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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

Os Suspeitos do Costume... e Nuno Markl!

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Hoje foi o dia. O dia em que o grupo «Os Suspeitos do Costume», do qual eu faço parte mais a Daniela Melo, o Eduardo Albuquerque e o Miguel Catana, entrevistámos, para o concurso do DNEscolas, esta ilustre figura da nossa comédia: Nuno Markl.
E foi uma experiência terrificamente enriquecedora e profundamente inesquecível para nós quatro. Tivemos uma audiência inacreditável (se na edição do ano passado havia menos lugares em sala e tivemos dificuldade em enchê-la, hoje, com 182 lugares sentados, estavam na sala mais de 220 pessoas!), um sistema de som excelente que nos auxiliou muito na entrevista, e claro, um convidado simpático e disposto a responder às perguntas destes quatro pirralhos.
O que mais me espantou foi o feedback tão positivo que tivemos do evento. Todas as pessoas elogiaram as perguntas que fizemos (inclusive o próprio Nuno Markl, que falou disso no seu facebook), mas o que foi muito mais falado foi o texto inicial - a nota biográfica do convidado, que não fizemos questão…

Os homens loucos estão de volta

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É bom saber que uma das poucas séries que eu tenho paciência para acompanhar está de volta para mais uma temporada. «Mad Men» é das poucas séries que conseguiu aumentar a sua qualidade de ano para ano. Vamos a ver o que é que esta nova fornada de episódios vai trazer de novo à vida de Don Draper. E sim, há muitos bons dramas televisivos, e muitos deles não tive ainda oportunidade de experimentar, mas mesmo assim digo que esta é das melhores séries do século XXI. Arrisco-me a dizer isso. E os Emmy são justos: desde há quatro anos que é a melhor série. Vale a pena ver «Mad Men». Não sei quando é que esta quinta temporada chega a Portugal, mas estou curioso para ver. Vai ser boa, de certeza.

Lá vem o Tio Óscar entregar mais uma fornada de prémios

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Mais uma gala de Oscares, hoje à noite. Nem sei como há pessoas que perdem quatro horas da sua vida a ver aquele "espetáculo" quando podem ter todo o resumo nas notícias do dia seguinte. OK, vale pelos momentos de humor do Billy Crystal (o veterano dos Oscares que este ano regressa!), mas para isso, vou ver no Youtube amanhã! E espero que seja assim tão bom como nas suas últimas prestações, e que pelo amor de Deus, não chegue ao nível de mediocridade da horrível dupla de 2011, Anne Hathaway e James Franco. Pois, um deles não era suficiente para fazer tanta porcaria, por isso, juntaram os dois. Como eu costumo dizer: se uma celebridade tosca incomoda muito a minha cabecinha, duas celebridades toscas incomodam muito mais.
Se há uma coisa que odeio nos Oscares é ver grande parte daquelas personalidades a serem hipócritas e falsas e muitos dos prémios serem entregues a pessoas que não fizeram um filme bom, mas um filme que convém que a Academia o ache excelente. Ah, e claro, tam…

Fim do Mundo, Lda.

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Ah, o fim do Mundo. Esse mito que se tornou numa máquina imparável de fazer dinheiro. Já ouvimos a palavra Apocalipse ou outro sinónimo em livros, revistas, filmes, programas de televisão, e um dia, quem sabe, guloseimas. Chupa-chupas com a forma de um mundo a arder, ou então rebuçados com sabor de frutas que representam bocados do mundo depois dadestruição total deste planeta azul que é a Terra.
E que é um tema que me transtorna um pouco. Não por estar preocupado que seja real ou não, mas porque as pessoas lhe dão demasiada importância.
É certo e sabido que o ser humano adora catástrofes. Basta ver-se o sucesso no box-office que têm filmes como «2012», «O dia depois de amanhã», «Guerra dos Mundos», «O Dia da Independência», enfim, uma série de filmes que fantasiaram, de várias maneiras, como é que o mundo poderia ser exterminado. Gaita, até parece que têm sede de verem o mundo a colapsar de um momento para o outro, antes de eu conseguir dizer "supercalifragilisticexpialialidocious…

Este país não é para velhos... e o filme também não!

