terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os Suspeitos do Costume... e Nuno Markl!



Hoje foi o dia. O dia em que o grupo «Os Suspeitos do Costume», do qual eu faço parte mais a Daniela Melo, o Eduardo Albuquerque e o Miguel Catana, entrevistámos, para o concurso do DNEscolas, esta ilustre figura da nossa comédia: Nuno Markl.

E foi uma experiência terrificamente enriquecedora e profundamente inesquecível para nós quatro. Tivemos uma audiência inacreditável (se na edição do ano passado havia menos lugares em sala e tivemos dificuldade em enchê-la, hoje, com 182 lugares sentados, estavam na sala mais de 220 pessoas!), um sistema de som excelente que nos auxiliou muito na entrevista, e claro, um convidado simpático e disposto a responder às perguntas destes quatro pirralhos.

O que mais me espantou foi o feedback tão positivo que tivemos do evento. Todas as pessoas elogiaram as perguntas que fizemos (inclusive o próprio Nuno Markl, que falou disso no seu facebook), mas o que foi muito mais falado foi o texto inicial - a nota biográfica do convidado, que não fizemos questão de que fosse uma nota biográfica... é uma coisa parva com alguns detalhes sobre a vida do Markl, mas as pessoas gostaram. Ah, e o Nuno ainda se lembrou de mim, da tertúlia da Bertrand, há quase um ano - o que me emocionou, lembrar-se de um traste tão grande como eu...

Tivemos tempo para fazer vinte perguntas ao caro Nuno Markl, em que abordámos principalmente duas áreas de que o nosso convidado é muito apreciador: Humor e Cinema. E acho que, na minha opinião, correu muito bem, muito melhor do que nós estávamos à espera. O Nuno Markl fartou-se de elogiar-nos, ao nosso trabalho, às nossas perguntas, à nossa comunicação com ele e com o público.... foi inesquecível, mesmo, não há mais palavras.

E, por fim, como recordação para o Markl daquele dia, oferecemos-lhe a minha folha, com perguntas de um lado e o texto biográfico do outro, assinada pelos quatro.

Acho que foi uma experiência muito boa, irrepetível e fascinante. E agora, é questão de que a Escola Secundária Rainha Dona Leonor consiga continuar a ter mais eventos deste género, a ver se se anima mais este estabelecimento de ensino, que bem precisa.

Agora, vamos é tratar de passar para a próxima fase do concurso, com todo o (excelente) material que retirámos deste dia espetacular.

Um bem-haja ao grande Nuno Markl! Até qualquer dia!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Os homens loucos estão de volta

É bom saber que uma das poucas séries que eu tenho paciência para acompanhar está de volta para mais uma temporada. «Mad Men» é das poucas séries que conseguiu aumentar a sua qualidade de ano para ano. Vamos a ver o que é que esta nova fornada de episódios vai trazer de novo à vida de Don Draper. E sim, há muitos bons dramas televisivos, e muitos deles não tive ainda oportunidade de experimentar, mas mesmo assim digo que esta é das melhores séries do século XXI. Arrisco-me a dizer isso. E os Emmy são justos: desde há quatro anos que é a melhor série. Vale a pena ver «Mad Men». Não sei quando é que esta quinta temporada chega a Portugal, mas estou curioso para ver. Vai ser boa, de certeza.

Lá vem o Tio Óscar entregar mais uma fornada de prémios

Mais uma gala de Oscares, hoje à noite. Nem sei como há pessoas que perdem quatro horas da sua vida a ver aquele "espetáculo" quando podem ter todo o resumo nas notícias do dia seguinte. OK, vale pelos momentos de humor do Billy Crystal (o veterano dos Oscares que este ano regressa!), mas para isso, vou ver no Youtube amanhã! E espero que seja assim tão bom como nas suas últimas prestações, e que pelo amor de Deus, não chegue ao nível de mediocridade da horrível dupla de 2011, Anne Hathaway e James Franco. Pois, um deles não era suficiente para fazer tanta porcaria, por isso, juntaram os dois. Como eu costumo dizer: se uma celebridade tosca incomoda muito a minha cabecinha, duas celebridades toscas incomodam muito mais.

Se há uma coisa que odeio nos Oscares é ver grande parte daquelas personalidades a serem hipócritas e falsas e muitos dos prémios serem entregues a pessoas que não fizeram um filme bom, mas um filme que convém que a Academia o ache excelente. Ah, e claro, também me chateia o facto daquilo parecer mais um festival de moda do que de cinema.

Este ano até que há uma lista interessante de nomeados, exceto o inexplicável «Extremely Loud and Incredibly Closed» e o feel-good movie que é «As serviçais». E onde andam «Nos idos de março», que foi um dos melhores filmes que vi em 2011, e, na animação, «As aventuras de Tintin», que, acredito, consegue ser bem melhor que «O Panda do Kung-Fu 2» ou «O Gato das Botas»? Ao menos era bom que o Oscar fosse entregue a um dos outros filmes de animação, europeus e muito melhores que os dois americanos nomeados. Mas, talvez, a Academia vai favorecer o patriotismo. Era bom que assim não fosse. Mais vai ser, de certeza.

Não vi «Os Descendentes», «O Artista» e «A Invenção de Hugo», mas parecem-me ser bons. Agora o que eu punha como nomeados também era «J. Edgar», que me parece também ser uma boa fita, assim como «Drive». E dos que vi, «A árvore da vida» é compreensível que esteja nomeado (é para agradar os fãs de Terrence Malick, embora saibam que é pouco provável que ganhe), e «Moneyball» é outro grande candidato. Mas punha também «Nos idos de março». Esse filme merecia a nomeação. «Cavalo de Guerra» também ainda não tive oportunidade de ver, mas parece-me ser bom. E «Meia noite em Paris» também era mais do que justo que fosse nomeado!

Mas gostava de ver Scorsese a sair triunfante da cerimónia. Este senhor já fez muito pelo cinema e muitas das suas obras primas não foram reconhecidas pela Academia - o que é pena. Mas talvez este filme «A Invenção de Hugo» é excelente, pelo que tenho ouvido dizer. Mas vamos a ver se ganha.

Amanhã de manhã, vejo no telejornal os resultados. Acham que vou ficar acordado até às quatro da manhã a ver pessoas idiotas que mal sabem ler o teleponto a darem prémios e a fazerem estupidezes combinadas? Poupem-me.

Para isso prefiro dormir. Ao menos, aproveito o meu tempo para sonhar calarem o pio à Merryl Streep um minuto depois dela ter começado a falar (ou seja, o que fazem a toda a gente menos a pessoas como ela - excelente atriz, mas enfim), ou ver o Dustin Hoffman e o resto da pandilha dos atores mais ou menos sérios que há por lá a enlouquecerem todos e a incendiarem o Kodak Theatre. Era giro que isso acontecesse.

Mas pronto, é algo que não acontecerá. O que é pena. É mais provável que, no futuro, a 481.ª sequela de «Transformers» ganhe o Oscar de Melhor Filme do que essa outra tragédia se suceder.

Isso é que era um verdadeiro pesadelo.

Fim do Mundo, Lda.

