sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima, Mon Amour) [1959]


É o título mais reconhecido do realizador Alain Resnais (que fez também O Último Ano em Marienbad e outras fitas francesas que se tornaram célebres) e um dos romances mais inesquecíveis e fascinantes da História do Cinema: Hiroshima, Meu Amor é a história da relação entre uma atriz francesa (onde vemos alguns mistérios em relação ao seu verdadeiro caráter), que está na cidade a participar num filme anti-guerra, e um arquiteto japonês. Em conflito neste amor cinematográfico estarão as culturas distintas, os dramas íntimos de cada um deles e a complexidade das suas vidas e das suas formas diferentes de encarar o mundo, postas à prova com as sucessivas recordações da tragédia nuclear de Hiroshima. 

Encontramos Emmanuelle Riva no papel que a celebrizou no panorama mediático do Cinema, e que, passados mais de cinquenta anos, continua a ser uma das forças maiores da obra de Resnais. Estava previsto ser um documentário sobre o legado triste e prejudicial que a bomba deixou no povo de Hiroshima, mas o cineasta quis acrescentar a parte ficcional ao realismo das imagens e das histórias de vítimas (que vemos e ouvimos em certas cenas) e, lado a lado com a tragédia, contemplamos uma intrigante e inspirada história de amor. 

Riva é acompanhada por Eiji Okada na personagem do seu amante oriental, e com eles vemos um tipo de Cinema diferente, que não arrisca em experimentar coisas novas. Estamos na época de ouro das fitas francesas, com a Nouvelle Vague a revolucionar a Arte, e nomes como Jean-Luc Godard e François Truffaut a descobrirem novos mundos para o mundo cinematográfico. E sendo diferente nas novidades técnicas e narrativas que decide explorar, Hiroshima, Meu Amor é um filme-chave desta época gloriosa para o Cinema, e que mantém ainda a frescura e a rebeldia que aquela geração de realizadores concretizou no grande ecrã.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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