quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Vida é Bela


«A Vida é Bela» é outro dos filmes icónicos da minha geração: penso que são poucas as pessoas da minha idade que não viram este magnífico filme italiano, realizado e protagonizado pelo Grande Roberto Benigni. Já não via o filme na íntegra há bastante tempo (mais de meia dúzia de anos, se não me falha a memória), e não me desiludi deste novo revisionamento. É claro que, quando vi «A Vida é Bela» pela primeira vez, tinha uns sete anos, e, obviamente, não consegui entender o filme no seu todo. Mas as lembranças que tinha do mesmo corresponderam totalmente ao que acabei de ver e que do qual, mais uma vez, me maravilhei e me emocionei, exatamente da mesma maneira de quando o vi das outras duas vezes.
Este filme tem um poder inquestionável, e Guido, a personagem de Roberto Benigni, é muito forte e completamente carismática, deixando-nos muitas lições para a vida, dando ao filme um profundo toque de humanidade, num cenário de horror como foi o do Holocausto. Guido ensina-nos sempre a rir e a ser criativos (ou "desenrrascados"), e mesmo nas piores situações, a alegria, a esperança e a imaginação estão acima de todas as coisas más. No campo de concentração para o qual são levados, Guido leva a entender ao seu filho que estão dentro de um grande jogo, do qual, se sairem vencedores, poderão ganhar um tanque em tamanho real. É interessante ver como, em pleno cenário de horror e drama, Guido leva a sua ideia aos limites, para que o seu filho não se aperceba da terrível verdade que os rodeia.
«A Vida é Bela» está repleto de cenas hilariantes, bonitas e emocionantes, com um Roberto Benigni em estado de graça (merecedor do Oscar que recebeu com esta interpretação), que se mostra como um bom realizador, e em suma, um grande cineasta. «A Vida é Bela» é um filme intemporal, que se por um lado nos dá mensagens para a vida, é mais um filme que mostra que coisas como o Holocausto nunca mais devem  acontecer.

Nota: * * * * *

Previsão para hoje

Prevejo que, quando o jogo de hoje terminar, se sucederá uma destas coisas, consoante o resultado que obtivermos na partida futebolística:
-Se perdermos, vai andar tudo à pancada.
-Se ganharmos, vai andar tudo à pancada.
Portanto, entre andarem à pancada e andarem à pancada, eu prefiro que andem à pancada, mas comigo fora do cenário de guerra, fachavor!
Por isso, vá, força aí Portugal, e não sei quê, mas no conforto do sofá!
Ao menos não fico em risco de pisar alguma garrafa partida, ou cacos da mesma. É mais seguro para os meus pezinhos delicados.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

To Kill a Mockingbird: um livro e um filme de se lhe tirar o chapéu!

«To Kill a Mockingbird» é justamente considerado como um dos melhores livros de sempre. Pude concluir (finalmente) a sua leitura hoje (preciso de um ambiente propício à leitura de um livro: hoje consegui o ideal para ler as últimas 50 páginas que me faltavam), e fiquei muito marcado pelas quase 400 páginas que me passaram (atentamente) pelos olhos. A história dos habitantes de Maycomb, centrada no advogado Atticus Finch e os seus dois filhos, a rapariga rebelde Scout e o rapaz em fase de adulto Jem, transmite uma série de valores morais/humanos que não devem nunca ser esquecidos, tais como a lealdade, a coragem e a amizade, negando, por outro lado, o racismo, o preconceito e a irracionalidade do Homem. Harper Lee tem uma escrita inacreditável, o que se torna ainda mais descabido se pensarmos que este foi o único livro escrito pela autora (embora, de vez em quando, a escritora ainda disserte umas ideias num ou noutro jornal). A história é muito bem construída, real (é baseada num caso verídico presenciado por Lee), com grandes frases para a vida dos leitores, diálogos bem estruturados e descrições que nos dão mais pormenores sobre todo o ambiente e as personagens sem terem qualquer intenção de serem cansativas. E Harper Lee criou Atticus Finch, uma personagem exemplar, que se tornou um ícone para muitos gerações por ser, basicamente, uma pessoa como deve ser. O livro contém muitas sub-histórias em torno da mais importante, que envolve um julgamento a Tom Robinson, um negro acusado de violação, e que Atticus aceita defender. «To Kill a Mockingbird» é um livro extraordinário, que nos dá uma visão da América (e do próprio mundo) dos Anos 30, que em alguns aspetos (negativos) se mantém, infelizmente, igual, na atualidade. É um livro que, sinceramente, vale muito a pena.

