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A mostrar mensagens de Junho, 2013

O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel [2001]

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A trilogia de «O Senhor dos Anéis», juntamente com o franchise de Harry Potter e, ainda mais recentemente, as reinvenções complexas de Batman pela mão de Christopher Nolan, é um dos maiores marcos cinematográficos da minha geração. É impressionante a quantidade de gente que adora estes filmes e que os revê vezes sem conta, como se a sua vida dependesse daquelas histórias, daquelas personagens, daquelas ficções. Infelizmente, (ainda) não conheço, totalmente, nenhum dos três, para poder justificar, a meu ver, se o culto que geraram estes três mundos cinéfilos é merecido. Mas uma coisa é certa: têm de ter qualquer coisa de especial, para conseguirem mover tanta gente, tantas paixões culturais, e, sejamos sinceros, tanto dinheiro. São cultos que passaram pela minha "meninice" e que perpetuam agora, e que persisto em pôr de lado. Do Harry Potter conheço alguns filmes (apaixonei-me pela série em pequeno, quando vi o primeiro filme no Cinema - percebi medianamente as legendas, est…

L.A. Confidencial [1997]

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«L.A. Confidencial» tem um início repleto de ironia, um retrato da cidade de Los Angeles, de todo o misticismo que a rodeia e das verdades incómodas que esconde, que será uma chave essencial para se compreender toda a ação que se seguirá, com as peripécias vividas pelos três polícias protagonistas da narrativa, baseada no livro homónimo de James Ellroy (que, felizmente, se torna mais interessante graças ao ritmo dado à adaptação cinematográfica realizada por Curtis Hanson). Bud White (Russel Crowe), Ed Exley (Guy Pierce) e Jack Vincennes (Kevin Spacey) acabam por se envolver num esquema que tem poucas respostas para lhe dar, e só os faz questionar ainda mais sobre todas as coisas que o rodeiam na cidade do jogo, do álcool e da droga (um mundo "fofocamente" investigado pelo jornalista da revista de escândalos "Hush-Hush", Sid Hudgens - Danny DeVito), onde se movem estrelas de cinema e de televisão (que, à época do filme - o princípio dos anos 50 - estava a dar os p…

Tarde Demais [2000]

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Baseado em (passe-se a redundância) "factos verídicos", o filme «Tarde Demais», realizado por José Nascimento, constitui uma surpresa muito interessante no Cinema Português contemporâneo. Não se trata de um filme "pipoqueiro", mas também não ultrapassa a barreira da "intelectualidade" de alguns realizadores lusos: é uma obra sobre uma realidade portuguesa, que se restringe à realidade e a aproveita para fazer, do seu conteúdo, um filme muito bem executado, sem a presença regular de clichés e com uma forma de filmar pouco usual e pouco "correta": não há planos fixos, a câmara está sempre em movimento e, por vezes, fica-se com a sensação que estamos a assistir a um documentário. E talvez seja esse o objetivo da história, escrita por Nascimento e por outro cineasta português, João Canijo (que recentemente obteve o elogio da crítica e do público internacional com «Sangue do Meu Sangue»): dar-nos uma sensação de que o que estamos a ver é a própria v…

Timão de Atenas: mais Shakespeare no D. Maria II

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"Quando há dinheiro, há amigos". Este provérbio surgiu-me várias vezes no pensamento quando, ontem à noite, estive a assistir a mais uma magnífica peça que está em cena no Teatro Nacional D. Maria II: «Timão de Atenas», e que é mais uma obra genial do eterno William Shakespeare (que dispensa qualquer apresentação) e que, não sendo das mais celebrizadas, não deixa de ser uma obra fundamental da História do Teatro e deste seu dramaturgo. E essa é apenas uma das muitas lições de moral que o espectador pode retirar das desventuras de Timão, um homem rico que, de um momento para o outro, perde tudo o que tem e aí percebe o verdadeiro valor que lhe dão as pessoas que o rodeavam nos tempos dos excessos e do luxo. Totalmente diferente de «À Vossa Vontade» (que esteve em cena há pouco tempo e que também tive oportunidade de ver "no melhor ecrã HD alguma vez construído", o do palco), que se tratava de uma comédia em estado puro, cheia de excentricidades e de grandes momento…

