Godzilla [2014]


Sinceramente, é preciso estar a explicar a história de um filme que envolva esse monstro denominado de Godzilla (isto é, se à definição de “história” possa corresponder um festival anarquicamente irritante de clichés que abundam em todo e qualquer filme-catástrofe que tenha sido feito até hoje)? Talvez não, mas tem que ser, e não custa nada, porque até é tudo muito narrativamente simples. 

Há uma ameaça que surge do nada, há uma série de personagens humanas que têm tanto interesse para o espectador como a quantidade de cenas ridículas a que o monstro original foi submetido nas diversas sequelas feitas no Japão (procurem no YouTube e descobrirão a “fabulosa” dança abominável do bicho, entre outras pérolas da mediocridade), e também algumas cenas que envolvam mortes, bicharada com origens que, muito honestamente, a minha cabeça não conseguiu assimilar, e muitos figurantes a falecerem de maneira inglória. Mas não se preocupem: no fim, acaba tudo em bem, e vivem todos felizes para sempre… apesar da destruição toda. Que bonito – e tão fortemente apalhaçado. 

E é isto um filme que é previsível desde o primeiro momento, onde podemos adivinhar, praticamente, todos os planos que vão surgindo no ecrã e todas as falas estereotipadas, secas e brutalmente idiotas de todos os intervenientes. Esta pandilha de repetições e auto-reciclagens de fórmulas usadas até à exaustão poderá, no entanto, ter um brinde, para aqueles que quiserem gastar mais uns euritos para visionarem o filme no pouco espantoso e super-hiper-mega-ultra inovador IMAX 3D: um perturbante tiro à vista e uma valente dor de cabeça, proveniente de todo o excessivo barulho que foi inserido nas sequências de maior ação (que de “ação” propriamente dita, pouco ou nada têm).

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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