O filme homónimo, estreado poucos anos depois do lançamento do livro, era inevitável: de uma grande obra teria de ser feita, pelo menos, uma adaptação. Mas esta versão cinematográfica consegue ter o prodígio de não se restringir apenas à simples adaptação da obra, um filme que vemos para complementar a leitura do livro e que, mais tarde, não nos deixará grandes memórias. É exatamente o oposto. Muito do livro foi "descartado" para o filme, mas cada vez mais me apercebo que não devemos comparar livros a filmes. Porque, apesar de ter cortado muitas coisas que eu acharia engraçadas ver transpostas no grande ecrã, o filme de «To Kill a Mockingbird» funciona na perfeição, adaptando todas as partes da história que mais importam ao fio condutor da mesma, e assim, não se extendeu demasiado (muitas vezes as coisas dos livros podem estragar um filme. E vice-versa), limitando-se ao essencial. O filme conta com um elenco de luxo, com Gregory Peck no papel de Atticus Finch (e com esta personagem venceu o Oscar de melhor ator), o argumento está muito bem, e o filme tornou-se tão emblemático como o livro (o que é raro de acontecer - costuma mais ou ser o livro ou o filme). É engraçado como imaginei muitas das personagens e situações do livro da maneira como foram mostradas no filme. Vi logo a fita quando li a última frase do livro, e acho que ambos fazem uma dupla de excelência (e daí fazer a crítica de ambas no mesmo texto). Um livro marcante e um filme marcante, que ainda farão, certamente, as delícias (e as aprendizagens) de muitas gerações.

Nota (para ambos): * * * * *

Como a televisão pode ser melhor que a realidade, mostrando a própria realidade


A HBO é uma estação televisiva que já habituou os espetadores de todo o mundo às suas produções (geralmente) de grande qualidade, como são os casos de «The Sopranos» e «Six Feet Under». «The Wire», ou em português «A Escuta», é mais um exemplar a acrescentar à lista das grandes obras televisivas desse canal americano, com uma simples diferença: é que a maioria das pessoas entendidas na área da caixinha mágica afirma que este é o melhor drama televisivo de todos os tempos. E não é para menos: deve ser a única série (ou das únicas) que detém uma cadeira na universidade de Harvard que se dedica ao seu estudo e análise.
Isto porque «The Wire» contém uma abordagem muito forte e realista de uma realidade vista de dois pontos de vista: o lado da polícia, e o lado dos traficantes de droga. «The Wire» mostra as estratégias e vivências que ambos os lados têm para conseguirem o que pretendem: os polícias, apanhar os "dealers" e acabar com o tráfico de droga; e os traficantes, ganhar dinheiro, e fugir da polícia.
«The Wire» é uma série marcante e que não deixa ninguém indiferente. Não foi um grande sucesso de audiências, mas os seus 65 episódios fizeram dela uma série de culto e que granjeia hoje uma posição de topo, qualidade e excelência. Não é uma série fácil, não é apenas entretenimento "pastilha-elástica". É preciso concentração para se ver «The Wire», já que a história é muito boa, e o elenco também. Comecei a ver há pouco tempo, ainda vou na primeira temporada, mas já senti que esta é daquelas (poucas) séries que vale a pena ver de uma ponta à outra, e que não é a mesma coisa se a deixar a meio (tal como me aconteceu com certos casos como «Touch», uma série que comecei a ver mas que, ao quarto episódio, me fartei). Aconselho vivamente «The Wire», principalmente à malta jovem. Talvez aprendam algo com o visionamente desta brilhante série.

