quinta-feira, 22 de maio de 2014

Grace de Mónaco (Grace of Monaco) [2014]


Em vez de um filme profundo sobre as complicações políticas e sociais em que se envolveu Grace Kelly ao abandonar a carreira no Cinema, acaba por ser uma fita mediana, frágil e sensaborona, que passa levemente pelo que realmente interessa na vida de um dos maiores ícones femininos da História de Hollywood. 

Grace de Mónaco estreou no Festival de Cannes (foi o filme de abertura da edição deste ano) e a sessão ficou marcada pelo descontentamento do público e dos críticos presentes na sessão. É uma atitude que começa a ser generalizada, à medida que o filme chega a mais partes do mundo. Mas afinal, onde está o problema desta tentativa ficcional de ressurreição da vida da lenda do Cinema, do mesmo realizador de La Vie en Rose, sobre Edith Piaf

Pouca coisa bate certo na panóplia de personagens que nos são apresentadas no filme. Grande parte das figuras mais ou menos credíveis que compõem a história são plásticas, tal como de enorme plasticidade são as forçadas expressões faciais de Nicole Kidman. É um filme preguiçoso e falhado na sua reconstituição histórica e na falta de capacidade do realizador em perceber que, com muito menos aparato, se conseguiria captar, da melhor maneira, muitos dos momentos de intensidade e drama que necessitam certos eventos da história, que caem no esquecimento por ficarem disfarçados no meio de tanta e excessiva rapidez técnica, inadequadíssima para uma fita que precisa é de calma, para poder ser bem mastigada.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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