Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2012

Eduardo Mãos de Tesoura

Imagem
Se Tim Burton não tivesse a estranha infância por que passou, brincando em cemitérios e etc, será que o público conheceria obras que, ao mesmo tempo, conseguem ser extravagantes, arrepiantes... e bonitas, como é «Eduardo Mãos de Tesoura»?
Não, acho que não. Aliás, quem mais se lembraria de criar uma personagem que tem... tesouras nas mãos? Não vejo mais ninguém.
Mas deixem-me confessar, que este filme, e esta personagem, fazem parte da minha infância. Vi este filme várias vezes na TV em miúdo e sempre gostei da personagem do Edward. Mas, claro, fiquei sempre com uma imagem meio amigável e meio horrível dele. Ontem, ao rever o filme, nos primeiros minutos em que Johnny Depp, "vestido" desta personagem, aparece no ecrã, não percebi o porquê dessa memória. Edward era apenas um simples invento, simpático, que tenta lidar com as situações em que se envolve depois de uma vendedora da Avon o encontrar numa mansão abandonada decidir levá-lo para casa. Depois, mais adiante no filme,…

Touro Enraivecido

Imagem
Há muito tempo que esperava voltar a ver um filme assim. Um filme que nos deixa completamente devastados e (para condizer com o tema do mesmo) em perfeito K.O.
«Touro Enraivecido» entrou para a minha lista de filmes marcantes assim que acabei de o ver. Martin Scorsese assina aqui uma das suas maiores obras-primas, que valeu o segundo Oscar ao sotôr de Niro, e, ao que parece, vai ter sequela (vejamos é o que vai sair daí).
O filme entra em, praticamente, todas as listas de todas as entidades e críticos deste mundo que trabalham no mundo do cinema. E, também, é fácil de perceber: «Touro Enraivecido» tem uma força (odeio esta palavra, mas cá vai) brutal, que prende o espetador ao ecrã, completamente petrificado com todo aquele trabalho tão bem planeado e executado. Daí também «Touro Enraivecido» ser considerado o melhor filme dos anos 80 (mas não nos podemos esquecer, contudo, de «Era Uma Vez na América», outra obra divinal da História da Sétima Arte).
Filmado inteiramente a preto e br…

Querido Diário

Imagem
De regresso, mais uma vez, ao universo extravagante e único saído da cabecinha pensadora de Nanni Moretti, com o filme «Querido Diário», uma mistura de documentário, drama e comédia, que valeu ao autor italiano o prémio de melhor realizador de Festival de Cannes do ano de 1994.
«Querido Diário» não pretende ser um filme vulgar, porque não segue a estrutura normal de uma obra cinematográfica, e consegue, em certa medida, reinventar o género: o filme é dividido em três capítulos, cada um deles com uma história completamente distinta: no primeiro, acompanhamos Moretti a passear-se de Vespa pelas ruas de Itália, abordando, em parte, a própria temática do cinema. No segundo capítulo, é-nos dado a conhecer um amigo de Moretti que não vê televisão há já três décadas. Contudo, num pequeno instante, tudo muda, num capítulo que satiriza os hábitos da nossa sociedade. No terceiro e último capítulo, Moretti fala-nos, num misto de realidade e ficção, nas suas deambulações por diversos médicos e e…

As novas crises de infantilidade - Um Estudo de Caso a virar para o patético

Imagem
Algo de muito errado se está a passar na nossa sociedade, no nosso país, no nosso continente, no nosso mundo, e no nosso quintal. A cada dia os adolescentes (indivíduos que pertencem a idades compreendidas entre tal e tal) me questionam mais sobre o sentido das coisas. E sim, eu próprio sou um adolescente. Na noite de ontem, a minha irmã mais velha pediu-me para ir ao parque infantil aqui ao pé de casa buscar a bola que ela e o meu sobrinho se tinham esquecido. Foi uma proposta que não pude recusar. Não que me tivesse sido apontada uma arma à testa ou me tivesse sido impingido certas formas de chantagem se não o fizesse. Simplesmente, como o parque é a dois passos de casa, e até já estava a ficar fresquinho, nem me importei, e lá fui eu, numa demanda nada "indianajonezesca" em busca da bola perdida. Correu tudo bem. Cheguei lá, tudo silencioso. Até pensei: «Olha-me esta, hein? Então hoje não 'tão cá aqueles "tineijers" meio pirosos que costumam habitar este r…

Desculpem lá qualquer coisinha...