Ah, o fim do Mundo. Esse mito que se tornou numa máquina imparável de fazer dinheiro. Já ouvimos a palavra Apocalipse ou outro sinónimo em livros, revistas, filmes, programas de televisão, e um dia, quem sabe, guloseimas. Chupa-chupas com a forma de um mundo a arder, ou então rebuçados com sabor de frutas que representam bocados do mundo depois dadestruição total deste planeta azul que é a Terra.
E que é um tema que me transtorna um pouco. Não por estar preocupado que seja real ou não, mas porque as pessoas lhe dão demasiada importância.
É certo e sabido que o ser humano adora catástrofes. Basta ver-se o sucesso no box-office que têm filmes como «2012», «O dia depois de amanhã», «Guerra dos Mundos», «O Dia da Independência», enfim, uma série de filmes que fantasiaram, de várias maneiras, como é que o mundo poderia ser exterminado. Gaita, até parece que têm sede de verem o mundo a colapsar de um momento para o outro, antes de eu conseguir dizer "supercalifragilisticexpialialidocious" (Mary Poppins, que memórias... no tempo em que eu ansiava descer o corrimão das escadas como os miúdos do filme faziam, ou quando queria conhecer um limpa-chaminés cantor ou um bando de pinguins a fazerem de mordomos. Felizmente, a minha cabeça, hoje em dia, é muito mais demente do que naquela altura. Por isso, penso noutras coisas mais surreais e idealistas, como ter uma vida como deve de ser. Prossigamos...)!
Enfim, qual é a minha opinião sobre o fim do mundo (e sim, só consegui chegar ao objetivo do post a metade do mesmo, o que mostra a minha grande habilidade na arte do engonhanço. Talvez faça o curso específico desta temática. Ah, não há? Bem, cria-se um)? É muito simples, mas para a explicar, vou ter de gritar (ou seja, gritar, em linguagem "internetesca", é escrever com maiúsculas): EU QUERO LÁ SABER, TÁ BOM? ESTOU-ME NAS TINTAS PARA QUE O MUNDO ACABE HOJE OU DAQUI A CEM ANOS! QUE É QUE AS PESSOAS VÃO FAZER? UUH... CHAMAR O SUPER HOMEM PARA IMPEDIR O APOCALIPSE? AHAHAHAHAH!
Ok, posso voltar a escrever normalmente, já deixei passar a minha ira.
Meu Deus, como eu tinha saudades de escrever um texto assim!
Mas tentanto falar com uma ponta de seriedade - o que é difícil, diga-se - acho que as pessoas querem saber que o mundo acaba para poderem fazer tudo o que quiseram fazer durante a sua existência antes que as suas tripas de desfaçam em bocadinhos nano-mini-micro minúsculos que se irão espalhar por toda a galáxia.
E eu acho que isso não faz sentido, desculpem. É como as pessoas pensarem demais no que é que vem ou não vem a seguir a esta vida. Porque é que não aproveitam esta vida primeiro e depois, lá irão saber a resposta? Porque é que as pessoas se querem prevenir de coisas de que não se podem remediar?
Lembrei-me de falar sobre isto depois de, na rua, na passada sexta-feira, eu e três amigos termos sido abordados por uma senhora testemunha de Jeová. Nada tenho contra as pessoas crentes de Jeová, muito pelo contrário, porque conheço pessoas que o são. Mas a senhora começou a falar no fim do mundo e tudo o mais. E eu a pensar: Para quê, minhas amigas e meus amigos? Para quê a obsessão do fim do mundo? No ponto de vista da senhora, é para nos salvar e não sei quê. Bem, eu sou católico, meus amigos, e chamem-me radical, idiota, o que quiserem, mas os meus Pais e o meio onde eu vivo ensinou-me a ser uma pessoa a olhar para a frente, não esquecendo o que veio detrás, mas sem estar a prever demasiado o que está a seguir. Por isso digo: se morrermos todos no fim de 2012 ou em 2047, que importa? Não se pode evitar isso.
E digo-vos mais: para quê guerras religiosas ou ateístas, como se vê em abundância na televisão, na internet, no meio social, se NINGUÉM tem a verdade absoluta, ou seja, a resposta para todas as dúvidas existenciais de todos os seres humanos e que estes se têm debatido durante séculos e séculos? Para quê estar a apontar quem é salvo ou não, ou quem vai para o Inferno ou não, se ninguém sabe o que vem a seguir e ninguém pode afirmar-se como detentor da Razão?
Eu acredito que há vida depois da morte. Eu acredito que Jesus Cristo existe. Contudo, acredito também que a Bíblia não é a verdade absoluta nem sou a favor de nenhum dos fanatismos que muita gente aponta que são as crenças dos católicos, facto que tento explicar em muitos comentários a vídeos no Youtube. E não são dos católicos que eu reconheço como tal. Pensam que quê? As pessoas são boas para ganhar o céu? Poupem-me. As pessoas são boas porque acham que é o que está correto. E eu, sem me querer estar a gabar, tento ser boa pessoa, sem intenções secundárias por trás dos meus atos. Gosto de ser assim, e é assim que me sinto bem com os outros e os outros se sentem bem comigo.
Por isso, digo, PAREM, a sério! PAREM COM TODO O FANATISMO DO FIM DO MUNDO OU DA MORTE OU DO SENTIDO DA VIDA! Nunca, a sério, NUNCA se irá chegar a lado nenhum, a uma resposta exata! Quem não diz que tudo o que acreditamos estar certo pode ser errado amanhã? E que interessa estarmos com medo que o mundo acabe e com receio de tudo isto terminar?
Eu acho que não vale a pena peocuparem-se com isso, amigos e amigas. Cada um tem a sua teoria, boa. Eu acredito que há vida depois da morte, mas de que vale estar horas e dias e semanas e meses e anos a matutar sobre isso se nunca irei chegar a uma resposta concreta?
Por isso, aproveitem mas é a vida. Ah, e por favor, coisas a fazer antes de morrer? My God... uma amiga minha, ao falar agora mesmo com ela sobre estas temáticas (disse-lhe que ia escrever sobre o fim do mundo - só que agora, ao ler este post, vejo que do fim do mundo fala muito pouco), e ela perguntou-me: "Vais-me dizer que não tens coisas que gostavas de fazer antes de morreres hum?"
E, para terminar este post, a minha resposta:
"Há coisas que gostava de fazer, mas se morrer entretanto, olha, paciência".
Uma boa semana para todos vós!

Este país não é para velhos... e o filme também não!

Adoro os irmãos Coen. O seu estilo, a sua maneira muito própria de contar uma história no grande ecrã, a acertada seleção de atores que costumam fazer nos seus filmes.
«Este País Não É Para Velhos», vencedor de quatro Oscars em 2008, contém os ingredientes a que os Coen já habituaram os seus seguidores. Profundo e negro, cativante e inovador, este filme consegue ter um ambiente de thriller muito semelhante ao primeiro filme (e primeira obra-prima) da dupla de irmãos mais conhecida do cinema da atualidade, «Blood Simple - Sangue por Sangue» (embora este filme consiga ser um pouco mais negro e menos sangrento), e uma estética muito familiar e que os Coen já tinham usado em «Fargo».
Adaptação do livro homónimo do premiado com o Pulitzer Cormac McCarthy, «Este País Não é Para Velhos» é um espanto, e mais uma obra prima a juntar à carreira dos Coen. Por acaso há uns meses tinha começado a ler o livro. Embora a história me tivesse interessado, o estilo de escrita (ou a tradução) fizeram-me afastar do mesmo, mas é curioso que, ao ver o filme, via as coisas como as tinha imaginado das oitenta páginas que li do livro: o ambiente sombrio, o misterioso assassino interpretado magnificamente por Javier Bardem, enfim... acertou mesmo em cheio na minha interpretação do pouco que li do livro, o que também achei particularmente interessante no filme.
«Este País Não é Para Velhos» é por isso, um filme a ver para quem gosta dos Coen como eu, ou para quem simplesmente gostou de «Blood Simple» e «Fargo». Uma fita que é um espanto para os sentidos, e uma das poucas que posso considerar que mereceu ganhar o Oscar.

