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A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

Por um Punhado de Dólares: uma coboiada completa

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Antes de, na noite de ontem, eu ter tido a oportunidade de contemplar «Por um Punhado de Dólares», a minha pessoa já tinha visto dois grandes épicos de Sergio Leone que, em comum, possuem no seu título a expressão "Once Upon a Time" nas versões originais (e que fantásticos filmes, confesso!). Contudo, apesar do cineasta italiano ter elaborado pouquíssimas obras em toda a sua carreira (ao todo são sete), a quantidade não pode ser sinónimo de qualidade, com cada uma das suas fitas a representar algo de muito especial, tanto no crescimento técnico e artístico de Leone, como também nas diversas mudanças que a Sétima Arte "sofreu" graças ao seu estilo único, original e inconfundível. O seu legado é incomparável, estendendo-se aos mais variados géneros e a muitos realizadores da atualidade (Quentin Tarantino, por exemplo, utiliza algumas técnicas de filmar criadas por Leone nos seus filmes, como no mais recente «Django Libertado», uma homenagem do realizador ao spaghett…

Antes do Anoitecer (Before Sunset)

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Nove anos depois de «Antes do Amanhecer», e depois de muitas propostas e de muito trabalho em volta de uma possível sequela para o romance de Celine e Jesse, eis que, em 2004, surge «Antes do Anoitecer». De novo realizado por Richard Linklater, e mais uma vez protagonizado por Julie Delpy e Ethan Hawke, Para este segundo filme, e para o reencontro das duas personagens após terem estado tanto tempo sem se verem, os dois atores colaboraram desta vez na escrita do argumento, dando uma autenticidade maior porque, à história que a argumentista Kim Krizan (também vinda do primeiro filme) tinha escrito para esta sequela com Linklater, Delpy e Hawke juntaram as suas experiências e as emoções por que passaram durante aquele espaço de nove anos, quase uma década em que cresceram, mudaram de ideias e de mentalidades, e começaram a deparar-se com novas responsabilidades nas suas vidas, mudanças estas que, durante a feitura do primeiro filme, lhes era ainda algo inconcebíveis. Mas apesar de as su…

O Programa do Aleixo: um talk-show de Coimbra

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Desde que uns colegas me deram a conhecer o Bruno Aleixo e seus comparsas, no ano de 2009, que eu acompanho regularmente as andanças deste bicharoco tanto pela internet como pela televisão. Mas queria-me centrar no programa do pequeno ecrã propriamente dito. A primeira série do Aleixo na TV consegui adquiri-la em DVD, e melhor ainda, autografada pelos autores da mesma (João Moreira, João Pombeiro e Pedro Santo), e com a qual recebi uma t-shirt alusiva à série. E ultimamente, tenho visto a segunda temporada do seu talk-show, que a SIC Radical já transmitiu seis episódios, de um total de (suponho eu?) sete. É uma aposta renovada de um canal que, ultimamente, se tem dedicado mais a exibir estranhas importações americanas que me fazem pensar se o epíteto de "radical" bate certo com o canal. Mas que, quando quer, ainda consegue voltar aos "velhos" tempos, em que maioritariamente constava, da sua programação, conteúdos que pretendiam dar grandes e dolorosas alfinetadas …

Antes do Amanhecer (Before Sunrise)

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Se existe um filme romântico que pode ser capaz de surpreender qualquer um, tanto pela sua originalidade como pela sua atualidade (na forma como trata as relações humanas), esse filme é, sem dúvida, «Antes do Amanhecer», o primeiro de três filmes realizados por Richard Linklater e protagonizados por Julie Delpy e Ethan Hawke. Lançados de nove em nove anos (o primeiro em 1995, o segundo em 2004, e o último este ano), e sempre com as mesmas duas personagens principais, Celine e Jesse, a trilogia de Linklater segue o percurso das mesmas ao longo desse tempo e da forma como as suas relações, os seus problemas e os seus conflitos é moldada pela passagem do tempo. Pelo cartaz do filme que eu coloquei para ilustrar esta crítica, alguns de vós poderão ficar com uma ideia errada desta grande obra, feita com meios simples, mas que possui uma essência rara de ser encontrada. Poderão achar que este filme não passa de uma banal história sem qualquer rasgo de criatividade sobre o amor impossível e…

