sábado, 3 de maio de 2014

Sacro GRA [2013]


Foi o primeiro documentário a vencer o Leão de Ouro do Festival de Veneza, mas Sacro GRA é tão desinteressante como promete a sua sinopse. Um puro vazio cinematográfico, que se aproveita da realidade para dar o ar de ser um filme importante.

Não são de desprezar as intenções sociais e políticas de Rosi, porque aliás, nem é aí que se encontra o desinteresse de Sacro GRA. Mas o problema está mesmo no facto de o filme acabar por não se centrar em nada. As várias histórias que seguimos têm âmbitos e raízes distintas, e algumas são mais interessantes que outras. Porque não pegar apenas numa pequena porção delas e dar-lhes o tempo de antena que merecem, em vez de tudo se confundir, o que faz com que o espectador não consiga interessar-se por nenhuma das vidas que lhe são apresentadas, nem pelas variadas mensagens que a elas estão ligadas. 

Se há um propósito em seguir estas vidas peculiares, que pouco nos emocionam, este desvanece-se com o tédio que o filme nos provoca. Mesmo que seja uma reflexão sobre não-sei-o-quê, e uma lindíssima introspeção que aborda o não-sei-que-mais através dos exemplos de sicranos-e-beltranos, isso não chega para criar um filme, para fazer C-I-N-E-M-A. Será que Francesco Rosi se esqueceu do que é isso do Cinema? Ou, durante a execução deste filme, esqueceu-se de levar o dicionário para ir revendo, sempre que tivesse dúvidas, qual é o verdadeiro significado dessa arte sétima?

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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