quinta-feira, 24 de abril de 2014

Marretas Procuram-se (Muppets Most Wanted) [2014]


A oitava incursão cinematográfica das famosas personagens criadas por Jim Henson consegue mesmo ser uma das melhores: Marretas Procuram-se volta a colocar no grande ecrã toda a magia característica deste universo, acrescentando piadas mais modernas e números musicais arrojados e divertidos, que atribuem novos contornos e gargalhadas para as novas gerações. 

Além de ser uma sátira com algo de genial à sua condição de sequela (da sequela, da sequela, da sequela…) do filme original que transportou, pela primeira vez, os Marretas do pequeno para o grande ecrã, Marretas Procuram-se tem a história repetida tantas vezes em comédias e dramas dos mais variados tipos: Cocas e a sua companhia teatral contratam Dominic Badguy (Ricky Gervais), um manager que os convence a fazer uma tournée pela Europa. Ao mesmo tempo, Constantine, um criminoso muito semelhante a Cocas, foge da prisão e toma o lugar do líder dos Marretas, fazendo com que o outro sapo seja capturado. A partir daqui, sucedem-se uma série de peripécias cómicas, musicais e sentimentais (e aqui é que não podemos esperar grande originalidade), que aproveitam os lugares comuns para lhes atribuir um toque especial.

Marretas Procuram-se não tenta infantilizar demasiado os bonecos de Jim Henson, como fez o seu predecessor, de 2011, até à exaustão. Há uma tentativa de regresso às origens, às mais implacáveis e subtis referências humorísticas à cultura e sociedade americanas, patentes no fabuloso número musical de abertura que abre a obra (meu Deus, eles tiveram a coragem de fazer piadas com a própria Disney, que produziu o filme!). E se a música do primeiro capítulo desta “ressurreição” das lendárias figuras populares já era deliciosa, aqui volta a ter a sua graça e o seu encanto muito próprio, por “culpa” de Bret McKenzie (da brilhante série Flight of the Conchords), que mais uma vez compôs as canções hilariantes e geniais que nos fazem bater o pé e sorrir descontroladamente. 

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).