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Adoro os irmãos Coen. O seu estilo, a sua maneira muito própria de contar uma história no grande ecrã, a acertada seleção de atores que costumam fazer nos seus filmes.
«Este País Não É Para Velhos», vencedor de quatro Oscars em 2008, contém os ingredientes a que os Coen já habituaram os seus seguidores. Profundo e negro, cativante e inovador, este filme consegue ter um ambiente de thriller muito semelhante ao primeiro filme (e primeira obra-prima) da dupla de irmãos mais conhecida do cinema da atualidade, «Blood Simple - Sangue por Sangue» (embora este filme consiga ser um pouco mais negro e menos sangrento), e uma estética muito familiar e que os Coen já tinham usado em «Fargo».
Adaptação do livro homónimo do premiado com o Pulitzer Cormac McCarthy, «Este País Não é Para Velhos» é um espanto, e mais uma obra prima a juntar à carreira dos Coen. Por acaso há uns meses tinha começado a ler o livro. Embora a história me tivesse interessado, o estilo de escrita (ou a tradução) fizeram-me af…

Chaplin: a vida do cineasta contada... em filme

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Já disse várias vezes mas volto a repetir: sempre que penso no conceito de "cinema", o primeiro nome que me vem à mente é o do Grande Charlie Chaplin. É o meu grande ídolo, e há muito tempo que esperava ver esta adaptação cinematográfica da sua vida. Vi-a ontem, e posso dizer que gostei, sim, ao contrário de muitas críticas negativas que o filme recebeu.
Não é um mau filme, o que acontece é que muitas vezes os críticos não criticam um filme pelo seu conteúdo mas por algum pormenor que não gostaram. Mas há uma coisa que tenho de concordar com muitos críticos: a vida de Chaplin foi muito, muito mais interessante do que o que foi apenas mostrado no filme. Contudo, não é por isso que o filme é uma bodega. Eu gostei, gostei da interpretação de Robert Downey Jr (e da surpreendente atuação de Geraldine Chaplin a fazer da sua própria Avó!) e da realização de Richard Attenborough (embora houvesse uma ou outra cena que, se fosse eu, me escusaria a fazer), gostei da homenagem que foi …

Voltar à América

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Foi uma enorme alegria para mim rever esta obra prima, «Era Uma Vez na América». Adorei tudo o que tinha adorado no primeiro visionamento: o forte marco que a extraordinária banda sonora de Ennio Morricone deixa a quem vê o filme, as excelentes interpretações de Robert de Niro, James Woods e todo o restante elenco, e uma história e realização magníficas. Voltei a sentir aquele arrepio na espinha de que todos estes excelentes elementos provocam em conjunto. «Era Uma Vez na América» é fantástico, e de visualização obrigatória. Pudesse grande parte dos realizadores deixar uma última obra como esta, tudo seria diferente. Mas só alguns conseguem esse feito, e Sergio Leone foi um desses Grandes.

Nota: * * * * *

Una Sconfinata Giovinezza

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Não percebo como é que filmes como este não entraram no circuito comercial português. É que o filme tem tudo o que poderia trazer espetadores e, por isso ainda podia render um bom dinheiro no nosso país. É um filme totalmente comercial, nada de experimentalismos ou cinema de autor, e no entanto, por cá nunca se ouviu falar dele.
Pude vê-lo numa sessão especial gratuita, hoje, no cinema Nimas, incluído numa Mostra de Cinema Italiano Contemporâneo, promovido pelo Instituto Italiano da Cultura. Estas sessões ocorrem de quinze em quinze dias, com seis filmes desconhecidos da distribuição feita por cá, e todos legendados em inglês. Ah, e todos à borliu!
Mas falando do filme em si. Vale a pena? Vale, porque não é um mau filme, e também porque aborda um tema muito interessante. Contudo, também não é uma fita memorável, que ficará para a História do Cinema. Isto é, também depende da sensibilidade de cada um. Acho que este filme é um desses que se engloba no género de "algumas pessoas adora…

O Quarto do Filho

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Uma história familiar e fortemente emocional é o que o espetador pode encontrar em «O Quarto do Filho» de Nanni Moretti, um drama carregado de uma grande sensibilidade (daquele género de sensibilidade muito peculiar e característico do cinema italiano) e com um toque humano e muito realista.
Nanni Moretti mostra, com «O Quarto do Filho», que sabe tocar a alma das pessoas sem precisar de achincalhar ou de recorrer a manipulações idiotas e mais "hollywoodescas", contando a história de um psicanalista que encara com o triste destino de um dos seus filhos.
A curiosidade da história é a perspetiva pouco habitual da personagem principal. Não por ser uma mente louca ou complexa, mas por se tratar de uma pessoa cuja profissão é ajudar a resolver problemas psicológicos ou emocionais dos seus pacientes.
Destaque também para as grandes interpretações de todo o elenco, especialmente de Nanni Moretti, Laura Morante e Jasmine Trinca (que, dois anos mais tarde, brilharia no épico «A Melhor Ju…