Nota: * * * * *

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Chaplin: a vida do cineasta contada... em filme


Já disse várias vezes mas volto a repetir: sempre que penso no conceito de "cinema", o primeiro nome que me vem à mente é o do Grande Charlie Chaplin. É o meu grande ídolo, e há muito tempo que esperava ver esta adaptação cinematográfica da sua vida. Vi-a ontem, e posso dizer que gostei, sim, ao contrário de muitas críticas negativas que o filme recebeu.
Não é um mau filme, o que acontece é que muitas vezes os críticos não criticam um filme pelo seu conteúdo mas por algum pormenor que não gostaram. Mas há uma coisa que tenho de concordar com muitos críticos: a vida de Chaplin foi muito, muito mais interessante do que o que foi apenas mostrado no filme. Contudo, não é por isso que o filme é uma bodega. Eu gostei, gostei da interpretação de Robert Downey Jr (e da surpreendente atuação de Geraldine Chaplin a fazer da sua própria Avó!) e da realização de Richard Attenborough (embora houvesse uma ou outra cena que, se fosse eu, me escusaria a fazer), gostei da homenagem que foi feita ao Mestre Chaplin com este filme. Não se pretendeu achincalhar a figura do criador do "Little Tramp". Abordou-se mais os escândalos em que Chaplin esteve envolvido do que propriamente os filmes que fez, mas acho que é um bom tributo ao grande artista. Talvez esteja para ser feito um filme melhor, mais elaborado, com mais coisas importantes a reter sobre Charlie Chaplin que neste filme fora postas de lado, mas para já esta fita é boa, e por isso aconselho a sua visualização.

Nota: * * * *


(P.S - Eu sei, eu sei, ando outra vez numa fase de inspiração mais baixa que o habitual. A ver se isto melhora. Mas com testes e, mais importante, uma entrevista a preparar... é difícil)

Voltar à América



Foi uma enorme alegria para mim rever esta obra prima, «Era Uma Vez na América». Adorei tudo o que tinha adorado no primeiro visionamento: o forte marco que a extraordinária banda sonora de Ennio Morricone deixa a quem vê o filme, as excelentes interpretações de Robert de Niro, James Woods e todo o restante elenco, e uma história e realização magníficas. Voltei a sentir aquele arrepio na espinha de que todos estes excelentes elementos provocam em conjunto. «Era Uma Vez na América» é fantástico, e de visualização obrigatória. Pudesse grande parte dos realizadores deixar uma última obra como esta, tudo seria diferente. Mas só alguns conseguem esse feito, e Sergio Leone foi um desses Grandes.

Nota: * * * * *

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Una Sconfinata Giovinezza

Não percebo como é que filmes como este não entraram no circuito comercial português. É que o filme tem tudo o que poderia trazer espetadores e, por isso ainda podia render um bom dinheiro no nosso país. É um filme totalmente comercial, nada de experimentalismos ou cinema de autor, e no entanto, por cá nunca se ouviu falar dele.
Pude vê-lo numa sessão especial gratuita, hoje, no cinema Nimas, incluído numa Mostra de Cinema Italiano Contemporâneo, promovido pelo Instituto Italiano da Cultura. Estas sessões ocorrem de quinze em quinze dias, com seis filmes desconhecidos da distribuição feita por cá, e todos legendados em inglês. Ah, e todos à borliu!
Mas falando do filme em si. Vale a pena? Vale, porque não é um mau filme, e também porque aborda um tema muito interessante. Contudo, também não é uma fita memorável, que ficará para a História do Cinema. Isto é, também depende da sensibilidade de cada um. Acho que este filme é um desses que se engloba no género de "algumas pessoas adorarem, não por o filme ser bom, mas por lhes tocar particularmente".
Dou-vos o meu caso: eu achei o filme mediano, mas já os meus Pais pura e simplesmente adoraram-no. Mas acho que isso se deve muito mais ao tema do filme que à sua qualidade.
E qual é o tema do filme? É a doença de Alzheimer.
Não quero dizer que eu seja uma besta insensível que, por isso, não achou este filme nada de especial. Contudo, já vi filmes muito melhores sobre o tema (caso de «O Filho da Noiva», de Juan José Campanella, que é um filme muito bonito e muito bem feito). Os meus Pais tiveram casos de Alzheimer na família, com os quais conviveram fortemente (eu tive o da minha Avó materna, só que foi quando eu era muito novo ainda - embora tenha memórias desse tempo), e por isso identificaram-se muito com a fita.
Só que eu acho que, na minha opinião de apreciador de cinema, não é assim que se julga um filme. Mas pronto, cada um tem os seus gostos. Eu tendo a avaliar um filme no geral.
A nível de atores, acho que não me posso queixar. Destaco principalmente o casal protagonista do filme: a mulher que trata o marido, doente de Alzheimer. E o que achei mais interessante nesta película foi o lado da perda ou da danificação da memória do marido, quando, a dada altura, começa a confundir a sua infância com a realidade.
A nível de argumento, é médio, assim como de realização. E digo isto porque passa tudo a correr. O final vem assim do nada, e todo o filme é um desenrolar de acontecimentos que não dão muito espaço ao espetador para se interiorizar no filme, pelo menos na minha opinião. Tive a impressão que, durante todo o visionamento de «Una Sconfinata Giovinezza» não estava a ver um filme, mas sim um trailer em formato XL, em que os acontecimentos se sucedem diante da nossa vista sem que, às tantas, saibamos bem o que nos querem mostrar ou o porquê da velocidade de tudo aquilo. Está bem que o filme tem apenas hora e meia, mas não é razão para o filme sair assim. Realizadores como os Coen ou Woody Allen sabem fazer grandes fitas de 90 minutos ou menos, e sem precisarem de grandes meios de produção ou grandes orçamentos. Houve muita coisa que não se aproveitou, o que foi pena, porque os atores estavam excelentes.
Mas pronto, acho que vale a pena ver o filme, mesmo que não seja nada de especial. É um filme que, para muitos, irá ser ótimo pelo lado mais sensível. Mas fica muito aquém de outros filmes que abordam muito melhor e muito mais eficazmente o problema gravíssimo que é ter alguém próximo de nós com Alzheimer.

Nota: * * * 1/2

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Quarto do Filho

Uma história familiar e fortemente emocional é o que o espetador pode encontrar em «O Quarto do Filho» de Nanni Moretti, um drama carregado de uma grande sensibilidade (daquele género de sensibilidade muito peculiar e característico do cinema italiano) e com um toque humano e muito realista.
Nanni Moretti mostra, com «O Quarto do Filho», que sabe tocar a alma das pessoas sem precisar de achincalhar ou de recorrer a manipulações idiotas e mais "hollywoodescas", contando a história de um psicanalista que encara com o triste destino de um dos seus filhos.
A curiosidade da história é a perspetiva pouco habitual da personagem principal. Não por ser uma mente louca ou complexa, mas por se tratar de uma pessoa cuja profissão é ajudar a resolver problemas psicológicos ou emocionais dos seus pacientes.
Destaque também para as grandes interpretações de todo o elenco, especialmente de Nanni Moretti, Laura Morante e Jasmine Trinca (que, dois anos mais tarde, brilharia no épico «A Melhor Juventude»).
Um grande filme que mereceu a Palma de Ouro que lhe foi atribuída. Vale muito a pena.

Nota: * * * * 1/2

Cães de Palha: a violência através da perspetiva de uma câmara

Quando comecei a ver «Straw Dogs - Cães de Palha», o interesse demorou algum tempo a surgir. A primeira meia hora de filme foi mais banal e menos interessante. Mas à medida que a história se ia desenrolando, não conseguia parar o DVD deste filme. A certa altura, o filme tornou-se tão "viciante", tão chocante, tão... diferente, que me colou ao ecrã até ao fim da fita.
«Cães de Palha» surge como uma reflexão sobre a violência no ser humano. O filme, que era polémico na altura e acredito que ainda seja hoje (ao contrário de muitos filmes com já uma certa idade que perderam a sua polémica inicial), porque é um filme que, além de agressivo, atira com tudo à cara de quem o vê, como se nos dissesse algo do género: «Vêde! Vêde como o ser humano pode ser inexplicável e violento quando quer. Vedes que eu tenho razão, hmm?».
Pois é, Sam Peckimpah não está para brincadeiras. É preciso uma quantidade de litros de sange suficiente para encher uma piscina e o máximo de janelas partidas possível para mostrar ao ser humano o quão real este filme é? Então vamos a isso!
Como afirmei, «Cães de Palha» é, ao início, um filme vulgar e menos interessante. Mas caramba, a dada altura até pensava se estava a ver outro filme.
Destaque para a representação brilhante de Dustin Hoffman, no papel de um matemático choninhas que vai viver com a mulher, britânica, para uma casa no país de origem dela. Só que depois, sucedem-se coisas que não são lá muito desejáveis para quem planeia ir para o campo aproveitar a paz e o sossego. Comparado a isto a cidade é p'ra meninos!
Muito recomendado. Não fosse a meia hora inicial e estaríamos perante uma obra prima. Mas vale a pena ver, claro!