Pequeno desabafo saudosista

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Incomoda-me que várias pessoas descriminem determinados tipos de música apenas porque não os conhecem. Outro dia o meu telemóvel recebeu uma chamada e o toque era uma peça de Schubert que gostei muito de ouvir no filme «Barry Lyndon». Primeira reação da pessoa que estava ao lado e viu isso acontecer: "a sério? Música clássica?"  Pelo amor de Deus, quem deveria dizer "a sério" sou eu. Eu não tenho nada contra os gostos de ninguém. Podem ficar com os vossos One Directions, Justin Biebers e todos os artistas que estão na moda neste momento. Mas eu prefiro ouvir a música que EU quero ouvir, sem precisar de modas passageiras ou referências da atualidade musical.  E pronto, era só isto.

O Desconhecido do Norte-Expresso (Strangers on a Train)

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Estamos em Junho de 1951, quando «O Desconhecido do Norte-Expresso», uma das obras mais prestigiadas do realizador Alfred Hitchcock, estreou nas salas de cinema americanas. Mal tinha começado a nova década e o Mestre do Suspense relançou a sua glória cinematográfica com um trabalho digno de recordação e de preservação para a posteridade. Antes de «Chamada para a Morte», «A Janela Indiscreta», «Intriga Internacional» e outros sucessos de bilheteira que povoaram a filmografia de Hitchcock durante os anos 50 (para além do clássico - mas não tão famoso quando estreou - «Vertigo»), «O Desconhecido do Norte-Expresso» mostra ser o teste definitivo para tudo o que Hitchcock planearia fazer nos EUA durante os anos seguintes, sendo também mais uma de variadíssimas demonstrações das capacidades criativas e cinéfilas do cineasta para mostrar, no ecrã, aquilo que o espetador queria ver no ecrã, sem precisar de recorrer a pretensiosismos e ideias pouco originais, nunca julgando mal da inteligência…

Sonhar era Fácil: ascensão e queda da comédia portuguesa

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«Sonhar era Fácil» é um dos produtos mais interessantes e mais bem trabalhados que a televisão portuguesa deu ao Mundo nos últimos anos. Constituído por cinco episódios de cerca de cinquenta minutos cada, esta série pretende dar a conhecer os principais filmes e personalidades que fazem parte da tão-vulgarmente designada "época de ouro" do Cinema Português. Através de excertos dos filmes, na sua maioria, com protagonistas de alto gabarito como António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho, acompanhados por um rol inesquecível de atores secundários, e com entrevistas de arquivo com realizadores e intérpretes das fitas, é feita a análise da importância de que estas obras têm para a compreensão do Portugal de então, seus valores e costumes, e também da forma como estas películas passaram de geração em geração, conseguindo ainda hoje fazer rir e proporcionar momentos inesquecíveis para quem as quiser ver. Contudo, este período não durou muito tempo, e a mudança de mentalidades e de…

Sleuth: Autópsia de um Crime

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Andrew, tell them it was all just a bloody game.

Uma trama complexa, várias reviravoltas, um duelo entre dois homens envolvendo jogos com consequências imprevistas, e algo diabólicas: tudo isto (e muito mais) é o que poderá ser encontrado em «Sleuth: Autópsia de um Crime», uma fantástica obra cinematográfica que prima pela originalidade, pelo suspense e pela manipulação do espetador (ou seja, no que é que devemos acreditar ou não naquilo que o ecrã nos mostra). Adaptação para a Sétima Arte da peça homónima (e vencedora de um Tony Award) da autoria de Anthony Shaffer, este filme conta com argumento escrito pelo próprio dramaturgo (talvez um dos principais fatores para que esta fita funcione tão bem) e realizado por Joseph L. Mankiewicz (um dos grandes cineastas da época "doirada" do cinema clássico de Hollywood, responsável por filmes celebérrimos como o vencedor de seis Oscares «All About Eve», e por obras menos conhecidas do grande público como o épico «Cleópatra», protagon…