Às vezes chove em Portugal


Chegou à FOX uma série que, dantes, tinha visto apenas um ou outro episódio em oportunidades distintas: falo-vos da sitcom independente «Nunca Chove em Filadélfia», uma série hilariante como poucas, e com um grupo de atores igualmente engraçados. 
Esta sitcom prova como a fórmula de "grupo-de-amigos-demasiado-idiotas-que-fazem-coisas-que-aparentemente-não-tem-interesse-nenhum", já testada em séries anteriores como as míticas «Seinfeld» ou «Friends», continua a ser "usável" e, se usada de maneira correta, não se desgasta facilmente (como penso que se sucedeu com «How I Met Your Mother»). A entrada, alguns episódios após o começo de «Nunca Chove em Filadélfia», do espetacular ator Danny deVito (dotado de uma genial versatilidade de personagens, sendo responsável por papéis tão variados como um dos maluquinhos do hospital psiquiátrico de «Voando sobre um ninho de cucos», mas também o de colega de Arnold Schwazzeneger - ah, miúdos da década de 90, ninguém por esses lados se lembra desse pedaço de... coisa cinematográfica, dessa pérola manhosa que dava pelo nome de «Junior», em que o Arnoldzinho ficava grávido e tudo, hum? OK, seria melhor não se lembrarem. Mesmo melhor. Nem acredito que ainda conheço esse filme...), que faz um papelão cómico que em nada retira a importância aos quatro outros atores, que escrevem a série, sem, por isso, necessitarem de equipas tão elaboradas de vinte e muitos argumentistas, o que muitas vezes pode danificar o espírito da série em causa (veja-se, por exemplo, alguns episódios de «Os Simpsons», cujo enredo é, apesar de nos causar grandes gargalhadas, algo primário e mal escrito - mas eu adoro esta série animada, atenção!). 
«Nunca Chove em Filadélfia» é uma série diferente, num humor mais sarcástico e estúpido, mas, claro, com montes de piada. Pode não agradar a todos, mas quem gosta, de certeza não se irá desiludir tão depressa, como em muitas séries de comédia isso se sucede. Aliás, este é dos raros casos em que a série melhora de temporada para temporada. O que é bom. E por isso, recomendo «Nunca Chove em Filadélfia».

Outro exame...

Segundo e último exame, feito hoje de manhã.

E se, como eu estive a fazer as contas, a nota vai ser boa, o que me interessa é que agora posso dizer:

FREEEEEDOOOOOMMM!

Era só isto que eu tinha para dizer. Pelo menos neste post.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O primeiro exame já foi...

... hoje. Literatura Portuguesa.

E já estou a ver que vou ter uma grande nota! Iupi!
É o meu problema... não consigo arranjar explicações para os poemas de Camões que não me são apresentados na leitura dos mesmos, tal como os intelectuais que fizeram a correção do exame disseram... enfim.

Segunda fase ou não, ainda antes disso há geografia. Outra coisinha linda.

Venha ela! Já que eu adoro isto...

sábado, 16 de junho de 2012

Forrest Gump


Forrest Gump é daquelas personagens icónicas e exemplares que todos gostaríamos de conhecer e que fossem reais, devido à sua simplicidade, humildade e humanidade, que nos toca no coração de uma maneira incrível. O filme homónimo, que mistura, de uma maneira perfeita, a ficção e a realidade (vemos Forrest a conhecer John F.Kennedy, John Lennon... e até, segundo o filme, o próprio Elvis Presley deveu a sua popularidade a esta personagem!). 
Forrest Gump é como os heróis da juventude do antigamente: pouco preocupado com o visual, fiel aos seus amigos, simples e corajoso, enfim, é um exemplo para todos os seres humanos, e uma amostra de que, se este homem consegue ter uma perspetiva tão positiva das coisas, porque é que nós não poderemos tê-la também?
Robert Zemeckis, realizador da super-famosa trilogia «Regresso ao Futuro», triunfou nos Oscares com «Forrest Gump», num épico americano que, além de enaltecer os grandes valores morais e sociais que a humanidade por vezes, tende a esquecer, é um grande filme, que se tornou num dos maiores ícones cinematográficos americanos dos últimos anos, e num dos filmes mais marcantes das mais variadas gerações. Eu já não via o filme há uns bons anos, mas recordava-me de muita coisa. E continuei a adorar o filme, depois de o ter visto novamente. E penso que o continuarei a adorar quando o voltar a ver, um dia destes. «Forrest Gump» é um filme muito bem feito e inesquecível, e que nos ensinou muitas coisas. Mas a mais famosa, é que a vida é como uma caixa de chocolates...

