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A mostrar mensagens de Abril, 2013

Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard)

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O público não sabe que alguém escreve os filmes. Pensa que os atores vão inventando os diálogos...

«Crepúsculo dos Deuses» foi (e é... e será!) um filme tão importante para a História e para a evolução do Cinema Americano, que foi logo uma das obras incluídas na primeira fornada do ainda embrionário National Film Registry para conservação e preservação. Com o passar dos anos, o NFR colocou mais e mais filmes na sua "filmoteca" essencial de clássicos americanos, e a cada ano que passa, «Crepúsculo dos Deuses» angaria mais e mais seguidores. É um filme com uma pontuação altíssima no IMDb e que, pelos vistos e ainda bem, anda a captar as novas gerações de uma forma avassaladora. E comigo o mesmo também aconteceu. Queixam-se que eu só vejo bons filmes, mas caramba!, ia perder tempo com obras cinematográficas que não selecionei previamente e correr, eventualmente, o risco de não passar os olhos por obras primas como esta fantástica fita realizada pelo Mestre Billy Wilder? Não sen…

Esta semana, em Um Lance no Escuro...

Esta semana UM LANCE NO ESCURO será gravado amanhã, visto que quarta feira é feriado. Vou gravar amanhã às 18 horas em directo na RSC, e a minha convidada é a Inês Moreira Santos, uma moça que escreve mesmo muito bem e que anda por alguns blogs... Amanhã falaremos sobre isso e muito mais! ;)

Relíquia Macabra (The Maltese Falcon)

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«Relíquia Macabra», um título português que dá a «The Maltese Falcon» um aspeto mais assombroso do que tem na realidade (porque a sua substância encontra-se noutros elementos), trata-se, pura e simplesmente, de mais um clássico do film-noir e do Cinema Americano. Para muitos, trata-se da primeira obra que se enquadra nesse género cinematográfico, cujo epíteto foi criado pelos cinéfilos do Velho Continente. Este é um filme realizado por John Huston, que viria a ser um exemplo para realizadores posteriores como Roman Polanski (que renovou o género cinematográfico nos anos 70, com «Chinatown» - e onde Huston interpreta, de uma forma grandiosa, uma das personagens centrais, num fabuloso film-noir), e que possui todo um ambiente de suspense e mistério que marcam a visão cinematográfica do cineasta. Nesta fita, sucedem-se mentiras atrás de mentiras (e às tantas interrogamo-nos onde pára a verdade no meio desta coboiada toda), mas também se descobrem mistérios atrás de mistérios, e que pare…

Gato Fedorento - 10 anos

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No dia 23 passaram-se 10 anos sobre a criação do grupo Gato Fedorento. É sem dúvida o grupo de comédia português mais conhecido da atualidade, e mesmo que já não estejam no ativo há algum tempo (apesar de já existirem rumores de um provável regresso ainda este ano) continuam a ter uma grande influência.  Eu tive oportunidade de conhecer este grupo pouco tempo depois de ter sido criado, antes de se ter tornado num fenómeno totalmente conhecido de todos. Vi alguns sketches da Radical e, mesmo não percebendo algumas coisas (era miúdo, tinha uns nove anos), foi como se tivesse descoberto a pólvora. Adorei aquilo, e a minha vida nunca mais foi a mesma. Os Gato foram a minha primeira séria influência humorística, e ainda hoje vejo e revejo os programas da série original (e também dos programas que, depois, eles fizeram na RTP e na SIC - mas o Gato é o Gato) e continuo sempre a rir-me de todo aquele universo patético, idiota, e com grande atenção para a linguística e para as manias da língu…