É só para pedir desculpa se tenho andado meio ausente deste estaminé. Mas, como deveis saber, a vida estudantil é complicada nesta época do ano (embora a minha vida pareça mais infantil, neste momento), e por isso não tenho tido o tempo que queria para vir para aqui escrevinhar sobre assuntos. Se soubessem a quantidade de ideias que tive para posts nesta Companhia e que se desvaneceram com o tempo por causa de não surgirem na altura ideal para a passagem das mesmas para palavras escritas.... às vezes estou a estudar e pumba! Uma ideia que de seguida me esqueço porque o que me tenho de preocupar é a Política Agrícola Comum, criada por Fontes Pereira de Melo para salvar o Jacinto da civilização parisiense. Ups, estou a misturar matérias, o que não é nada bom. É melhor calar-me, a ver se acerto com a memória, qu'isto 'tá tudo trocado. Ora com licença.

O Delfim

Imagem
Nos últimos tempos, parece que eu tenho andado melhor com o cinema português, apesar de algumas pessoas ainda dizerem que eu não gosto do cinema do nosso país. «O Delfim» é um bom caso de um bom filme feito na nossa língua. Mas o que é engraçado (e só reparei depois de, aos saltos, ouvir os comentários de João Lopes com o realizador Fernando Lopes ao filme) é como este filme pode ser alvo de algumas comparações com outra obra de Fernando Lopes, que eu vi e que não apreciei: «Uma Abelha na Chuva». E de facto, é verdade: há alguns planos de câmara idênticos, algumas fórmulas cinematográficas são comuns nos dois filmes, etc.
Mas o que falha em «Uma Abelha na Chuva» acerta em «O Delfim»: o elenco é bem melhor, assim como o argumento (da autoria de Vasco Pulido Valente) e a realização, que me parece muito mais segura do que no outro filme mencionado de Fernando Lopes.
Adaptado do romance homónimo de José Cardoso Pires, «O Delfim» narra a história do casal Maria das Mercês e Tomás Palma Br…

Alice

Imagem
Admito: até hoje não vi nenhum filme de Woody Allen que tivesse de considerar mau. Não tenho tido razões para isso. Os dezanove filmes que vi até agora do autor foram uma boa seleção e dela não me arrependo. «Alice» é um dos melhores entre os 19, para mim. Não está no parâmetro das obras-primas, mas é uma grande comédia.
Neste filme, Allen constrói a vida de uma "dondoca" de nome Alice, que passa a vida a fazer coisas fúteis, que para ela têm o maior significado do mundo: ir ao cabeleireiro, falar com as amigas (também elas umas grandes "dondocas"), enfim, a vida de Alice é simplesmente um vazio sem qualquer tipo de interesse. É então que todas as amigas lhe aconselham, para aliviar as dores nas costas, os serviços de um estranho acunpuncturista chinês, que através de um pacote de ervas, vai entrar mais a fundo na mente da senhora e descobrir alguns problemas que lhe vêm na mente. Entretanto, Alice conhece um homem pelo qual se sentirá apaixonada, e é também com a…

Contado Ninguém Acredita

Imagem
Eis que a ficção se mistura com uma ficção dentro da própria ficção nesta comédia americana «Contado Ninguém Acredita», realizada por Marc Foster. A partir de um argumento inteligente e promissor (mas que no final se torna demasiado choninhas, infelizmente) e de um elenco cinco estrelas, composto, entre outros, por Dustin Hoffman, Will Ferrell, Emma Thompson e Queen Latifah, «Contado Ninguém Acredita» mostra o processo criativo atribulado de uma escritora para a feitura de uma nova obra literária, e o filme mostra, ao mesmo tempo, o caminho que o personagem da escritora segue segundo o que a mesma está a escrever. A (suposta) realidade e a ficção do livro misturam-se quando o personagem começa a aperceber-se da estranha "voz" que narra todas as suas ações, e, com a ajuda de um professor de literatura, descobre que está dentro de uma história, e daí, o seu objetivo será encontrar a autora da história, para que ela não ponha na mesma um trágico final.
«Contado Ninguém Acredit…

