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A mostrar mensagens de Julho, 2012

O Rei da Comédia

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Aqui temos mais uma pérola perdida da História do Cinema, mas que desta vez tem a assinatura de outro incontornável dessa arte: Martin Scorsese. «O Rei da Comédia» é o título do filme, que marca o fim do primeiro período de trabalho entre este Grande realizador e o ator Robert de Niro (uma parceria que só voltaria a suceder-se em 1990, com o filme «Tudo Bons Rapazes»). Este filme tem um valor muito significativo nos dias de hoje, em que a busca pela popularidade e pelos célebres "cinco minutos de fama" é tão obsessiva como nos anos 80, altura em que o filme foi feito (mas digo que, talvez, hoje em dia essa obsessão consegue superar a dessa década...).  «O Rei da Comédia» aborda, através da personagem Rupert Pupkin (interpretada de forma insuperável por Robert de Niro), a ilusão do Sonho Americano. Pupkin é um comediante amador que anseia conhecer e aparecer no programa televisivo "late night" do seu ídolo Jerry Langford (interpretado por Jerry Lewis). Mas a sua am…

O Barbeiro: O homem que não estava lá

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Ao acabar de ver «O Barbeiro», dos irmãos Coen, apercebi-me que este se tornou num dos meus filmes preferidos da dupla de autores norte-americanos. Mas infelizmente, «O Barbeiro» não possui a popularidade de outros títulos dos Coen, como (por exemplo) «Fargo» e «Este País Não é para Velhos». Não considero justo este facto, porque este filme, apesar de ser um pouco diferente e com algumas características que não são idênticas aos outros dois filmes mencionados, achei que se trata de um excelente filme, de ótimo entretenimento e onde a arte "Coeniana" se eleva a proporções nunca antes imaginadas, com esta incursão dos irmãos no "film noir", numa homenagem a esse género cinematográfico e que, a meu ver, é de se lhe tirar o chapéu! «O Barbeiro» torna-se num daqueles casos da Sétima Arte em que nos apercebemos que, se o filme não tivesse sido filmado a preto e branco (facto que assenta que nem uma luva ao filme) e feito por estes dois senhores, não seria mesmo nada igu…

Estava a pensar fazer um título interessante para este post, mas assim de repente não me ocorre nada. Por isso, é só para dizer que este post fala sobre a Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos

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Ontem, todos os seres que habitam o planeta Terra (e os extraterrestres, também, mas só aos utilizadores da TV Cabo ultra premium galática, com cerca de 9 milhões de canais disponíveis, vindos de todas as galáxias - OK, esta referência foi demasiado estúpida e incluiu muitos laivos de patetice. Talvez devesse deixar de ver Monty Python. Mas pronto, seguimos em frente) puderam ter a oportunidade de acompanhar o início dos Jogos Olímpicos, este ano feitos em Londres. E este indivíduo que está, nas catacumbas sombrias de uma mansão assombrada da Arruda dos Vinhos, a escrever este post, teve o desplante de visionamentalizacionalizar essa mesma cerimónia. E, claro, como sempre, lá venho eu cá falar bem e falar mal do que pude ver com os meus olhinhos, não é? Então cá vai. Preparem-se para um texto repleto de mediocridade, como esta pequena introdução já teve a oportunidade de vos mostrar: Para quem não sabe, a cerimónia deste ano foi pensada por um realizador de cinema. Sim, Danny Boyle, …

Ed Wood

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«Ed Wood» aborda alguns dos passos da carreira cinematográfica de um dos mais desconcertantes, extravagantes e bizarros realizadores que Hollywood deu a conhecer ao mundo (ou aliás, neste caso foi o mundo que o conheceu a ele. Não tivesse sido o «Plan 9 from Outer Space» eleito o pior filme de todos os tempos e talvez a fama de Ed Wood não fosse tão grande hoje em dia). Tim Burton realiza este biopic que não santifica nem crucifica Edward D. Wood Jr. e o seu trabalho, pretendendo apenas dar ao espetador uma visão o mais aproximada possível do que foi a vida deste indivíduo, no período de tempo que envolve a produção da sua primeira longa-metragem, «Glen or Glenda», até à feitura do seu filme mais conhecido, «Plan 9 from Outer Space». No papel de Ed Wood temos o grande Johnny Depp que, num dos mais notáveis desempenhos do seu currículo, consegue tornar-se no próprio homem que está a interpretar, dando muita credibilidade ao filme e ao seu papel.  A vida de Ed Wood mostra-nos que o Cin…

