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A mostrar mensagens de Abril, 2012

Há mais vida no Parque

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O título deste post foi transcrito do slogan da edição deste ano da Feira do Livro de Lisboa, que já decorre há 82 anos e que eu ontem tive oportunidade de visitar. Apesar do péssimo tempo, foi curioso como a Feira continuou cheia de gente e de animação. Estavam, como é habitual, diversos autores, e eu, pela primeira vez em dois ou três anos, trouxe uns livrinhos para casa. Encontrei uma enorme biografia sobre Hergé, a cinco euros (e pensar que há uns tempos a vi a 30!), que decidi logo adquirir, e também dois livros a um euro, daqueles que sairam em coleções de jornal. E digo-vos, vale bem a pena visitar a feira. Vi lá muitas promoções jeitosas, e penso lá voltar outra vez! Bom domingo!

The Departed - Entre Inimigos

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Eis outro daqueles filmes que só teria esta intensidade, este ambiente e esta "arte" com um único realizador. Neste caso, é o Mestre Martin Scorsese. Vejo este segundo remake (este, do filme asiático «Infernal Affairs») da carreira do realizador como um terceiro filme da saga «Goodfellas», sendo o segundo filme desta trilogia «Casino». E, em parte, até faz algum sentido, porque a linguagem, o tema dos filmes (a máfia) e a profundidade como se aborda o mesmo, com aquele tom sarcástico, irónico e realista, é igual. Mas «The Departed» chega a ser diferente dos outros dois por um fator: tem uma história concisa (aliás, foi esta a razão dada pelo próprio realizador pelo facto de ter ganho o Oscar com este filme). Este thriller, com uma pitada de humor (muito) negro, trata da história de dois indivíduos: um, agente da polícia infiltrado na máfia, e o outro, um mafioso infiltrado na polícia que investiga a organização em que está metido. Este filme de duas horas e meia aborda com …

Flags of Our Fathers - As Bandeiras dos Nossos Pais

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Cada vez gosto mais de Clint Eastwood, tanto o ator como o realizador. Mas penso que o que é mais importante em todo o seu trabalho são os (magníficos) filmes que dirige só por detrás das câmaras (na maior parte das vezes).
«Flags of our fathers - As bandeiras dos nossos Pais» é um desses filmes que só um particular realizador poderia executar, pois que, se caisse em outras mãos, seria completamente diferente. Este filme é um retrato do tempo da II Guerra Mundial, focando em particular três sobreviventes do conflito em Iwo Jima, que rapidamente se tornaram famosos por causa de uma fotografia que lhes foi tirada a hastearem uma bandeira dos EUA, no solo da ilha japonesa. A propaganda da imagem trará uma imagem de vitória e esperança aos EUA, e as fortes aderências da mesma junto do público serão maiores do que se poderia imaginar. Contudo, e como já é habitual, a história verdadeira da fotografia não é esta. E os três sobreviventes terão de suportar a (passageira) popularidade, aprove…

Os Coristas

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«Os Coristas» é outro dos (muitos) filmes europeus que fazem História em todo o Globo. Mas, além disso, este filme marcou uma década, e também a minha geração. Não conheço muita gente da minha idade que não tenha visto esta fita, e mais do que isso, das que viram, todas elas adoraram-no e idolatram-no ainda hoje. É um filme que toca a qualquer pessoa que o vê. Ninguém pode dizer que está perante um filme terrível, pois não é verdade. Pode dizer o que quiser, mas, pelo menos, tem de se ficar satisfeito com o visionamento desta obra cinematográfica francesa.
«Os Coristas» é muito mais do que um filme musical equivalente a um CD, com as faixas todas seguidas em playlist, sem qualquer sentido. Apesar de ser a música que está no centro de toda a ação do filme, ela não se sobrepõe a tudo o resto, o que resulta numa química entre uma magnífica direção de atores (sobretudo dos pequenos) e a história do ex-professor de música que vai trabalhar para um "reformatório" (com um nome bem…

Maridos e Mulheres

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Woody Allen regressa a um registo mais dramático neste seu filme «Maridos e Mulheres», a décima sétima fita que visionei do autor norte-americano. Neste filme, Allen volta a pegar no tema das relações humanas, pela milésima vez, é certo, mas, de novo, de uma forma original e surpreendente. Em «Maridos e Mulheres», são dados a conhecer ao espetador dois casais, e sabemos logo no princípio do filme que um desses casais conta ao outro casal que se irá divorciar. Depois disto, poderemos ver que as personagens de Mia Farrow e Woody Allen (o outro casal) irão questionar-se elas mesmas se o seu casamento ainda fará sentido (o que pode ser visto como algo interessante, se tivermos em conta que, quando este filme saiu, a relação amorosa entre Allen e Farrow já tinha acabado, devido àquela "polémica" que todos nós conhecemos). E, a partir desta história, Woody Allen (que é aqui, mais uma vez, realizador, argumentista e ator do seu próprio filme) explora o valor do casamento e das rel…