Nota: * * * *

Intriga Internacional



«Intriga Internacional» foi o primeiro filme inteiro que vi de Alfred Hitchcock, e por isso, tornou-se na minha iniciação à obra do realizador apelidado de "Mestre do Suspense". E gostei bastante do filme por não ser um thriller convencional, que vemos uma única vez na vida e não conseguimos suportar mais até ao final da nossa existência. 
«Intriga Internacional» conta a história de um homem, Roger Thormhill, que é confundido com outro, e por isso, estará metido num embróglio que envolve conspirações a nível internacional, em que verá a sua própria vida em risco.
Os momentos de tensão e... suspense, são mais do que evidentes neste filme, e gostei bastante da personagem principal, interpretada por Cary Grant, que possui qualidades e particulariedades que aprecio numa boa personagem: a astúcia e o sarcasmo (sim, porque acho imensa graça que, naqueles momentos de maior perigo, Roger Thormhill mande uma ou outra piada sarcástica para "quebrar" um pouco o ambiente dramático). E, não sei porquê, mas ao ver este filme, associei muito aos álbuns de Banda Desenhada do Tintin. Há certos momentos e pormenores de «Intriga Internacional» que me pareceram que foram inspiração para as BD's (ou então, a situação é a contrária, nunca se sabe). Mas eis um filme de entretenimento que acerta em cheio no que pretende, e traz ao espetador um grande momento cinematográfico e um filme marcante da História da Sétima Arte, neste que foi um dos maiores sucessos comerciais da carreira de Alfred Hitchcock. E este foi apenas o ponto de partida para começar a "investigar" a carreira deste realizador...

Nota: * * * * 1/2

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Decisão Final... do Malato

É raro esta pessoa que se assina insurgir-se contra certos e determinados programas de televisão. Aliás, já é raro eu insurgir-me contra alguma coisa desta vida (à exceção de mim próprio), e por isso, quanto mais contra as "maravilhas" que a caixinha mágica (embora já não tenha nenhuma semelhança a uma caixa propriamente dita, sim, é ainda usado muito frequentemente este vocábulo) tem a bondade de trazer aos espetadores para estes poderem usufruir da oportunidade de desfrutarem da melhor qualidade televisiva à face da Terra e arredores.
O novo concurso de José Carlos Malato recordou-me de algo que tinha já ficado arrumado nos arquivos (obscuros e poeirentos) da minha memória durante largos... tempos. É que, com programas deste tipo, me apercebo porque é que não perco muito tempo a ver televisão, propriamente dita. Porque, se há algum programa que não seja mais do que um "enchimento chouriçal" durante todo o seu tempo no ar que lhe é dado diariamente, será este... e qualquer outro talk-show diurno dos três principais canais generalistas.
O concurso «Decisão Final», apresentado por sua excelência malateica, divindade da malatice e das terras onde esse indivíduo já foi feliz, pode ser visto como uma singular metáfora da carreira do seu "host" (e atenção, irão ter o desplante de ler uma piada seca, mas tão seca, que poderá ser equiparável aos... bitaites... emitidos por esse sotôr): se esse espécime de apresentador com a mania que tem uma graça do tamanho do mundo tiver a ousadia de, num futuro próximo, envolver-se num projeto televisivo pior do que o que está a fazer neste momento, é possível que a queda seja muito funda. E não estou a falar da profundidade a que os concorrentes de «Decisão Final» têm de se sujeitar se o espaço onde estão se abre por baixo dos seus pés, porque essa é para meninos (aliás, ver cada uma delas a cair no buraco e ver todo o tempo que se perde com aquele momento deprimente, faz-me lembrar a alegria que as crianças pequenas sentem quando descem, um degrau de cada vez, uma escada que se lhes apareça no caminho: a altura é a mesma, a atenção também... e a patetice, idem idem, aspas aspas). Esta era uma queda daquelas que daria trabalho a uma câmara de televisão filmar, pois teria de seguir a "vítima" num percurso de... quinhentos metros, vá. Mas depois, para acalmar e dar uma espécie de "palmadinha nas costas", haveria um assento confortável para a pessoa poder regressar à Terra calmamente.
Portanto, lição a tirar: vale a pena ver «Decisão Final»? Não. E alguns perguntam: «Nem pela cultura geral das perguntas»? E eu respondo: Ó meus amigos! Jogarem ao «Sabichão» dar-vos-á ainda mais conhecimentos do que toda a sapiência que rodeia o concurso (e aliás, poderão divertir-se muito mais, em casa, com a família, sem o ruído de aplausos ensaiados e sem ouvir a voz do Malatinho). 
Por isso, aproveitem a vida, vejam um ou outro programa que seja mesmo do vosso agrado, e que ajude mesmo para a vossa formação pessoal... e continuem o vosso caminho. Tomem a decisão final de não verem esse concurso, e 'tá feito! 
Ou então, durante a hora que dura o programa, aproveitem para praticar algum desporto, ou fazer ioga, ou até deitarem-se na cama e olharem para o teto, à procura de um mundo novo para descobrir! Uma sugestão muito patética, é claro, mas ao pé daquele programa, fico sem saber o que é patético.
Ao menos sei, sim, que este blog possui elevadas quantidades de patetice. Isso sim. Mas, ao menos, orgulho-me dele, tal como ele é. Ai que frase tão bonita. E para não a estragar mais vou-me calar e é já!