Nota: * * * * 1/2

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Como fazer um filme hilariante que causa polémica - mas se formos a ver bem, a polémica está só na cabeça de algumas pessoas...

Não há humor como o que fizeram os Monty Python. E «A Vida de Brian» comprova isso mesmo. Hoje de manhã apeteceu-me rever (pela milionésima vez) esta grande comédia satírica, e assim o fiz. Embora não ache este filme tão bom como o seu antecessor, o do «Cálice Sagrado» (um filme que sei praticamente de cor), acho que «A vida de Brian» foi um filme muito importante no sentido de ter mostrado que tudo era sujeito a ser alvo da comédia, independentemente da polémica que pode causar. E, atenção, eu sou católico, mas adoro os Monty Python, e apesar deste filme não me fazer rir tanto como o anterior, tem excelentes momentos de comédia e que não pretendem ferir as crenças de ninguém.
Eu aprendi a rir-me de tudo, até de mim próprio. E encontro aqui um filme que não critica exatamente o catolicismo, mas mais a religião no geral, o fanatismo e os épicos bíblicos de Hollywood (que nunca me entusiasmaram, confesso). Acho que, nesta nossa vida, que é tão curta, porque é que não nos podemos rir de tudo o que quisermos? Afinal, estamos todos para o mesmo, a morte é inevitável, independentemente do que cada um acredita. Basta aproveitarmos o tempo que temos e olharmos para, como reza a canção deste filme (que sempre que eu a ouço, é capaz de mudar a minha postura de macambúzio deprimido a um indivíduo pateta e alegre), o «bright side of life».
«A vida de Brian» pode não ter cocos a fazerem de cavalos ou coelhos com tendências assassinas, mas tem falsos profetas, dois indivíduos que têm uma fala esquisita (e um deles com um nome pouco usual!) e que são o alvo de chacota de toda a Judeia, a Frente Popular Judaica (e os rivais da Frente Judaica Popular), extraterrestres, e tantas coisas mais!
Não percebo como é que há pessoas que podem ficar ofendidas com um filme como «A Vida de Brian». É divertido, inteligente, repleto de non-sense (mas não tanto como no «Cálice Sagrado» - talvez por isso goste um bocadinho mais desse) e de piadas fenomenais. Qual é o mal?
Para quem quiser rir um bom bocado sem precisar de piadas rascas e de filmes de sábado á tarde, tem uma ótima escolha em «A Vida de Brian»! Um grande clássico da comédia, que felizmente continua a fazer rir hoje.

Nota: * * * * 1/2

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A minha adolescência dava um filme paquistanês

(nada contra o cinema vindo do Paquistão, que eu desconheço totalmente, mas foi só para modificar um pouco o bordão usado pelos Gato Fedorento)


A minha personagem da nova peça do teatro lá da escola tem uma fala que reza assim:


As raparigas são tão complicadas! Por um lado, parece que gostam de nós, depois já não gostam porque apareceu um rapaz mais giro e elas ficam todas loucas por ele. Francamente, não dá para compreender as mulheres...


Eu diria que, se não soubesse que não fui eu que escrevi isto, diria que saiu da minha própria boca. Porque isto reflete como tem sido a minha vivência com raparigas até hoje. E daí eu identificar-me tanto com pessoas que foram uns totós quando tinham a minha idade, tal como o Nuno Markl (embora, admito, eu seja menos cromo que ele na adolescência em certos aspetos).

Mas é isto, a adolescência... raparigas, e também ser-se parvo e gostar de fazer coisas que não correspondem ao que gostamos na realidade.

Ah, não, espera, esse não é o meu caso (felizmente!). Enquanto que muitas pessoas que eu conheço gostam de se encafuar dentro de uma discoteca e beberem até sair vómito pelas suas bocas, eu gosto de aproveitar o meu tempo a fazer coisas que gosto e que me "formam". Ler, escrever, cinema, passear, andar por aí em encontros ou conferências interessantes... ok, dizem que eu sou maluco em certas coisas (o que é verdade, nomeadamente na minha forma de ser), mas gosto de ser assim. Ah, e sou um maluco são, e que às vezes até tem um pingo de razão.

E é isto, a minha adolescência. Mais pessoas na minha idade já viram «Citizen Kane» ou leram «As aventuras de Huckelberry Finn»? Se sim, pelo menos das que eu conheço, são muito poucas. O que é pena. Há tanta gente burra da minha idade hoje em dia, que até faz impressão!

Mas enquanto isso, eu tento dar um bocadinho de inteligência a mim próprio. Fico mais feliz assim que a fumar um cigarro.

And that's it.

Vai um caixa d'óculos que diz que até é famoso lá à escola

É oficial. Este indivíduo, que anima as pessoas nas manhãs da Comercial e a fazer Macacadas Quaisquer no Canal Q, vai lá ao Rainha Dona Leonor, com o objetivo de ser entrevistado por um grupo de (menos) ilustres individuos, entre os quais está inserido este idiota que vos escreve.

O DNEscolas conseguiub aceder ao nosso pedido e no dia 28 de fevereiro lá estaremos para fazer umas perguntinhas ao sôr Nuno Markl. Esperamos que seja uma conversa engraçada (e que, ao contrário da do ano passado, está a ter uma aderência enorme e, logo no dia em que colámos os cartazes, já circulava por toda a escolinha a notícia do evento.

Esperemos que seja uma entrevista boa - estamos a trabalhar para que assim seja - e que, mais tarde, consigamos passar à fase seguinte do concurso - isto é, se não houver problemas como no ano passado. Vamos abordar perguntas sobre humor, alguns aspetos da vida do entrevistado, e quiçá, umna ou outra questão sobre cinema ou música.

No princípio da entrevista temos de ler uma nota biográfica do convidado, tal como tivemos de fazer o ano passado. Mas este ano, a nota biográfica vai ser diferente. Mais... parvinha. É esperar e ver. Iremos, talvez, colocar a entrevista na internet - se tudo correr pelo melhor e a câmara não falhar a meio da entrevista e tivermos que ser forçados a gravar o resto com um telemóvel fraquito (já nos prevenimos este ano. Temos três câmaras!).

Recebemos até a própria confirmação do Nuno Markl - publiquei a fotografia do poster do evento no seu facebook e se, a princípio, ele não sabia de que é que eu estava a falar, ao referir o DNEscolas ele lembrou-se e disse logo que lá estaria.

Por isso, até dia 28, Markl!

E pessoas do Rainha que eventualmente leiam este blog - ou aqui foram parar nem sabem porquê, se calhar às tantas já usam o meu blog como vírus de SPAM - ide à entrevista! Temos um pavilhão com 182 lugares para encher! Apareçam e tragam amigos(do Rainha, claro!), porque vai ser uma hora repleta de galhofa (ou não) e boa disposição (vamos lá a ver)!

Vinde, vinde!