Um Hotel à Inglesa

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Depois de ter começado a regressar às origens do melhor da comédia inglesa e às aulas dos grandes "Professores" das artes da Gargalhada com o papanço completo dos primeiros 7 episódios do primeiro volume da coleção dos Monty Python (a sair com o Jornal Público), veio ao de cima a vontade de rever outra grande série de humor britânica que deu cartas em todo o mundo, e cuja popularidade (de gigantescas proporções) continua a dar que falar. Esta pessoa que sou eu está a referir-se ao verdadeiro "must" que é a série «Fawlty Towers». Escrito por um dos Pythons (o Senhor John Cleese) em parceria com a sua mulher de então (Connie Booth), esta britcom segue um modelo tradicional da comédia de enganos, mas de uma forma completamente nova (muito graças à personagem de Cleese, o irritantemente divertido Basil Fawlty, que é o proprietário, com a sua mulher Sybil, do Hotel Fawlty Towers) e que arranca sorrisos, risos e explosões fatais de gargalhada que não deixam ninguém com o…

O Rei dos Gazeteiros

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Não tenho dúvidas em afirmar que as melhores comédias feitas mais especificamente para o público adolescente foram apresentadas aos seres humanos na década de 80. E digo isto porque, basicamente, há muitos filmes do género desses anos que sobreviveram até hoje e que as novas gerações continuam a admirar de uma forma muito intensa. Casos como, por exemplo, a trilogia «Regresso ao Futuro» e este filme que vi ontem, «O Rei dos Gazeteiros» exemplificam muito bem esta teoria. Afinal, são comédias com mais de vinte anos, mas que continuam mais universais, cativantes e inesquecíveis que muitos filmes dirigidos aos mais jovens que são feitos hoje em dia (que, geralmente, costumam dar que falar durante uma semana e depois, segundo uma outra teoria minha um pouco mais patética, vão para uma espécie de caixote do lixo de material-que-mesmo-que-tenha-sido-lançado-ninguém-se-recorda-da-existência-do-mesmo-devido-ao-facto-de-se-tratarem-de-filmes-obsoletos-e-sem-razão-para-serem-vistos. Ui, e como…

Prevê-se a chegada de um grande filme...

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Eis um filme que se mostra como uma grande promessa para este ano. Paul Thomas Anderson (realizador conceituado, autor de «Magnolia», «Haverá Sangue», «Boogie Nights», entre outros títulos) regressa às lides da Sétima Arte com uma obra que tem estado a dar muito que falar: «The Master», com um Joaquin Phoenix de volta ao ativo na representação (depois do documentário "fake" que fez sobre si mesmo - «I'm Still Here») e recheado com um grande elenco de atores (entre os quais um que gosto bastante - Philip Seymour Hoffman). O filme fala da criação de uma nova religião após a Segunda Guerra Mundial, que, segundos muitos, se aparenta à Cientologia. Há pouco tempo saiu finalmente o trailer, e este é dos poucos filmes que me faz ter uma curiosidade aguçada de o ver. Teremos candidato aos Oscares? Aposto que sim!

