quinta-feira, 16 de maio de 2013

Jesus Cristo Bebia Cerveja - um livro surpreendente

 
Um livro surpreendente que conheci nos últimos dias, esta obra curiosa do autor Afonso Cruz. Uma história irreverente sobre religião, ciência, amor, família, literatura e sentimento, onde uma aldeira do Alentejo, envelhecida e esquecida pelo tempo, assume o papel principal de uma narrativa onde se cruzam as duas protagonistas, Rosa e a sua Avó Antónia, que deseja visitar a Terra Santa antes de morrer, com outras individualidades como o intelectual Borja, conhecedor das obras clássicas gregas, a senhora Whittemore, uma milionária que é proprietária da aldeia, e o pastor Ari, perdido de amores por Rosa. Numa escrita única, cómica, irónica e muito subtil, Afonso Cruz guia-nos por um mundo muito português que nos faz pensar no país, suas tradições, seus costumes e suas gentes, de uma forma inteligente e que não dá azo ao exagero ou ao saudosismo (muito pelo contrário...). Uma história muito original, um estilo arriscado e irreverente que muito prazer me deu ler e devorar em cada página e em cada capítulo. Temos aqui um grande escritor da atualidade com um trabalho obrigatoriamente a ser lido e seguido!

2 comentários:

  1. Ando há bastante tempo para ler este livro, tais como outras das suas obras (A Boneca de Kokoschka, Os livros que devoraram o meu pai, etc etc.). Parece-me ter um conjunto de obras bastante interessante. Dele apenas li "O Livro do Ano". Um livro ilustrado pequeníssimo mas genial. A inocência de uma criança que não se quer inserir no padrão normalizado da sociedade. Deixou-me com um sorriso no rosto...muito bom. Deixo aqui a sugestão.

    Cumprimentos,
    Rafael Santos
    Memento mori

    ResponderEliminar
  2. Viva Rafael, obrigado pela sugestão, não conhecia o livro! :)

    Obrigado e cumprimentos,

    Rui

    ResponderEliminar

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).