interpretado por Adam Bakri) que dá o título ao novo filme de Hany Abu-Assad, realizador de O Paraíso, Agora! (outro nomeado ao mesmo prémio da Academia), que acompanhamos ao longo de pouco mais de hora e meia. Tal como essa multipremiada obra, o cineasta volta a debruçar-se sobre os problemas que marcam a atualidade palestiniana e israelita. E aliás, a forte veracidade da história, no que diz respeito à maneira como a ficção usa a turbulência causada pelos factos nestes países faz-nos cair na estranha sensação de que este filme parece ter sido feito “naquele” momento em que estamos a visioná-lo.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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