Doze Indomáveis Patifes

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Os anos 60 formaram uma década de viragem para Hollywood: a partir dali muitas mudanças teriam de ser feitas, e muitas inovações tomadas pelos estúdios, realizadores, etc, seriam observadas pelo público de uma maneira curiosa e atenta.
«Doze Indomáveis Patifes» aparenta seguir o modelo clássico do filme de guerra que os inovadores da época poderiam não apreciar. Mas, e contrariando as expetativas, torna-se num grande filme, de excelente entretenimento, eficaz e muito bem feito. O realizador do filme, Robert Aldrich, mostrou a Guerra de uma maneira verdadeiramente realista, sem pretender fazer propaganda ao exército ou glorificar o conflito (como muitos filmes da época tinham como objetivo). Destaco a apresentação ao filme, feita pelo recentemente falecido ator Ernest Borgnine, pertencente ao elenco do mesmo, e que refere esta visão do realizador como a causa deste não ter sido nomeado para o Oscar pelo seu trabalho. «Doze Indomáveis Patifes» poderia não ter sobrevivido ao tempo se não…

Pânico em Needle Park

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Al Pacino teve a sua segunda interpretação no meio cinematográfico com «Pânico em Needle Park», o filme que iria marcar um ponto de viragem na sua vida, num momento em que ainda estava a dar os primeiros passos na sua carreira e que dispunha de pouca fama junto do público, mas sempre carregado de um enorme talento, que iria interessar o realizador Francis Ford Coppola, que estava na altura a preparar o grande épico «O Padrinho».  «Pânico em Needle Park» é um retrato ultra-realista e cru da vivência de um casal de toxicodependentes em Needle Park, o nome pelo qual os viciados em heroína conhecem a rua onde costumam encontrar o fornecimento para o seu (destrutivo) vício. Sem qualquer floreado nem nenhuma "americanice" incluída, este filme mostra a atualidade que suporta nos nossos dias e como, afinal, nem todas as histórias têm o final que nós gostaríamos que tivessem. Al Pacino e Kitty Winn formam o casal de protagonistas, que vê a sua relação tornar-se cada vez mais problem…

"Senhores Telespetadores"...

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Já era hábito, ao longo dos últimos anos, o meu Pai reunir a família para ver o programa do Professor José Hermano Saraiva. Ao domingo, depois ao sábado, sempre a trocar de horários, mas nós tentávamos sempre ver, sempre que podíamos. E agora, com as repetições da RTP Memória, ainda podemos apanhar muitas vezes os programas desse Grande Senhor da Televisão e da Cultura Portuguesa, que hoje, com grande pesar, partiu deste mundo. É uma grande perda. Já não há tantos comunicadores com a humanidade de José Hermano Saraiva, contador da História de Portugal, sem necessitar de teleponto, e falando com a maior sinceridade e humildade para os seus "senhores telespetadores" (o famoso dito com que o Professor iniciava os seus programas), investigando todos os meandros da cultura portuguesa e suas figuras. José Hermano Saraiva é uma figura incontornável, que já deixou também o seu lugar na História de Portugal, esse Portugal do qual falava nos seus livros e na caixa mágica, onde fazia …

O que eu faço pelos Monty Python...

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Isto de procurar o primeiro DVD da coleção dos Monty Python (que começou hoje a sair com o jornal Público) teve o seu quê de desportivo. Antes de, finalmente, encontrar o precioso Disco Versátil Digital numa papelaria da Avenida de Roma, tinha perguntado em cinco papelarias diferentes e todas disseram «já não tenho». Andei aqui a torrar ao Sol, a perder calorias... o que eu faço pelos Monty Python...  Agora, esperam-me quase quatro horas de grandes sketches incluídos neste primeiro disco, com os 7 primeiros episódios da primeira série. É de aproveitar, pois é uma coleção a um preço bem bom (2,99€ cada um dos 7 DVD's com toda a série «Flying Circus»), destes Monstros Sagrados da História da Comédia!