The Newsroom e a criação das notícias

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Uma série que tem suscitado um grande interesse da minha parte, e que tenho andado a papar nas últimas semanas, é «The Newsroom», a nova série da autoria desse genial argumentista que é Aaron Sorkin («A Rede Social» de David Fincher, a série «The West Wing» protagonizada por Martin Sheen, entre tantos outros trabalhos emblemáticos). Protagonizado em grande por Jeff Daniels, no papel de Will McAvoy, um locutor de telejornal stressado, agressivo, chato, e muito inteligente e muito talentoso, a série pega em acontecimentos reais, em notícias que abalaram o Mundo num passado muito recente, para dar a visão de como é que uma redação televisiva de notícias trata desses temas: a forma como os expõe, o timing que escolhe para o fazer, a exploração dos pormenores dos acontecimentos, etc. «The Newsroom» tem diálogos à boa maneira de Sorkin: grandes, complexos, inteligentes e proferidos a uma velocidade estonteante, mas a que é impossível não ficar agarrado. Uma série desconcertante, que nos mo…

A Invenção de Hugo

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O último filme realizado por esse guru do Cinema que é Martin Scorsese (e que prepara agora o interessante projeto «The Wolf of Wall Street», e para depois tem já em mente a adaptação cinematográfica do livro «Silêncio» de Shusaku Endo e um biopic do grandioso artista Frank Sinatra) dá pelo nome de «A Invenção de Hugo». E como em muitos projetos do multifacetado realizador, por vezes autor (e ator), mas principalmente conotado pela sua "cromice" obsessiva pelas artes cinematográficas, esta obra mostra alguma da versatilidade do cineasta. E porquê? Porque nunca tinha imaginado que Scorsese tivesse intenções de fazer um filme familiar, todo bonitinho, colorido e maravilhoso, depois de obras tão conceituadas, tão pouco "mainstream" e tão perturbantes como «Taxi Driver», «Touro Enraivecido» e «Tudo Bons Rapazes». É um registo completamente diferente e menos habitual na sua filmografia, que sai vencedor porque mostra como Scorsese continua a ter um olho rigoroso, mágic…

... e Pacino!

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E - como é que isto me passou ao lado - o ENORME Al Pacino comemora hoje também mais um aniversário! Entre tantas interpretações memoráveis e inesquecíveis, deixo aqui uma que não costumo partilhar tanto. Um excerto de «Um Dia de Cão», de Sidney Lumet, com uma das personagens mais fabulosas daquele que é um dos meus atores preferidos.

Fitzgerald

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Em dia de se recordar a revolução portuguesa, ocorre urgentemente também a memória de uma revolucionária... do mundo da Música. Ella Fitzgerald, se fosse viva, faria hoje 96 anos. Aqui deixo um dos vários duetos que a grande Artista fez com o genial Louis Armstrong.

Um Lance no Escuro - Episódio 4

Um Lance no Escuro - Episódio 4 - Rui Moreira (24-04-2013) by Rui Alves De Sousa on Mixcloud Quarto programa de «Um Lance no Escuro», emitido na tarde de ontem em direto na RSC. O convidado é o stand up comedian Rui Moreira, que esteve à cavaqueira com a minha pessoa sobre tudo e mais alguma coisa... com algumas fitas lá pelo meio.

Hoje, em Um Lance no Escuro...

Apesar da voz deste senhor apresentador não estar em grandes condições radiofónicos, sempre poderão ouvir mais uma edição de «Um Lance no Escuro» hoje à hora habitual, às 17:30. O convidado é o stand up comedian Rui Araújo Moreira que me vai ajudar a tornar o programa interessante. Em termos de notícias, voltar-se-á a Cannes, falar-se-á em Star Wars... e em outras coisas. Ah! E a banda sonora será de Ennio Morricone... Acedam à emissão em direto da RSC através deste link, e vamos a ver se desta vez consegue correr tudo bem. Senão, mais logo ou amanhã irei disponibilizar a emissão para download. Bons filmes! ;)

Nanni Moretti e a minha garganta

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Isto quando uma pessoa está malzinha da garganta, é uma chatice. Mas é giro ouvir, analisar e comparar todas as sugestões que a pessoa A, B ou C me dá para tentar curar ou, pelo menos, aliviar a dor que me está a maçar de uma forma tão... maçadora. Lembra-me do filme «Querido Diário», de Nanni Moretti, mais propriamente este terceiro e último capítulo do mesmo, onde o realizador brinca com as diversas formas como os médicos encararam a coceira de que ele se estava a queixar e do que ele deveria fazer para a curar. Ele saltita entre um e outro doutor e calham sempre respostas diferentes... e no final, nenhuma (ou quase) deu resultado...