A Abelha na Chuva... em Livro

Para Literatura, tinha de ler o livro «Uma Abelha na Chuva», de Carlos de Oliveira. Sim, já tinha visto o filme homónimo, e como poderão ler numa das minhas mais recentes críticas, mais preferia não o ter visto... Tinha-me esquecido completamente de ler o livro e na noite de domingo peguei nele e li-o quase todo à noite. Conclui a leitura na manhã do dia seguinte. E gostei muito do livro. O filme não pega nada do sentido da obra literária, e até podia ter feito de outra maneira a história, mas nem mesmo assim conseguiu captar o interesse do livro, que se lê de uma assentada. Como já devem ter reparado, eu não consigo fazer críticas tão (pouco) interessantes sobre livros como as que são sobre filmes... Mas fica aqui a minha sugestão para lerem este livro. Uma leitura rápida e que vale bem a pena!
Nota: * * * * 1/2

The Fighter - Último Round

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Não sou um particular fã de boxe, nem de qualquer outro desporto que envolva tareia entre os seus participantes. Mas, quando vejo filmes sobre esta modalidade, até costumo ficar surpreendido pela grande qualidade dos mesmos, apesar de girarem à volta de um desporto que pouco diz à minha pessoa. «The Fighter - Último Round» foi o mais recente desses casos. Uma história dramática, envolvendo dois irmãos: um, Dicky, antigo pugilista de sucesso que se deixou cair agarrado ao vício da droga e por ter deixado escapar as oportunidades (interpretado por Christian Bale, cujo Oscar foi bem merecido), e o outro, Micky (interpretado por Mark Wahlberg), iniciado na modalidade, que pretende chegar mais longe, com a ajuda de Dicky. Contudo, Micky, a dada altura, começa a sentir que os "apoios" do irmão e o management da Mãe não o estão a ajudar muito a subir na carreira, o que o leva a abrir uma rutura com a própria família, apoiado pela namorada, arranjando um novo manager e um novo trei…

O regresso - Brevik e o Início do Quarto Reich

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OK, antes de mais nada, não fiquem assustados com o meu post. Não estou a fazer nenhuma previsão apocalíptica, nem muito menos a revelar uma notícia que a imprensa decidiu não divulgar. Estou apenas a fazer (mais) um trocadilho entre o famoso filme sobre as últimas horas da vida de Hitler com Bruno Ganz, comparando-o com o atual estado do genocida mais "famoso" da atualidade. Pelas piores razões, está claro.
Até pensei em retornar à minha (pouco) famosa rubrica das Pessoas Irritantes e incluir este "personagem" na minha sagrada lista, mas penso que tenho tanto para dizer sobre ela que, por agora, enquanto o assunto é fresco, mais vale deixar escrito um post inteiro sobre este psicopata fanático. Só mais tarde, quando o assunto "arrefecer", poderei colocá-lo junto a pessoas como Adolf Hitler e Benito Mussolini, ou então, crio outra lista e ponho até logo estes três nela, e que se irá intitular Pessoas Odiáveis Que Afinal Nem Mereciam Ser Designadas Pelo M…

One Day On Earth

No dia 10 de Outubro de 2010, milhares de pessoas de todos os cantos do planeta enviaram vídeos seus para a grande iniciativa «One Day On Earth». O objetivo da iniciativa seria, além de promover diversas ações ecológicas e de desenvolvimento sustentável dos países envolvidos, fazer um filme mostrando um dia no planeta Terra, através da colaboração de qualquer indivíduo.

