As 10 melhores bandas sonoras originais da História do Cinema (na humilde e mísera opinião da minha pessoa)

Este post foi originalmente publicado no dia 21/01/2013, agora republicado, por motivos assinalados no aviso que se segue. Nenhuma alteração foi feita à exceção do que era preciso. Contudo, esta coisa 'tá tão má que nem um escritor vencedor do Nobel conseguia reparar todos os estragos que causei. 

AVISO (11/03/2013) - ocorrências de um passado recente obrigaram-me a fazer um update neste top. Uma nova (e riquíssima) banda sonora entrou para a minha vida, e tem tido um impacto tão grande e contínuo que tive de a vir colocar neste post. O número 10 desta lista foi retirado, mas passa a "menção honrosa" (apesar de ser, supostamente, um top 10, não consigo retirar este último item deste textinho, pela grande importância que tem para mim). O novo "vencedor" desta tabela pode ser encontrado na terceira posição. Façam as vossas apostas, e vejam se descobrem qual é antes de a irem espreitar. O quê?! Já o fizeram antes de procederem à leitura destas linhas? Sacanas...

Para a minha pessoa, a parte musical é das mais importantes para que um certo e determinado filme seja do meu agrado. E como a vontade de voltar a fazer uma lista foi grande, eis que regresso com uma outra seleção de filmes, decidi pegar no tema, mas desta vez selecionei os filmes por ordem de "qualidade", neste caso, musical. Visto que este é um top das melhores bandas sonoras originais de sempre da História do Cinema, os títulos estão ordenados de forma decrescente, numa caminhada galopante (iii--ha!) até ao número 1, que é... já vão descobrir. O critério utilizado foi somente selecionar apenas os filmes cuja banda sonora foi propositadamente composta para o filme, tendo excluído completamente qualquer filme que tenha, na sua maioria, temas já elaborados antes da sua inclusão no mesmo. Há aqui neste top um ou outro filme que contém algumas músicas "pré-fabricadas", mas para além de não serem demasiadas para os filmes em causa serem excluídos da lista, não são as mais importantes para cada uma dessas obras cinematográficas, destacando-se acima de tudo a parte composta por cada um dos geniais artistas que contribuiu para que estes filmes tivessem um patamar mais elevado de excelência. Alguns títulos ficaram de fora, apesar de conterem composições que se tornaram míticas para a Sétima Arte e para a própria Música em geral. Contudo, não estou a avaliar apenas por uma composição, mas sim pelo "todo", uma soma de músicas que, de uma forma genial, abrilhantam ainda mais certas obras Grandes da Arte das imagens em movimento. E não se esqueçam que eu sou apenas um indivíduo patético caixa d'óculos que profere coisas que não têm qualquer significado válido, por isso não se sintam ofendidos com as minhas escolhas. Não vale a pena. É que se eu fosse uma pessoa decente, mas é que nem isso. Acabada a introdução, comecemos o top:

MENÇÃO HONROSA - O Terceiro Homem
Um excelente filme com mistério, intrigas e relações humanas, realizado por Carol Reed e protagonizado por Joseph Cotten naquele que é, provavelmente, o papel mais conhecido e celebrado da sua carreira (contudo, não é menos importante esquecer as magníficas interpretações do ator noutros filmes, como por exemplo, nas duas obras mestras realizadas pelo seu comparsa Orson Welles - «O Mundo a Seus Pés» e «O Quarto Mandamento» -, para além do famoso thriller «Mentira», de Alfred Hitchcock), «O Terceiro Homem» tem uma banda sonora que foi composta por Anton Karas, um músico oriundo de Viena e que deveu toda a sua fama mundial ao seu trabalho neste filme. A banda sonora é tocada pelo próprio no zither, um instrumento de cordas comum no seu país de origem e em mais alguns (pesquisem na wikipedia para mais informações) e que é, praticamente, o único instrumento que podemos ouvir em «O Terceiro Homem». Mas então, porque é que este filme está incluído neste meu top? Por uma razão muito simples: com pouco, Karas conseguiu fazer uma banda sonora de um nível extraordinário. Não estejam à espera das tradicionais melodias dos filmes com mais suspense, repletas de momentos de cortar a respiração, suores frios e tudo o mais. Não: numa tonalidade que em parte faz lembrar o fado (o zither tem um som que me fez lembrar, em parte, o "nosso" género musical, e também o ritmo e a estrutura das composições assemelha-se, em parte, a algumas canções do Fado). É uma banda sonora meio alegre, mas que não deixa de ser ritmada e de condizer de uma forma impecável e inigualável com a ação e as personagens deste maravilhoso filme. A prova disso é só mesmo vendo «O Terceiro Homem», e assim percebemos que, logo de início, com aquela inesquecível introdução meio irónica feita em voz-off, Anton Karas fez um excelente trabalho, que ficou merecidamente para a posteridade.

