Taxi Driver de novo nos Cinemas


Uma das grandes surpresas que tenho tido em visionamentos cinematográficos até hoje foi... com um revisionamento. Fui ver «Taxi Driver» em condições apropriadas, numa grande sala de cinema, a do El Corte Inglés de Lisboa (também no UCI Arrábida), onde o filme voltou para ser exibido na cópia restaurada de 2011. Antes tinha ficado siderado com o filme na versão DVD rudimentar (com péssimos som e imagem), e aqui, voltei a adorar o filme e a perceber qual o seu verdadeiro impacto. Assisti à antestreia apresentada por João Lopes, Luís Miguel Oliveira e Nuno Galopim, que além de terem feito um bom trabalho, ajudaram a compreender mais a importância histórica do filme. É uma das minhas fitas de eleição e, para mim, o melhor trabalho do genial Martin Scorsese (completo o pódio com «Tudo Bons Rapazes» e «Touro Enraivecido» em segundos lugares) e que é muito atual hoje. Travis Bickle é ainda mais relevante na atualidade, e todo o estudo que é feito à volta da personagem não deixou de deliciar uma plateia quase repleta de gente nova. Valeu a pena, valeu muito a pena. As Sessões Clássicas continuarão nos UCI, depois com «Lawrence da Arábia» (também num restauro impecavelmente belo, como mostra o trailer que antecede a exibição de «Taxi Driver»), e são de louvar este tipo de iniciativas pelas grandes distribuidoras. E, com certeza, este vai ser um dos melhores filmes em sala neste ano, mesmo com tanto filme novo a aparecer. «Taxi Driver» é «Taxi Driver» e, como o leite, é insubstituível.

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