O regresso do Contra

 
Mais de uma semana passada da estreia de «Contrapoder», a nova versão dos bonecos da Mandala, em exibição na SIC Notícias e na SIC Radical de segunda a sexta feira à noite em pequenos episódios de cinco minutos (que são reunidos num compacto emitido aos fins de semana, nos dois canais de cabo da SIC), posso concluir que este regresso tem dado para matar saudades de um formato que tem um olhar único (e inalcançável por qualquer outro programa político que tenha surgido desde que o «Contra-Informação» acabou, em 2011, na RTP1) à atualidade portuguesa. É irónico que o Contra regresse à estação que deu a conhecer esta versão aportuguesada do mítico «Spitting Image», e que fez com que fosse cancelado (na altura, princípio dos anos 90, chamava-se «Cara Chapada») e se mudasse para a TV pública, onde permaneceu por mais de uma década. Mas com novos argumentistas e um novo esquema de comédia e de escrita, que fez com que o programa ganhasse nova vida (e que tinha perdido nas últimas emissões do Canal 1), «Contrapoder» tem cumprido o seu objetivo de fazer rir de uma forma inteligente, tendo já momentos memoráveis (como, por exemplo, o anúncio da «Austeridade» com Angela Merkel). Apesar de ter mudado os nomes das personagens (o Professor "Martelo" é agora "Morcego"), algo que acho que é totalmente irrelevante, «Contrapoder» é uma proposta muito adequada aos tempos que vivemos, e promete surpreender. Já fazia falta este tipo de humor. E rir é mesmo o que os portugueses precisam mais, neste momento...

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