sexta-feira, 27 de junho de 2014

Locke [2013]


Tudo acontece dentro de um carro, a partir de vários telefonemas que acompanham o protagonista ao longo de uma viagem com destino secreto… e fatal. Locke pega numa pequena premissa e transforma-a numa reflexão sobre as interações humanas e os acidentes de percurso que acabam por destruir ou construir relações. E tem Tom Hardy em estado de graça.

É a história de Ivan Locke (Tom Hardy), um homem que trabalhou afincadamente para conseguir a vida que sempre quis ter. Dedica-se sempre ao emprego, na área da construção civil, e à família que adora. Mas no dia anterior ao maior desafio da sua carreira profissional, Locke parte numa viagem de carro (cujo fim, à partida, desconhecemos), e que vai desencadear uma série de consequências, que se refletirão nas várias chamadas que ele recebe ao longo do percurso. Esses acontecimentos problemáticos irão colocar em risco tudo aquilo que conquistou.

E Locke é isto: passa-se inteiramente dentro do carro do protagonista (com alguns planos ocasionais que mostram a auto estrada onde está a viajar – numa interseção de planos que, infelizmente, se assemelha a um qualquer anúncio de automóveis), e nele, Ivan discute com os seus colegas e familiares, luta contra os demónios do passado (que ainda o perturbam no presente) e tenta arranjar uma solução impossível para reconciliar todos os laços que quebrou, e todos os contactos que destruiu. E pode parecer pouco, ou até pelo contrário, pretensioso: mas Locke funciona muito bem, graças a esta premissa. E quando acaba, percebemos que esta história, que tem uma continuidade moral e humana tão idêntica a tantas outras clássicas e modernas, só poderia ser filmada através deste esquema cénico e narrativo.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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