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A mostrar mensagens de Outubro, 2013

Horizontes de Glória (Paths of Glory) [1957]

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Se «Dr. Strangelove»é a sátira bélica por excelência, e se «Nascido para Matar»pode ser vista como uma das melhores e mais duras críticas cinematográficas à guerra do Vietname, «Horizontes de Glória»é mais um filme ímpar de Stanley "realizador dos 7 ofícios" Kubrick, por não ser nem uma coisa nem outra. Surgiu antes dessas duas outras obras primas e foi a obra que primeiramente definiu o cineasta como um dos nomes mais sonantes do panorama cinematográfico da sua época. Sendo anti-guerra, o filme não chega ao ponto de ridicularizar todo o sistema militar e político que envolve os conflitos armados e devastadores à escala mundial, como no caso do "homem que decidiu amar a bomba", nem decide atacar ferozmente todo um sistema que visa preparar soldados para uma guerra que não conseguem entender, como no caso de «Full Metal Jacket». Menos histérico e menos violento (pelo menos fisicamente), «Horizontes de Glória» torna-se aos nossos olhos num filme de guerra contra a g…

Majora

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É uma notícia triste, esta. A Majora, uma das marcas portuguesas de brinquedos mais lendárias de sempre, vai fechar as suas portas.
Foram e continuam a ser muitas as horas investidas nos famosos jogos editados pela marca durante muitas décadas. Joguei muitas vezes ao «Sabichão» e ficava sempre espantado com o pouco que eu sabia sobre, praticamente, quase todas as matérias que o senhor sabia de trás para a frente. Disputei e ainda disputo diversas partidas de xadrez com familiares durante os períodos de férias. «Monopoly» (o original da Majora mesmo!), jogos de cartas, damas, o tão famigerado (e estranho) «Jogo da Glória»... as memórias e as brincadeiras são infindáveis.
O mercado está demasiado competitivo. E a vida passa demasiado depressa. E não pretendo ser saudosista mas... estes jogos de tabuleiro e todas as outras variantes foram muito mais divertidas para mim do que muito jogo de vídeo pode ser para os seus utilizadores. Os jogos tradicionais vivem mais de um ambiente que não …

De volta à rádio

Minuto Zero (30.10.2013) by Minuto_Zero on Mixcloud Voltei às lides radiofónicas, desta vez pela mão dos talentosos artistas da FCSH que fazem o "Minuto Zero", programa sobre as novidades do desporto, gravado por três pessoas todas as semanas. Eu fui um dos membros do trio na emissão de ontem, e sim, é possível ouvirem-me a falar sobre desporto. Isso aconteceu. Basta ouvirem este programa e as patacoadas que lá digo pelo meio.

Obra prima na TV

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Pessoas que ponderam fazer noitada de estudo hoje: deixem-se disso e vejam a obra prima que vai passar no Canal Hollywood a partir da uma de meia da manhã: ERA UMA VEZ NA AMÉRICA (das raras vezes que a TV mostra uma fita espetacular). Tem mais coisas para ensinar do que muitas cadeiras juntas. E mesmo que depois as essenciais horas previstas para o estudo voem para apreciarem este grande pedaço de Cinema, vão ver que vale mesmo a pena. É daquelas experiências transcendentais que mudam uma vida. Pelo menos comigo, e com vários milhares de pessoas, foi o que se sucedeu...

Uma ajudinha para as votações dos TCN 2013

Amigas e amigos, já estão abertas as votações para esta edição dos TCN Blog Awards.

Se quiserem e considerarem justo votar na minha pessoa, basta fazerem o seguinte:

1. - ir ao site do Cinema Notebook
2. - Votar na poll "TCN 2013"(está no canto direito do blog, um pouco para baixo), na categoria "TCN 2013: Crítica TV" e escolher a opção "Sonhar Era Fácil", que é o título do meu post nomeado.

Obrigado pelo vosso apoio!