10 - O Último Imperador
Vencedor de nove Oscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme e o de Melhor Banda Sonora Original, «O Último Imperador» é um filme épico que prima pela elegância e pela visão detalhada da vida de Pu Yi, o último imperador da China. A banda sonora, com nove composições da autoria do genial Ryuichi Sakamoto, outras cinco de David Byrne e uma de Cong Su, mostra estar à altura da grande responsabilidade que é "musicar" um filme repleto de histórias e de História, sem perder um pingo de credibilidade. É uma banda sonora que está perfeitamente adequada aos ambientes do filme, principalmente à Cidade Proibida, onde Pu Yi passa parte da sua vida até ser capturado devido à mudança de regime político na China. Ficam indissociáveis os temas compostos pelos três músicos, e principalmente a "theme" da banda sonora, que capta em menos de cinco minutos todas as particularidades de uma época. Parece estranho dizer isto mas parece que a música nos informa tanto sobre a China pré comunista como a narrativa do próprio filme. Mas este trata-se de uma obra cinematográfica fantástica, pelo menos para mim. Acho que sofreu alguma desvalorização nos últimos anos, mas talvez um dia destes tenha de o voltar a ver, para poder comprovar se se mantém a mesma magia. Mas em relação à banda sonora não mudo de ideias.

9 - Psycho
Eis o primeiro cliché (de vários) que esta lista contém. Apesar de noutras listas (cuja diferença principal desta que estais a ler é que têm muita reputação) este filme constar entre, normalmente, os cinco primeiros lugares da tabela (na lista de Melhores Bandas Sonoras do American Film Institute, «Psycho» está em quarto lugar, por exemplo). O que «Psycho» tem de especial, em termos musicais? Provavelmente muita gente já abordou essa temática, começando, por mais que tudo, pela famosa "theme" que, com o uso de um violono e de poucas notas musicais, fez História (apesar de esta ser destas bandas sonoras que valem por cada segundo de duração). Mas acho que deve ser deveras entediante muito interessante vermos a questão da minha perspetiva: este filme faz parte de um pequeno lote de cerca de uma dezena de filmes em que o primeiro visionamento não me disse nada, talvez porque não estive em condições apropriadas, quer ambientais, quer de mim próprio (poderia estar com sono ou dores de cabeça, sabe-se lá) para aproveitar a experiência de uma forma devidamente aconselhável. Com isso, pouco me lembro de «Psycho», a não ser, obviamente, da música. É engraçado que, de todos os filmes que já vi, nenhum me conseguiu assustar verdadeiramente por causa da música! E «Psycho» faz isso mesmo! Não posso falar do filme em si, apesar de muitos o considerarem a obra maior de Alfred Hitchcock (penso ver o filme em breve, poderão esperar uma crítica dentro de algum tempo), mas da música, ui... começando pela parte dos créditos iniciais, percebemos logo que ali há gato, que naquele filme qualquer coisa estranha se vai passar. Tanto pela música como pelas milhentas pessoas que já quiseram "spoilerizar" o filme, mas... não sei o que vos diga, a música de «Psycho» foi a marca mais forte que fiquei daquele visionamento pouco bem preparado. Bernard Herrmann, colaborador habitual das obras de Hitchcock, deixou aqui um dos seus trabalhos mais bem conseguidos e intemporais... quem é que não conhece?