Cães de Palha: a violência através da perspetiva de uma câmara

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Quando comecei a ver «Straw Dogs - Cães de Palha», o interesse demorou algum tempo a surgir. A primeira meia hora de filme foi mais banal e menos interessante. Mas à medida que a história se ia desenrolando, não conseguia parar o DVD deste filme. A certa altura, o filme tornou-se tão "viciante", tão chocante, tão... diferente, que me colou ao ecrã até ao fim da fita.
«Cães de Palha» surge como uma reflexão sobre a violência no ser humano. O filme, que era polémico na altura e acredito que ainda seja hoje (ao contrário de muitos filmes com já uma certa idade que perderam a sua polémica inicial), porque é um filme que, além de agressivo, atira com tudo à cara de quem o vê, como se nos dissesse algo do género: «Vêde! Vêde como o ser humano pode ser inexplicável e violento quando quer. Vedes que eu tenho razão, hmm?».
Pois é, Sam Peckimpah não está para brincadeiras. É preciso uma quantidade de litros de sange suficiente para encher uma piscina e o máximo de janelas partidas possí…

Como fazer um filme hilariante que causa polémica - mas se formos a ver bem, a polémica está só na cabeça de algumas pessoas...

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Não há humor como o que fizeram os Monty Python. E «A Vida de Brian» comprova isso mesmo. Hoje de manhã apeteceu-me rever (pela milionésima vez) esta grande comédia satírica, e assim o fiz. Embora não ache este filme tão bom como o seu antecessor, o do «Cálice Sagrado» (um filme que sei praticamente de cor), acho que «A vida de Brian» foi um filme muito importante no sentido de ter mostrado que tudo era sujeito a ser alvo da comédia, independentemente da polémica que pode causar. E, atenção, eu sou católico, mas adoro os Monty Python, e apesar deste filme não me fazer rir tanto como o anterior, tem excelentes momentos de comédia e que não pretendem ferir as crenças de ninguém.
Eu aprendi a rir-me de tudo, até de mim próprio. E encontro aqui um filme que não critica exatamente o catolicismo, mas mais a religião no geral, o fanatismo e os épicos bíblicos de Hollywood (que nunca me entusiasmaram, confesso). Acho que, nesta nossa vida, que é tão curta, porque é que não nos podemos rir de t…

A minha adolescência dava um filme paquistanês

(nada contra o cinema vindo do Paquistão, que eu desconheço totalmente, mas foi só para modificar um pouco o bordão usado pelos Gato Fedorento)

A minha personagem da nova peça do teatro lá da escola tem uma fala que reza assim:

As raparigas são tão complicadas! Por um lado, parece que gostam de nós, depois já não gostam porque apareceu um rapaz mais giro e elas ficam todas loucas por ele. Francamente, não dá para compreender as mulheres...

Eu diria que, se não soubesse que não fui eu que escrevi isto, diria que saiu da minha própria boca. Porque isto reflete como tem sido a minha vivência com raparigas até hoje. E daí eu identificar-me tanto com pessoas que foram uns totós quando tinham a minha idade, tal como o Nuno Markl (embora, admito, eu seja menos cromo que ele na adolescência em certos aspetos).
Mas é isto, a adolescência... raparigas, e também ser-se parvo e gostar de fazer coisas que não correspondem ao que gostamos na realidade.
Ah, não, espera, esse não é o meu caso (felizmente!…

Vai um caixa d'óculos que diz que até é famoso lá à escola

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É oficial. Este indivíduo, que anima as pessoas nas manhãs da Comercial e a fazer Macacadas Quaisquer no Canal Q, vai lá ao Rainha Dona Leonor, com o objetivo de ser entrevistado por um grupo de (menos) ilustres individuos, entre os quais está inserido este idiota que vos escreve.
O DNEscolas conseguiub aceder ao nosso pedido e no dia 28 de fevereiro lá estaremos para fazer umas perguntinhas ao sôr Nuno Markl. Esperamos que seja uma conversa engraçada (e que, ao contrário da do ano passado, está a ter uma aderência enorme e, logo no dia em que colámos os cartazes, já circulava por toda a escolinha a notícia do evento.
Esperemos que seja uma entrevista boa - estamos a trabalhar para que assim seja - e que, mais tarde, consigamos passar à fase seguinte do concurso - isto é, se não houver problemas como no ano passado. Vamos abordar perguntas sobre humor, alguns aspetos da vida do entrevistado, e quiçá, umna ou outra questão sobre cinema ou música.
No princípio da entrevista temos de ler …