Chinatown

Roman Polanski é um realizador que eu muito admiro, sendo um dos meus preferidos. Gosto da sua maneira muito particular de ver o cinema e de fazer filmes, visão essa que lhe permitiu criar obras primas como «O Pianista», «A semente do Diabo» e «Chinatown». Este último foi o filme que vi no dia de ontem.
Adorei «Chinatown» por não se limitar a ser um filme policial banal como abundam muitos desse género nos EUA. Além de ter uma história excelente e um argumento, da autoria desse veterano chamado Robert Towne, digno do Oscar que recebeu, este filme conta ainda com as magníficas interpretações de Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston, e lá pelo meio, Polanski faz um cameo no seu próprio filme (cameo surpreendente, diga-se!).
«Chinatown» levou Polanski a regressar aos EUA, após de lá ter saído devido ao assassínio da sua mulher Sharon Tate. Mesmo ainda com as mágoas do passado, Polanski (como diz o próprio num extra do DVD) decidiu regressar à pátria do Tio Sam porque achou que a história tinha de ser filmada. E ainda bem que o fez, porque senão, não conheceríamos Mr Gittes e a sua investigação a um estranho caso que envolve planos enganosos envolvendo... água. Pois, invulgar, não?
«Chinatown» é daqueles filmes que se pode designar «feito no momento certo, à hora e no lugar certos». O cinema seria o mesmo sem «Chinatown»? Penso que não. É por isso que recomendo a 100% que se veja este fantástico thriller, em homenagem ao film noir e à América dos anos 30, e que é um dos maiores marcos da carreira de Polanski.

Nota: * * * * *

O Amigo Americano

«O amigo americano», de Wim Wenders, contém, além de boas interpretações por parte de Bruno Ganz e Dennis Hopper, um filme que se baseia no livro «Ripley's Game». Desconhecia esta adaptação da obra, tendo ouvido apenas falar da mais recente, com o John Malkovich (e comparando este filme com o que eu vi, diria que, pelo pouco que vi do mais recente, nada tem a ver com o mais antigo). A película fala-nos de Jonathan, que tem uma doença com desconhecidas hipóteses de sobrevivência. Com essa informação, um líder criminoso aproveita-se de Jonathan e torna-o um assassino a soldo da máfia, auxiliado por Mr Ripley, que deixa para Jonathan os trabalhos que ele não quer fazer.
Se bem que a história tem alguns estereótipos e os próprios atores não façam o seu trabalho da melhor maneira, acho que vale a pena ver «O amigo americano», que entretanto se tornou um filme de culto, com o passar dos anos. Um bom thriller para quem gosta do género.

Nota: * * * *

O Padrinho - Parte II


«O Padrinho - Parte II» mostrou, pela primeira vez, que a sequela de um filme poderia ser tão boa como o seu antecessor, ou até para muitos, melhor.
Este segundo capítulo centra-se mais na personagem de Michael Corleone (Al Pacino numa interpretação indescritível), embora a caminhada de ascensão do novo Don seja intercalada pela história das origens do seu Pai, Vito Corleone (interpretado por um impecável Robert de Niro), onde percebemos a causa de se ter metido no mundo dos negócios obscuros da máfia.
Que há mais para dizer desta extraordinária sequela, inigualável e, na minha opinião, tão boa como o primeiro filme (se escolhesse entre um ou outro, acho que estaria a ser injusto, se bem que ver "o" primeiro filme dá-nos aquela sensação da descoberta da obra-prima. A sequela continua o conceito de alta qualidade do primeiro capítulo, mas falta esse pequeno "gostinho")?
Acho que fico mesmo sem o que dizer. O que é pena, porque sempre que tento escrever sobre filmes tão bons como este fica sempre muito para dizer que só mais tarde é que me irei lembrar.
Só digo é que, se me pedissem para escolher uma sequela, uma única, para recomendar a alguém, seria esta.
Tal como o primeiro filme, a perfeição irradia por todos os seus poros, se bem que goste um bocadinho mais da música deste filme (e principalmente, da música final - que é algo de magistral e super-hiper-épico!). Mas de resto...
... e depois de ver uma sequela destas, uma pessoa ainda pensa: «e ainda tinham de fazer o terceiro?». E pois, claro, depois o Coppola queixa-se que há quem lhe peça uma parte IV... depois disso nunca mais pára, e nunca se irá conseguir chegar a este aroma épico e divino que têm os dois primeiros filmes de «O Padrinho». Duas obras primas que eu considero as únicas que toda a gente deve ver, obrigatoriamente, antes de morrer, e são sempre os primeiros filmes que recomendo a qualquer pessoa. Todos têm de ver «O Padrinho» e esta encantadora sequela «O Padrinho - Parte II»

Nota: * * * * *

sábado, 11 de fevereiro de 2012

House Go Home

Boa notícia para mim próprio e não para vocês: «House» vai mesmo acabar nesta temporada!
Festa! Foguetes! Não se esqueçam do champanhe (champomi para mim fachavor!)!
Finalmente os produtores da série e a própria estação perceberam que aquilo estava a ir longe demais. Aliás, é o que aconteceu com grande parte das séries televisivas americanas.
Eu, a princípio, ainda via, de quando em vez, um ou outro episódio de «House», mas aquilo foi-se estendendo, estendendo... e tornando-se desinteressante, por isso esqueci completamente.
Eu não sou grande adepto de séries dramáticas que nos obrigam a ver episódios todos os vinte e dois episódios de 45 minutos para apanharmos a história toda da temproada (senão, perdemos todos os pormenores! Ai ai ai!). Não gosto de séries que me obriguem a ficar agarradio a elas. Por isso, grande parte das séries que vejo, ou são humorísticas e mais curtinhas, ou dramas curtos, mas bons (caso do «Luther» e «Sherlock»). Faz-me muita confusão perder tanto tempo comk programas de televisão que, talvez mais tarde, nem me vou lembrar das personagens, quanto mais da história.
Não gosto disso, desculpem.
E agora, para alimentar mais a minha alegria, só falta que acabem «Anatomia de Grey», «Clínica Privada», e tudo o mais. Essas séries nunca achei interessantes, mesmo uma grande perda de tempo.
Se é para perder tempo, perco-o com filmes ou com livros. Podem ter uma duração maior, mas são apenas uma "unidade" e não vinte e duas. E são bem mais interessantes.
Sim, é verdade, a TV está muito evoluída, mas o cinema, para mim, tem... aquela coisa. Quando se contam grandes histórias, sai sempre melhor no grande ecrã Nada que possa ser substituído. E então se for no caso do género dramático... é bem melhor o cinema, se querem que vos diga.
Claro, há exceções. «The West Wing» é muito boa, «Mad Men» tem um lado cinematográfico, as duas séries britânicas que eu mencionei são excecionais, enfim...
Vejam mas é boa televisão, pode ser?

Tempos Modernos

Esta última aparição cinematográfica do «Little Trump», a personagem do vagabundo criada e interpretada por Charlie Chaplin, é uma grande sátira política e social e uma lição de vida e de humanidade, que felizmente perdura até aos nossos dias, tornando-se, tal como outros filmes de Chaplin (como «O Grande Ditador»), um precioso documento histórico sobre o tempo em que foi filmado e os problemas que a sociedade de então tinha com que se confrontar (neste caso, a industrialização americana durante os anos 30).
«Tempos Modernos» leva-nos a entender que os nossos gestos e expressões podem dizer muito mais que as palavras. Aliás, era esse um dos objetivos de Charlie Chaplin, com este seu último filme mudo (embora com algumas partes faladas), que, durante muito tempo, combateu com a novidade de então: a introdução do som na arte cinematográfica.
Aliás, o que tem graça ver em «Tempos Modernos», tal como noutros filmes mudos de Chaplin, é a sua habilidade de mimo e do seu enorme talento para a comédia física - muito mais aperfeiçoada, digamos, nestas longas metragens. Se alguém se se lembrasse de sonorizar este filme, seria o apocalipse total.
«Tempos Modernos» é, além de uma poderosa e inspiradora crítica ao modo de trabalho americano e ao método de produção em série (que, na altura, começava a estar na moda), um filme que, à semelhança de outras obras-primas do grande artista (e para mim figura maior da Sétima Arte), nos quer fazer entender que a vida deve ser levada a sorrir, e que as pessoas devem sempre, mesmo quando estão a ser confrontadas com a maior das dificuldades, ter esperança num futuro melhor. Uma magnífica peça cinematográfica, intemporal e inesquecível.