8 - Lawrence da Arábia
Um dos melhores filmes de guerra alguma vez feito (não me arrisco a dizer que é o melhor porque me falta ver ainda muita coisa), «Lawrence da Arábia» é um poderoso e majestoso épico assinado por David Lean, protagonizado por Peter O' Toole na figura de T.E. Lawrence. Além de conter um elenco de luxo, uma belíssima fotografia, uma realização de mestre e um poderoso argumento, é importante mencionar, sempre que se fala deste filme, da sua maravilhosa banda sonora, da autoria de Maurice Jarre, compositor cinematográfico que voltaria a colaborar com Lean noutros filmes como, por exemplo, o não-menos importante «Doutor Jivago». Uma banda sonora tão ou mais épica do que o próprio filme, repleta de momentos tão grandiosos que até mete pena não poder contemplar «Lawrence da Arábia» na graciosidade de uma sala de cinema. Há uma característica engraçada e que passa ao lado de muita gente. Algo que é comum a todos os épicos desta época, que é a "overture" que abria os filmes, apenas com música, e sem imagem. Este fator pode ser motivo de tédio para alguns, mas se por acaso estiverem com uma edição DVD/Blu-ray deste filme (na televisão não o passam com esta abertura), deixem que a música se faça ouvir. Vale muito a pena, se estiverem então acompanhados de um sistema de som "ispetacular". É uma das maiores provas da importância da música para a ação cinematográfica.

7 - Star Wars (IV/V/VI)
Não sou o maior fã destes filmes, mas quando os vi há relativamente pouco tempo, fiquei agradavelmente surpreendido. Não vi os três filmes mais recentes, nem tenho curiosidade para tal (pelo menos por agora), mas falemos então da extraordinária banda sonora desta epopeia intergalática criada por George Lucas (e que ao longo dos anos parece que quis destruir o seu legado à força toda, pelas demasiadas investidas que tem feito a este universo, a meu ver...). Mas a música, minhas senhoras e meus senhores... a música é aquela coisa! E se estes filmes são designados de "space-operas" é por uma particularidade que nunca um filme de ficção científica obteve: a junção entre ficção científica e música orquestral, sumptuosa, majestosa e muito original, e que é responsável por, praticamente, a maioria dos sons cinematográficos que temos na cabeça. Podemos nunca ter visto os filmes mas conhecemos as músicas, mas só nos apercebemos do verdadeiro valor delas quando vemos as fitas. É tão bom começar a ver algum destes capítulos de «Star Wars» e ouvir aquele tema de abertura heróico, precedido da famosa frase "A long time ago, in a galaxy far, far away...", ou escutar o tema dedicado a Darth Vader, o vilão dos vilões planetários, e todas as fabulosas sequências musicais que preenchem estes três capítulos originais da saga de Luke Skywalker e companhia. Não se tratam dos meus filmes preferidos, mas as bandas sonoras são tão boas que merecem pertencer a este top, com toda a pompa e circunstância.

6 - Aconteceu no Oeste
Para mim, este é "o" western, entre os poucos que já pude ver até agora. Repleto de momentos de Cinema excecionais e sempre com a inteligência e originalidade que só Sergio Leone soube proporcionar ao Mundo da Sétima Arte. Há quem não goste, há quem diga que é demasiado lento, mas eu contesto: este filme só faria sentido se fosse filmado desta maneira. E visto em condições apropriadas, principalmente se favorecerem a espetacular banda sonora do Génio Ennio Morricone, ui!, nem vos digo do quão portentosa será essa experiência. Além de ser uma banda sonora especialmente criada para um western, e que contém muitas das marcas que caracterizam o género (apesar do filme em si querer desconstruir muitos estereótipos ligados a estas histórias de coboiadas e o camandro). Além da famosíssima harmónica que não só é uma das "personagens" de toda a trama deste western leoniano, como também "protagonista" de vários dos momentos mais marcantes da música do filme, convém relembrar todo o trabalho de instrumentos, complexo e diversificado, que esteve envolvido na produção musical de «Aconteceu no Oeste». É um filme que se trata de um festim para os olhos, para os ouvidos, e para mente. Nunca tinha visto nada assim.