Chinatown

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Roman Polanski é um realizador que eu muito admiro, sendo um dos meus preferidos. Gosto da sua maneira muito particular de ver o cinema e de fazer filmes, visão essa que lhe permitiu criar obras primas como «O Pianista», «A semente do Diabo» e «Chinatown». Este último foi o filme que vi no dia de ontem.
Adorei «Chinatown» por não se limitar a ser um filme policial banal como abundam muitos desse género nos EUA. Além de ter uma história excelente e um argumento, da autoria desse veterano chamado Robert Towne, digno do Oscar que recebeu, este filme conta ainda com as magníficas interpretações de Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston, e lá pelo meio, Polanski faz um cameo no seu próprio filme (cameo surpreendente, diga-se!).
«Chinatown» levou Polanski a regressar aos EUA, após de lá ter saído devido ao assassínio da sua mulher Sharon Tate. Mesmo ainda com as mágoas do passado, Polanski (como diz o próprio num extra do DVD) decidiu regressar à pátria do Tio Sam porque achou que a histó…

O Amigo Americano

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«O amigo americano», de Wim Wenders, contém, além de boas interpretações por parte de Bruno Ganz e Dennis Hopper, um filme que se baseia no livro «Ripley's Game». Desconhecia esta adaptação da obra, tendo ouvido apenas falar da mais recente, com o John Malkovich (e comparando este filme com o que eu vi, diria que, pelo pouco que vi do mais recente, nada tem a ver com o mais antigo). A película fala-nos de Jonathan, que tem uma doença com desconhecidas hipóteses de sobrevivência. Com essa informação, um líder criminoso aproveita-se de Jonathan e torna-o um assassino a soldo da máfia, auxiliado por Mr Ripley, que deixa para Jonathan os trabalhos que ele não quer fazer.
Se bem que a história tem alguns estereótipos e os próprios atores não façam o seu trabalho da melhor maneira, acho que vale a pena ver «O amigo americano», que entretanto se tornou um filme de culto, com o passar dos anos. Um bom thriller para quem gosta do género.

Nota: * * * *

O Padrinho - Parte II

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«O Padrinho - Parte II» mostrou, pela primeira vez, que a sequela de um filme poderia ser tão boa como o seu antecessor, ou até para muitos, melhor.
Este segundo capítulo centra-se mais na personagem de Michael Corleone (Al Pacino numa interpretação indescritível), embora a caminhada de ascensão do novo Don seja intercalada pela história das origens do seu Pai, Vito Corleone (interpretado por um impecável Robert de Niro), onde percebemos a causa de se ter metido no mundo dos negócios obscuros da máfia.
Que há mais para dizer desta extraordinária sequela, inigualável e, na minha opinião, tão boa como o primeiro filme (se escolhesse entre um ou outro, acho que estaria a ser injusto, se bem que ver "o" primeiro filme dá-nos aquela sensação da descoberta da obra-prima. A sequela continua o conceito de alta qualidade do primeiro capítulo, mas falta esse pequeno "gostinho")?
Acho que fico mesmo sem o que dizer. O que é pena, porque sempre que tento escrever sobre filmes…

House Go Home

Boa notícia para mim próprio e não para vocês: «House» vai mesmo acabar nesta temporada!
Festa! Foguetes! Não se esqueçam do champanhe (champomi para mim fachavor!)!
Finalmente os produtores da série e a própria estação perceberam que aquilo estava a ir longe demais. Aliás, é o que aconteceu com grande parte das séries televisivas americanas.
Eu, a princípio, ainda via, de quando em vez, um ou outro episódio de «House», mas aquilo foi-se estendendo, estendendo... e tornando-se desinteressante, por isso esqueci completamente.
Eu não sou grande adepto de séries dramáticas que nos obrigam a ver episódios todos os vinte e dois episódios de 45 minutos para apanharmos a história toda da temproada (senão, perdemos todos os pormenores! Ai ai ai!). Não gosto de séries que me obriguem a ficar agarradio a elas. Por isso, grande parte das séries que vejo, ou são humorísticas e mais curtinhas, ou dramas curtos, mas bons (caso do «Luther» e «Sherlock»). Faz-me muita confusão perder tanto tempo comk pro…

