domingo, 28 de julho de 2013

Os Cavalos Também se Abatem – a dança na Grande Depressão


A ação da narrativa de «Os Cavalos Também se Abatem», um pequeno mas fulminante romance de Horace McCoy, situa-se durante os tempos da Grande Depressão. E aí conhecemos uma interessante moda da época, as maratonas de dança, e dois dos seus protagonistas, sendo que um deles é quem nos conta a história do que vivenciou em flashback. É singular a forma como McCoy decidiu contar a sua história, misturando as memórias do protagonista com os seus pensamentos na “atualidade” da narrativa, num ritmo tão frenético e dramático que é impossível não se ver todo o “filme” a desenrolar-se na nossa cabeça, à medida que prosseguimos a leitura. «Os Cavalos Também se Abatem» é um livro sobre a busca dos sonhos e as maneiras perigosas que se arranjam para os alcançar, como se trata também de uma mensagem sobre a juventude e a mudança das mentalidades do ser humano em determinadas situações mais delicadas. A co-protagonista, par do personagem central na maratona de dança em que participam, deve ser uma das figuras literárias mais desprezíveis e detestáveis que me lembre, pelo seu elevado pessimismo e repugnância para todos os que a rodeiam. Mas no final, talvez até consigamos perceber algumas das razões que a levam a ser assim, naqueles tempos tão atribulados, no princípio do século XX. E o título do livro pode parecer estranho, mas a metáfora contida no mesmo será devidamente, e surpreendentemente até, explicada na história. E agora resta apenas saber como é que o realizador Sidney Pollack adaptou «Os Cavalos Também se Abatem», no filme homónimo que foi algo aclamado na sua época. Porque este livro tem tudo para ser feito para o Cinema, nas mãos “dignas” disso mesmo…

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