5 - Cinema Paraíso
Sendo muito provavelmente um dos filmes que melhor homenageia o Cinema, tanto quem o faz como quem o vê, «Cinema Paraíso» é uma bonita obra cinematográfica que toca pela sua sensibilidade (não-lamechinhas) e o seu sentido apurado e inteligente de captar os espetadores, através das coisas mais simples que a existência humana descobriu ao longo dos séculos. Em parte, a vertente emocional do filme é auxiliada por mais este espantoso trabalho de Ennio Morricone, repleto de melodias incríveis e de fazer cair lágrimas da vista, de tão bonitas que são. Uma delas até foi transformada em canção propriamente dita pela voz de Dulce Pontes (um "cover" que vale muito a pena ouvir, quer sejam apreciadores ou não de «Cinema Paraíso» - mas é muito difícil não gostarem do filme). As sensações que a música de Morricone proporciona neste filme são completamente inomináveis. Mas uma coisa é certa: ninguém pode ficar indiferente a este maravilhoso filme. Chamemos as coisas pelos nomes: a esta verdadeira obra prima do Cinema, que ultrapassa gerações e diferentes mentalidades, que estão unidas apenas por uma coisa só: a magia do cinema, da vida, e da música.

4 - Vertigo
Aquele que foi considerado, há bem pouco tempo, como o melhor filme de todos os tempos (e que já é repetente destas minhas sugestões - foi um dos dez filmes que eu aconselhei que vossemecês vissem na noite do fim do Mundo) está incluído neste top, e num muito honroso terceiro lugar, por várias ordens de razões, nomeadamente algumas. OK, falando a sério, a banda sonora de «Vertigo», o filme de que eu gostei mais dos que vi "atentamente" (para poder separar esses da experiência pouco atenta que fiz de «Psycho», que expliquei nas linhas dedicadas a esse filme neste top) da filmografia vasta e fascinante de Alfred Hitchcock, contém uma das mais poderosas histórias de amor de todos os tempos, ambientada por um clima de paranóia e obsessão, sentimentos esses que, acho eu, nenhum outro compositor como Bernard Herrman para este filme, conseguiu passar tão bem para o ecrã. É impressionante como é orquestrada cada cena romântica, dramática, misteriosa e cómica de «Vertigo», e ver como a banda sonora encaixa tão bem e aperfeiçoa tanto aquele que é considerado o filme mais pessoal de Hitchcock (não deixando, contudo, de ser um festim para os olhos de qualquer espetador, independentemente das "ideologias" cinéfilas que defenda). «Vertigo» merece também uma audição atenta e cuidada da sua parte musical, porque só ficam a ganhar com isso, garanto-vos.

3 - O Bom, o Mau e o Vilão
Sim, o caríssimo comentador que contestou a ausência desta magnífica banda sonora deste top tinha toda a razão, e a ele peço as mais sinceras (e humildes) desculpas. O problema é que eu só vi  «O Bom, o Mau e o Vilão» algum tempo depois de ter elaborado este post. Contudo, vi-o, adorei-o, e idolatro a história, os personagens, a realização ímpar de Sergio Leone (sem dúvida um génio intemporal) e a banda sonora a cada dia da minha vida (tal como os dois primeiros itens desta lista, tenho as músicas no telemóvel e são as únicas que ouço, praticamente, todos os dias). Ennio Moriconne criou uma sonoridade nova para o género western, que influenciou os originais da América do Norte e que, até hoje, se trata de uma das "themes" mais reconhecíveis de sempre. Mas apesar de tudo, a banda sonora de «O Bom, o Mau e o Vilão» não vale a pena apenas pela sua abertura excecional. Há temas igualmente deslumbrantes (como por exemplo, o mítico «The Ecstasy of Gold», com o personagem Tuco a percorrer o famoso cemitério em busca do grande tesouro que dá o mote a todo o filme) e que me fizeram perceber como estava redondamente enganado, em achar que este trabalho de Morricone valia só pela "theme tune". Mais um filme excelente com uma banda sonora excelente. O senhor que se segue...?

