quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Parkland [2013]


Parkland é um curioso exercício narrativo realista que mostra o dia do assassínio de JFK e dos três que se lhe seguiram, através de várias perspetivas que têm apenas uma coisa em comum: todas tiveram um papel a “cumprir” no desenrolar e/ou no atenuar da tragédia que abalou a América do Norte e o resto do Mundo. Estiveram envolvidas muitas pessoas que se tornaram desconhecidas com o passar dos anos, mas que aqui justamente reconquistam o seu papel no caso, pelas interpretações fornecidas pela obra.

Nomeado para o Leão de Ouro do Festival de Veneza deste ano, Parkland é a estreia do produtor e argumentista Peter Landesman no campo da realização cinematográfica. E para abordar o caso célebre que marcou a História, o realizador decidiu pegar na história dos anónimos, dos quais nunca ouvimos falar neste caso, e criou uma história reveladora e bem executada sobre a correria constante que marcou a tragédia e o seu desenvolvimento posterior, tanto a nível jornalístico como pela psicologia das personagens, que ficaram muito marcadas pelos acontecimentos daquele dia de 22 de novembro de 1963.

Parkland não é um filme que pretende dar novas respostas ou teorias da conspiração sobre o caso de Dallas, limitando-se ao relato documental e conciso dos factos. E é aí que reside o interesse maior desta película. Dando uma grande atenção ao pormenor e a todas as maneiras como cada uma das histórias se liga ao assassínio, esta é uma obra simples, que não quer dar novos caminhos aos inúmeros “porquês” deixados pelo mistério que envolve a morte de John F. Kennedy. Centra-se mais naquilo que pensamos saber, mas que pode ser ainda mais explorado, e que nos traz novos dados que nos ajudam a perceber a tão vasta complexidade deste acontecimento.

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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