Também há falcatruas no mundo dos quadradinhos

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Não bastam os lucros obtidos com os 24 álbuns originais (mais os esboços de um protótipo de um 25, o da «Alph-Art»), mais as primeiras edições das primeiras histórias do Tintin, mais todo o merchandising criado propositadamente para suportar os custos de inúmeras iniciativas culturais e/ou recreativas (canecas, t-shirts, outros livros, livros de livros e livros de livros de livros). Para a Fundação Hergé/Moulinsart, e para a Editora Casterman, nada disto chega.
Porque é que digo isto? Porque li uma notícia alarmante: contra a vontade do autor do repórter belga mais famoso da BD, a Casterman e a editora Moulinsart já planeiam lançar um novo livro do Tintin até 2053. A desculpa dada? É porque nessa altura a obra de Hergé e as suas personagens ficarão sem o domínio do copyright, e passarão para o domínio da populaça. 
E pensemos assim: Hergé deixou este mundo há exatamente 30 (trinta!) anos. Ou seja, se há alguém que não poderá lucrar mais com Tintin é o seu criador, que mencionou EXPRE…

Capitão Phillips [2013]

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Se há um fator que é importante destacar em Capitão Phillips (e que é uma característica comum de outros filmes de Paul Greengrass, como é o caso de Voo 93 – as semelhanças de montagem e de enredo são notórias) é a forma como proporciona uma visão muito credível e sincera dos acontecimentos dramáticos ao espectador. E mesmo que se afaste muito da realidade dos factos, a obra proporciona uma experiência de proximidade para com o espectador, que quase se sente ali, naquele cenário marítimo em que tanta coisa acontece e onde tudo está em jogo para aquela atribulada tripulação americana.
Filmes como Capitão Phillips são feitos para agradar a um certo tipo de mercado e a um público cada vez mais exigente. Não vemos este filme a apelar à verdadeira originalidade cinematográfica, já que predomina um estilo muito televisivo (muitas cenas dos filmes de Greengrass são difíceis de distinguir de um qualquer momento de um episódio de 24 ou de Homeland) que acaba, sem querer, por se focar demasia…

Eu nos TCN

Mais uma vez estou nomeado para os TCN Blog Awards. Não na área de Cinema, que é o que escrevo mais por aqui, mas mais uma vez na área da TV. E não é com um dos meus melhores textos. Nem sequer é razoável, diga-se. Mas o júri é que decide e estou orgulhoso de estar nomeado entre tanta boa gente mil vezes melhor que eu. Se quiserem dar uma espreitadela aos candidatos, carreguem aqui.

5 filmes com Jesus Cristo (Antes de Diogo Morgado)

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Jesus Cristo já tinha estado no grande ecrã antes da versão hot do Diogo Morgado? Claro que sim. E neste novo artigo que escrevi para o Espalha Factos sugiro cinco apostas interessantes que abordam a figura mais importante do Catolicismo. É ler, ver as fitas e partilhar, clicando aqui!

Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot) [1959]

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Saiu antes de «O Apartamento», que tanto tem de drama como de humor ao mais alto nível, mas sucede a um dos maiores clássicos de Billy Wilder («Sunset Boulevard», que tem muito mais tristeza e profundidade) e outros grandes títulos cómicos e prestigiantes da sua carreira (como «Stalag 17», «Sabrina» e «Testemunha de Acusação»): «Quanto Mais Quente Melhor» (adaptação de um filme francês de 1935, intitulado «Fanfare D' Amour» e que, talvez, mereça ser redescoberto, pois ficou perdido devido ao muito maior sucesso da investida americana) é a comédia de enganos definitiva, com uma energia implacável, uma histeria brutal, muitos diálogos refinados e grandes quantidades de muito boa ironia. É a apoteose do humor de Wilder e do seu estilo tão cativante e sedutor, que continua a funcionar hoje e a ser tão hilariante como na sua estreia. Porque também não é por acaso que foi eleita a Melhor Comédia Americana de Todos os Tempos, numa lista de 100 títulos elaborada pelo AFI (American Film I…

Oldboy - Velho Amigo [2003]