2 - Era Uma Vez na América
De todos os filmes (72 até ao momento em que escrevo estas linhas) que estão na minha lista de preferidos, poucos são os que tenho coragem de rever milhentas vezes, porque sei que nunca me vou cansar deles. E um deles é, além de vários quer constituem este top, «Era Uma Vez na América», fabulosa epopeia de Sergio Leone, e que constitui, para mim, a melhor banda sonora da carreira de Ennio Morricone. Sim, as outras duas mencionadas nesta contagem são acima da média, mas esta... tem o seu quê de especial. Lembro-me que a primeira vez que vi este filme, há cerca de ano e meio, comecei com sono porque já era meia noite, mas à medida que a fita se desenrolava, ia perdendo a vontade de chamar o João Pestana, e no fim, e isto já eram quase quatro da manhã (vi o filme todo seguido, e são quase quatro horas), só me apetecia que «Era Uma Vez na América» não tivesse acabado. Trata-se de um filme tão bonito, e violento sim, mas é a parte bonita que interessa agora, e a música fantástica de Morricone, de trazer ainda mais lágrimas (quando surge o clímax da fita, lembro-me que me sentia com uma comoção tal que parecia que não estava no Mundo e era uma alma a vaguear pela imensidão do espaço  OK, esqueçam esta comparação ridícula, vamos prosseguir). Um épico gigantescamente belo, uma ode ao que o Cinema tem de melhor e a prova de como Sergio Leone é e sempre será um dos maiores Mestres da História do Cinema. Ah, e também de que Morricone é um dos maiores génios da música contemporânea, quer dentro da Sétima Arte, quer fora dela.

E o número 1 é...

1 - O Padrinho I/II
É inegável a influência da trilogia «O Padrinho» para todos os filmes que se lhe seguiram. E mesmo todo o Cinema que foi feito antes do primeiro filme da saga da família Corleone começou a ser visto de outra maneira, tudo por causa desta fantástica obra prima cinematográfica da autoria do genial Francis Ford Coppola. É raro ver «O Padrinho» em primeiro lugar em listas de melhores bandas sonoras, e espero conseguir fazer alguma justiça agora, com a liderança da obra neste top. A poderosa colaboração entre o compositor Nino Rota (que deu o tom italiano absolutamente necessário a estes filmes, e que se tornou indissociável dos mesmos) e Carmine Coppola, o Pai de Francis que muito colaborou para as bandas sonoras dos três filmes (tendo sido nomeado para Oscar de melhor canção original com «O Padrinho - Parte III»), tornou-se, para mim, a banda sonora de referência. Tal como as outras duas anteriores são, mas esta está um pouco mais acima pelo poder da música, que é maior, e pela criatividade que foi posta à prova, principalmente na banda sonora do primeiro e do segundo filme de «O Padrinho» (a "end theme" é, provavelmente, a melodia cinematográfica que mais vezes ouvi até hoje - das coisas mais belas que um ser humano poderá ouvir durante a sua existência), uma linha contínua de música, sempre em crescendo, e que marcou a mudança no Cinema e na forma de se ver a música nos filmes. E é tudo o que eu posso dizer sobre este "monstro" sagrado da Sétima Arte: as imagens valem muito mais que as palavras. A banda sonora das bandas sonoras, e está tudo dito.

E pronto, é tudo. Espero que tenham gostado desta lista, e talvez ficado com algumas sugestões de Cinema para os próximos tempos. Aceito os vossos comentários, as vossas opiniões, os vossos protestos. Que bandas sonoras (total ou maioritariamente) originais deveriam pertencer a esta lista? Também quero descobrir coisas novas! Obrigado pela vossa atenção, boa semana... e bons filmes!

Comentários

  1. Respostas
    1. Por acaso foi daquelas coisas que me chamou a atenção. Consultei algumas listas de bandas sonoras, em todas elas estava lá o «Pulp Fiction», mas para mim por acaso não foi assim tããão excecional. Mas pronto, opiniões... :p

      Eliminar
  2. Da minha parte (e como esperado) não posso deixar de comentar este tema. Não vou criticar as tuas escolhas porque elas são pessoais e subjectivas e, quanto a mim, altamente influenciadas pelo filme em si e pela narrativa e muito menos pela música. É a tal coisa, na música para media uma coisa não vive sem a outra, e mesmo quando escutamos a música independentemente do filme, estamos sempre a associá-lo e ao que vimos.