Nota: * * * * *

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Um pequeno texto para tentar (mais ou menos) explicar o meu fascínio pelo Cinema

Acho que já devo ter falado sobre isto no blog, mas não faz mal reciclar os temas abordados nesta fatelice reles assim de vez em quando, pois não?

Acho que os meus leitores (eu e um periquito amarelo de nome Celso) não se importarão, de certeza. Até porque já são parvos em perder tempo com este blog.

Bem, vim falar-vos da minha paixão (a.k.a vício) que tenho pela sétima arte. E porquê? Porque a cada dia gosto mais de ver filmes, a cada dia comparo mais cenas de filmes com a realidade, e porque me influenciam diretamente durante todos os dias da minha existência, a cada dia, hora, minuto ou segundo.

Mas a questão que se coloca, que penso que é fundamental, sobre este meu vício bom (sim, não é como a droga, ao menos) e que merece ser respondida aos (poucos) curiosos que se têm perguntado sobre a mesma à minha pessoa (minto... a única pessoa curiosa com isto sou eu próprio, mas vou responder à mesma, não vá alguém interessar-se também - o que muito duvido) é: Porquê o cinema? Porquê elevar a um estatuto quase próximo do culto religioso películas como «O Padrinho» (que me mexe cada vez mais a cada novo visionamento), «Regresso ao futuro», «A melhor juventude», enfim, tantos filmes que me fazem crescer e aprender todos os dias?

E, se algum de vós (que já são uma minoria muito pequena, do tamanho de duas formiguinhas a carregarem uma garrafa de Sun Quick - quem se lembra do anúncio, hm?) estiver interessado em saber a resposta, cá vai:

Não sei. Mas acho que é alguma coisa dentro de mim que me incute para a Sétima Arte, mais do que a qualquer outra das Artes maiores. É assim, cada um gosta mais de outras coisas. O meu caso é o do cinema, assim como do humor. Eu gosto imenso, de uma maneira quase que obsessiva, mas pronto, é o que eu gosto. Gosto de atores, realizadores, bandas sonoras... gosto também de tentar deduzir a forma como uma ou outra cena que me interessou mais foi executada, e gosto de saber sempre mais sobre o que vejo. Gosto de encher a minha cultura cinematográfica e ir aprendendo o que é o verdadeiro cinema a sério. Eu cheguei a uma dada situação, em que gosto de voltar a rever cenas de filmes em dados momentos porque são elas que fazem sentido naquele momento.

Chamem-me poeta, chamem-me atraso de vida (o que é um desígnio mais comum que é dado à minha pessoa), mas é esta a minha opinião. E quem me pretende acabar com uma das poucas coisas pela qual me interesso mesmo e de que consigo manter uma conversa a modos que interessante, que tire o cavalinho da chuva.

Porque já dizia o versador: «tem os amigos perto, mas os inimigos...»... e é isso.

Diz que este é o 1102.º post

... e isso merece comemoração?
Ah, nem por isso.
Mas assinalar a efeméride é bom para trazer visitantes, penso eu. Ao menos um ou outro há de vir.
Portanto, venhai! Venhai e tragam amigos, que esta casa dá para todos!
A ver se um dia chegamos aos 17361531 posts.
Foi um número dito aleatoriamente, mas pareceu-me ser giro.
Vamos lá!

Outra música do Padrinho



Não há nem nunca haverá banda sonora em toda a História do Cinema com o mesmo poder que a da trilogia «O Padrinho». E, nestes últimos dias, tenho andado completamente viciado na música final da excecional sequela do primeiro filme, que já por si é uma obra-prima. Mas se eu digo que ver o primeiro é ver o primeiro e o segundo, embora seja muito bom, não pode ser comparado à primeira experiência, retiro o que disse num aspeto: a end theme de «O Padrinho Parte II» é significativamente melhor que a da «Parte I». Estes quatro minutos e treze segundos fazem uma extraordinária peça musical, que vos recomendo a ouvir.

Shine - Simplesmente Genial

Se vos disser que o filme que vi ontem fala de um artista que pretende ser o maior do mundo e cujo Pai pretende incutir nele as habilidades que ele próprio, quando era pequeno, não teve oportunidade de as alcançar, irão pensar que «Shine» é apenas um filme vulgar, propício a qualquer transmissão de sábado à tarde da SIC ou da TVI.
Contudo, «Shine» não é isto. Ou melhor dizendo, parte da história da película é isto, acompanhada com um ou outro cliché usado no cinema. Só que este filme tem a particularidade de ser brilhante e excecional, tendo apenas essa pequena entrave que não estraga a sua visualização - que, ao contrário dos filmes de sábado à tarde, os destrói completamente.
E porquê?
Porque o espetador pode encher o regalo com, além da grande realização e o estupendo argumento do filme, a magnífica performance do ator Geoffrey Rush - artista que eu muito admiro -, merecidamente vencedora de Oscares e tudo o mais. Não há palavras para a sua interpretação do pianista genial David Helfgott, um prodígio que é protagonista do filme, e a sua vida o mote da ação.
«Shine» é um filme marcante e profundo que toca a qualquer tipo de espetador. Como referi, a princípio, o filme pode deitar cá para fora um ou outro cliché, mas acho que tudo o resto, como é excelente, consegue fazer superar esse pequeno pormenor. Com uma grande carga emocional e uma excelente seleção de banda sonora, «Shine» é um filme magnífico e um soco de humanidade e humildade para todos, independentemente de se gostar de filmes deste género ou não. «Shine» é, como diz a versão portuguesa do título, simplesmente genial. A ver!

Nota: * * * * *

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Regresso ao Presente... para ver se chego ao Futuro

E pronto, cá estou eu outra vez, a escrevinhar algumas coisas neste blog, neste que é o 1099.º post deste estaminé. Se tenho alguma coisa de interessante para contar? Não. Se há algum aspeto da sociedade caricato que eu deva maldizer? Há, sim senhora, mas agora não me apetece. Se vi algum filme durante estes dias de ausência? Bem, com muita pena minha, não.

Então, para que serve este post?

Basicamente, para nada.

É só para ver que efeito faz uma pessoa escrever sobre algo que não interessa para nada, como acontece com este post.

Há muitas pessoas que fazem isso e depois escrevem livros e tudo o mais.

Eu fico-me por aqui. É mais confortável.

I'm back again! (pelo menos por mais uns diazitos, até voltar a corrida infernal para estudos de última hora, em que já vejo as letras a saltarem dos manuais e a dançarem algo semelhante ao tcha-tcha-tcha.).

E esperemos que volte para o bem, não é?

Ou não.

Ah, já tinha saudades de escrever posts assim, com parágrafos de uma frase cada.

Dá um efeito giro à coisa.

Agora com licença, que há coisas mais sérias para fazer.

Como ir ver vídeos de gatos a cairem em trampolins no Youtube.

Não, não é desta maneira que eu passo os meus tempos livres... A sério, achavam? Gatos?

Claro que não!