Rui Responde n.º 21

Esqueci-me completamente ontem que era dia de Rui Responde. Aqui tento perdoar-me pela falta. Mais três respostas a duas perguntas do André Pereira e a uma da Rita Gonçalves.
61.ª pergunta Qual a tua queda mais aparatosa? André Pereira
Uma que fiz há uns anos, a descer de trotinete o bairro de São Miguel. Tive a brilhante ideia de parar a máquina com os pés no chão, esquecendo-me que estava a ir a grande velocidade, e quando os pus, tumbas!, foi cair no alcatrão. É a vida.
62.ª pergunta Qual a tua sobremesa preferida? André Pereira
(Nota: Iei, é a última pergunta do André! ALELUIA!) Sinceramente... gosto de muita coisa. Mousse, baba de camelo, frutinha... tudo o que seja doce e bom, eu como. Não sou esquisito. Sou um bom garfo em termos de sobremesas. Exceto as de Natal. Mas isso é outra história...
63.ª pergunta Por onde passa o futuro do jornalismo televisivo? Rita Gonçalves
Passa por não ser tão repetitivo e entediante, e ser mais variado e verdadeiramente informativo. Desculpa a respos…

Aniki-Bobó: o amor, a infância e a sociedade

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É um facto que o Cinema, e se formos a ver bem, toda a Arte em geral e todas as formas que utiliza para se expressar e para se divulgar, gosta de outsiders, dos grandes heróis que têm tanto de vulgaridade como de diferença em relação à maioria das pessoas.. O vagabundo Charlot, o Man With No Name encarnado por Clint Eastwood, o inesquecível Rick Blaine de «Casablanca»,... poderia estar aqui a enumerar exemplos durante horas (alguns minutos, vá, porque a minha memória não consegue trabalhar assim tanto...). Um tipo de Cinema que utiliza muito a presença dessas personagens que, apesar de serem apenas um indivíduo no meio da multidão, conseguem ao mesmo tempo representar todo o Mundo que conhecemos e o que não nos deram a conhecer, é o neorrealismo italiano, do qual «Aniki-Bobó», primeira longa metragem de Manoel de Oliveira, o realizador mais velho do Mundo em atividade, foi um grande percursor e que, ainda hoje, é aplaudido e admirado por isso mesmo, pelo retrato realista, tocante e f…

Milhares de vídeos de produtores portugueses vão ser retirados do youtube - really?

Este é o meu pequeno comentário a esta notícia:
É impressionante como os produtores tugas têm "medo" do youtube e conseguem ser indescritivelmente incrédulos. E vou ser muito sincero: se é para ver um filme à borla, se há um programa que não uso é este... A sério, o youtube diminui a resolução dos filmes, que ficam com pior qualidade, e é por isso que o Mundo acaba? Não é pelos múltiplos e incontáveis sites de pirataria, que oferecem rips em DVD e Blu-ray tão bons como os originais?! Realmente, que mania da perseguição! Já há tão poucas possibilidades de se ver Cinema Português (do bom, do menos conhecido - e que não corresponde aos estereótipos criados sobre o estilo das fitas nacionais) e bons (e raros) programas televisivos nacionais, e ainda querem destruir mais o pouco que está disponível? Se há uma coisa que o português gosta é de público, está-se mesmo a ver...

A melhor tradução de todos os tempos!