Tempos Modernos

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Esta última aparição cinematográfica do «Little Trump», a personagem do vagabundo criada e interpretada por Charlie Chaplin, é uma grande sátira política e social e uma lição de vida e de humanidade, que felizmente perdura até aos nossos dias, tornando-se, tal como outros filmes de Chaplin (como «O Grande Ditador»), um precioso documento histórico sobre o tempo em que foi filmado e os problemas que a sociedade de então tinha com que se confrontar (neste caso, a industrialização americana durante os anos 30).
«Tempos Modernos» leva-nos a entender que os nossos gestos e expressões podem dizer muito mais que as palavras. Aliás, era esse um dos objetivos de Charlie Chaplin, com este seu último filme mudo (embora com algumas partes faladas), que, durante muito tempo, combateu com a novidade de então: a introdução do som na arte cinematográfica.
Aliás, o que tem graça ver em «Tempos Modernos», tal como noutros filmes mudos de Chaplin, é a sua habilidade de mimo e do seu enorme talento para a …

Um pequeno texto para tentar (mais ou menos) explicar o meu fascínio pelo Cinema

Acho que já devo ter falado sobre isto no blog, mas não faz mal reciclar os temas abordados nesta fatelice reles assim de vez em quando, pois não?
Acho que os meus leitores (eu e um periquito amarelo de nome Celso) não se importarão, de certeza. Até porque já são parvos em perder tempo com este blog.
Bem, vim falar-vos da minha paixão (a.k.a vício) que tenho pela sétima arte. E porquê? Porque a cada dia gosto mais de ver filmes, a cada dia comparo mais cenas de filmes com a realidade, e porque me influenciam diretamente durante todos os dias da minha existência, a cada dia, hora, minuto ou segundo.
Mas a questão que se coloca, que penso que é fundamental, sobre este meu vício bom (sim, não é como a droga, ao menos) e que merece ser respondida aos (poucos) curiosos que se têm perguntado sobre a mesma à minha pessoa (minto... a única pessoa curiosa com isto sou eu próprio, mas vou responder à mesma, não vá alguém interessar-se também - o que muito duvido) é: Porquê o cinema? Porquê elevar …

Diz que este é o 1102.º post

... e isso merece comemoração?
Ah, nem por isso.
Mas assinalar a efeméride é bom para trazer visitantes, penso eu. Ao menos um ou outro há de vir.
Portanto, venhai! Venhai e tragam amigos, que esta casa dá para todos!
A ver se um dia chegamos aos 17361531 posts.
Foi um número dito aleatoriamente, mas pareceu-me ser giro.
Vamos lá!

Outra música do Padrinho

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Não há nem nunca haverá banda sonora em toda a História do Cinema com o mesmo poder que a da trilogia «O Padrinho». E, nestes últimos dias, tenho andado completamente viciado na música final da excecional sequela do primeiro filme, que já por si é uma obra-prima. Mas se eu digo que ver o primeiro é ver o primeiro e o segundo, embora seja muito bom, não pode ser comparado à primeira experiência, retiro o que disse num aspeto: a end theme de «O Padrinho Parte II» é significativamente melhor que a da «Parte I». Estes quatro minutos e treze segundos fazem uma extraordinária peça musical, que vos recomendo a ouvir.

Shine - Simplesmente Genial

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Se vos disser que o filme que vi ontem fala de um artista que pretende ser o maior do mundo e cujo Pai pretende incutir nele as habilidades que ele próprio, quando era pequeno, não teve oportunidade de as alcançar, irão pensar que «Shine» é apenas um filme vulgar, propício a qualquer transmissão de sábado à tarde da SIC ou da TVI.
Contudo, «Shine» não é isto. Ou melhor dizendo, parte da história da película é isto, acompanhada com um ou outro cliché usado no cinema. Só que este filme tem a particularidade de ser brilhante e excecional, tendo apenas essa pequena entrave que não estraga a sua visualização - que, ao contrário dos filmes de sábado à tarde, os destrói completamente.
E porquê?
Porque o espetador pode encher o regalo com, além da grande realização e o estupendo argumento do filme, a magnífica performance do ator Geoffrey Rush - artista que eu muito admiro -, merecidamente vencedora de Oscares e tudo o mais. Não há palavras para a sua interpretação do pianista genial David Helfg…