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Em vésperas de estrear o remake americano (assinado por Spike Lee e protagonizado por Josh Brolin), vale mesmo a pena visitar o filme original «Oldboy», porque desse não se pode ter dúvidas em relação à sua qualidade. Muito mais peculiar e sedutor do que qualquer imitação que se possa ser feita, por ser de uma cinematografia diferente e não tão sujeita a "plasticismos" como muita vezes vemos no circuito de Hollywood, «Oldboy» é uma obra vinda da Coreia do Sul e que, tendo sido feita há dez anos, continua ainda uma fita potente, aflitiva para o espectador, surpreendente e emocionante. É um thriller de cortar a respiração (e este cliché das críticas de cinema não é mencionado nesta só porque fica bem quando é relacionada com esse género cinematográfico, é porque é verdade também: «Oldboy» faz o público ficar de boca aberta e entusiasmado com cada novo passo original, brilhante e, em certos momentos, comovente, que a sua narrativa toma. A história fala de Oh Dae-Su, um homem q…

Shaun of the Dead [2004]

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Primeiro tomo da famosa "trilogia dos Cornettos" (cujo último filme, «The World's End», estreou este ano um pouco por todo o lado - menos em Portugal, como já se estava à espera...), «Shaun of the Dead» (o título português é demasiado mau para ser alguma vez mencionado nesta crítica) é uma interessante investida em retomar o espírito da comédia cinematográfica britânica para as tendências cinematográficas atuais e para as potencialidades criativas dos novos meios técnicos que o Cinema tem. Simon Pegg e Nick Frost, uma das duplas mais populares da comédia britânica (começaram brilhantemente no programa de sketches «Big Train» e «Spaced» foi a sitcom que deu a entender a grande química entre ambos - e este filme baseia-se em um dos seus episódios -, e que depois se estendeu a outros programas e filmes) protagoniza este filme de zombies que goza com o próprio género constantemente. Realizado por Edgar Wright (que também fez os dois outros seguintes volumes da trilogia), «S…

Eu e os Filmes que Marcaram no Sala3

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A convite do Tiago do blog «Sala 3», falei dos filmes que me marcaram. É uma escolha difícil, mas optei por três que, provavelmente, são os que mais me influenciaram até hoje. Podem ler o post clicando aqui. Bom proveito!

Das votações

Depois de fechadas as urnas das "eleições" aqui do blog, vou começar a meter mãos à obra e a escrever sobre 5 dos filmes que estiveram a concurso e que foram os mais votados (houve três que mais se destacaram, e depois há uma grande discrepância de votações entre os restantes, sendo que os outros dois que vou criticar tiveram ambos dois votos). Começo amanhã com «Shaun of the Dead», o grande e não-muito surpreendente vencedor da "poll", e nos próximos dias, ao ritmo de um por cada 24 horas, serão publicados os outros. Depois, estará à disposição uma nova "poll", com mais escolhas novas e as antigas que sobraram, um dia destes. E estará tudo nas vossas mãos, e haverá uma novidade: poderão votar mais do que um! E não abusem, por favor! Dou a mão e querem logo o braço, olha-me esta... Mas agora sou sincero, e agradeço muito às pessoas que vieram aqui votar. Foram mais do que eu esperava e encheram-me de alegria mais uma vez. Continuem por aí!

Frances Ha [2012]

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Este filme foi o alvo da primeira crítica cinematográfica que escrevi para o site Espalha Factos e que foi publicada há poucos minutos nesse estaminé. Aqui deixo um excerto da mesma, mas para a poderem ler de forma mais aprofundada e vá, interessante, não deixem de espreitar o meu textinho integral, que não leva tanto tempo a ler como as críticas habituais deste blog. E não abram só o link para verem a classificação que atribuí ao filme, pode ser? Fitas como esta valem muito mais do que uma mera nota numa escala de 0 a 10 (que é a que é usada no EF). Acedam à crítica completa aqui.
Filmado a preto e branco e realizado por Noah Baumbach (responsável também por Greenberg e A Lula e a Baleia), Frances Ha é uma comédia com toques de drama que não deve tanto a Woody Allen (e ao seu mítico filme Manhattan) como alguns críticos quiseram mencionar, sendo apenas visível a referência em algumas cenas de diálogo entre as várias personagens da obra e que nos recordam muito do neurotismo que carac…

Cem anos de Vinicius

Dia 19 deste mês, comemora-se o centenário do nascimento do Grande poeta e artista Vinicius de Moraes. Ele é o Brasil e o Brasil deve parte da sua identidade às suas letras e às canções que delas surgiram, que tão bem retratam a magia da alma carioca. Por aqui começou a festa uns dias antes, porque adoro Vinicius. E esta é uma das inúmeras pérolas que estão presentes no YouTube. No Brasil há muitos preparativos e eventos, que tentam fazer uma homenagem digna ao "Operário em Construção". Tal é impossível, porque a melhor homenagem que lhe pode ser feita é ao ouvir e ler a sua obra...