Se nos entregarmos aos polícias, dão-nos vinte anos na cadeira eléctrica.
Esta pérola foi hoje apanhada num zapping pelos canais de cabo, mais propriamente, num filme qualquer que estava a passar no Hollywood.

Um Lance no Escuro - 3.º programa já online

3.º programa de «Um Lance no Escuro», o magazine sobre Cinema e tudo o que o envolve, emitido em direto no dia 17 de abril de 2013 na RSC. O convidado é Vicente Alves do Ó, realizador de cinema que participou numa conversa que poderia ter durado horas. Contudo, demorou 81 minutos. E ficou tanta coisa por perguntar a este excelente convidado, fã de Vertigo, em particular, e de todo o Cinema, no geral. Vale muito a pena ouvir! ;)

Luzes na Cidade (City Lights)

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Há uma cena-chave em «Luzes na Cidade», uma das obras primas, por excelência, da História do Cinema, e uma das melhores fitas do Mestre desta Arte, mas também da Comédia e da Vida, que dá pelo nome de Charles Chaplin, que faz com que qualquer pessoa, mesmo que não tenha ficado admirada com todo o resto do filme, não consiga deixar de se sentir tocada e, mesmo, de ver a sua opinião alterada: o final. Aquela magnífica cena em que Charlot, o Little Tramp que, pelo andar da carruagem, nunca sairá da mesma condição de vagabundo que calcorreia as cidades por onde passa numa onda de "desenrrascanço" e de sobrevivência da vida quotidiana, reencontra a protagonista feminina desta magnífica peça de poesia cinematográfica. Mais não se revela nestas linhas porque o autor das mesmas não pretende fazer spoilers, mas aqui está presente toda a força do Cinema Mudo e, por isso, todas as provas pelas quais Chaplin considerava que eram as suas obras sem diálogo que o iriam imortalizar. As fit…

Esta semana, em Um Lance no Escuro...

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Quarta feira vai-se falar, entre outras coisas, de «Vertigo», o clássico de Alfred Hitchcock e que há bem pouco tempo foi considerado o melhor filme de todos os tempos numa votação da Sight and Sound. O convidado será o realizador e autor Vicente Alves do Ó, que há bem pouco tempo fez sucesso no país com o filme «Florbela». Dia 17, às 17:30, na RSC! ;)

Os Quatrocentos Golpes

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Antes de ter começado a ver, na noite de ontem, «Os Quatrocentos Golpes», de François Truffaut (um dos filmes mais conceituados do cineasta francês, responsável também por «O Menino Selvagem», «Jules e Jim» e a adaptação cinematográfica do romance «Fahrenheit 451» de Ray Bradbury), achei interessante, ao ler a contracapa do DVD, o facto do realizador querer acompanhar a evolução dos seus personagens. Ou seja, Antoine Doinel (o protagonista deste filme, que valeu a Truffaut o prémio, no Festival de Cannes, de Melhor Realizador) foi a personagem principal não só de «Os Quatrocentos Golpes», como também de algumas fitas que o cineasta realizou posteriormente (sendo que a última em que Antoine, interpretado pelo magnífico ator Jean-Pierre Léaud, foi feita em 1979 e chamou-se «Amor em Fuga», vinte anos depois da sua primeira aparição), e que acompanham a forma como o pensamento, o modo de agir na sociedade e os gostos de Antoine se alteram à medida que o personagem vai envelhecendo. E dep…

Belarmino: a vida e as ambições de um simples lisboeta

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Não era o Belarmino Fragoso que estava a jogar, mas a necessidade de ganhar quinze contos.
«Belarmino» é considerado um dos filmes (ou provavelmente é mesmo "o" filme) que iniciou a propagação e a evolução do Cinema Novo Português, uma corrente cinematográfica que caracterizou a Sétima Arte em Portugal durante a década de 60 e nos primeiros anos dos "seventies", e que, à semelhança do neorrealismo na Itália e à Nouvelle Vague em França, virou do avesso tudo o que tinha sido feito, até então, em termos de cinema nesses países, através de uma nova geração de artistas (realizadores, autores e atores) que, com a sua visão alternativa (ao que era habitual ser visto) e arriscada (na sua forma inovadora de contar uma história em imagens), retrataram um desejo de mudança e de constante inovação no meio social e artístico e que, felizmente, continua a estar presente hoje em dia. «Belarmino» trata-se de uma obra que, além de conter, na sua génese, "alguns pingos" d…