Habemus Papam - Temos Papa

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Nanni Moretti regressou ao mundo do Cinema com um filme que aborda a vida secreta do Vaticano e todas as particularidades que rodeiam o Estado mais pequeno do mundo, através da história de um Cardeal que, eleito Papa, não se acha possuidor das qualidades suficientes que esse cargo exige. «Habemus Papam» é um filme que surpreende, por ter uma abordagem à vida do Vaticano e ao Catolicismo que não ofende, mas que pretende fazer rir qualquer um e fazer com que os espectadores pensem naquilo em que verdadeiramente acreditam e no que pretendem para as suas vidas. O elenco é brilhante, e toda a construção do filme mostra como Moretti tem vindo a adquirir cada vez mais qualidades na sua “mise-en-scène”, ao longo dos seus filmes. Mas apesar do filme se mostrar bom ao longo da sua duração, ao terminar de o visionar, senti uma espécie de vazio. Não sei porquê, mas o final em si não correspondeu ao resto do filme. Teria de nos dar mais respostas e uma reflexão mais prolongada do problema em ques…

Adeus “ó-Toole”!

As pedras estão a rolar há cinquenta anos

Pequeno comentário sobre aquelas duas cidades que, nem por acaso, são as que têm mais influência no nosso Portugal (e depois aproveito e faço aqui mais umas parvoíces)

Engraçadas as diferenças que um indivíduo com laivos de idiotice (como é este que assina estas linhas) consegue captar entre as cidades de Lisboa e do Porto. Mas a única coisa mais importante (ou seja, que realmente poderá interessar-vos, queridos - e pouquíssimos - leitores) é que me parece, muitas vezes, que os nortenhos têm muito mais simpatia com as pessoas que a malta de Lisboa. Mas depois há outras coisas que Lisboa tem e que o Porto não tem, etc etc etc. E uma pessoa como eu, que com o tempo, se tornou um pertence das duas cidades, fica assim meio dividida para saber qual delas é a melhor. Mas também, se formos a ver, essa é uma matéria pouco interessante para a minha vida e que só causa conflitos idiotas e sem sentido, que uma pessoa segue mas é em frente e prontos. Até porque há tantas outras coisas interessantes que mereciam ser escrevinhadas neste blog.  A essência da filosofia de Immanuel Kant, o romantismo na obra de Luís de Camões, ou até mesmo (veja-se só), a estrutura…

Apenas uma "piquena" reflexão estudantil

Engraçado como há pessoas que estão todas tristes por terem tido notas 20 nos exames e outras felizes porque conseguiram-se safar com um 10.
Eu já fico feliz por manter a minha média de 16 e pronto. É esquecer matéria escolar até setembro, e aproveitar as férias para despejar as poucas coisas úteis existentes no meu conhecimento para o caixote do lixo. Nem se reciclam, vão para os resíduos domésticos. E aproveito e vou enchendo este blog de linhas supérfluas e inúteis.
É uma "bragonha". 
Mas eu gosto!

Os Incorruptíveis Contra a Droga

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Para muitos, «Os Incorruptíveis Contra a Droga» é daqueles filmes que não deveriam ter sido nem sequer nomeados pela Academia de Hollywood. Mas o que é certo é que esta fita acabou por levar para casa o Oscar de Melhor Filme, embora competindo com gigantes de peso como «Laranja Mecânica» e «A Última Sessão». Nunca se deve julgar a qualidade de um filme pelos prémios que teve, mas talvez não foi muito justa esta vitória do filme de William Friedkin, mas também não lhe vou dar pancada, porque vi o filme hoje e gostei bastante! E também, se formos a ver, os outros dois filmes que eu assinalei não precisaram de Oscares para singrarem na memória do Cinema. Mas mudando de assunto, e falando sobre este filme:  «Os Incorruptíveis Contra a Droga», título que muito se poderia assemelhar a um de um filme de ação de domingo à tarde, é uma extraordinária proeza cinematográfica, no que toca ao entretenimento que a Sétima Arte é capaz de proporcionar aos espetadores. William Friedkin dirige o filme…