Cinco Dias, Cinco Noites [1996]

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Adaptação do romance homónimo da autoria de Manuel Tiago (pseudónimo de Álvaro Cunhal, o líder histórico do Partido Comunista Português), «Cinco Dias, Cinco Noites» é uma história social passada no tempo do Estado Novo (mais precisamente, no ano de 1949, no Norte de Portugal) e que, apesar das conotações políticas do seu criador, não chega a tornar-se "politizada" e adequada apenas a uma facção do parlamento. A obra fala, muito resumidamente, da forma como André (Paulo Pires), um indivíduo que fugiu da prisão e que é por isso procurado, de forma incansável, pela PIDE, é conduzido por Lambaça (Vítor Norte), um fulano da pior espécie e criminoso profissional (e que tem um sotaque bastante peculiar), para a fronteira de Espanha, de maneira a conseguir despistar os seus perseguidores e a ter uma oportunidade para continuar a sua vida noutro país e com outro passaporte (e, por isso, com outra identidade). Trata-se de um dos maiores sucessos do Cinema Português, realizado por Jos…

Um Adeus Português [1986]

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Tempo de Guerra e Tempo de Paz: eis as duas épocas que se cruzam e se confrontam em «Um Adeus Português», uma interessante obra de João Botelho que critica não só a inutilidade de um conflito armado (neste caso específico, a Guerra Colonial), como também a forma como a mesma influencia, para sempre e de uma forma dramática, um grupo de pessoas que só estão ligadas à mesma pelo facto de um familiar ter participado na mesma e de lá ter perdido a sua vida. Em «Um Adeus Português», Botelho faz uma constante (e metafórica) oposição entre as duas eras, o passado e o presente do filme, mostrando um retrato da guerra, intimista, tenso e a preto e branco, ao lado dos "coloridos" anos 80 (a primeira cena passada nessa época abre com o plano de um bonito arco-íris a surgir no céu - apenas uma de muitas mensagens simbólicas?), mas que, com tanta "cor", não deixa de pairar a tristeza nos Pais, no irmão e na viúva do soldado morto em combate no Ultramar, que nunca deixaram de p…

Freedom!

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25 de junho - o dia da liberdade. Ou pelo menos da minha, em relação aos exames. Foi a última vez que pus os pés no Rainha. Ou pelo menos, que entrei numa sala de aula para fazer coisas. O verdadeiro momento do "final" do ano não é, no 12.º ano, o último dia de aulas, ou o baile de finalistas. Mas o momento em que os meus colegas deixaram de ser colegas, e que nos despedimos todos como se nos fôssemos voltar a ver amanhã, como se ainda tivéssemos mais matéria para dar. Infelizmente, isso já não vai acontecer. Mas acaba um ciclo, e começa outro. Vamos ver o que é que o próximo irá trazer...
P.S - Sim, como prometido (e finalmente!), a Companhia das Amêndoas está de volta ao ativo. Tenho muito trabalho atrasado e é melhor começar já. E não, não vi ainda o «Braveheart». Mas quando saí do exame, foi impossível não pensar nesta citação quando percebi o alívio que era ter acabado o exame. Nos próximos dias vão ter aqui algumas críticas cinematográficas (vi uns seis ou sete filmes…

Em pausa, por causa dos exames

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O período de exames (e toda a turbulência que os está a envolver, nomeadamente a quase-guerrilha entre sindicatos e governo) está aí. E por isso não tenho tido muito tempo, ou cabeça, para escrevinhar coisas aqui no blog, apesar de ter temas suficientes para tal. Tive, há pouco, tempo para fazer duas pequenas crítícas literárias (que podem ler por baixo deste textito) e, agora, para publicar esta nota de despedida temporária, mas como tenho de ocupar a mente com outras coisas, não vou poder concentrar-me muito mais nisto, nos próximos dias. Provavelmente também será melhor assim. Deixar isto descansar, e depois chegar refrescado, quando fizer os meus dois exames e ver, então, o que vou fazer do meu futuro. Por isso, a Companhia das Amêndoas vai estar "de férias" até ao dia 25 de junho. Se por acaso me vir apetecer escrever aqui qualquer coisa, para sair da seca do estudo (apesar de nunca estar muito concentrado no mesmo - é um dos meus muitos defeitos), avisarei. Mas acho q…

