sábado, 30 de março de 2013

Hipsters. Sinceramente, não dá para fazer um título de jeito sobre isto.

CUIDADO! Aqui não se falam de coisas verdadeiras nem minimamente interessantes. O texto que estão prestes a ler não passa de uma palhaçada total, que mostra a falta de noção da realidade e do que é verdadeiramente apelativo ao público pelo escriba deste blog. Mas pronto, ficaram avisados. Agora é por vossa própria conta e risco!

Hei criançada! Tudo bem? Para todos os meus caríssimos leitores que se têm perguntado: "Onde anda aquele Rui, o crítico implacável de certos temas obscuros e bizarros da atualidade, e que gosta sempre de embarcar no meio da palhaçada quando devia estar a falar de coisas sérias?". Pois bem, para o júbilo desses meus pequeninos amigos (ai que isto soou tão mal) que já sentiam saudades dos meus devaneios palhaçais e da minha falta de civismo e de (algum) respeito em relação a certas coisas que, nomeadamente, me chamam a atenção (e que, na maior parte das vezes, não possuem grande interesse) está de volta! Pelo menos, neste post. É que a secura de temas interessantes para futuras postas de pescada relativamente patéticas aqui na Companhia das Amêndoas é tanta, que não tive que adormecer esse Ruizinho durante uns tempos. Com muita morfina, devem estar a pensar vós, para ele ter estado desaparecido durante tanto tempo. Mas meninas e meninos, não se preocupem! Não façam já um protesto contra os maltratos ao meu alter-ego espirituo-filosófico-estupido-escrital! Ele está bem, só que pronto, gosta de hibernar. O soninho faz bem, de vez em quando, crianças. E oi, já deve estar na hora do Vitinho vos mandar p'ra cama, não? Vá, vão lá que eu continuo a falar com a gente mais velha. Boas noites! Ah-ha, não se vão deitar sem lavarem os dentes, pois não? Isso, muito bem.

Ora, quem não me parece que tenha investido muito do seu tempo em horas de sono (o que se nota em termos de vestuário, formas de falar e maneiras de se conviver em sociedade) são os hipsters. Quer dizer, as pessoas que se consideram hipsters, e que na maioria dos casos não são hipsters, mas sim indivíduos a envergarem roupas que não combinam umas com as outras (pelo amor de Deus, eu não percebo nada de vestuário mas sei que azul-bebé não combina com púrpura, não é? Ah ah, o meu vaipe abichanado acabou de se suceder. Desculpem). Mas como eu não sei bem o que é um hipster e, como vocês sabem, eu gosto de estar bem informado para as coisas que escrevo (como, cof cof, costuma ser, cof cof, a minha imagem de marca), vou partir à descoberta do que é um hipster. Sim, eu, Rui Alves de Sousa, o intrépido aventureiro e explorador de certos temas da natureza social social que perfaz a nossa... sociedade, vai então ao... motor de busca mais próximo que me lembre... e pesquisar durante alguns segundos sobre esta temática, e depois escolher informações à balda e inseri-las na minha cabeça como se se tratassem de verdades absolutas. Vamos lá brincar aos Caçadores de Mitos e perceber, afinal, o que é um hipster! Ide, Rui! Ide!

Bah, não me apeteceu. Já me tornei um adolescente tão preguiçoso, tão monótono e tão sem graça, que fiquei sem vontade de esticar o dedo até ao rato do PC e abrir um novo separador, e coiso e etc. Por isso, cá vou eu continuar o meu texto, esquecendo a parte da suposta pesquisa: 

Sim, os hipsters. Essa estranha raça alienígena que povoa o nosso planeta desde há uns tempos para cá, divulgando, qual praga do caraças, uma onda de bizarria e exibicionismo nunca antes vistas desde os famosos anos 60, com as suas roupas altamente coloridas e o psicadelismo atrevido e inconsequente. OK, nenhuma das duas correntes de "moda" têm algo a ver com a outra (acho que só a estupidez), e por isso, peço que tenhais calma gente! Estava só a brincar! Eu, como pessoa mal informada que sou (aliás, "fofoquice-alheia" é o meu nome do meio) e como ser muito preguiçoso que sou, tenho de inventar a minha noção da realidade, virada para o reino da fantasia parva e repleta de situações ridículas dignas de um desenho animado do Daffy Duck. Algo que os hipsters também gostam de fazer, só que se sentem felizes com isso. O que até é algo preocupante, digo eu, do alto da minha sabedoria.

E agora chega o momento sério, para arrematar esta crónica com o brilhantismo que me é característico (crónica esta que, como muitas outras, não tem pés nem cabeça, começa de uma maneira parva e acaba com uma conclusão apressada e sem nada a ver com o resto, por ter alguma seriedade da minha parte): Os hipsters são bichos raros. Existem dois tipos de outsiders da sociedade: os que verdadeiramente se destacam do "comum dos mortais" e que conseguem seguir a sua vida no meio da vulgaridade dos demais, e os hipsters, que pretendem ser como os primeiros, só que de uma maneira parva, e sem quererem mostrar que "ei, somos seres humanos, tal como vós". Na, são só pessoas com a mania que são especiais. E eles manifestam-se sem mostrarem que têm um lado pessoal, porque todos os hipsters vestem-se da mesma maneira e são sempre parvos da mesma maneira. Ah, e gostam de se exibir e dizer que são diferentes e tal e coiso, apesar de, no fundo, não o serem. Apesar de não ter ido confirmar se esta minha noção corresponde à real, penso que, pelo que a atualidade me tem vindo a mostrar, não posso estar errado de todo. Veja-se o caso deste Rui que agora foi à televisão e tudo. Tchii pá, é preciso ganhar-se muito dinheiro para ir fazer aquelas figuras pr'á TV! Os hipsters gostam de ir para os meios de comunicação social fazer figuras tristes, porque só assim, infelizmente, conseguem o reconhecimento cultural que tanto almejam atingir na vida. E ainda por cima, um hipster que tem o mesmo nome que eu! Que vergonha! Como é possível? Eu até tenho algum orgulho do epíteto que os meus Pais me deram, por isso, ó Ruizito, desaparece um pouquito, pode ser? É que tenho receio de ligar a televisão, num futuro próximo, e apanhar com um canal qualquer em que alguém teve a brilhante ideia de te pôr lá. Tenho medo, só isso. Na minha opinião, e simplesmente porque não pretendem ser pessoas a sério (que valem por outras coisas do que pela imagem social), os hipsters não são pessoas dignas de serem popularizadas. De entre todas as bizarrias que são alvos de popularidades, esta é uma das piores. Os hipsters, concluo, gostam de aparecer nos ecrãs para toda a malta os achar importantes e dignos de fazerem parte da atualidade, só que fazem coisas que, involuntariamente, nos fazem rir por serem tão absurdas. 

Só que essa é a profissão do Emplastro, que eu saiba. Por isso não lhe tirem o emprego, ouviram?

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