Caos Calmo

Imagem
Nanni Moretti revela-se em «Caos Calmo» como um grande ator, faceta ainda mais reconhecível do cineasta italiano neste filme do que os que foram realizados pelo próprio.
Em «Caos Calmo» seguimos as atribulações de Michelle e da sua pequena filha depois da morte da esposa. E quando chega a altura da filha regressar à escola, Michelle decide esperar todos os dias por ela, à porta do recinto da mesma, sentado num banco de jardim. E nunca uma peça de mobiliário deve ter tido tanto uso num filme: é lá que que surgem pessoas que Michelle vai conhecer e com quem desenvolve uma relação de cumplicidade, e onde os seus colegas do emprego vão ter com ele para pedir conselhos ou para contar novidades da empresa, e que, também, Michelle começa a reaprender a vida e o que ela tem de bom.
A par de uma ou outra cena dispensável (e que, se não tivessem sido a razão principal para muita gente ter visto este filme no cinema, essas partes inusitadas deveriam fazer parte daquele extrazinho dos DVD's…

Sweet Little Seventeen!

Imagem
E pronto. No dia de ontem cheguei àquela idade em que a música dos GNR, aquela que eu mostrei um elevado interesse há uns tempos, deixou de fazer sentido (se é que tinha algum) . Então porquê? Porque já não tenho dezasseis anos. E por isso, já não tenho o desgosto de vestir como os DJ's, tenho agora tempo (como já 'tou noutra idade) de ler «O Senhor dos Anéis» (embora, senhor Tolkien, com muita pena minha, penso que isso não irá acontecer... por agora) e, mais do que isso, falta ainda menos para chegar aos 96. (ok, para compreenderem o sentido de todo o parágrafo anterior, ouçam atentamente a letra de "Sub-16", dos GNR. Depois vão perceber. Ou não. Também, é música dos GNR, portanto, percebo que seja de difícil compreensão) Mas pronto, confesso. Com 17 anos continuo a gostar da música. Era idiota se deixássemos de gostar de uma música só porque a idade é outra. OK, a não ser que se esteja a falar dos sucessos do Netinho, daquela música estúpida de uma banda chamada…

3 anos é muito tempo (mas o Paulo de Carvalho tem razão, 10 é muito mais)

Eu gosto tanto, mas tanto, mas taaanto deste meu blog, que me esqueci que, no passado dia 2 de Maio, completaram-se três anos sobre o seu nascimento.
E só me lembrei agora.
E isto é um bocado deprimente.
Bem, parabéns às Amêndoas, e que contes muitos, hein pá?!
Pronto, a celebração já foi feita, posso voltar à normalidade.
Vou colar cromos.
Futebol português dos anos 60! Iupi!
Com licença.

Imperdoável

Imagem
(É incrível que, quando uma pessoa pensa que esteve a fazer um texto consideravelmente bom, o consegue perder de um momento para o outro. Enfim, vou tentar reconstituir aqui a minha primeira versão desta minha apreciação:)
«Imperdoável» é daqueles filmes que, a dada altura, nos faz sentir uma certa impressão na barriga, devido à profundidade da ação e porque esperamos, com ansiedade, todos os acontecimentos que se sucederão até à fita chegar ao seu final.
Clint Eastwood reuniu todos os ingredientes para elaborar um grande western, e também um grande filme: um excelente elenco, um argumento poderoso e muito bem escrito, e uma realização firme e inteligente. Eastwood sabe-la toda. E, por isso, a Academia não hesitou em premiar esta obra com quatro estatuetas do tio Oscar.
Mas o que eu mais gostei em «Imperdoável» foi a sua atmosfera, densa, negra e profunda, que dá um tom mais sombrio ao género western, não deixando de respeitar os "parâmetros" estabelecidos para esse género …

Pingo Doce VS Continente - Episódio V: A Vingança das Promoções

E pronto, lá voltou esta terrível, temível e imbecil saga de ficção cientifico-parvoíce, que promete ter muitos mais episódios do que a famosa saga das estrelas do Jorge e do Lucas. Como todos sabemos, no dia 1 de maio, o Pingo Doce decidiu arrasar, colocando uma promoção no ar, que fez com que milhares de portugueses acorressem às lojas desta marca, propriedade da Jerónimo Martins. E, quais feras acabadas de sair da jaula, os "pingo-docenses" dominaram por completo a arte supermercadeira do dia, criando o caos em várias zonas do país devido à terrível promoção. Belmiro de Azevedo e a sua SONAE decidiram competir (mais uma vez) ao seu maior rival, lançando também uma série de promoções para tentar destruir todo o trabalho de publicidade criado pelo Doce do Pingo. E, lá está, essa marca também continua com as suas promoções, com os seus cabazes e as mais persistentes e clássicas "Leve 2 Pague 1", que, há uns poucos anos, a própria marca de supermercados dizia não …