E dois anos e meio depois, e com mais de três mil horas de vídeo recebidas em 10/10/10, estreou, no passado domingo, em todo o Mundo, o documentário resultante de todo esse trabalho (Portugal aparece durante 2-3 segundos).
Eu, por acaso, estive na Livraria Barata da Avenida de Roma, e lá foi o ponto do país onde o documentário foi cá exibido. E tenho de vos dizer que gostei muito. Gostei principalmente da forma que os realizadores do filme nos dão a entender que, em apenas 24 horas, muita coisa pode acontecer. E é verdade. Seguimos várias histórias reais, vemos bonitas paisagens, tomamos contacto com ambientes diferent…

Amigos Improváveis

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Por vezes surge um filme europeu que se torna objeto de um culto incrível pelos quatro cantos do mundo. Casos como «O fabuloso destino de Amèlie», «A Melhor Juventude» e o mais recente «Bem-vindo ao Norte» são provas disso, que fazem muitas pessoas soltar a célebre frase (apesar de revelar ser de um teor um pouco ignorante) "Ah, gostei do filme, apesar de ser europeu". Em 2012, o sucesso mundial foi para o filme francês «Intouchables», que tive, há pouco, o grande prazer de ver numa sala de cinema. O que mais me surpreende é como o filme tem sido unanimemente aceite pelas pessoas da minha geração, e a forma como todas elas acarinharam o filme é digno de nota. É fantástico, digo-vos, como certos filmes podem unir gerações. Este é um deles. Só não gosta de «Intouchables» quem não quer. Desculpem, que uma pessoa não goste tanto do filme como eu gostei, até percebo. Mas... há assim alguma razão para se achar o filme péssimo? Eu penso que temos aqui uma obra inigualável. Fez-me…

Match Point

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«Match Point» foi o filme que voltou a pôr Woody Allen nas luzes (sérias) da ribalta. Apesar de ter feito, anteriormente, uma série de filmes que muita gente criticou, mas que eu gostei, é com «Match Point» que o autor dá a entender que passou por uma altura em que usou a sua criatividade ao máximo, caso também reparável em obras anteriores como «Hannah e as suas irmãs» e «Crimes e escapadelas». A ver este filme tinha sérias dúvidas de que estaria a ver uma obra assinada por Woody Allen, pois neste filme, o comediante vai muito além do que é já habitual no seu estilo. Não há aqui nenhuma personagem neurótica, nem tão pouco se fala das peculiaridades da vida humana. Ambientada no meio aristocrático e "snob" de uma família muito british, o espetador segue, em «Match Point», a personagem de Jonathan Rhys-Meyers, que se mostra tão estranha como é o próprio ator, que se apaixona pela irmã de um dos seus alunos de ténis, mas que depois irá ter uma paixoneta com a namorada do mes…

(mais) um apelo

Começou hoje a fase de votações do DNEscolas!!! E precisamos de toda a ajuda que conseguirmos ter para ver se ganhamos uma boa percentagem de votos para passarmos à fase seguinte, e também para ganhar bilhetes para o rock in rio.
Poderiam fazer um pequeno favor e ajudar-nos nesta fase?
Para isso, o que vos queria pedir era que fossem a este site: http://dnescolas.dn.pt/index.php?a=reportagem1011&action=recebidos, escolhessem o trabalho do grupo «os suspeitos do costume», e votassem no mesmo. Atenção: podem votar as vezes que quiserem! Quantas mais vezes votarem, mais nós vos agradecemos. As votações decorrem até ao dia 26 de Abril, mas por favor, isto não custa nada, não dura mais que vinte segundos!!! Desde já obrigado pela vossa atenção!

(e já agora, se divulgarem esta votação aos vossos amigos, familiares animais de estimação... nós agradecemos!)

Construção

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Estive fora estes dias, numa visita de estudo. Sobre ela, nada de importante a dizer. A não ser que o meu talento para o karaoke de êxitos pimba foi finalmente revelado na noite da passada sexta-feira. Da minha boca puderam ouvir-se palavras como «Chama o António» e «És tão boa». Parece inacreditável, mas é verdade. E eu não estava bêbado, como muitos pensaram na altura!

De regresso a Lisboa, decidi investigar Chico Buarque. Acho que, quando se anda a descobrir ao pormenor um artista musical, estamos perante uma investigação como nenhuma outra igual. E não me tenho desiludido. Este artista carioca está, cada vez mais, a tornar-se parte dos meus preferidos. E diz que vem cá a Portugal em Setembro!

Esta música, «Construção», é fantástica. Já a ouvi cinco vezes, de seguida. Vou agora para a sexta. E talvez chegue à décima hoje. Isto é obra prima! Convido-vos a escutar! Isto é música de intervenção a sério. Audível mais do que uma vez na vida. Recomendo!