Loucura Americana

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«Loucura Americana», de Frank Capra, é mais uma lição de moral e de cinema ao estilo que o realizador habituou os seus espetadores ao longo dos anos. É um tesouro cinematográfico que ficou meio perdido no tempo e no esquecimento das pessoas e dos cinéfilos, mas que não deixa de ser um filme muito bom. Em «Loucura Americana», um filme que antecede clássicos como «Peço a Palavra» e «Do Céu Caiu Uma Estrela», Frank Capra decidiu abordar o mundo da economia e da banca, onde reside a verdadeira loucura do título da obra, contando a história do quotidiano de um banco americano que vê o seu sistema afetado após a ocorrência de um incidente grave. «Loucura Americana» dá-nos a entender que (e tal como nos dois clássicos posteriores que foram há pouco mencionados), os valores éticos e morais do ser humano têm uma importância muito maior que tudo o resto. Este filme, de curta duração (pouco mais de setenta minutos), carrega um significado do tamanho do mundo, e que é suportado por um argumento …

Homem na Lua

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Andy Kaufman é uma das figuras mais estranhas e interessantes da Comédia Americana dos anos 80. O seu estilo invulgar levou a que fosse muito criticado por uns, e aclamado (muitas vezes, até ao máximo exagero) pelos seus múltiplos seguidores. Kaufman mostrou como as pessoas poderiam ser manipuladas e como tudo do que acreditamos pode não passar de ficção.
Já tinha visto parte de «Homem na Lua», filme biográfico sobre Andy Kaufman, há uns largos anos. Fiquei com curiosidade acerca desta bizarra personagem, e desde então comecei a pesquisar muito sobre ela - muitos dos seus sketches e atuações estão espalhados pelos recantos do Youtube e afins - e agora tive a possibilidade de ver o filme na íntegra. E na minha opinião, Andy Kaufman não era um génio. Jim Carrey, que dá vida ao célebre entertainer, afirma, num making-off extra da edição DVD nacional do filme, que Kaufman é como que «o santo patrono dos comediantes». Mas mesmo assim, apesar de toda a influência de que Kaufman teve - e ap…

As Asas do Desejo

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«As Asas do Desejo», de Wim Wenders, faz parte da lista dos filmes de maior culto da década de 80, e que continuam a ser admirados hoje em dia, de uma forma cada vez mais intensa. Este filme trata-se de uma reflexão sobre a vida e a existência humana, através das deambulações de dois anjos pelas ruas de Berlim (nessa altura ainda dividida pelo Muro e pelas razões da Guerra Fria), que ouvem os pensamentos e preocupações de diversos habitantes da cidade, oriundas de todas as classes sociais, com várias ideologias e diferentes formas de viver a vida. E numa dessas deambulações, Damiel, um dos anjos (interpretado magistralmente pelo Grande Bruno Ganz), vai conhecer Marion, uma trapezista de circo pela qual se vai apaixonar, e por ela, vai ansiar ter uma vida humana.
«As Asas do Desejo» é um filme tocante e, por isso, muito marcante. Wim Wenders dirige a fita guiando-nos pelos mais diferentes caminhos dos seres humanos, mostrando-nos pessoas e vidas que não são capazes de nos deixar indif…

Gigante

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Um filme simples com uma história simples, mas que vale a pena. Assim se resume, em poucas palavras, o que eu achei de «Gigante», um filme que parte de uma premissa humilde e com pouca substância, mas que acaba por ser uma boa experiência cinematográfica, neste que é o primeiro filme do realizador Adrián Biniez, e que recebeu inúmeros prémios, nomeadamente o Urso de Prata do Festival de Cinema de Berlim. Nesta pequena fita, conhecemos Jara, um segurança de supermercado que se começa a apaixonar por Julia, uma empregada de limpezas desse estabelecimento. A partir daí, inicia uma espécie de obsessão por ela, seguindo-a por tudo quanto é sítio e tentando sempre saber mais coisas sobre ela. Não sendo um filme inovador, inesquecível, fantástico ou marcante, «Gigante» é bom entretenimento, o suficiente para passarmos descansados oitenta e cinco minutos do nosso tempo livre sem ter que mexer muito com a cabeça. E, parecendo que não, muitas vezes precisamos de filmes assim. Filmes que nos f…