São cães.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Pequeno Grande Homem

Eu sempre gostei do Velho Oeste americano, gosto esse que foi muito alimentado pelas toneladas de banda desenhada do Lucky Luke que li durante alguns anos, que me ajudaram a saber de cor a maneira como as pessoas viviam naquela época, os seus costumes, todos os elementos que fazem desta parte da História da América um objeto de estudo muito interessante.
«Little Big Man» é um filme que nos transporta para o far-west americano, uma época que se tornou mitológica na História Americana e que sobre a qual existem inúmeros filmes, livros, séries de TV, etc. Mas neste western, o espetador não segue a história de um herói valente e destemido, tal como mostravam as personagens de John Wayne, metido constantemente em lutas contra individuos da pior espécie.
Em «Little Big Man», acompanhamos a história ficcional de Jack Cribbs, um homem centenário (interpretado por Dustin Hoffman, irreconhecível, diga-se - interpreta a velhice e a juventude de Crabb) que conta a um jovem jornalista as suas aventuras por terras dos índios Cheyenne, que por eles foi criado desde pequeno, as peripécias em que esteve envolvido com personagens reais, como o General Custer (comandante da Cavalaria durante a Guerra Civil Americana e nos conflitos contra os índios) e também o célebre pistoleiro Wild Bill Hickok, e por fim, sabemos os restantes pormenores da sua vida: os seus amores, as pessoas que vai conhecendo e os negócios em que se envolve, e tantas coisas mais.
Sinceramente, adorei «Little Big Man», por ser um filme que não tem qualquer tipo de artifícios nem floreados (tenta recriar o universo do Oeste ao máximo), e consegue equilibrar grandes momentos de comédia com cenas dramáticas que não lhes ficam atrás. A realização de Arthur Penn é rápida e fluente, e todas as interpretações são excelentes. «Little Big Man» tornou-se um filme que faz parte da História da América, revelando muito o que o movimento New Hollywood trouxe de novo ao Cinema Americano a partir de um dos seus mais conhecidos realizadores.
Nota: * * * * *

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Morte em Veneza

Na minha (triste e ridícula) opinião, acho que não se devem fazer comparações entre livros e suas respetivas adaptações cinematográficas. Porque muitas vezes, o filme pode não ser uma boa adaptação da obra literária, mas nem por isso deixa de ser um bom filme. As coisas são é feitas de uma maneira diferente do que na palavra escrita.
Digo isto porque eu não li a obra homónima (da autoria de Thomas Mann) de que Luchino Visconti se serviu para realizar este «Morte em Veneza». Antes de ter decidido que ia ver o filme, li algumas críticas na internet (assim lidas na vertical, para não ter de apanhar um ou outro spoiler) e algumas pessoas diziam não terem gostado do filme por a adaptação não ser fiel.
Mas ontem à noite (e terminando hoje de manhã) tirei a prova dos nove e vi «Morte em Veneza». E gostei.
Mas antes de passar a uma pequena crítica ao filme, gostava de salientar a técnica de marketing que os senhores da Warner Brothers, responsáveis pela edição em DVD, decidiram tramar. Ora então, eu li a contracapa do DVD antes de começar a ver o filme, e a sinopse diz isto: "O Compositor Gustav Aschenbach (Dirk Bogarde), de férias no estrangeiro, parece um homem reservado e civilizado. Mas o encontro inesperado com alguém de rara beleza vai o inspirar a se entregar a uma paixão oculta que pressagia um trágico destino".
Bem, quando se fala no "alguém", eu pensei que seria uma rapariga (riam-se, riam-se à vontade, que eu não fico incomodado). Também a capa do DVD dava a parecer que o alvo da paixão do compositor fosse uma fêmea. Mas não. É um rapazinho, com ar meio andrógino, diria eu, de nome Tadzio. E, no princípio do filme, ainda tive dificuldade em ver se era rapaz ou rapariga (e só descobri quando pronunciaram o nome dele). Mas perceberam a técnica que os da Warner puseram em prática? Como se aperceberam que, se dissessem que era um rapaz, isso poderia afastar eventuais compradores e visualizadores da obra, decidiram deixar em aberto e dizer apenas que se tratava de "alguém". E eu, que caí que nem um patinho, deixei-me levar. Até porque tinha também a impressão de que fosse uma mulher, porque me lembrava que era isso que tinha visto no início do filme que vi uns anos na RTP2. Mas acho que isso não prejudicou a minha visualização do filme. Foi só o espanto inicial. Mas pronto, prosseguindo para a crítica propriamente dita:
Quando se fala em «Morte em Veneza», deve-se ter em vista três coisas: primeira, a grande (e muitas vezes obsessiva) atenção ao detalhe por parte de Luchino Visconti; a segunda, a grande interpretação do ator (que para mim era desconhecido) Dirk Bogarde, e terceira, a maravilhosa música de Gustav Mahler. Acho que «Morte em Veneza» só me fez apreciar mais do que esperava pela música (o que comprova que a banda sonora de um filme, se bem escolhida, pode dar muito mais poder à fita do que se não a tivesse). «Morte em Veneza» é um espanto a nível visual, mas não tanto a nível de argumento. Mas as interpretações são muito boas, e o pouco que o argumento tem assim de excelente consegue passar despercebido pela realização atenta e minuciosa de Visconti.
«Morte em Veneza» não é um filme para todos. Não é uma fita que eu vá agora aconselhar a sua visualização a todos os meus colegas e amigos, por ser algo lenta e com pouca "ação". Mas eu gosto de ir para além das minhas preferências e descobrir coisas novas. E para mim, este primeiro filme que vi de Luchino Visconti foi uma boa surpresa. Acho que deve ser um filme que melhora a sua visualização com o passar do tempo. Talvez... Daqui a uns dez anos volto a ver o filme e depois confirmo.

Nota: * * * *

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

TDT e DVD

Ontem, anunciei no livro da cara (pensem um bocadinho e vão descobrir do que é que este mamífero está a falar) que fiquei sem os quatro canais de televisão no quarto por causa da TDT. Após uma chuva de comentários, vá, engraçados para mim por serem pessoas minhas amigas a fazê-lo, e desinteressantes para outro qualquer cidadão, houve um comentário que me despertou a atenção. E também, mais tarde, uma discussão num fórum sobre o futuro dos suportes físicos (DVD's, CD's, bolos-reis, etc), li uma frase que me despertou ainda mais a atenção, o que me fez escrever um grande post no fórum conjugando as duas temáticas que me chamaram a atenção. Eis o dito texto, devidamente adaptado à literatura de casa de banho... digo, à literatura blogueira.

(a frase que li no fórum foi esta: "Será que os indefetíveis do DVD ainda continuam a fotografar em Kodacrome e escutar vinyl?". E eu, para defender a minha posição "retrógrada" em relação ao DVD, escrevi isto:)