Coisas giras da criação artística

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Há certas alturas na vida que derivam a 100% de todas as condicionantes que envolvem esses ditos acontecimentos. Quer dizer, praticamente tudo o que fazemos é altamente influenciado pelo sítio em que estamos, pela altura do dia, etc (como por exemplo este post, se o tivesse escrito ontem à noite como tinha previsto, talvez ficasse mais interessante do que isto). E isso é um facto que sempre me interessou na criação artística, quer cinematográfica, quer literária, quer musical. 
Um exemplo disso é esta música, «Ne Me Quitte Pas», de Jacques Brel, que descobri há pouco tempo e que não me cansei (ainda) de ouvir. É uma cantiga que deveu o seu nascimento a praticamente tudo o que o seu autor viveu na época em que a compôs: o fim do relacionamento com a namorada, que o deixou completamente de rastos e que o levou a passar as suas mágoas para as pautas musicais, nesta bonita canção intemporal e inesquecível. E pode-se dizer (não querendo correr o risco de ser mal interpretado) que tudo iss…

A Janela Indiscreta

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Todos nós gostamos, de quando em vez, de bisbilhotar a vida de outras pessoas, quer cada um admita isso ou prefira guardar para si próprio. Não é por mal, mas a bisbilhotice é uma particularidade que está presente na génese da Humanidade: foi com ela que o ser humano conseguiu, com os exemplos (bons ou maus) dos que o rodeavam, a aprender a ser si próprio. Contudo, se a bisbilhotice for longe demais, é capaz de haver sarilho. Acho que posso resumir, com esta última frase, a ideia principal com que fiquei do visionamento deste magnífico thriller, realizado por Alfred Hitchcock e protagonizado pelo magnânimo James Stewart, que contracena com a lindíssima (e lendária) Grace Kelly. Para o próprio Stewart, este era a obra que mais gostava de toda a filmografia do Mestre do Suspense, e penso que tem muito boas razões para isso: é em «A Janela Indiscreta» que podemos contemplar a graciosidade e a genialidade da perspetiva cinematográfica de Hitchcock de uma maneira mais fulgurante e intelig…

Ladrões de Bicicletas

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Um dos expoentes máximos do movimento neo-realista do cinema italiano, «Ladrões de Bicicletas» é um belíssimo filme e uma das grandes obras primas humanas da Sétima Arte. Num estilo que tinha como prioridade o relato da realidade tal como ela é, sem serem acrescentados quaisquer tipos de artifícios artísticos à história e ambiente a ser filmado, esta obra dramática consegue cumprir essa regra do género que caracterizou o cinema europeu do pós-guerra, continuando ainda, na atualidade, a comover, visto que possui um tipo de sensibilidade que não é piegas, mas sim muito realista e carregada de simplicidade (tal como toda a história da obra).
«Ladrões de Bicicletas», uma obra belíssima realizada por Vittorio de Sica e que definiu todo um género, é o retrato puro e duro de um país devastado e empobrecido pela Segunda Guerra Mundial. A comovente história de um Pai desesperado por não perder o emprego depois de ter perdido a bicicleta que utilizava para o mesmo mostra ser um bom motivo de c…

O Grande Ditador: Como rir da guerra... a sério

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Escrevi este texto em Setembro do ano passado, para uma revista portuguesa online dedicada ao Cinema, que estaria por estrear por essa altura. Contudo, os tempos não estão fáceis e o projeto teve de ser, com uma grande pena do criador do mesmo e de todos os seus colaboradores, posto de lado. Mas decidi publicar este texto no blog para o "arquivar" nas minhas críticas (ainda não tinha feito uma recensão propriamente dita a este filme, para mim um dos melhores de sempre). Acrescentei algumas coisas e modifiquei alguns erros de português. Espero que gostem e desculpem se não está grande coisa. Mas neste blog isso já é habitual. Além de que, entretanto, já não escrevo da mesma maneira como escrevia em Setembro. Talvez um bocadinho pior, vá.
«O Grande Ditador» é uma das obras mais conceituadas e acarinhadas da extensa cinematografia de Charles Chaplin. Elaborado durante uma das épocas mais preocupantes e conturbadas da História, a II Guerra Mundial, «O Grande Ditador» criticou o …