Inherit the Wind [1960]

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Yes. The individual human mind. In a child's power to master the multiplication table, there is more sanctity than in all your shouted "amens" and "holy holies" and "hosannas." An idea is a greater monument than a cathedral. And the advance of man's knowledge is a greater miracle than all the sticks turned to snakes or the parting of the waters.
Stanley Kramer foi um realizador que quis fazer filmes que fizessem a audiência pensar: «O Julgamento de Nuremberga», sobre o caso dos oficiais nazis que cometeram crimes contra a humanidade, «Adivinha Quem Vem Jantar», envolvendo crenças familiares, e «O Mundo Maluco», que retrata diversas situações cómicas e atribuladas na sociedade contemporânea, são três exemplos dessa componente que influenciou muito a filmografia do cineasta. «Inherit the Wind» é outro desses emblemáticos casos. Pegando no famoso "Monkey Trial" de 1925 (que se tornou numa peça de teatro, que serviu de base para o filme - e …

O Grande Escândalo (His Girl Friday) [1940]

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«His Girl Friday» é um filme sobre jornalismo e jornalistas (e que tem uma historieta de amor lá pelo meio), baseado numa peça de teatro, «The Front Page» (que teve três adaptações cinematográficas até hoje, sendo esta a segunda, e a última foi assinada por Billy Wilder, sendo uma das suas últimas obras), ambientado no "período negro" passado por essa profissão (não estará num segundo período assim, hoje em dia?), como nos alerta a sua nota introdutória. Fala-nos, mais do que tudo, dos ideais da imprensa e das pessoas que fazem a imprensa, e que, contaminados ou não pela ideia de obter lucros ou por, simplesmente, continuarem a seguir as suas vidas sem quererem saber do impacto daquilo que querem fazer no jornalismo, fazem o seu trabalho nas mais diversas áreas, e para os mais diversos públicos. Se bem que a ação se centra nas personagens interpretadas por Cary Grant e Rosalind Russell, um homem e uma mulher divorciados, mas que continuam marcados pelo seu passado e pelo ca…

O meu primeiro artigo para o Espalha Factos

Acabou de ser publicado o meu primeiro artigo escrito para o Espalha Factos. Leiam, comentem e partilhem, porque até 'tá giro.  http://www.espalhafactos.com/2013/10/12/rodagem-d-os-maias-de-joao-botelho-comeca-segunda-feira/

Um Criado Ao Seu Dispor (Room Service) [1938]

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Comédia esquecida e subvalorizada dentro do vasto - e riquíssimo! - espólio humorístico deixado pelos formidáveis Irmãos Marx, «Room Service» está ao nível dos melhores filmes do grupo no que diz respeito à arte da gargalhada. Aqui já não vemos o irmão Chico, o membro mais tímido e apagado dos Marx (não era ele que estava encarregue das grandes cenas cómicas destes filmes), mas a energia inigualável e indissociável do estilo perpetuado por Chico, Groucho (o impagável Groucho, sempre com resposta na ponta da língua!) e Harpo Marx continuou e perdurou, felizmente, para a memória da Comédia, e para a memória do Cinema. Em «Room Service» há espaço para se gozar com a seriedade do drama cinematográfico da época, numa história que envolve teatro e a grande organização e produção que das artes de palco, e que faz deste filme uma grande comédia de enganos altamente construída como os grandes clássicos deste género humorístico, e que muito se assemelha ao ritmo de uma peça de teatro ou, se pr…

Génios e Prémios

Quando um génio dá um prémio a um génio: Jack Lemmon apresenta e entrega o Oscar Honorário atribuído a Groucho Marx, na cerimónia dos prémios da Academia de 1974. Imperdível.