Verdes Anos: A odisseia de um grupo de teatro escolar

Depois de vários meses de intenso trabalho e esforço de todos os elementos do nosso grupo, eis que levámos, na terça e quarta-feira da semana passada, a nossa peça «Verdes Anos» aos palcos da Sala Polivalente do Liceu Rainha Dona Leonor. «Verdes Anos» é uma peça sobre a memória, o conflito entre gerações distintas e o modo como o presente é influenciado pelo passado. É uma peça dividida em três atos, cada um deles contando uma história distinta: no primeiro, um senhor de idade conversa com um rapaz mais novo (interpretado por mim) sobre a adolescência e outras problemáticas, culminando com um momento musical em que também participei (a cantar horrivelmente mal, mas pronto... ao menos as pessoas, como eu cantei com microfone e, por isso, o som da minha voz se confundiu com o som da música, pensaram que eu cantei em playback!), O segundo passa-se numa sala de aula, em que uma professora conversa com cinco alunas do papel da Mulher na sociedade de hoje. Já o último ato é uma autêntica …

Sobre o DN-Escolas

Não passámos à fase final deste concurso... e voltamos ao que aconteceu no ano passado. Havia grupos muito melhores que os selecionados, e que não passaram. E o nosso grupo, que este ano mandou uma reportagem que cumpria todos os parâmetros, nem era a pior... Mas enfim, já foi muito bom termosa conseguido entrevistar o Nuno Markl, e criar toda a dinamização que conseguimos na nossa escola, facto que nos vai valer um prémio especial para os quatro (não sabemos é o que é). E, uma coisa é certa: já foi muito importante o que começámos a fazer. E, mais o teatro e a banda da escola, talvez o Rainha possa ser um espaço mais animado e que aproxime mais quem o "habita" diariamente.

Manhã Submersa

Imagem
OK. Para todos os que pensaram que eu não gostava de cinema português, esta crítica é-lhes dirigida. E porquê? Porque adorei «Manhã Submersa», de Lauro António, adaptação do romance homónimo de Vergílio Ferreira, que faz também ele de ator neste filme, reencarnando o reitor do seminário do universo (muito autobiográfico) que criou para o seu livro, numa atuação, no mínimo, surpreendente.
Mas antes de falar no filme em si, tenho de falar novamente sobre a qualidade do filme. Não da imagem HD ou coisas do género, mas sim, a cópia do filme que foi transferida para o DVD. E que é que eu posso dizer sobre ela? Que é péssima. Mas também o próprio filme em si, pareceu retirado da internet... Irritou-me solenemente estar a ver cenas brilhantes deste filme, e ser de repente incomodado com os grãos a aparecerem constantemente e as falhas da fita. Ou seja, não há restauro de um filme tão importante como este porquê? Para quê lançarem filmes destes se têm uma qualidade "imprópria para consu…

Palombella Rossa

Imagem
Penso que «Palombella Rossa» não é um filme que toda a gente consiga perceber. Eu próprio tive dificuldade em encaixar o sentido de algumas cenas da fita na minha cabecinha, mas no fundo, consegui perceber a história em geral e o significado que Nanni Moretti pretende transmitir com a mesma. Moretti faz quase de si próprio, sendo Michele, um dirigente do Partido Comunista Italiano, e jogador de pólo aquático com já uma longa "carreira" nesse desporto. Entretanto, um acidente de automóvel obrigará Michele a tentar recordar-se dos motivos que o levaram a praticar o pólo aquático e a seguir a ideologia política que defende, enquanto decorre um jogo decisivo para a sua equipa, em que vai encontrar diversas (e caricatas) personagens: um teólogo, um jovem católico, um sindicalista, uma jornalista e dois indivíduos bizarros que estão sempre a tentar oferecer-lhe tartes. «Palombella Rossa» é um bom filme de reflexão sobre nós próprios e sobre a maneira como defendemos o que acredi…

Morreu Bernardo Sassetti

Imagem
Tive oportunidade de ver Bernardo Sassetti ao vivo, acompanhado pelo seu colega Mário Laginha, no verão do ano passado. O concerto foi único. E, infelizmente, devido a um infeliz acidente, morreu este grande compositor português hoje, aos 41 anos. Ficam as suas composições para a História, como é o caso desta, intitulada «Noite». RIP

