segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A surrealidade dos Contos do Gin Tonic


«Contos do Gin Tonic» é um livro onde o humor e a surrealidade se encontram, através das pequenas histórias criadas por Mário-Henrique Leiria. Com tanto de Monty Python como de Vasco Santana e António Silva, estes contos malucos e irreverentes influenciaram uma geração de comediantes portugueses (Nuno Markl e Nilton incluídos) e continuam a ser engraçados, mais uns do que outros, hoje. É difícil escrever mais do que isto sobre um livro que tem um conteúdo tão vasto e impossível de ser analisado de uma forma concisa e objetiva. Apenas posso adicionar estas informações: é um livro divertido, que se lê muito rapidamente, cheio de histórias que podem agradar a todos os gostos e feitios humorísticos e que não deixa ninguém indiferente. Mário-Henrique Leiria foi um grande tradutor (são de sua autoria as primeiras edições nacionais de «Fahrenheit 451» de Ray Bradbury e «Admirável Mundo Novo» de Aldous Huxley), mas aqui atestamos a sua imaginação narrativa, conhecendo as suas mirabolantes personagens e as situações caricatas e ridículas por que têm de passar. Algumas histórias são mais curtinhas do que outras (uma ou outra parece ter o efeito da punchline de um número de stand up comedy, outras davam até para fazer um filme - completamente louco, é certo), mas a risibilidade está em todas, além de uma crítica social acentuada e que continua a fazer sentido. Os «Contos do Gin Tonic» são essenciais!

2 comentários:

  1. O Mário Henrique Leiria é a minha inspiração. Sou músico-compositor e dedico-me à vertente da comédia e esse homem está sempre dentro do meu cérebro. Foi genial e para mim continua vivo. Tenho um Blog e quem ler o que escrevo decerto encontrará um pouco da influência que tenho dele.
    Convido-o a si, autor deste blog para visitar o meu que é bem recente.
    Um abraço e obrigado por escrever sobre este homem que merece ainda mais relevância do que a que se lhe confere.
    http://o-blog-do-dr-grunho.webnode.pt/

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    1. Subscrevo, literalmente, este anónimo comentário...
      E gostaria de conviver, neste âmbito, se o tempo se arriscar no espaço...

      Também sou músico e, nos tempos mais livres, até me arrisco a tentar ser compositor...
      Ou mesmo escritor... (quiçá?), ou melhor, sou mais letrista surrealista que gosta de emprestar alguma vivência do seu dia-a-dia a qualquer simples, mas poderosa melodia!

      Sou baixista... pelo menos é o que me dizem...

      Também sou, ou fui médico... em múltiplas leituras palpáveis acerca dos outros!...
      Sempre tentando ser o outro dentro do outro...

      Será a simplicidade cínica a residir na complexidade clínica!
      Poderá ter que ser... ou mesmo, ter que perceber... o haver do ter de outro ser.. Certo?!

      Leiria, M.H., tanto quanto outros resistentes e residentes nesta distinta área cultural, como Cesariny, M., cedo me coabitaram a alma e a minha parca cabeceira literária...

      Trocar um Harrison´s (a Bíblia ou Manual de Instruções da Medicina Interna) por contos bem mais sérios e reais... mas sempre recheados de impropérios sociais e com um requintado e desafiante toque brejeiro... são opções pessoais de diversos contornos tão surreais e sensuais... que me fariam regressar a um tempo tão puro e imberbe... que só me apetece tomar um sedativo para adormecer as mágoas e os estigmas de já ser um Sexy Genário... faz três dias... mas, desde sempre e para sempre de abrangente e contagiante felicidade!

      Resta-me o momento de brindar ao autor desde blogue, com uma taça de tinto (porque tenho de cortar nos "gins"... por muito tónicos ou modernos que se prezem...) ao esforço e à apropriada divulgação que mostra ofertar... Parabéns... e que outros se tentem e comentem quem bem merece...

      Sem menosprezo por Linda-a-Velha... ainda esboço um sorriso velhaco pela velha Velha... e pela cadeirinha-que-o-partiu!

      Um abraço surreal... bons pensamentos... "beaux arts"... e um desafio póstumo por Mário Cesariny... para próxima edição!

      "Não há nada que tu faças
      Que não te faça imenso mal
      Desde o uso das estrelas
      Ao abuso corporal..."

      E, por aí a fora...
      Entre outras palavras soltas... que também subscrevo!

      JV de João Vasco

      Que agradece esta surpreendente prenda de aniversário!...
      Vou ficar atento e tentar estudar melhor estas propostas de trocas de impressões digitais em prol da nossa literatura!

      Obrigado...

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