domingo, 10 de junho de 2012

Diz que é uma espécie de 1200.º post desta espécie de... coisa

E pronto, mais uma meta atingida.
E não vai parar, porque, confesso, este blog tornou-se uma necessidade minha. E já dura há tanto tempo e já tem tanta coisa da minha autoria, que não posso agora largar e esquecer para sempre (como aconteceu aos 3091263286 blogs que criei ao longo da minha existência).
Por isso, festejamos agora o 1200.º post, mas pensamos já no Amanhã (e aqui entra uma música triunfante, repleta de heroísmo e patetice à americana), num futuro melhor em que os carros não sejam tão poluentes, em que os programas da manhã não durem mais que uma hora, e em que os gatos e os ratos sejam amigos. Eu acredito nesse Amanhã!
E, enquanto esse Amanhã não chega, vou mas é lanchar qualquer coisa, que já me está a dar a larica. 
Portem-se bem, que eu volto a arreliar-vos com estas chachadas idiotas e pouco (ou nada) originais, quando for altura de se comemorar o post "númaro" 1300. 
Co' licença.

Heat - Cidade Sob Pressão

Assim sim, é disto que se faz um filme de ação à maneira, com bons atores, sem sequências de chacha nem de apenas "entretenimento ligeiro". «Heat» é um filme espetacular por ser tão bem feito e por equilibrar tão bem as cenas de maior "pancadaria" com o melhor do cinema dito de "qualidade". Os Monstros Sagrados da Sétima Arte Al Pacino e Robert de Niro, que somente foram responsáveis por algumas das personagens mais memoráveis da História do Cinema, juntam-se aqui no seu primeiro "dueto" (o segundo já não foi tão bem sucedido, mas penso que o terceiro - com o Mestre Scorsese, num projeto futuro - retirará as mágoas do flop que foi o anterior) nesta fita policial da autoria de Michael Mann, um realizador que faz parte do pequeno núcleo dos responsáveis por trazerem projetos inovadores e fora do comum dentro do padrão a que o Cinema Americano já habituou os seus consumidores.
A história assemelha-se banal e simplória, mas de facto, com o visionamento da fita, apercebemo-nos que «Heat» é um filme diferente e inacreditável, capaz de agarrar o espetador ao ecrã (pequeno ou grande, a captação é a mesma) até ao último segundo dos créditos finais (ok, estou a exagerar. Mas pronto, uma pessoa começa a ver o filme e não o consegue largar). Porque «Heat» funciona perfeitamente para qualquer pessoa: tem entretenimento, mas é memorável. Não é daqueles filmes de ação do género das muitas películas protagonizadas pelos mais diversos heróis de "porrada" que inundam os ecrãs há décadas, como Steven Seagal, Chuck Norris, e uma das "estrelas" mais recentes, Jason Statham. «Heat» tem um argumento soberbo (muito ao contrário da maioria dos filmes protagonizados pelos senhores que mencionei), com frases inesquecíveis, sem pegar em clichés desnecessários e criando os seus próprios bordões (que é o que eu acho extraordinário numa fita, é que consiga impôr-se na cultura do Cinema e do seu País de origem). Achei que Al Pacino e Robert de Niro funcionaram maravilhosamente neste filme, que se trata de uma "luta" entre polícia e ladrão, através de uma investigação feita pelo "bófia" (Pacino) ao patifório assaltante de... instituições ou veículos que contém muito dinheiro no seu interior (de Niro). E desculpem-me a expressão infantil, mas acho que perceberam a ideia.
Portanto, resumindo e concluindo: vejam «Heat - Cidade Sob Pressão» porque, além de ser excelente, foi dos filmes mais marcantes da década de 90, e porque é uma das maiores referências nos géneros de thriller e ação dos últimos anos. Mais um projeto que surgiu no meu ano de nascimento, e que é uma maravilha!

