sexta-feira, 26 de julho de 2013

O Adeus às Armas – Ernest Hemingway e a I Guerra Mundial



A guerra parecia tão longe como os desafios de futebol de um colégio que não fosse o nosso. Mas eu sabia pelos jornais que se continuava a combater nas montanhas, porque a neve nunca mais vinha. 

«O Adeus às Armas» é uma interessante ficcionalização do que o seu autor, rnest Hemingway, viveu e experimentou na I Guerra Mundial, em que participou. Não sendo um livro muito original e, por vezes, demasiado repetitivo e cansativo nas suas descrições pouco construtivas do conflito em questão (e, aleluia, sinto-me feliz por não ser o único que se sinta assim com a escrita do autor – já ler «O Velho e o Mar», no ano passado, tornou-se um martírio tal que nem me lembro se acabei a leitura), acaba por ser uma narrativa relevante por viver da experiência pessoal do escritor, que sentiu na pelea tragédia que abalou o Mundo nos anos 10 do século passado. «O Adeus às Armas» é, também, uma história de amor, trágica e bonita, entre Frederic Henry e Catherine Barkley, durante os anos da Guerra. Mas apesar de se ler muito bem (à exceção de algumas partes menos bem construídas, que envolvem as ditas situações da Guerra), «O Adeus às Armas» parece funcionar melhor como documento histórico, hoje em dia, do que propriamente uma leitura no sentido literal do termo. Na contracapa da edição que me veio parar às mãos, da Livros do Brasil, «O Adeus às Armas» é declarado como “uma das obras primas de Hemingway”, uma noção tão subjetiva como as memórias do próprio Hemingway em relação à I Guera Mundial. Mas o reconhecimento desta obra é tão grande que vale, pelo menos, uma espreitadela e, se vos interessar, uma leitura completa.

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