quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Que a Maisie Sabe (What Maisie Knew) [2013]


É o típico drama familiar à americana que, tal como milhentos outros exemplos dos últimos anos, tenta seguir o rasto emocional e trágico de Kramer Contra Kramer, distorcendo apenas os contornos originais da narrativa - mas sem conseguir afastar-se com sucesso do original. Aqui dá-se mais importância aos padrastos e à visão da criança em relação aos acontecimentos tristes que se sucedem e a dividem em relação aos pais. 

Contudo, depressa se caem em facilitismos: se Onata Aprile é uma ótima escolha para o papel (destacando-se muito pela positiva em todas as cenas que não envolvem choro, gritinhos histéricos e outras conveniências lacrimejantes), infelizmente ela não servirá para mais do que, pura e simplesmente, atribuir uma carga emocional forçada que poderá fazer as delícias de quem gosta deste tipo de mecanismos dramáticos estereotipados e usados até à exaustão. 

Portanto, isto constitui, de facto, uma reviravolta que destrói as intenções iniciais: se começava a ser interessante, e até refrescante, olhar o divórcio mais pelos olhos da miúda (uma visão diferente da do olhar adulto, já que ela consegue apanhar mais coisas do que os crescidos possam pensar), ela acaba por ser posta de lado, em parte, para seguir os caminhos mais cansativos, vulgares e óbvios que este género de histórias costumam seguir.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).