«Uma Abelha na Chuva»: Como fazer um mau filme

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Antes de começar a falar da minha opinião sobre esta adaptação homónima do livro «Uma Abelha na Chuva», de Carlos de Oliveira, gostaria apenas de apontar duas coisas: primeiro, não sou contra o cinema português, muito pelo contrário. E segundo: espero que a minha mísera crítica não ofenda suscetibilidades. E é tudo, posso começar:
Este filme, realizado por Fernando Lopes, foi simplesmente... uma perda de tempo, e, até agora, o pior filme que vi este ano. Aliás, foi o único filme que, até ao presente dia, eu dei uma classificação abaixo de quatro estrelas. Para mim, «Uma Abelha na Chuva» foi uma péssima experiência de cinema. O filme é mau em muitos aspetos: argumento, realização, atores, montagem... ou seja, tudo o que um filme mais necessita para ser bom. Apenas a música do mesmo conseguiu salvar o filme de ser pior ainda.
Para mim, este tipo de filme não é Cinema. Não gosto, e desculpem-me, de um filme que apenas meia dúzia de pessoas consegue perceber (ou porque estudou mais Cinema…

Só no Norte!

Outra notícia que surpreende, que vi há pouco também na SIC: Um grupo de jovens de Paços de Ferreira decidiu construir uma casa na árvore!
Vejam o empreendedorismo da malta jovem nortenha, teenagers de Lisboa: só rapazes com a genica do Norte é que seriam capazes de trabalharem arduamente para construirem uma casa na árvore, de três andares e muito bem feita! É melhor aprenderem, alfacinhas...
Exemplos destes não há muitos!
:)
(sim, pus um smile num post. Não volta a acontecer, desculpem)

Esplendor na estação de serviço: um apontamento sobre os altos e baixos da indústria petroleira

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A cada dia, hora, minuto que passa, e que eu vejo, ouço ou leio as mais recentes notícias sobre os novos aumentos (ou as novas descidas) do preço do "gasoil", fico cada vez mais convicto da minha opinião (que muitas pessoas já me disseram que, com o tempo, irá mudar) de que não necessitarei de ter um carro para viver. Antes de mais nada, adquirir um veículo automóvel é uma carga de trabalhos, e eu, também, não sinto aquela vontade que muita gente da minha idade tem de querer entrar num carro e poder mexer nas mudanças, no acelerador e no travão, e claro, no volante. Não sei, não me sinto muito à vontade de estar "dependente" desse meio de transporte de quatro rodas. É o "gasoil", são as portagens (principalmente as scuts, que também me parece que não estão a passar bons dias), é a revisão do carro, os problemas que pode ter (ainda outro dia, íamos sair de casa, e tumbas! Um pneu furado. Tivemos, claro, de ir à oficina... e cem euros foram deixados na caix…

To Rome With Love - Trailer

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Eis o trailer de «To Rome with Love», a mais recente comédia de Woody Allen, que tem, desta vez, a cidade de Roma como pano de fundo e que contém também um elenco repleto de estrelas (incluindo esse indivíduo - que me parece que já não aparecia nos ecrãs há algum tempo - que dá pelo nome de Roberto Benigni). Espero que seja mais um grande filme... à Woody Allen.

Hollywood Ending

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«Hollywood Ending» é mais uma grande sátira de Woody Allen, que eu não consigo compreender bem o motivo pelo qual não foi muito bem recebida. OK, talvez a maioria das pessoas não o ache um filme muito bom, como eu achei, mas caramba, mau não me parece ser. Woody Allen volta a interpretar o seu papel semi-autobiográfico, repleto de neuroses e manias muito próprios (sim, é a mesma personagem pela 48327439.ª vez, mas continua a ter graça). Neste filme, o realizador-autor-ator é um realizador americano que está na pior fase da sua carreira, arranjando apenas trabalho a realizar anúncios publicitários nos "confins do mundo", até que a sua ex-mulher fala com o seu novo namorado, proprietário da Galaxie Productions, uma grande produtora de cinema (fictícia, está claro), e convence-o que Allen é o realizador indicado para a feitura do próximo projeto da produtora, com um orçamento de 60 milhões de dólares, de nome «A Cidade Que Nunca Dorme». Contudo, um pequeno contratempo irá fazer…

Um dia de cão

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Sydney Lumet é um realizador que cada vez mais aprecio. Simplesmente adorei os dois outros filmes realizados por este senhor («Serpico» e mais recentemente «Network»). Gosto da forma como conta uma história. Sabe como, através de algum ângulo de câmara, de algum truque de montagem, pode dar mais intensidade a uma cena, alterando consideravelmente a mesma e tornando-a única, inesquecível e inimitável.
Já tinha comprovado isto nas duas outras fitas que já tinha visto de Lumet, mas «Dog Day Afternoon» foi a confirmação que eu esperava. Lumet volta a fazer parceria com Al Pacino depois de «Serpico». E, se nesse filme, Pacino interpretou (brilhantemente) um polícia incorruptível americano, desta vez o lendário ator dá corpo a um homem que, juntamente com o seu parceiro, interpretado por John Cazale (e um terceiro sujeito que, covardemente, desistiu do que estava planeado), decidiu assaltar um banco. O motivo? Esse não conto, pois já seria um spoiler demasiado grande para o caso de algum de …

Obrigado por fumar (?)