Regresso ao Presente... para ver se chego ao Futuro

E pronto, cá estou eu outra vez, a escrevinhar algumas coisas neste blog, neste que é o 1099.º post deste estaminé. Se tenho alguma coisa de interessante para contar? Não. Se há algum aspeto da sociedade caricato que eu deva maldizer? Há, sim senhora, mas agora não me apetece. Se vi algum filme durante estes dias de ausência? Bem, com muita pena minha, não.
Então, para que serve este post?
Basicamente, para nada.
É só para ver que efeito faz uma pessoa escrever sobre algo que não interessa para nada, como acontece com este post.
Há muitas pessoas que fazem isso e depois escrevem livros e tudo o mais.
Eu fico-me por aqui. É mais confortável.
I'm back again! (pelo menos por mais uns diazitos, até voltar a corrida infernal para estudos de última hora, em que já vejo as letras a saltarem dos manuais e a dançarem algo semelhante ao tcha-tcha-tcha.).
E esperemos que volte para o bem, não é?
Ou não.
Ah, já tinha saudades de escrever posts assim, com parágrafos de uma frase cada.
Dá um efeito giro…

O Pequeno Grande Homem

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Eu sempre gostei do Velho Oeste americano, gosto esse que foi muito alimentado pelas toneladas de banda desenhada do Lucky Luke que li durante alguns anos, que me ajudaram a saber de cor a maneira como as pessoas viviam naquela época, os seus costumes, todos os elementos que fazem desta parte da História da América um objeto de estudo muito interessante.
«Little Big Man» é um filme que nos transporta para o far-west americano, uma época que se tornou mitológica na História Americana e que sobre a qual existem inúmeros filmes, livros, séries de TV, etc. Mas neste western, o espetador não segue a história de um herói valente e destemido, tal como mostravam as personagens de John Wayne, metido constantemente em lutas contra individuos da pior espécie.
Em «Little Big Man», acompanhamos a história ficcional de Jack Cribbs, um homem centenário (interpretado por Dustin Hoffman, irreconhecível, diga-se - interpreta a velhice e a juventude de Crabb) que conta a um jovem jornalista as suas aventu…

Morte em Veneza

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Na minha (triste e ridícula) opinião, acho que não se devem fazer comparações entre livros e suas respetivas adaptações cinematográficas. Porque muitas vezes, o filme pode não ser uma boa adaptação da obra literária, mas nem por isso deixa de ser um bom filme. As coisas são é feitas de uma maneira diferente do que na palavra escrita.
Digo isto porque eu não li a obra homónima (da autoria de Thomas Mann) de que Luchino Visconti se serviu para realizar este «Morte em Veneza». Antes de ter decidido que ia ver o filme, li algumas críticas na internet (assim lidas na vertical, para não ter de apanhar um ou outro spoiler) e algumas pessoas diziam não terem gostado do filme por a adaptação não ser fiel.
Mas ontem à noite (e terminando hoje de manhã) tirei a prova dos nove e vi «Morte em Veneza». E gostei.
Mas antes de passar a uma pequena crítica ao filme, gostava de salientar a técnica de marketing que os senhores da Warner Brothers, responsáveis pela edição em DVD, decidiram tramar. Ora então…

TDT e DVD

Ontem, anunciei no livro da cara (pensem um bocadinho e vão descobrir do que é que este mamífero está a falar) que fiquei sem os quatro canais de televisão no quarto por causa da TDT. Após uma chuva de comentários, vá, engraçados para mim por serem pessoas minhas amigas a fazê-lo, e desinteressantes para outro qualquer cidadão, houve um comentário que me despertou a atenção. E também, mais tarde, uma discussão num fórum sobre o futuro dos suportes físicos (DVD's, CD's, bolos-reis, etc), li uma frase que me despertou ainda mais a atenção, o que me fez escrever um grande post no fórum conjugando as duas temáticas que me chamaram a atenção. Eis o dito texto, devidamente adaptado à literatura de casa de banho... digo, à literatura blogueira.