Qual é o mal? Ainda conheço pessoas que usam rolos para tirar fotografias, e pessoas (muitas na atualidade) que escutam música através do vinil... e ainda pessoas que gravam programas nos leitores de VHS (e também Beta!), filmam em Super8 e - imagine-se! - veem televisão!!! Oh, que arcaicas que estas pessoas são...
Agora falando nos suportes digitais bem, eu tenho a mesma opinião que muitas pessoas têm. Para mim, tal como para um purista da música faz mais sentido ouvi-la em vinil, para mim só faz sentido ver um filme se puder "tocar" nele e tê-lo num lugar privilegiado na estante e não no PC, ou como dantes, vê-lo no cinema na maneira tradicional... enfim, não me digam que pôr um disco a tocar numa aparelhagem e estar a ouvir com atenção, enquanto se folheia o livreto contido na caixa do mesmo, não é mais agradável que estar no computador, a escrever, com os mails e a mandar umas patacoadas no facebook, e com música de fundo - ou algo que parece ser isso, já que, com tanta coisa na minha cabeça, nem consigo perceber qual é a música!
Essa ideia de Progresso, é uma coisa que me chateia. As pessoas nem teem tempo para aproveitar as coisas, tal é a pressa para mudar para a novidade que se segue. Agora é os Ipads e toda essa parafernália, que dizem que mudou o mundo. Mudou o mundo o caraças! Não me venham meter ideias na cabeça que eu não quero! Odeio pessoas que acham os hábitos dos outros "antiquados" por não serem iguais aos seus.
Ainda ontem, no facebook, escrevi que a minha TV do quarto, uma pequena Sony analógica, ficou sem dar canais por causa da TDT e porque a televisão por cabo não está no meu quarto. E depois disto, vai um antigo professor meu comentar: «Ver televisão? Isso é tãããão século XX.». E daí? Não posso ver, se quiser? Se preferirem ver filmes e séries no computador, força que eu não vos contrario. Eu também vejo uma outra série na net e uso muito para ver vídeos e tudo o mais, mas nada se compara a ver num ecrã maior, e com um som mais... autêntico, I guess. Agora não me obriguem é a desfazer-me daquilo que mais gosto por causa do "progresso", e do problema de «ficar para trás».
Eu gosto dos DVD's, não tenho nenhum full HD em casa, não tenho de ter essas preocupações, deixem-me estar com o DVD que eu cá me arranjo! E não me importo de mudar de formato, mas por agora estou bem com este, obrigado. Só acho é que isto vai tudo descambar quando palavras como "livro", "colecionismo" e outras que mais, deixarem de existir nos dicionários... Se é para ver um filme no videoclube e pagar 3,50€ ou mais para o ver uma vez, de que vale isso quando posso esperar um ano ou pouco mais que isso para passar na televisão e vê-lo à borla e - mais importante - sem estar a ser propriamente pirata?
Há coisas que nunca deveriam mudar. E acho que os suportes físicos é uma delas. Mas acho que não vão acabar tão cedo. O DVD e o Bolo do Rei já se expandiram tanto que é difícil agora, de um momento para o outro, tudo passar a ser à base do VOD. Olhem, era outro hábito que eu perdia: parar uns momentos no quiosque ao pé da escola para ver se tinham o DVD tal que saía com o jornal tal (outra coisa que as pessoas querem prever que vá acontecer muito muito em breve. Talvez amanhã, com certeza...).
Ah, já agora, força aí com os Blu-rays e Purple-rays e tudo o que possa vir a seguir! Só quero, no futuro não muito distante, poder comprar um filme saído três meses antes nos cinemas a 5 ou dez cêntimos com algum jornal - ou até mesmo na Fnac, quem sabe... com as voltas que esta vida dá... se começassem a pensar no consumidor e não na sua conta bancária...


And that's all folks!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ha-ha! - Uma homenagem aos Simpsons

Podeis dizer o que quiserdes, mas «Os Simpsons» é, e sempre será, a melhor série de comédia americana de todos os tempos. Nada pode bater ou superar esta família amarela, que há já mais de vinte anos resiste e continua a dar alegrias em diversas transmissões nos ecrãs televisivos de todo o mundo! E, imagine-se!, «Os Simpsons» está quase a chegar ao meio milhar de episódios!

Lembrei-me de falar desta série porque ontem vi três episódios seguidos na FOX, canal que se encarrega de repetir e repetir e repetir e repetir esta série (o problema é que dão sempre as mesmas temporadas!), e de me ter lembrado o quanto gosto daquela série. Deve ser a única série que me acompanha desde pequeno e que gosto tanto como quando era mais novo. Podem dizer o que quiserem, sim, «Os Simpsons» teve maus episódios, tal como qualquer série, mas é uma sitcom que abriu portas e ainda hoje é muito influente e, mais do que isso, tem piada, muita piada. E foi uma série que, por já ser tão longa, teve a oportunidade de experimentar todos os tipos de comédia que existem para experimentar, e criaram novos caminhos para o humor!

Enfim, eu queria ter feito um post mais virado para o lado mais crítico dos «Simpsons» (posso só dizer que sabe criticar a América de uma maneira muito inteligente, um estilo em que nada se iguala nenhuma outra série animada da atualidade), mas só que essa inspiração veio ontem e ontem eu não pude escrever aqui. Por isso, fica aqui esta minha reles homenagem a uma das séries mais marcantes da minha curta existência.

D'oh! (este post está muito fraquinho, não está? Eu sei que sim)

Nostalgia Critic



Este foi o primeiro vídeo que vi do Douglas Walker, mais conhecido como Nostalgia Critic. Quando andava à procura, no Youtube, dos episódios do "The Critic", estavam-me sempre a aparecer vídeos dele, e decidi espreitar para ver como era.
Gostei tanto que outro dia passei mais de duas horas a ver vídeos dele. Além de ser hilariante, ele consegue fazer críticas muito interessantes e nada idiotas aos filmes/séries que aborda.

É um crítico que deve ser reconhecido por fazer este trabalho e ajudar as pessoas a perceber que muitas memórias das suas infâncias são... ridículas. Eu pouco me lembrava deste filme do Super Mario, só sabia que era mau. Ao ver este vídeo, apercebi-me que é bem pior do que eu pensava.
Mas recomendo, claro! Acho que nunca me ri tanto por causa de vídeos da internet!

Ice (Secret) Tea

O facto de eu conhecer o blog que publicito neste post tem uma história curiosa. Conheci a sua autora porque comecei a notar que tinha uma ferrenha seguidora das minhas parvoíces a darem ar de literatura. E não é o meu espanto que ambos descobrimos que andamos na mesma escola e tudo. Que coincidência, hein?

Pois bem, e depois vi o blog dela, e ela chama-se Rita, e gostei muito do que li e vi. Vale a pena clicarem aqui e vasculharem os textos da moça (sim, o último post é algo mais pessoal dela, que tem um gosto algo duvidoso, na minha opinião, em termos de música, mas... não julgem o livro pela capa pessoal!).

O primeiro filme dos Coen - e que filme!

A minha vida estudantil (que se resume, basicamente, a algo entre o "estudar de quando em vez" e o "olhar para uma parede branca como a neve") não me tem permitido, ultimamente, que a minha mente se foque mais naquilo que eu gosto mesmo de passar o tempo: a "absorção" de cultura.
Contudo, ontem à noite, como tinha um dia para pausa desta rotina cansativa e algo desnecessária, diga-se, pude ver esta pequena (mas boa!) fita dos irmãos Coen, «Blood Simple - Sangue por Sangue».
Este filme é um thriller muito intenso, com uma história muito boa e interpretações excecionais de todo o elenco. Acho que, depois de se ver «Simple Blood», ninguém lhe pode ficar indiferente.
Foi com este filme que os Coen lançaram a sua brilhante carreira. Um filme que é uma obra-prima - o que é raro acontecer, logo para um primeiro trabalho - e que, injustamente, não é muito referenciada quando se fala desta dupla. Sim, claro, «Big Lebowski» (filme que achei mediano) deixou um legado espantoso que dura até hoje, «Fargo» é, também, um filme espetacular, mas... e «Blood Simple»?
Em vez dos Coen terem feito este filme com aquele tom de comédia negra e judia em que se ambientam muitos dos seus posteriores filmes, aqui apostam numa atmosfera tensa, de cortar a respiração (odeio esta expressão, mas acho que é a que condiz com a minha perspetiva do filme) e de deixar o espetador de boca aberta (falo por mim... a dada altura do filme, é que reparei que não tava com a boca fechada). Uma verdadeira obra prima do cinema americano e do género thriller, com um argumento excelente e que pode dar algumas voltas à cabeça de alguns durante a sua visualização (mas basta seguir a fita com atenção e não se perde nada.).

Nota: * * * * *

Pardon, oui?

Não sei se escrevi bem a expressão, mas queria pedir muitas desculpas pela minha ausência, durante os últimos dias, das lides blogueiras. A minha vida estudantil não me permite ter tanto tempo para estar aqui a dissertar coisas, mas espero que o consiga fazer umas três vezes por semana, pelo menos.

Perdoai este descendente dos símios, e continuem com a vossa vidinha, sim? Além de ser - com toda a certeza - muito mais interessante que a minha, eu depois de vez em quando venho cá mandar uns palpites, 'tá bom?

Ora com licença.