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O texto abaixo transcrito é de minha autoria e foi publicado, há coisa de hora e meia, no meu facebook. Escrevi um texto pequeno, mas serve de protesto da minha pessoa depois de ter tido uma conversa com uma amiga, em que pude saber que ela tinha voltado aos hábitos tabágicos, embora que, segundo ela, são menos frequentes ("são só um ou dois cigarros por dia") . Já que gosta tudo de se manifestar, ora, porque não eu também? Depois de ter feito uma ou outra alteraçãozinha no texto (correção de erros de frase ou o acrescento de uma ou outra expressão) eis então o texto. E ainda quero descborir como é que ainda não perdi amigos no facebook depois desta "afronta" minha. Até recebi três "laikes" no post. E eu sei que mais pessoas devem ter lido, mas claro... não vão dizer que gostaram do que leram se... enfim, aqui vai o texto:

Não gosto nada de ficar a saber que esta ou aquela pessoa, que tinha dito que nunca mais iria pôr um cigarro na boca em toda a sua vida…

Whatever Works

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Depois de ver este filme, fiquei com uma certeza: que, dos poucos filmes de Woody Allen que, até agora, tive a oportunidade de ver, em que o mesmo não atua (mas mantém os cargos de realizador e autor), como «Balas sobre a Broadway» e «Meia Noite em Paris», o melhor "subtituto" da personagem que, habitualmente, é interpretada por ele próprio (e que é, na maior parte das vezes, uma personagem autobiográfica), foi, certamente, Larry David, protagonista deste filme «Tudo Pode Dar Certo». Neste filme, Woody Allen explora, mais uma vez temáticas como a religião, o amor e o significado da existência. Mas, claro, consegue, apesar de reutilizar temas que já foram alvo de muitos dos seus anteriores filmes, voltar a ser original, inovador e inconfundível, no seu próprio estilo "woodyallenesco". Foi impossível, para mim, ver o filme e não parar de associar Larry David a Woody Allen. É por isso que eu considero o melhor Woody, quando este só está presente nos bastidores e não n…

Segredos e Mentiras

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Apontado pela sua sinopse como um drama sobre a adopção e os problemas a si envolventes, «Segredos e Mentiras» é um excelente filme que consegue ser muito mais abrangente, não se restringindo apenas a esse tema e contendo muito mais do que possa aparentar à primeira vista. Os sucessivos episódios que decorrem na família britânica que Mike Leigh nos apresenta ao longo da sua fita (escrita e realizada pelo próprio) ilustram muito bem a realidade, tornando-a quase palpável nos momentos em que o espetador sente as emoções e as angústias das várias personagens e fazendo-nos pensar como muitas das situações apresentadas têm, para nós, uma certa familiaridade.
É preciso também destacar que, apesar do realizador Mike Leigh ter escrito um argumento de base para o filme, este funciona muito à base das muitas interpretações improvisadas dos atores, o que lhes dá ainda mais autenticidade e nos faz interligar mais com toda a história do filme. «Segredos e Mentiras» é uma história dramática (com um …

The Nightmare Before Christmas

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Eu adoro, tanto como muitas pessoas da minha geração, das ideias malucas, desvairadas e originais desse senhor chamado Tim Burton. É claro que uma infância passada a ver filmes de monstros e a brincar no cemitério ao pé de casa só poderiam dar origem a criações como Jack Skellington, o herói de Halloweentown que, com o passar dos anos, se tornou um clássico natalício com uma popularidade semelhante ao Grinch e aos especiais dos Peanuts dedicados à quadra.
«The Nightmare Before Christmas» é uma fantasia musical que faz rir, apesar do aspeto aterrorizador de grande parte dos cidadãos de Halloweentown, onde se incluem, além de Jack, outras famosas criaturas que só o seu aparecimento faz tremer as crianças e leva-as a esconderem-se o mais que podem debaixo dos cobertores. Com uma excelente banda sonora e canções originais de Danny Elfman, este filme, que alcançou o feito de ter sido a primeira longa metragem totalmente feita em stop-motion (uma técnica de animação que muito aprecio nos esp…