O Pai Tirano da Coreia do Norte

Ai que querido qu'ele é, a bater as palminhas, o Kim Jong-un!
Como não tenho visto novos filmes nos últimos dias não tenho tido razões para fazer uma daquelas bizarrices que dão pelo nome de críticas cinematográficas. Contudo, com as novidades que todos nós pudemos saber esta semana da terra do Kim (e de outras coisas também, mas para mim falar de ditaduras tem mais graça - no mau sentido, obviamente), não pude deixar de fazer bastantes associações entre grandes obras que inspiram o culto da cinefilia e a situação do país (e de todo o medo que pretende espalhar pelo mundo). Veja-se a "inspiração" que eu tive para o título deste post (que nada tem a ver com o tema em si, mas que se lhe encaixa que nem uma luva). Kim Jong-un é o "querido líder" (que é ainda mais querido e fofinho com toda a sua população) da população norte-coreana, e ultimamente tem andado pelas bocas dos media, devido a duas coisas que têm um ponto em comum: bombas. Uma envolveu um hipotético sonho alegre e feliz do Paizinho coreano em que "arrebentava" tudo em Nova Iorque que até dava um espetáculo lindo de se ver - pelo menos para o Jongzinho, visto que deve ser a única pessoa de que eu tenho conhecimento que faz a sua felicidade através de previsões apocalípticas. Este sonho foi divulgado num vídeo que foi enviado, com toda a cordialidade, para os EUA. A outra coisa foi o ensaio nuclear que fizeram há poucos dias. Ah, o cheirinho a hipotética guerra que anda pelo ar, hmm? Esperemos que nada aconteça, mas não consigo deixar de recear um pouco pelo nosso planeta e por todas estas "brincadeirazinhas" políticas que os ditadores e outros estadistas gostam de planejar. São ameaçadoras, e mesmo muito alarmantes. Mas não quero alertar ninguém para nada. 

Talvez isto seja tudo uma paranóia da minha parte, mas... há qualquer coisa nesta história toda que me cheira a esturro. E talvez o Kimmy tenha já um plano todo detalhadozinho como destruir a Terra e expandir a sua "querida" nação para o resto do globo, que estará nessa altura ainda menos utilizável do que hoje em dia (são as desvantagens das bombas nucleares, lá está. Das bombas nucleares e de qualquer tipo de bombas, mas enfim...). Mas força aí Kimmizão! 'Tamos contigo! Implanta uma áurea de ditadura, perigo e opressão pelo mundo! É isso que todos nós estamos a precisar: mais um regime que pretende destruir o pouco que resta da humanidade e sensatez que caracteriza a nossa espécie.

Uma das comparações cinéfilas que tenho feito ultimamente na minha cabecinha em relação à situação norte-coreana (eu faço diversas - adoro conseguir meter o Cinema em todo o género de temáticas), em termos mais concretos, envolve o filme de culto «Dr. Strangelove», de Stanley Kubrick. A obra prima da sátira política e social que em tudo seria igual se fosse feita hoje, mas apenas se mudaria a Rússia como a Coreia do Norte. Não tenho dúvidas que há aqui uma nova pseudo-Guerra Fria no ar e há muita coisa envolvida que nem nos passa pela cabeça. E tudo não passa de uma paródia... para os dirigentes políticos em questão, tal como nos mostra o filme ("por favor não lutem aqui, isto é a sala de guerra!"). E sinceramente, tenho algum receio de tudo isto, de todas estas notícias que vêm da Coreia do Norte. Do futuro nada sabemos, e mais vale não nos preocuparmos por antecipação. Mas co'a breca, ouvir este tipo de coisas deixa um pequeno "zum-zum" cá dentro. Contudo, só o tempo dirá se houve razão para estas especulações sobre o futuro do planeta. Mas tenham cuidadinho. É melhor começarem a pensar em encher a reserva de enlatados. Depois não digam que eu não avisei!

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