Cafuné: tropelias do secretário da amiga da aia da rainha

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Mário Zambujal não se pode livrar da «Crónica dos Bons Malandros». Foi o primeiro romance que escreveu e é, entre os que li, o que mais aprecio («Dama de Espadas» está muito perto da excelência, ficando em honroso segundo lugar), e mesmo na apresentação de «Cafuné», o seu novo livro e que, desta vez, mete alguns factos históricos lá pelo meio (se bem que, em dois ou três casos, parecem ser inseridos de uma maneira um pouco forçada), é referido que Rodrigo Favinhas Mendes, o protagonista da narrativa passada durante os problemáticos anos da Revolução Francesa e da fuga da Corte Portuguesa para Terras de Vera Cruz, é "um bom malandro". É este o fado de Zambujal: não se conseguir livrar dos seus Malandros. E que ele lhes agradeça muito bem, porque é a essa magnífica história que deve muito do seu reconhecimento literário nacional (e que, digamos, é bem merecido).
Em «Cafuné», li uma história menor da autoria de Zambujal, que sai beneficiada pelo tom muito irónico e hilariante …

Persépolis: a história de uma infância e a história de um regresso

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Uma das últimas leituras que fiz (agora estou a ler dois outros livros, ao mesmo tempo) chama-se «Persépolis». É a célebre novela gráfica de Marjane Satrapi, uma autobiografia da artista sobre si própria, sobre o país onde nasceu e sobre o impacto que a fuga do mesmo para a Europa teve na sua vida, e que, há bem pouco tempo, gerou uma muito boa adaptação cinematográfica, que segue o mesmo tipo de desenho desta banda desenhada. «Persépolis» é dividido em dois livros, juntos num só nesta edição portuguesa excelente da editora Contraponto: A História de uma Infância, onde Marjane conta como vivia em Teerão e quais eram os pensamentos que tinha sobre o país, as ideologias fanáticas do mesmo (impostas após a queda do Xá da Pérsia, que, pelo que ela nos diz, também não tinha feito nada de bom para o Irão) e o que ela ambicionava para o seu próprio futuro, enquanto o passar dos anos a fez crescer, fisica e mentalmente; e A História de um Regresso, que mostra todas as atribulações que Marjan…

Um Coração Selvagem (Wild at Heart)

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A cinefilia tem destas coisas estranhas: tanto se pontapeiam desalmadamente filmes cuja temática deveria ter sido melhor explorada pelos espectadores, como depois se aclamam fitas que causam um estranho impacto em meio mundo por terem, como realizador, um indivíduo que gosta de utilizar um "estilo diferente" em algumas das suas obras, mas que, se tivessem sido realizadas por uma pessoa completamente distinta, seriam consideradas sacrilégios cinematográficos. Foi essa a principal ideia que retirei de «Um Coração Selvagem», uma constante divagação em forma de filme desalmadamente inconsequente, sem muitas pontas por onde se lhe possa pegar. Mas lá está, este é daqueles filmes que fazem parte daquela "secção" especial com o título de "ou se odeia ou se ama". Mas como eu não gosto de extremos (e também porque, no fundo, e apesar das coisas que não gostei em «Um Coração Selvagem», existem algumas outras coisas boas que não me dão justificação para odiar esta …

Uma História Simples (The Straight Story)