Nota: * * * * *

Balanço do ano

Bem, mais um ano que termina.
E foi um ano bem cheio, diga-se. Tanto a nível pessoal (conheci muita gente nova e vivi muitas coisas boas, desenvolvendo-me muito como ser humano) como a nível... profissional.
Senão, vejamos: Fui delegado de turma, estive mais uma vez envolvido no teatro do Rainha (onde fiz de Diácono Remédios, reencarnei um Homem a Quem Parece que Aconteceu Não Sei Quê, e um rapazito chamado Vicente), entrevistei, com mais três comparsas, o Nuno Markl para o DNEscolas, fiz parte do Júri Junior da Competição de Estudantes da MONSTRA (Festival de Animação de Lisboa), fui apresentador (com mais duas amigas e atrizes do teatro) de um concurso de talentos lá na escola, recebi um Prémio Literário do Jornal da Escola pelo artigo que enviei para o mesmo sobre a entrevista feita ao Nuno Markl, concorri ao Concurso de Leitura Expressiva da Escola (com um honroso terceiro lugar - e bem, porque as duas primeiras liam cem mil vezes melhor que a minha pessoa) e por fim, fui o apresentador/voz off dos concertos da Banda do Rainha (e espero que, para o ano, seja uma voz on - ou seja, a cantar em palco. Vou fazer por isso. E depois aí ver-se-á o meu jeito para a comédia - ou seja, fazer os outros rir porque canto mal como uma porta e faço umas figuras tristes de todo o tamanho a armar-me em bom).
Se este ano já foi bastante preenchido, o próximo, ui! Nem se fala! Principalmente por duas coisas: estou a preparar umas ideias para uma peça que vou escrever no Verão, a partir de uma ideia já antiga que tinha planeado antes ser executada aqui no blog, mas agora, pela quantidade de ideias que estou a ter, penso que vai ser uma coisa gigante, e também, porque vou transpôr para o ecrã grande (não gigante, mas está lá perto) da Sala Polivalente da Escola, o meu projeto de exibições de cinema (do bom!). Por isso, vai ser um ano que vai dar que fazer. E ainda bem. Eu gosto disso!
Agora, vêm os exames nacionais e prontos, é ir logo para a rambóia. Ou não. É mesmo provável que não. Mas pronto, ficar em casa a descansar na caminha não é nada má ideia!