Rui Responde - o vigésimo

Mais três perguntas naquela que é a edição n.º 20 do Rui Responde. Já sabem, para enviarem as vossas questões basta enviarem um comentário para a caixa apropriada para os mesmos neste post, ou então para o mail ruialvesdesousa@hotmail.com. E é com mais três perguntas do André Pereira (xii que este nunca mais se cala!) que atingimos a pergunta n.º 60. Para quem duvidava que eu, afinal, até sou uma pessoa interessante o suficiente para me fazerem seis dezenas de perguntas... embrulhem!  Cá vamos.
58.ª pergunta És um extraterrestre? Em caso de resposta negativa, acreditas neles?
Estás à espera de um "sim", não estás? Com esta pergunta, apetecia-te mesmo que eu fizesse aqui uma coboiada qualquer envolvendo ET's, não era, meu rapaz? Pois bem, enganas-te. Não, não sou um extraterrestre. Ou aliás, até posso ser para um indivíduo de outro planeta, mas continuando... e se eu fosse, não poderia acreditar na existência deles? Só se disser não? Mas pronto, não vou estar aqui a demon…

Mais um episódio...

Eis o segundo programa de «Um Lance no Escuro», um magazine cinéfilo (e não só!) apresentado pela minha pessoa, disponível para audição on-demand e, se vós quiserdes, para download. João Cunha, a.k.a. O Humorista, foi o Grande convidado deste segundo episódio emitido hoje às 18 horas em direto na RSC, e vai ser reposto amanhã à suposta hora de emissão habitual do programa, às 17:30. Mas para quem não gosta de esperar... aqui fica.

Hoje, em Um Lance no Escuro...

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Hoje fala-se de Cinema, de novidades e de estreias da Sétima Arte, na segunda emissão de «UM LANCE NO ESCURO». Será gravado em direto a partir das 18 horas e depois vai ser repetido amanhã às 17:30. Ah, e vou falar com o Grande João Cunha, mais conhecido por O HUMORISTA, onde, entre várias outras coisas, o filme «Die Hard» será tema de conversa. Ouçam na RSC!

Sintonizem a emissão a partir das 18 clicando neste link

O Que Nos Faz Rir - O Humor no País do Fado

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«O Que Nos Faz Rir» é um documentário em dois episódios, apresentado por Nuno Artur Silva, e realizado no âmbito de «RISO - Uma Exposição a Sério», a grande odisseia museológica pela História Universal do Humor e de todas as coisas que nos fazem rir, de variadas formas, na vida quotidiana. O programa aborda o riso e a importância histórica, social, filosófica, religiosa e cultural que o humor tem para as nossas vidas, com as entrevistas a várias personalidades (muitas delas que não fazem parte do mundo da comédia) que nos dão a entender como, afinal, nem esta questão é tão simples como parece. Nuno Artur Silva guia-nos não só pela exposição e pelas diferentes partes que a constituem, como nos explica as diferentes máscaras e posições que o humor pode possuir perante o público. E em boa hora, a RTP1 decidiu fazer serviço público, em horário nobre, e transmitir este agradável e educativo documentário que faz rir e pensar em doses q.b e sempre com um grande nível de inteligência.
O esse…

Esta semana, em Um Lance no Escuro...

