Lições de Harmonia (Uroki Garmonii) [2013]


Esteve em competição na 63ª edição do Festival de Berlim, saindo vencedor do Urso de Prata. E é raro vermos um filme do Cazaquistão chegar a Portugal, mas Lições de Harmonia não tem tanto interesse cinematográfico e narrativo como possuem os apelativos elementos sociais e políticos do seu conteúdo. 

É mais uma experiência de pretensiosismo, onde o autor esconde o vazio das suas ideias e a fraca solidez da estrutura com uma série de metáforas ou situações descontextualizadas (a repugnante cena inicial, por exemplo), que tentam distrair-nos do essencial. Felizmente, esta tentativa de desvio do espectador sai frustrada, porque para além disto, temos as interpretações vazias e desorientadas de uma boa parte do elenco, e um certo descontrolo de pequenos mecanismos essenciais para o desenrolar da trama. 

São situações desconcertantes numa cultura desconcertante, as que visionamos em Lições de Harmonia. A obsessão do protagonista é o desejo de uma sociedade em limpar as suas impurezas, em livrar-se dos seus problemas e das marcas que nunca desapareceram. Só os divertimentos e as futilidades podem distrair os habitantes da dura realidade em que estão inseridos.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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