    Apenas posso complementar a tua lista com sugestões minhas, na minha modesta opinião em termos de enriquecimento e variedade musical ao que sugeriste, e que eu acredito terem sido bandas sonoras fabulosas que enriqueceram enormemente os filmes em questão, bem como marcaram um cunho muito pessoal e independente:

    O "Eduardo Mãos de Tesoura" continua a ser um clássico incomparável em termos de bandas sonoras. A textura que o Danny Elfman encontrou, os arranjos com coros, celestas e pizzicatos é das coisas mais deliciosas que eu consigo encontrar. É todo um estilo harmónico e melódico que apetece comer, e completamente diferente de tudo o que mencionaste. Ele consegue construir um universo sonoro muito próprio que me é muito querido e que depois teve seguimento e vários outros filmes (Alice, The nightmare before Xmas, etc..).

    O "Piano" do Michael Nyman, continua a ser para mim uma referência incontornável na feitura de boa música para piano como banda sonora de um filme. Geralmente preterido para orquestra ou até mesmo música electrónica ou canções enlatadas, este filme mostra como um bom piano pode ser uma base para todo um filme. Canções muito requintadas, mesmo que simples e minimalistas, que funcionam muito bem e que encarnam muito bem o espírito da personagem principal. A Ada fala através do seu piano.

    No seguimento do anterior, é impossível não mencionar o "Amelie". O filme que projectou o Yann Tiersen, e justamente, para o estrelato é uma constelação de coisas "muito queridas" e de um estilo muito próprio e bastante diferente do que vinha sendo feito em geral. Parece-me um cunho muito original e pessoal.

    O "Música no Coração" continua a ser uma referência incontornável no que às canções diz respeito. Um belo exemplo de uma época em que ainda se faziam canções de propósito para um filme, e canções com harmonias bastante ricas e complexas. Rogers and Hammerstein marcaram uma época ao nível da composição de música popular. Sempre num âmbito diferente de uma "banda sonora orquestral tradicional" não deixa de ser uma referência para algo diferente que marcou gerações.

    Sendo um fã de Charlie Chaplin, é bom de mencionar a banda sonora de "Tempos Modernos" composta pelo próprio, para fazer o realce da música "Smile", uma das coisas mais bonitas e tristes que conheço, no que à associação com imagens diz respeito. Eis uma coisa que quanto a mim "funcionou" na perfeição.

    Se és fã do Morricone, então penso que o "Aconteceu no Oeste" ou "Cinema Paraíso" não é de todo a película a ser destacada aqui, mas sim o "Bom, o Mau e o Vilão". Os temas dessa banda sonora, essa sim, são épicos. Quer o famoso tema do "dólar furado" (o assobiado), quer a febre do ouro, o tema do cemitério com uma soprano lírico-dramática rebentam todos os outros pelas costuras.

    E, já agora, em jeito de picanço, porque não destacar um filme português? A canção de Lisboa imortalizou pelo menos quatro temas geniais de uma época de ouro da canção portuguesa: "O Balãozinho - marcha aux flambeaux", O "Fado do estudante", a "Agulha e o dedal" e o "Fado do Mastoideu". Sendo uma realidade muito própria penso que são relatos intemporais de um género de canção, vozes e gravações nostálgicas como já não se fazem. Eu sempre adorei a maneira como os microfones na altura tornavam as vozes femininas "esganiçadas" e com um "timbre muito característico" que é difícil recriar hoje em dia.

    My 2 cents ;)

    ResponderEliminar
  3. É claro que, com a resposta de um especialista, uma pessoa como eu fica sem nada para dizer... :p
    Apesar de parecer que escolhi as bandas sonoras pelos filmes em questão, não foi bem assim. Algumas escolhas coincidem, mas por exemplo, no caso do Star Wars, não são filmes que eu adore, mas fiquei fascinado pela parte musical dos mesmos. O Psycho, que ainda não vi apropriadamente, mas que para mim tem "daquelas" bandas sonoras.
    Ainda não vi «O Bom, o Mau e o Vilão», nem os outros dois filmes da trilogia do Leone. Também não vi ainda a «Amèlie». Gostei da banda sonora do «Piano» e do «Eduardo Mãos de Tesoura», mas eu quis pôr aqui aquelas mais "especiais". Mas mais especiais delas todas são as primeiras cinco, sem dúvida. Eu não quis pensar em temas separadas de bandas sonoras, porque assim as escolhas também seriam diferentes. Ficou muita coisa boa de fora, mas pronto, é a limitação das listas :/
    Estou sempre a aprender, e obviamente que esta lista não pretende ser definitiva, é apenas uma brincadeira habitual aqui do blog. :)