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Quando os meus filhos eram miúdos, eu fazia uma brincadeira com eles. Dava um pau a cada um deles, e mandava-os parti-los. É claro que partiam, com toda a facilidade. Depois mandava-os atá-los num feixe, e tentar parti-los. É claro que não conseguiam. Então eu dizia-lhes que o feixe é como a família.
«Uma História Simples» é um filme realizado por David Lynch, distribuído pela Walt Disney. Sim, e com esta informação percebemos que esta obra do realizador não deverá ser tão complexa em termos narrativos e visuais como, por exemplo, a fita que realizou antes desta, «Lost Highway - Estrada Perdida», nem como o seu sucesso posterior, «Mulholland Drive», para poder ser uma fonte de investimento segura para os ditos estúdios, sem quebrar os seus protocolos de "auto-censura" em relação aos filmes que devem ou não distribuir (e lá está, por isso nunca vemos a Disney lançar filmes que tenham classificações superiores a M/12). Contudo, «Uma História Simples» (um trocadilho feito com o…

Blue Jasmine: estreia a 5 de setembro

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O trailer do novo filme de Woody Allen (que estreará em Portugal a 5 de Setembro), com o nome de «Blue Jasmine», está já disponível. Conta com as interpretações de Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard e Louis C.K, e pelo que estas imagens mostram, promete surpreender...

Alice: realidades no cinema português

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- Mas porque é que repetes sempre os mesmos movimentos?
- Parece-me que, se quebrar as rotinas, nunca mais a volto a ver.
- Mas e se ela estiver fora de Lisboa? Mesmo fora do país?
- As pessoas não desaparecem no ar. Mais tarde ou mais cedo ela vai passar pelas mesmas ruas e eu vou estar lá. Que é que queres que eu faça? Não posso desistir, não é?

Muitos afirmam que o Cinema não deve possuir, como ponto de principal importância, a história ou os atores que a interpretam. Contudo, se assim fosse, o ser humano ficaria privado de contemplar muitas das grandes maravilhas, nesses dois setores, que auxiliaram a que a arte cinematográfica proporcionasse ao Mundo desde o ano em que foi criada, iniciada graças aos experimentalismos de alguns pioneiros que encontraram, nas imagens em movimento, uma nova forma de expressão que marcou a humanidade e todo o século XX. E também, assim não existiriam obras primas modernas (ou se existissem, não teriam o mesmo poder e a mesma excelência como as conhecem…

O 1502.º post (ou seja, só dois posts depois do n.º 1500 é que me apercebi que atingi este feito!)

Sim, meus amigos, o blog conta agora com mais de 1500 entradas, mais de 1500 textos, mais de 1500 postas de pescada, mais de milhares de palavras juntas em frases juntas em críticas, crónicas ou idiossincrasias completamente parvas que perfazem a vidinha tão interessante do autor deste blog, que é - e posso dizer isto com toda a tranquilidade - uma das duas únicas coisas de que sou autor e que tenho 100% de orgulho (a outra é o programa de rádio), apesar de todo o disparate que elaborei por aqui e que, quiçá, para o mal de toda a Humanidade, não vai parar por aqui. Não, minhas amigas e meus amigos: acabam hoje as aulas, provavelmente irei entrar numa nova fase da minha vida, com faculdades e tudo o mais, mas... a infantilidade, a estupidez e a falta de sentido que as minhas ideias proporcionam a vós, poucos seres que ainda têm paciência para virem fazer cliques a este sítio, vai continuar a existir. Desculpem-me isto mas não posso evitar. Ainda podem fugir - basta fazerem uma lavagem…

Psycho: a arte de liquidar no duche

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«Psycho» é um dos filmes mais populares de Alfred Hitchcock, o realizador que continua a conseguir atingir os seus objetivos junto das audiências cinéfilas do mundo: causar arrepios, sustos e tensão, provocar a nossa mente com histórias que, muitas vezes, não são aquilo que estamos a pensar, em suma, agitar a mente e o corpo do espectador, levando-o a não assistir, de uma forma passiva e desinteressada, ao que se está a passar no ecrã. E não sendo o filme mais ousado de Hitchcock, «Psycho» continua hoje a ser alvo de grande estima pelos cinéfilos (apesar de um ou outro pormenor que não conseguiu manter a frescura com o passar dos anos), por não só ter marcado os primórdios de uma nova fase do Cinema Americano, ansioso para se abrir a novas tendências e narrativas, que se viria a suceder alguns anos mais tarde, como também por ter sido uma obra que quebrou muitos tabus e algumas restrições no ano de 1960 (quando estreou nas salas), quando o público foi apanhado de surpresa por esta hi…