Little Britain: O Melhor do Humor Inglês

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Com grandes piscadelas de olho ao humor dos geniais Monty Python (que são uma das maiores influências da dupla de autores e atores desta britcom, David Walliams e Matt Lucas), «Little Britain» é uma sátira repleta de non-sense a diversos aspetos da sociedade e cultura britânicas. Utilizando um humor mordaz, negro e provocador (em resumo, um humor britânico), um estranho indivíduo encarregue de fazer a voz-off deste pseudo-documentário guia-nos em sketches que relatam vivências de diversas figuras em variadas situações do dia a dia, apontando ou para a crítica direta aos aspetos mais ridículos da cultura da Grã-Bretanha, ou para a estupidez pura e dura, mas que fornece sempre grandes quantidades de gargalhadas ao espetador. 
Na série marcam presença regular diversas personagens, que se tornaram inesquecíveis para os seguidores da série. A adolescente problemática Vicky Pollard e a dupla Lou e Andy são apenas dois exemplos das grandes figuras fictícias de Walliams e Lucas que conquista…

O Arrependido (Out of the Past)

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Aclamado por muitos como um dos melhores filmes americanos de sempre, e por outros como um dos expoentes máximos desse género cinematográfico tão interessante, abrangente e empolgante que dá pelo nome de film-noir, «O Arrependido» trata-se de uma obra que se torna um perfeito exemplo de todas as potencialidades que esse género tem para oferecer aos seus apreciadores, sendo, provavelmente, um dos melhores case-studies para quem quiser principiar-se a descobrir o film-noir. Uma autêntica peça de museu, não por dever estar exposta numa vitrine para as pessoas olharem sem grandes atenções e seguirem em frente para os outros elementos do espólio, mas porque é um filme que faz parte da mitologia do cinema americano e de toda a linguagem da Sétima Arte que o país desenvolveu durante a década de 40, aquela que é para mim a década "doirada" da cinematografia do Tio Sam. Filmes como «Pagos a Dobrar», «Fúria Sanguinária», e este «O Arrependido», carregam uma importância a nível histór…

Boa Noite, e Boa Sorte

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Uma ode à liberdade de expressão e à capacidade e poder do diálogo para a transmissão de ideias, «Boa Noite, e Boa Sorte» é um grande drama político que pega na história real de um dos mais prestigiados jornalistas de sempre, Edward R. Murrow, um homem exemplar, tanto na coragem que teve de descortinar diversas polémicas e verdades escondidas da sociedade americana, como na capacidade de não desistir de defender e promover os ideais e os valores que achava mais corretos dentro da ética jornalística (ou seja, do verdadeiro jornalismo, conceito este que me parece ter ficado meio perdido nos dicionários poeirentos de algumas redações de certas publicações da imprensa, algo notório não só em Portugal, como também a nível internacional...). E esta atitude manteve-se sempre, mesmo nas piores alturas, em que Murrow e seus colegas da estação televisiva CBS arriscaram-se a perder o emprego, e mesmo até se o preço a pagar para se descobrir a verdade tivesse que ser demasiado elevado...
O filme…

(Re)descobrir uma grande comédia

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Vasco Santana e Ribeirinho, dois dos melhores atores portugueses de sempre, no filme «O Pai Tirano», que a RTP Memória fez o favor de retransmitir durante a tarde de hoje (é a milionésima vez que a fita é emitida na televisão, mas vale sempre a pena revisitá-la) e que para mim é a melhor das comédias portuguesas dessa "época de ouro" do nosso cinema. Uma comédia ligeira de costumes, mas que ganha por manter a graça e o "timing" de grande parte dos gags humorísticos apresentados, totalmente inesquecíveis. Um magnífico elenco de atores numa história sobre um grupo de teatro amador e todas as peripécias que enfrenta para levar uma peça ao palco. Ah, e também aproveitam para criar algumas confusões acidentais, que causam algumas confusões entre a ficção e a realidade daquele ambiente. Pouco mais tenho a dizer sobre ela. Apenas que sei muitas partes de cor e este revisionamento me fez perceber a verdadeira importância desta comédia para mim. E acho que já está na altur…

O Inferno na Terra (Stalag 17)

