terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A Lenda do Santo Bebedor: os silêncios e as amarguras da vida


«A Lenda do Santo Bebedor» é uma pequena novela de Joseph Roth, que vive do seu protagonista e dos símbolos (alguns com um certo toque divino) e significados que a ele ficam associados, e que fascinam o leitor porque, nas primeiras impressões que tiramos do bebedor Andreas, não nos parece ser uma figura que tenha muito para dizer, ou coisas tão relevantes para serem exploradas na sua personalidade. Da sua boca ouvimos proferir regularmente: "Que Deus nos dê a todos nós, a nós os bebedores, uma morte tão suave e tão bela!”. Andreas é um personagem único, que deambula pelas ruas de Veneza, revelando a sua tragédia que é, em parte, a que toca a todos os seres humanos. Livro curto, mas cuja pequenez não se traduz pela quantidade de material de reflexão que deixa no leitor.

Foi feito um filme, de Ermanno Olmi, que conta com Rutger Hauer no papel principal. Para o ator, esta é a performance pela qual gostaria de ser recordado. Espero ver o filme em breve (foi por causa disso que me lembrei de escrever uma pequena opinação sobre o livro), porque o artista teve mesmo, com este material de "pesquisa", muitas potencialidades para se sobressair com uma grande prestação...

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