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E o próximo convidado de «Um Lance no Escuro» é... O HUMORISTA!  Vamos ter no nosso estúdio o Grande, o Inigualável, o Transcendental João Cunha, para uma conversa sobre tudo e mais alguma coisa, e com um filme pelo meio! Não percam!  O programa vai ser gravado em direto na terça feira às 18 horas, e será repetido na quarta feira à hora "habitual" de exibição do magazine (17:30).  Perguntas e sugestões para esta entrevista são bem vindas (será que eu estou preparado para esta tarefa?) :) Citando o Mestre, PODEM FAZER LIKES... na página do programa...

I'm a poor lonesome cowboy... but happy!

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Não percebo nada do Amor, ao contrário do Chaplin. Nestas alturas em que me debruço sobre as temáticas amorosas da existência humana, percebo como não sou muito adaptável a elas e como pouco percebo (e quero perceber) das mesmas. A última relação que tive foi a mais longa de sempre, e durou... um mês e duas semanas. E as outras não duraram mais que dias. Mas felizmente, desta última vez percebi como deixar abater-me por este tipo de coisas é pura e simplesmente uma perda de tempo. E até é melhor assim, pelo menos para mim. 
É quando se sucedem estas coisas que me identifico mais com as personagens solitárias dos filmes e das histórias, que fazem do seu "eu" não um poço de egocentrismo, mas apenas um estilo de vida que se adequa com todas as pessoas que encontram e que fazem delas pessoas mais... porreiras. Lembro-me do Man With No Name, do Little Tramp e do Alvy Singer do «Annie Hall», por exemplo. É aquele tipo de vida, desprendido um pouco de obrigações de maior e sempre …

Filhos de um Deus Menor

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Não é muito comum eu ler críticas de outras pessoas antes de fazer as minhas próprias opiniões escritas sobre os filmes que vejo. Mas desta vez houve uma exceção. Com o falecimento de Roger Ebert esta semana, dois dias depois de ter visto «Filhos de um Deus Menor», a curiosidade era demasiado grande e, por isso, decidi ler a sua recensão sobre este drama romântico protagonizado por William Hurt e Marlee Martin. E curiosamente, é das poucas críticas em que concordo a 100% com Ebert, sendo que em algumas coisas coincidia com as ideias que eu tinha retirado durante o visionamento da fita e que tinha apontado em tópicos no meu bloco de notas. De facto, este texto é desnecessário, porque me basta dizer que mais valem ler as palavras do Grande Ebert do que estarem a perder tempo com isto. Mas talvez consiga acrescentar algumas perspetivas sobre o filme com que fiquei para além das que coincidiram com as do crítico mais famoso do Mundo - mas, de uma forma ou de outra, vou cair sem querer na…

O essencial é invisível aos olhos

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Tenho muitas dificuldades em nomear um filme da minha vida. Mas em relação aos livros, não tenho dúvidas que o "meu" livro é «O Principezinho», de Saint-Exupèry. Publicado originalmente a 6 de abril de 1943 (faz hoje, então, setenta anos), continua a encantar gerações e a servir de inspiração para muita gente. Um livro mágico e poético que, sendo tão pequenino, tem a vida toda dentro dele. E espero que «O Principezinho» continue a ser lido e admirado por esse Mundo fora, para todo o sempre.

Taxi Driver de novo nos Cinemas

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Uma das grandes surpresas que tenho tido em visionamentos cinematográficos até hoje foi... com um revisionamento. Fui ver «Taxi Driver» em condições apropriadas, numa grande sala de cinema, a do El Corte Inglés de Lisboa (também no UCI Arrábida), onde o filme voltou para ser exibido na cópia restaurada de 2011. Antes tinha ficado siderado com o filme na versão DVD rudimentar (com péssimos som e imagem), e aqui, voltei a adorar o filme e a perceber qual o seu verdadeiro impacto. Assisti à antestreia apresentada por João Lopes, Luís Miguel Oliveira e Nuno Galopim, que além de terem feito um bom trabalho, ajudaram a compreender mais a importância histórica do filme. É uma das minhas fitas de eleição e, para mim, o melhor trabalho do genial Martin Scorsese (completo o pódio com «Tudo Bons Rapazes» e «Touro Enraivecido» em segundos lugares) e que é muito atual hoje. Travis Bickle é ainda mais relevante na atualidade, e todo o estudo que é feito à volta da personagem não deixou de deliciar…

