Mãe e Filho (Pozitia Copilului) [2013]


Há apenas uma única coisa que danifica Mãe e Filho e as suas pequenas e tão características simplicidades: o trabalho de câmara. Irritantemente documental, inconsistente e descontrolada, a condução das imagens prejudica em parte o ambiente que a história pedia e que a abordagem tentou a todo o custo concretizar, criando uma certa monotonia que, ironicamente, fica associada aos movimentos excessivo da forma de filmar. 

Não é preciso ter medo dos planos fixos, pois estes não fazem mal a ninguém, e ainda há por este mundo muitas alminhas que não procuram filmes apressados e com montagens aceleradas, desejando encontrar, no encanto da sala escura, um espaço livre para contemplarem o ecrã e reflectirem o poder das fitas tal como elas devem ser apreciadas. Pode não ser um mal fulcral do filme, mas dá a sensação que, com uma câmara mais calma e “quieta”, tudo o resto poderia ter saído um pouco mais valorizado. 

Mãe e Filho é uma obra de causas nobres, que não se fica apenas por retratar as discussões constantes entre as duas personagens, e as dúvidas que todos têm uns dos outros. Há aqui uma análise social e psicológica que tem de ser vista e compreendida, e que passa pelas razões da Mãe em proteger tanto o filho: por vezes sentimos que é o instinto maternal e familiar que está a atuar, mas noutras ocasiões, entendemos aquela atitude como algo manipulatório e interesseiro, atribuindo à Mãe uma faceta frágil e perturbante, não deixando Barbu ganhar totalmente a sua independência. 

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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