Novas

Fiquei ontem felicíssimo por saber que me aceitaram para a área de Cinema do site Espalha Factos, um sítio que versa sobre as novidades da Cultura e que no qual participam muitos dos meus colegas e amigos da Faculdade. Vou começar a trabalhar já nesta sexta-feira: vou a uma antestreia. Que mais poderia querer? Muito obrigado. Isto vai ser excelente.
Mudando de assunto, entre hoje e domingo irei publicar aqui três críticas aos dois últimos filmes que vi, não só porque não os consigo colocar agora na "poll", como também porque são fitas que das quais quero escrever neste momento. Mas a votação continua a decorrer, por isso escolham já (e façam-no as vezes que quiserem, a casa agradece) o filme que gostariam de ver aqui criticado, entre os nove que pus a votação. Só quero mesmo escrever sobre estes três, sem estar sujeito à opinião do público, porque são duas fitas que anseio escrever já, antes que a vontade passe. Fiquem desse lado, eu volto já.

Um momento de interatividade entre os leitores e o garoto que escreve isto

Como referi há dois posts atrás, agora vai ser difícil vir cá todos os dias atualizar o blog. E tenho tantos filmes para criticar que, à hora em que deveria escrever, nem sei em qual deles é que devo pegar.
Por isso decidi criar a "poll" que se encontra no lado direito deste estaminé, para assim, serem vós, leitores, a escolherem os destinos cinéfilos da minha escrita. 
Votem no filme que gostariam de ver aqui criticado e escrutinado e, quando eu tiver um tempinho bom para dar asas ao teclado, irei pegar no grande vencedor. Mas a "poll" não termina e, assim, quando retirar o primeiro filme os votos continuarão, e quando vir um novo filme, colocarei o seu título na votação. 
Espero que se divirtam. Isto é, se não tiverem nada mais interessante para fazerem.

P.S - Se não conhecerem nenhum dos filmes não há problema, votem no título que vos parecer mais apelativo, giro, ou engraçado. Estou as vossas ordens! Só para isto, como é óbvio.

Bullitt [1968]

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Uma lendária perseguição de carros (altamente bem montada e executada, que  ainda hoje faz roer de inveja qualquer grande cena cheia de aparatos visuais recorrentes nos múltiplos tomos de «Velocidade Furiosa» e afins), a escolha para preservação no American Film Registry (dedicado à conservação da memória dos filmes culturalmente, historicamente e esteticamente significantes) e o ator Steve McQueen: eis, de uma forma muito redutora, o que representa o filme «Bullitt», realizado por Peter Yates, para os dias de hoje. Há mais para dizer e, sobretudo, para ver nesta obra tão tipicamente americana, mas tão deliciosamente interessante. «Bullitt» foi o filme que tornou McQueen numa verdadeira estrela pop. Sim, já tinha sido feita «A Grande Evasão», e é ainda a sua fita mais celebrada e reconhecida, mas foi aqui que o ator teve a personagem mais marcante da sua filmografia (o polícia Frank Bullitt), que vive de um mais ou menos intenso "character study" ao longo da narrativa. Quer…

Avisozinho

Por agora vai ser assim: menos posts e menos críticas. É impressionante como grande parte do meu tempo livre foi comido não tanto pela faculdade, mas por todas as coisas que a rodeiam. E escrever não tem sido das coisas para as quais tenho tido mais capacidade nos últimos dias.
Mas não vou desaparecer nas próximas semanas. Vou continuar por aqui, mas de forma não tão frequente. Amanhã acabo de escrever uma crítica que comecei hoje, e que será o 1600.º post do blog. A cada dia me surpreendo mais pela dimensão deste meu pequeno estaminé.
Obrigado por estarem desse lado e continuem a vir para estes lados, mais obscuros e desinteressantes, da blogosfera. A porta continua aberta, eu é que não vou estar tanto tempo dentro desta casa. É a vida, são coisas que acontecem. Mas adoro vir aqui. E espero vir cá sempre que puder, ou sempre que tiver inspiração. E não tenho visto muitos filmes ultimamente, apenas dois desde a última vez que aqui escrevi sobre fitas (aquela máxima "um filme por…