Amor Cão


«Amor Cão» é um filme que já se tornou num clássico moderno do drama cinematográfico. Alejandro González Iñárritu inicia aqui uma forma de contar histórias, que se sucederia em dois outros seus filmes: «21 gramas» (já visto pela minha pessoa) e «Babel». O tom depressivo, pesado e triste é uma constante em «Amor Cão», e também a razão para que muitos se afastem de um filme como este, mas não é por isso que o mesmo não seja muito interessante e muito bem estruturado, revelando-nos três realidades distintas de várias personagens com origens e objetivos de vida completamente diferentes entre si, que se interligam devido a um ponto comum: um acidente automobilístico, que irá modificar a vida de todas elas. 
O filme é violento e forte, mas não deixará ninguém indiferente. Destaque especial para a inovadora e diferente realização, que já se tornou marca registada de Iñárritu, e as interpretações dos atores, que, penso eu, estão todos a um nível muito alto. Iñárritu merece a reputação que tem vindo a adquirir ao longo dos anos, graças a filmes como «Amor Cão», que mudam a nossa vida, mudam a vida de quem os fez, e mudam o próprio Cinema e como todos nós devemos estar com os olhos mais abertos aos filmes vindos de países que não a América, já que é um grande, grande drama, e que nos faz tomar contacto com situações que nos passam despercebidas, mas que, se formos a ver bem, estão muito mais perto de nós do que poderíamos imaginar.

Nota: * * * * *

Abençoado Google "Cróme"!

É raro eu fazer publicidade a coisas, mas desta vez é uma ocasião propícia para isso.
Não pus nada no blog durante imenso tempo pela simples razão que o computador cá de casa não se dá bem com a nova interface do Blogger. Mas instalei o Google Chrome... e é uma maravilha! Já vou aqui escrever mil e uma coisas, para compensar o que não tiveram de aturar por quase duas semanas!

Muhahahahaha!

E é isto.

Resto de bom domingo.

O Síndrome da China

«O Síndrome da China» é um filme que deve ser visto e debatido pela questão social, ambiental e económica que aborda, e que, na atualidade, ainda se revela preocupante: a energia nuclear e os perigos que podem surgir com a mesma. Este é um thriller inteligente e muito bem feito, que parece que ficou meio perdido no tempo. A trama centra-se na investigação a um "acidente" a uma central nuclear nos EUA após as filmagens de uma equipa de reportagem televisiva na mesma. E aí, entramos nos maiores labirintos do género thriller: uma investigação que poucos querem conhecer, um assunto delicado em que ninguém prefere tocar, diversos segredos que pretendem ser revelados, culminam num final impressionante (o que também caracteriza um bom thriller), numa história bem construída e muito atual sobre perigos que ainda preocupam as populações do século XXI, já que se tem comprovado que os acidentes nucleares que se sucederam na realidade (incluindo um que, ironicamente, aconteceu pouco tempo depois da estreia de «O Síndrome da China»), como o de Chernobyl e, mais recentemente, o grande desastre do Japão, provocaram grandes danos no ambiente e qualidade de vida das populações que vivem nesses sítios. Daí a importância que este filme tem, e por isso, há razões mais que suficientes para todos verem este filme, que nos faz pensar. E muito. 

Nota: * * * * 1/2

sábado, 9 de junho de 2012

Cada um o seu Cinema

Nem sei se deveria estar a opinar sobre «Cada um o seu Cinema», porque, na verdade, isto não é um filme. É uma compilação de curtas-metragens de trinta e três realizadores, feita para a comemoração do 60.º aniversário do Festival de Cannes. E os filmes não têm um fio condutor comum, sendo todos bastante diferentes entre si e mostrando a visão distinta da cada realizador, tendo apenas um objetivo: homenagear a arte do Cinema (se bem que alguns façam uma homenagem mais sentida do que outros). Mas posso avaliar, pelo "todo" que eu vi, que valeu a pena. Apesar de ter algumas curtas que pouco ou nada estavam a fazer e só enchiam espaço, outras (como, por exemplo, os "tributos" de Nanni Moretti, David Cronenberg, Lars Von Trier, Roman Polanski e Manoel de Oliveira, que foram autores de algumas das curtas que gostei mais de ver) mostravam ser o verdadeiro agradecimento dos seus autores à Sétima Arte.

«Cada um o seu Cinema» deve ser visto, sobretudo, pelos cinéfilos que procuram, constantemente, trabalhos novos dos seus realizadores preferidos. E aqui estão incluídos uma série deles (que podem ler na imagem) que são geniais, e que merecem que as pessoas percam pouco mais de três minutos a ver as suas curtas. A ideia de Cannes foi boa, e a ideia de muitos realizadores, também. Cada um, com a sua perspetiva das coisas, e por isso, «Cada um o seu Cinema».

Nota: * * * *