    ResponderEliminar
  4. Psycho; The Good, the bad and the ugly; Vertigo: grandes escolhas. Mas a perfeição para mim é mesmo o Cinema Paradiso eheh Bela lista!

    Cumprimentos,
    Rafael Santos
    Memento mori

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado Rafael! A única alteração que fiz foi mesmo a inclusão do The Good the Bad and the Ugly! São gostos! ;)

      Eliminar
  5. Psycho; The Good, the bad and the ugly; Vertigo: grandes escolhas. Mas a perfeição para mim é mesmo o Cinema Paradiso eheh Bela lista!

    Cumprimentos,
    Rafael Santos
    Memento mori

    ResponderEliminar
  6. Zé da Adega12/3/13 02:42

    Este "moço algarvio" escreve excelentes textos, sim senhor!

    Esta questão do "The Good, The Bad And The Ugly", eu também já tinha postado uns clips do You Tube com as 2 músicas, nos fóruns habituais, na altura em que ainda só tinhas visto o 1º filme da trilogia, resta saber quem me arranja o ringtone do relógio musical do For a Few Dollars more, para o meu telemóvel...

    Ora bem, o meu Top 10 não sei qual seria, pois não pensei nisso, mas o Top 4 sei qual é:

    1) Versão da Dulce Pontes do Cinema Paraíso.
    2) Banda sonora da trilogia dos Dollars, como um conjunto.
    3) Banda sonora do original Conan, o Bárbaro, dos anos 80, há quem diga, e posso citar, que essa versão com apenas um ecrãn todo preto, apenas com a música, é superior ao remake imbecil de Hollywood, para enganar, e sacar dinheiro dos bilhetes aos adolescentes.
    4) Em 4ª posição acho que vem a banda sonora da minha próxima review, nos fóruns do costume, Space Battleship Yamato. Fenómeno musical no Japão, que ultrapassa as homenagens das orquestras europeias à músicas do Ennio Morricone, até a marinha japonesa toca isto:

    http://youtu.be/Iu-NxDBP6lE

    Pelo menos o Japão é o único país preparado para lidar com uma invasão alienígena da Terra, já têm a banda sonora!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eheheh grandes escolhas Zé! :) Um Abraço! E de "algarvio" tenho pouco, nasci no Porto mas apesar de tudo tenho uma "costela" sulista, mas que tem sido bem preservada por viver em Lisboa e ir aos Algarves de vez em quando! :)

      Eliminar
  7. Adorei as tuas escolhas, provavelmente as minhas bandas sonoras preferidas também contêm grande parte das que falaste.

    E também acredito que as bandas sonoras podem viver sem o filme a que serviram de acompanhamento. Eu lembro-me que por exemplo fiquei interessado em ver o filme, depois de ouvir a música de O Leopardo, por ex.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado Ricardo!
      Esse é o poder das Grandes bandas sonoras... ;)

      Um Abraço,
      Rui

      Eliminar
  8. Sendo um apaixonado por música, acho que conseguiria arranjar outros 10 filmes por cujas bandas sonoras estou apaixonado. Mas gosto imenso da tua lista. Várias delas me dizem muito. Em particular Vertigo e as do mestre Morricone.

    Se calhar aquela que eu ouço mais vezes sem ver o filme é a de "Le Fabuleaux Destin D'Amélie Poulain".

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, obrigado pelo comentário!

      Ainda não vi esse filme, tão célebre entrer a gente da minha geração. Dizem também muito bem da banda sonora... e esta minha lista não é definitiva! ;)

      Um Abraço,

      Rui

      Eliminar

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).