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Se houve um filme que me surpreendeu, nos últimos tempos, em termos de "não-estava-nada-à-espera-de-algo-assim", esse filme é «O Inferno na Terra», uma comédia hilariante cuja tradução tuga do título nada tem a ver com a obra em si (para não variar...), que mostrou ser um filme muito interessante por, praticamente, toda a parte cómica que o constitui, continua a fazer rir, com gags e pequenos "sketches" que usam alguns dos estilos e mecanismos humorísticos que, na atualidade, muitos programas e filmes de comédia tentam a sua sorte (na sua maioria, sem sucesso). Em poucas palavras, «O Inferno na Terra» pode ser descrito como um divertidíssimo, inteligente e arriscado filme, para a época em que foi feito, onde o cinema de guerra era visto não tanto como uma boa matéria para se fazer humor ou filmes não tão propagandísticos ou melodramáticos. Mas obviamente que há mais, muito mais, para se dizer sobre esta fantástica e surpreendente obra, que ainda tem muita graça e …

É um Mundo Louco (pelo menos nas caixas de comentários)

Costumo visitar regularmente os sites de variados jornais nacionais e internacionais. Gosto particularmente de encontrar notícias que, normalmente, não encontraria noutras fontes, como no caso da televisão ou mesmo dos jornais impressos (e nisto estou a falar mais de novidades sobre o mundo das Artes, nomeadamente - e obviamente - do cinema e da televisão). E normalmente consigo ficar surpreendido com a quantidade de material jornalístico que descubro, e com o atraso demasiado com que costuma chegar à comunicação social portuguesa. É giro. É um hábito "geek" meu, mas é giro.
Mas ainda mais giro (e isto já não tem, em si, nada de "geek") é ver as caixas de comentários de certas notícias desses sites da imprensa. OK, não são só de algumas notícias, são de praticamente todas! É interessante como a mente humana (e muitas vezes anónima - é preciso ter "real guts" para se assinar com o verdadeiro nome algumas das pérolas que tenho vindo a descobrir, nos último…

Quando o Diabo Reza - Um divertido romance

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«Quando o Diabo reza» é um divertido livro da autoria do consagrado escritor português Mário de Carvalho. Um romance repleto de personagens caricatas e hilariantes e com uma escrita que se aproxima muito da maneira de falar de cada uma delas. A história gira à volta de dois grupos distintos, mas que veem o mesmo objetivo à frente: dinheiro. As "massitas" do proprietário de umas quantas drogarias, e que se torna   um alvo a alcançar por um trio de criminosos de pouca monta (Abreu, Bartlo e Cíntia), mas também pelas duas filhas (Ester e Beatriz) do idoso proprietário de todos esses estabelecimentos. Enquanto que os três primeiros preparam minuciosamente um golpe para conseguirem sacar o dinheiro àquele indivíduo, as duas filhas sonham com altos voos, caso o Pai lhes deixe a fortuna por herança.
Um romance surpreendente, vindo de um autor muito versátil e que aposta sempre em fazer algo completamente diferente, a cada novo livro. E com «Quando o Diabo Reza», a aposta ficou gan…

Brother - Irmão

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O ano de 2000 foi marcado por diversos acontecimentos cinematográficos de valor. Um deles poderá ter sido, a meu ver, a passagem do célebre "Beat" Takeshi Kitano, realizador, escritor, ator, apresentador, etc etc etc, pelos Estados Unidos da América. Do resultado desse cruzar de culturas surgiu «Brother - Irmão», um thriller no estilo a que Kitano habituou os seus seguidores e fãs das abordagens, na sua filmografia, à "yakuza", a máfia japonesa. O filme é a prova de como a sagacidade e a visão oriental do cineasta conseguem agradar além-fronteiras e impôr-se, num país dominado por uma cultura cinematográfica própria e que domina, praticamente, a distribuição de filmes em todo o Mundo. Apoiado por um grupo de profissionais do cinema americano que souberam perfeitamente respeitar os objetivos de Takeshi Kitano com este «Brother», o realizador criou mais uma grande história para juntar ao seu vasto (e complexo) currículo artístico, com uma história que volta a envolv…