Eu numa iniciativa de outro blog bastante giro

Enquadrado na iniciativa «Um Filme, Uma Mulher», do Blog Girl on Film, onde o objetivo é que se fale de uma personagem feminina do Cinema de que se goste particularmente, aqui fica a minha participação na mesma. Escolhi Ilsa Lund, do memorável «Casablanca». "We'll always have Paris..." 
Podem ler o meu textinho AQUI!

O nono (e, por agora, último) programa de UM LANCE NO ESCURO

Um Lance no Escuro - Episódio 9 (05-06-2013) - Hugo Claro (Um Gajo Claro) by Rui Alves De Sousa on Mixcloud Nono episódio (e por agora, último - talvez o programa possa voltar em breve mas isso é incerto) de UM LANCE NO ESCURO, o magazine sobre Cinema e tudo o que o envolve, emitido em direto na RSC no dia 5 de junho de 2013, quarta feira. O convidado foi o divertido advogado, motoqueiro, stand up comedian e postador de pescadas no facebook Hugo Claro, também celebrizado como Um Gajo Claro. Comédia, Direito, Cinema, foram as três coisas conjugadas em mais uma excelente emissão deste programa. Espero que gostem! ;)

Serenata à Chuva (Singin' in the Rain)

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«Serenata à Chuva» é um dos filmes da minha infância, e o único musical de que gosto verdadeiramente. E só ontem consegui perceber o porquê de tanta gente adorar esta fita fantástica e de tantos cinéfilos a colocarem nas listas mais conceituadas (e sempre muito subjetivas) que versam sobre "os melhores filmes de todos os tempos". E percebi que tinha um preconceito em relação a este filme brilhante, apesar de gostar tanto do mesmo: nunca pensei que pudesse considerá-lo excelente, por se tratar de um musical. Mas ontem à noite percebi que estava errado: revisionei o filme, atentamente, deixando-me deliciar por cada momento, por cada cena, por cada coreografia de Gene Kelly e companhia, pela brilhante combinação entre o melhor da música e o melhor do Cinema, em suma, pela "fantasticularidade" de «Serenata à Chuva». É um filme que deve ser visto desde que somos pequenos, e que tem a particularidade de se tornar cada vez melhor. É impossível não se ficar maravilhado, p…

Na nona semana de UM LANCE NO ESCURO...

Esta semana, UM LANCE NO ESCURO volta ao horário habitual, e o convidado é um stand up comedian que diz ser Um Gajo Claro. Quarta feira, às 17:30, na RSC, volta o magazine sobre Cinema e tudo o que o envolve, e o convidado é o Hugo Claro. Não percam! ;)

Ingmar Bergman e as Máscaras desta vida

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«A Máscara», um dos mais icónicos filmes do realizador sueco Ingmar Bergman, pode ser descrito, em muito poucas palavras, como um pesadelo visual. E porque é tão bom? Por isso mesmo, por ser um filme que pega em tudo o que já temos estabelecido, mistura tudo como se fosse uma grande sopa, e acaba por criar algo de completamente diferente, inesperado e, em certa medida, inovador. Em «A Máscara», não se conta a história de uma maneira habitual, não se filma a narrativa de uma forma mais tradicional, e até as emoções das personagens acabam por ser captadas de uma outra maneira, uma forma rara mas mais intensa que poucos realizadores utilizam para irem ao lado mais profundo das "performances" do seu elenco e para as tornarem ainda mais sensacionais. Tudo isso é possível neste pequeno-Grande filme, nesta obra prima cinematográfica e que é um dos títulos mais controversos da vasta, versátil e extraordinária filmografia do senhor Bergman, que num ambiente de desorientação e dúvida…