sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A Grande Beleza (La Grande Bellezza) [2013]


Já são cansativas e repetitivas as comparações entre A Grande Beleza e o clássico A Doce Vida, de Federico Fellini, tal como já se tornaram maçadoras e desnecessárias todas as críticas que dizem o quão repetitivas e cansativas são essas comparações. É de facto uma injustiça comparar o conto exuberante da decadência da Itália contemporânea de Paolo Sorrentino com o festival estonteante e fascinante das aventuras da personagem de Marcello Mastroianni nas ruas de Roma. Ambos os filmes falam do estado da Itália e do seu Cinema nas épocas em que foram elaborados. 

Sim, há semelhanças entre ambas as obras, mas felizmente, não são o essencial – Sorrentino distancia-se da obra prima satírica e trágica do Mestre europeu, proporcionando a todo e qualquer espectador um filme puro, com uma alma única e singular, sobre o nosso quotidiano, a triste situação de um país, marcada pelas angústias de um ser humano que quer combater os seus dilemas pessoais dando azo à criatividade, que tanto o auxiliou a criar uma única obra literária, que marcou a sua chegada à fama entre as várias camadas sociais de Itália – e as consequentes transformações que marcaram a sua vida pessoal e boémia. 

A Grande Beleza é um filme sobre o vazio, estético e moral, de um ser humano em fase de decomposição, que se refugia na felicidade ilusória, proporcionada vida luxuosa das festas caras e excessivas que animam Roma, noite após noite. Se começamos por entrar neste mundo com uma cena ensurdecedora e musicalmente cacofónica, que nos mostra a grande mixórdia de luzes, sons, sentimentos e amores que se desenrolam entre as pessoas mais ricas da cidade, talvez possa parecer, a princípio, que o objetivo de Paolo Sorrentino apenas se limita a ilustrar cinematograficamente, como se fosse um documentário, a vida desta classe alta italiana.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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