Breaking Bad: Uma série diferente

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«Breaking Bad», em Portugal emitida como «Ruptura Total» é, muito provavelmente, uma das melhores, mais irreverentes e mais inteligentes séries da atualidade, sendo completamente viciante e tendo vindo a adquirir uma legião de fãs que se está a tornar cada vez maior. Neste mês de julho estreia a quinta e última temporada aos EUA (as grandes séries não precisam de excessivos episódios para manterem o estatudo de qualidade), e só agora é que comecei a ver. E digo só agora, porque fiquei um fã imediato da série, embora só tenha visto três episódios da mesma. Só que o problema é que esta série está muito bem construída, e dá-nos logo vontade de ver o episódio seguinte. A premissa é pouco habitual, envolvendo um homem que descobre que tem um cancro e que decide usar os seus dotes para a química para deixar dinheiro à família, através de caminhos... ilegais, diga-se assim, mas «Breaking Bad» é uma série F-E-N-O-M-E-N-A-L, e ponto final. É um dos melhores casos que mostram a grande expansão…

O Bom Rebelde

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«O Bom Rebelde» é uma história convincente, comovente e nada deprimente (só para usar adjetivos terminados em "ente"), que é outro caso que só poderia ter saído de Hollywood. Muitas pessoas poderão considerar este filme manipulador e patético, mas eu gostei bastante, principalmente as interpretações destes dois sotôres que se veêm no poster do filme, e também do argumento, escrito por um deles (Matt Damon) e por Ben Affleck, que participa também no filme. O mote de «O Bom Rebelde» poderá ser demasiado usual e pouco interessante para a maioria dos espetadores, mas vale a pena perder duas horas de vida com este filme, porque não há lamechice. Existe apenas humanidade neste filme, que está bem presente na personagem de Matt Damon, um rapaz sem grandes recursos financeiros mas com grande cabeça para a matemática, que será apoiado pela escola onde trabalha como empregado de limpeza a desenvolver o seu dote, sendo-lhe instruída uma terapia com um professor de Psicologia, interpre…

Os Salteadores da Arca Perdida

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Depois de ter feito um re-revisionamento dessa épica obra prima "Leoniana" que dá pelo nome de «Era Uma Vez na América», esta pessoa que se escreve decidiu mudar um pouco de ares... cinematográficos, e decidiu regressar à grande aventura em estado puro, com o primeiro episódio da saga de Indiana Jones, e, sinceramente, o único que tinha vontade de rever. «Os Salteadores da Arca Perdida» é um dos maiores casos de sucesso de George Lucas e Steven Spielberg, dando início a um franchise que se prolongou com três sequelas, jogos de vídeo, livros, um spin-off televisivo (com o Indy em garoto) e muitas outras coisas, algumas delas inimagináveis, que só sairiam da cabeça desses criativos lucrativos de Hollywood. E espera-se que haja um quinto filme de Indiana Jones, mas penso que já chega. «Os Salteadores da Arca Perdida» é um filme com, admita-se, um título fabuloso (fica na cabeça e não sai, de tão bem que soa!) e que contém os melhores e mais refinados ingredientes para uma gran…

A Queda de um Império... bolachal

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Hoje surgiu, nos meandros e recantos da comunicação social, uma notícia que deixou bastante traumatizada uma parte das pessoas, e felicíssima a outra. Falo-vos da novidade de que o simpático (e stressado) monstro das bolachas, personagem mítica da «Rua Sésamo» criada por Jim Henson, vai deixar de comer, precisamente... bolachas, para se virar para uma alimentação mais saudável, acompanhando-o todo o resto da "fantochada" desse programa infantil. Mas este pormenor escapou a muita gente, porque o que chocou foi que o Monstro das Bolachas vai ficar sem as bolachas. E o resto é paisagem. A mim, isto nada me choca, porque também se me deixasse chocar por uma coisa dessas, jasus... é giro ver que, sempre que acontece um atentado à infância de todos nós, as dissertações dos comuns mortais repetem-se sucessivamente, em todas as redes sociais, blogs, e (veja-se só!) nas habituais conversas de café. Frases como «Ah isto já não é o que era» ou «No meu tempo é que era bom!» são constan…