Um Rei em Nova Iorque

Imagem
Em 1952, devido a (falsas) suspeitas de estar ligado ao partido comunista americano, em plena época de fanatismo como foi a da "caça às bruxas", o génio da comédia Charlie Chaplin é obrigado a fugir do país que o deu a conhecer ao mundo, refugiando-se na Europa enquanto o McCarthyismo perdura nos EUA. Em 1957, Chaplin realiza, escreve, interpreta, produz e compõe a música de «Um Rei em Nova Iorque», uma comédia que pretende ser uma sátira ao modo de vida e à cultura dos americanos, através de história de um rei fictício, Shadov, que exila-se nos EUA para sobreviver à tirania vivida no seu país. E é nos states que Shadov conhecerá as manias americanas, a publicidade excessiva que inunda tudo quanto é sítio, e o fanatismo deste povo em certos aspetos, que infelizmente permanecem hoje em dia, mas de uma forma diferente. Shadov vai-se ver sem dinheiro (pois o seu tesoureiro fugiu e levou-lhe a massa toda), mas a sua repentina popularidade (devido a um programa de apanhados em …

A Rosa Púrpura do Cairo

Imagem
O 18.º filme que vi de Woody Allen é simplesmente mágico. E deve ser dos mais originais e cativantes filmes do realizador. Quem nunca imaginou que, quando vemos um filme, é como se os atores estivessem a representar só para nós? Foi essa ideia que Allen pretendeu transmitir com este filme, e como, muitas vezes, a personagem e o ator que interpreta, não são tão parecidos como imaginamos. Nesta fita, que é das mais aclamadas do realizador, a personagem de Mia Farrow é uma viciada em filmes e ficou fascinada pela última estreia no cinema do bairro: «A Rosa Púrpura do Cairo». E, quando foi ver o filme pela quinta vez, uma das personagens decidiu sair do ecrã para a ir conhecer. Surreal, não é? Nada de mais para Woody Allen, que sabe concretizar as ideias mais absurdas com uma perna às costas.
Entretanto, a rebeldia da personagem do filme causa uma grande polémica e a desordem total no mundo do cinema, e então, o estúdio responsável pela «Rosa Púrpura do Cairo», decide enviar para lá o a…

Scarface - A Força do Poder

Imagem
É impossível acrescentar algo de novo a tudo o que já foi dito e escrito sobre «Scarface - A Força de Poder», o filme de Brian de Palma adaptado do original de Howard Hawks. O que posso apenas dizer é que me posso juntar à (enorme) legião de fãs que idolatram este filme, e mais precisamente, a personagem principal, o traficante Tony Montana.
Achei muito curioso todo o culto à volta do filme. Os extras do DVD, que são muito interessantes, deram-me a entender a enorme influência que «Scarface» tiveram na cultura popular americana (e não só). E isto só alguns filmes são capazes de fazer: serem tâo bons que começam a fazer parte da sua própria cultura. Tal como acontece com «O Padrinho».
A história centra-se numa América de princípios dos anos 80, onde conhecemos Tony Montana, um dos muitos presos cubanos que foram "enviados" para os states, a ordens de Fidel Castro. E, depois, tudo o que se segue é, nada mais, nada menos, que a ascensão de Tony no mundo da droga, tornando-se …

Cartas de Iwo Jima

Imagem
«Cartas de Iwo Jima» é o filme que complementa as duas visões do terrível conflito que, durante a Segunda Guerra Mundial, teve lugar na ilha de Iwo Jima. Depois da perspetiva da fação americana do combate, é aqui mostrada, neste filme, a versão japonesa dos acontecimentos. Partindo de escritos reais do general Kuribayashi, Clint Eastwood e a sua equipa reconstituem, da forma mais fiel possível à realidade (mais uma vez), os dramas e as peripécias que os combatentes japoneses tiveram que passar durante o conflito. E se o primeiro filme, «As Bandeiras dos Nossos Pais», já tinha sido um filme bastante bom, este tornou-se excelente, por ser ainda mais profundo e por analisar melhor o que se passou na ilha de Iwo Jima. Praticamente quase todo falado em japonês, este filme é uma lição de História, uma lição de Cinema, e também uma lição para o Mundo, pois o objetivo de todo o filme será que todos aqueles procedimentos de guerra não passem deste filme e que não voltem a tornar-se realidade.…