I'm a poor lonesome cowboy... but happy!


Não percebo nada do Amor, ao contrário do Chaplin. Nestas alturas em que me debruço sobre as temáticas amorosas da existência humana, percebo como não sou muito adaptável a elas e como pouco percebo (e quero perceber) das mesmas. A última relação que tive foi a mais longa de sempre, e durou... um mês e duas semanas. E as outras não duraram mais que dias. Mas felizmente, desta última vez percebi como deixar abater-me por este tipo de coisas é pura e simplesmente uma perda de tempo. E até é melhor assim, pelo menos para mim. 

É quando se sucedem estas coisas que me identifico mais com as personagens solitárias dos filmes e das histórias, que fazem do seu "eu" não um poço de egocentrismo, mas apenas um estilo de vida que se adequa com todas as pessoas que encontram e que fazem delas pessoas mais... porreiras. Lembro-me do Man With No Name, do Little Tramp e do Alvy Singer do «Annie Hall», por exemplo. É aquele tipo de vida, desprendido um pouco de obrigações de maior e sempre prontos para tudo e para todos, com que eu mais me identifico. E hoje sou capaz de ver um filme com esse tipo de personagens. Não estou triste nem nada parecido, mas preciso de ver uma dessas personagens no ecrã, e perceber como não tenho razões nenhumas para fazer de coitadinho.

Talvez tenha de me reduzir à condição de pessoa solitária, que me parece ser a que me faz viver melhor o dia a dia. Talvez o "celibato" seja uma opção de vida que eu tenho de seguir, mas não estou preocupado com essas coisas, mais vale esperar para ver o que a vida me fornece. E pronto, quando acabei esta última relação, não me senti arrependido, nem deprimido, nem nada. Apenas continuei a andar em frente, qual Lucky Luke em busca eterna do pôr do sol.

E entretanto, a vida continua, tal como as suas alegrias e tristezas. E eu cá continuo a cavalgar, sempre em frente, para o que der e vier... ;)

Comentários

  1. Bem, vendo por um prisma mais racional, os tais desgostos amorosos sempre têm o condão de te inspirar a escrever estes belos desabafos. Algo positivo :)

    Cumprimentos,
    Rafael Santos
    Memento mori

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    Respostas
    1. eheheh obrigado Rafael, estas coisas têm este efeito em mim :)

      Cumprimentos,

      Rui

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