quinta-feira, 30 de maio de 2013

Rui Responde n.º 24 (o último... por agora!)

Hoje chega ao fim a fornada de perguntas que me foram fornecidas por alguns leitores fiéis desta minha Companhia das Amêndoas para que a rubrica do «Rui Responde» pudesse voltar durante umas semanitas. E assim foi. Agora é como as séries britânicas: pequenas temporadas que surgem entre intervalos de tempo muito grandes. Mas podem já a começar a "trabalhar": enviem perguntas para eu responder num próximo "comeback" desta rubrica! Já sabem: ruialvesdesousa@hotmail.com, a caixa de comentários deste post ou o facebook! Façam tudo para eu continuar a dizer parvoíces, peço-vos!

70.ª pergunta
Qual é a tua opinião sobre o feminismo?
Inês Rebelo

Ahá, eis a pergunta dos cem mil dólares! Cá vou eu esmiuçar um tema muito polémico, como sempre gostei de fazer nestas coisas do blog. Ora muito bem, a minha opinião sobre o feminismo é a seguinte: é uma posição extrema ou algo extrema, e eu não gosto de extremos. É claro, e está mais que provado, que as mulheres são superiores aos homens (não há que evitar - se existe machismo é por alguma coisa, temos de admitir, e essa parece-me ser a única razão), mas precisam de se gabarem? Ora caneco, nós sabemos! Podem ser superiores, mas não se superiorizem, porque no fim de contas até ainda precisam de nós. Vamos mas é ser todos amigos e não fazer guerras homens vs mulheres e esses clichés tão batidos. Pode ser? Hum? Feminismo é algo extremo, tal como o machismo. Mas lá está: os homens até têm a desculpa de serem inferiores e de quererem sentir-se menos deprimidos assim. Agora vós, mulheres? Hum... ok, acho que com esta resposta ainda sou capaz de levar o estalo de alguém, por isso aviso já que isto foi a brincar, OK? Mas agora falando a sério, acho que o feminismo é importante, mas tal como o álcool, em moderação. E infelizmente, é tudo o que eu tenho a dizer sobre o assunto.

71.ª pergunta
Qual a música que te leva a imaginar mais cenários? Quais?
Inês Rebelo

Essa pergunta é muito relativa, cara Inês. São muitas músicas e é difícil, assim de repente, centrar-me apenas numa que se adeque à tua pergunta. E não estou a engonhar nem nada, mas é que não estou a conseguir, sequer, pensar num conjunto de, vá, meia dúzia. Não consigo! Todas as músicas de que eu gosto e que ouço com regularidade levam-me a imaginar cenários, histórias, vidas. Mas, e apenas para tentar diminuir um pouco da generalidade da minha resposta, digo que as bandas sonoras dos filmes são as que me levam a imaginar mais cenários. Muitas vezes relacionados com os próprios filmes (ouço repetidamente várias bandas sonoras, sem filme), outras não (gosto de ouvir bandas sonoras de filmes que ainda não vi). Gosto muito da tua pergunta mas infelizmente é difícil dizer mais do que isso. Mas acrescento só que os cenários que imagino têm muito pouco a ver com a realidade. À exceção de quando vou na rua, me lembro de uma música que, por acaso, é adequada para aquele dia, aquela hora, e aos lugares por que estou a passar... aí misturo também realidade. Admito.

72.ª pergunta
Se alguém te oferecesse um livro e, ao fim de algumas páginas, percebesses que era o livro que contava a tua história, acabarias de o ler?
Rita Gonçalves

Bolas, que pergunta. Mas respondo-te com outra pergunta: não será que, sabendo eu essa informação, acabaria por, acidentalmente, mudar o fim do livro? Ou se chegasse a ler o fim do livro, essa leitura não me iria motivar a mudar as coisas e, consequentemente, o próprio livro? Apre, quando vêm questões espacio-temporais à minha cabeça, fico todo maluco. Mas dando uma resposta do que é que eu faria mesmo: não iria ler até ao fim por três razões: primeira, por estar a intrometer-me no futuro, que não devo saber, e se quisesse poderia trazer consequências graves ao mundo (ou não...? Agora estou confuso); segunda, teria medo do que pudesse lá encontrar, poderia ver que a minha vida tinha dado uma volta de muitos graus e que, se apanhasse um choque desses assim de repente, poderia ser mau (mas talvez. a presenciar os momentos em que essa volta se deu, talvez não sentisse nada); terceiro (e mais cliché), apesar de gostar de saber o final das histórias lendo o livro todo, neste caso cairia na tentação de abrir logo para o final, se soubesse que se tratava desse "tal" livro. Mais vale viver eu a minha vida, sem recorrer a previsões sobre mim próprio. Acho que é o que todo o ser humano deveria fazer!

E por aqui termina esta fornada do regresso do «Rui Responde». Mas as quintas-feiras, daqui a algum tempinho, voltarão a ter uma rubricazinha toda engraçada para substituir. Já tenho muitas ideias e tudo. Mais novidades em breve...

2 comentários:

  1. Olá Rui

    Imagina que tinhas a oportunidade de ser o Primeiro Ministro deste país por um mês...que medida tomarias para mudar o rumo dos actuais conhecimentos, tendo em conta que tinhas de levar com Troika e com o Povo Português em cima? Sê criativo.

    Cristina Tomé

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    Respostas
    1. Obrigado Cristina, quando a rubrica voltar daqui a uns meses vou ter a tua questão em consideração! ;)

      Cumprimentos,

      Rui

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