Roger Ebert e Gene Siskel vão voltar a fazer um programa

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Quando acabo de escrever uma crítica cinematográfica para o blog, a primeira coisa que faço é procurar no IMDb se existe disponível para leitura a opinião do crítico Roger Ebert. Nunca cumpro este ritual antes de publicar os textos (ou pelo menos, na maior parte das vezes), mas a admiração que tinha por este notável Senhor era muito forte. Há mais de um ano dediquei-lhe, exatamente, um post aqui no blog (que pode ser lido carregando neste link, que tem cor e tudo) e, por isso, pouco tenho a acrescentar ao que já tinha escrito sobre Ebert. Apenas posso confirmar o impacto que este grande escritor das artes cinéfilas teve para a Humanidade. Não tenho dúvidas que se trata do crítico mais famoso da atualidade, e que por mais algum tempo continuará a tomar essa posição, mesmo que já esteja noutro sítio que nunca saberemos bem qual é (os mistérios da Morte...). Também, é difícil ver alguém que consiga destronar Roger Ebert, o homem que, com Gene Siskel, popularizou a expressão "two th…

Podcast - Um Lance no Escuro (1.º Episódio)

Primeiro programa de «Um Lance no Escuro», o magazine sobre Cinema e tudo o que o envolve, emitido em direto na RSC (Rádio da Secundária de Camões). Está cortado no princípio devido à falha técnica que ocorreu no início do programa. O convidado é o blogger de Cinema e Televisão Manuel Reis e na parte cortada falou-se do festival de Cannes e de Woody Allen em Lisboa.

Mo Yan e as Mudanças da China

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«Mudanças» é uma pequena autobiografia, disfarçada de romance, do autor Mo Yan, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura no ano de 2012. Um olhar interessante e discreto à vida do escritor e, ao mesmo tempo, às mudanças sociais e culturais que testemunhou na China enquanto passou por diversos trabalhos e por muitas e diferentes experiências de vida. Contado na primeira pessoa, como se fosse uma memória falada em monólogo por Mo Yan, tomamos conhecimento das pessoas que mais marcaram a sua vida, os seus amigos, os seus familiares, e também de todas as coisas que viveu e que tornaram a sua pessoa   como é hoje, algo que influenciou a sua escrita, louvada com grande aclamação pela Academia Sueca dos Nobel. Um livrinho interessante, com uma escrita peculiar e que, a meu ver, revela algumas partes menos conhecidas do grande público da cultura chinesa e de tudo o que a envolve. Uma obra divertida, reflexiva e que, em certas partes, se adequa à realidade portuguesa, «Mudanças» é uma surp…

Rui Responde n.º 19

O blog não tem apresentado grandes sinais de vida esta semana (falta de tempo + grande desperdício de horas de vida com um computador portador de uma lentidão descomunal + alguma preguiça da minha parte), mas não ficou esquecida mais uma edição do Rui Responde, sempre às quintas feiras. E já sabem: para enviarem questões a este caixa d'óculos, usem a caixa de comentários deste post ou então o mail ruialvesdesousa@hotmail.com.
Respondo agora a mais três perguntas do André Pereira (e isto ainda vai durar mais algum tempo).
55.ª pergunta Associas nomes de pessoas a matrículas de carros? Se sim, qual é o nome do teu carro?
OK, para já "matrículas" e "nomes" de carros não são exatamente a mesma coisa. Aiaiai erros de português (que neste estaminé abundam em força, mas não vamos falar sobre isso). Mas analisando a tua extraordinária questão (ironia), apenas posso dizer isto: Conheces alguém que associe nomes de pessoas a matrículas de carros? Mas que é isto? "Ah…