sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Capitão Phillips [2013]


Se há um fator que é importante destacar em Capitão Phillips (e que é uma característica comum de outros filmes de Paul Greengrass, como é o caso de Voo 93 – as semelhanças de montagem e de enredo são notórias) é a forma como proporciona uma visão muito credível e sincera dos acontecimentos dramáticos ao espectador. E mesmo que se afaste muito da realidade dos factos, a obra proporciona uma experiência de proximidade para com o espectador, que quase se sente ali, naquele cenário marítimo em que tanta coisa acontece e onde tudo está em jogo para aquela atribulada tripulação americana.

Filmes como Capitão Phillips são feitos para agradar a um certo tipo de mercado e a um público cada vez mais exigente. Não vemos este filme a apelar à verdadeira originalidade cinematográfica, já que predomina um estilo muito televisivo (muitas cenas dos filmes de Greengrass são difíceis de distinguir de um qualquer momento de um episódio de 24 ou de Homeland) que acaba, sem querer, por se focar demasiado no lado americano da questão (e mais do que isso, nos clichés que estão associados ao patriotismo americano, tal qual nos são apresentados em muitos grandes filmes de ação de sucesso que já fazem parte da cultura popular).

Em Capitão Phillips vemos uma boa obra cinematográfica (mesmo que tenha mais TV do que Sétima Arte), que nos corta a respiração pela sua alta pressão. Encaremos a verdade: só o Cinema Americano nos consegue manipular assim, e mesmo que batam sempre na mesma tecla, eles conseguem concretizar novas maneiras de nos conseguirem agradar. É um filme cujo trailer diz tudo, ou seja, é dos poucos que não dá a entender que é diferente da obra que está a promover. Por isso já se sabe do que se pode estar à espera. Mas esta longa-metragem agradável e despretensiosa ainda nos coloca uma ou outra questão social interessante na sua génese, e por isso também vale a pena. Nem só de complexidades vive a Arte, nem de grandes obras que mudam o pensamento da Humanidade. Felizmente, há também espaço para fitas como esta. 

Leiam a crítica integral no Espalha Factos.

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