(a frase que li no fórum foi esta: "Será que os indefetíveis do DVD ainda continuam a fotografar em Kodacrome e escutar vinyl?". E eu, para defender a minha posição "retrógrada" em relação ao DVD, escrevi isto:)

Qual é o mal?…

Ha-ha! - Uma homenagem aos Simpsons

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Podeis dizer o que quiserdes, mas «Os Simpsons» é, e sempre será, a melhor série de comédia americana de todos os tempos. Nada pode bater ou superar esta família amarela, que há já mais de vinte anos resiste e continua a dar alegrias em diversas transmissões nos ecrãs televisivos de todo o mundo! E, imagine-se!, «Os Simpsons» está quase a chegar ao meio milhar de episódios!

Lembrei-me de falar desta série porque ontem vi três episódios seguidos na FOX, canal que se encarrega de repetir e repetir e repetir e repetir esta série (o problema é que dão sempre as mesmas temporadas!), e de me ter lembrado o quanto gosto daquela série. Deve ser a única série que me acompanha desde pequeno e que gosto tanto como quando era mais novo. Podem dizer o que quiserem, sim, «Os Simpsons» teve maus episódios, tal como qualquer série, mas é uma sitcom que abriu portas e ainda hoje é muito influente e, mais do que isso, tem piada, muita piada. E foi uma série que, por já ser tão longa, teve a oportunidade…

Nostalgia Critic

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Este foi o primeiro vídeo que vi do Douglas Walker, mais conhecido como Nostalgia Critic. Quando andava à procura, no Youtube, dos episódios do "The Critic", estavam-me sempre a aparecer vídeos dele, e decidi espreitar para ver como era.
Gostei tanto que outro dia passei mais de duas horas a ver vídeos dele. Além de ser hilariante, ele consegue fazer críticas muito interessantes e nada idiotas aos filmes/séries que aborda.
É um crítico que deve ser reconhecido por fazer este trabalho e ajudar as pessoas a perceber que muitas memórias das suas infâncias são... ridículas. Eu pouco me lembrava deste filme do Super Mario, só sabia que era mau. Ao ver este vídeo, apercebi-me que é bem pior do que eu pensava.
Mas recomendo, claro! Acho que nunca me ri tanto por causa de vídeos da internet!

Ice (Secret) Tea

O facto de eu conhecer o blog que publicito neste post tem uma história curiosa. Conheci a sua autora porque comecei a notar que tinha uma ferrenha seguidora das minhas parvoíces a darem ar de literatura. E não é o meu espanto que ambos descobrimos que andamos na mesma escola e tudo. Que coincidência, hein?

Pois bem, e depois vi o blog dela, e ela chama-se Rita, e gostei muito do que li e vi. Vale a pena clicarem aqui e vasculharem os textos da moça (sim, o último post é algo mais pessoal dela, que tem um gosto algo duvidoso, na minha opinião, em termos de música, mas... não julgem o livro pela capa pessoal!).

O primeiro filme dos Coen - e que filme!

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A minha vida estudantil (que se resume, basicamente, a algo entre o "estudar de quando em vez" e o "olhar para uma parede branca como a neve") não me tem permitido, ultimamente, que a minha mente se foque mais naquilo que eu gosto mesmo de passar o tempo: a "absorção" de cultura.
Contudo, ontem à noite, como tinha um dia para pausa desta rotina cansativa e algo desnecessária, diga-se, pude ver esta pequena (mas boa!) fita dos irmãos Coen, «Blood Simple - Sangue por Sangue».
Este filme é um thriller muito intenso, com uma história muito boa e interpretações excecionais de todo o elenco. Acho que, depois de se ver «Simple Blood», ninguém lhe pode ficar indiferente.
Foi com este filme que os Coen lançaram a sua brilhante carreira. Um filme que é uma obra-prima - o que é raro acontecer, logo para um primeiro trabalho - e que, injustamente, não é muito referenciada quando se fala desta dupla. Sim, claro, «Big Lebowski» (filme que achei mediano) deixou um legado e…

Pardon, oui?

Não sei se escrevi bem a expressão, mas queria pedir muitas desculpas pela minha ausência, durante os últimos dias, das lides blogueiras. A minha vida estudantil não me permite ter tanto tempo para estar aqui a dissertar coisas, mas espero que o consiga fazer umas três vezes por semana, pelo menos.

Perdoai este descendente dos símios, e continuem com a vossa vidinha, sim? Além de ser - com toda a certeza - muito mais interessante que a minha, eu depois de vez em quando venho cá mandar uns palpites, 'tá bom?

Ora com licença.